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opinião As ectoplasmias eafísica moderna A materialização dos espírito

Jornal de Espiritismo nº 12 · 2005Página 75 min

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As ectoplasmias eafísica moderna

A materialização dos espíritos é uma das provas irrefutáveis da imortalidade da alma, pertencendo aos fenómenos de efeitos físicos. Sendo uma das faculdades mais convincentes, para os habituais incrédulos, representa uma mais-valia na análise da constituição do próprio

Cientistas insuspeitos e alguns laureados com o Nobel, como Charles Richet (1850- 1935), William Crookes (1832-1919), Ernesto Bozzano (1862-1943), Gabriel Delanne (1857-1926) e Alexander Aksakof (1832- 1903), estudaram-na no mais profundo rigor científico. Destacamos sir William Crookes no século passado, um dos maiores cientistas de Inglaterra, sendo o mais notável estudioso desta temática. Físico e químico consagrado, Crookes notabilizou a materialização como ninguém o mais raro fenómeno de que tinha sido testemunha.

Será que o precursor das actuais criações acerca da constituição da matéria, investigando a espectografia, os raios catódicos, a radioactividade, inventor do radiómetro, do espintariscópio, bem como do metal brancoTálioum dos elementos químicos da Tabela Periódica de Mendeleiev, disse a última palavra? Obvio que não.

Para os incrédulos, hoje em dia o dito "inconsciente" explica tudo, sem explicar nada. Puro jogo de palavras!

Há bem pouco tempo era a loucura, alucinações etc. Bem, a psiquiatria ainda tem muito que palmilhar, todos sabemos disso. Parafraseando Victor Hugo "a ciência é aberta, os sábios é que são fechados". Os fenómenos mais acentuados oriundos do mundo espiritual, foram sem dúvida os dos efeitos físicos. Para darem conhecimento de sua presença eles utilizaram-se de vários recursos, através dos médiuns ostensivos. Denominando-se tiptologia, pneumatografia, aparições tangíveis etc.

Apesar de alguns pensarem como tema extinto, está bem longe de o ser, pois, quem pensa assim, desconhece as novas revelações da física, que trará "pano para mangas'" a esta temática.

Comenta Hipócrates: "Há verdadeiramente duas coisas diferentes: saber e crer que se sabe. A ciência consiste em saber; em crer que se sabe reside a ignorância." À Ectoplasmia (de ectoplasma + ia) é a ciência do ectoplasma que consiste no seu estudo ou na faculdade que alguns indivíduos (médiuns) têm para a criação ectoplasmática. Dos raríssimos investigadores que conhecemos é o nosso amigo e colega o eng.º civil e professor de física Carlos de Brito Imbassahy, com mais de dez anos de experiência nestes casos, lançando o livro «As Aparições e os Fantasmas», sendo uma obra de grande rigor cientifico.

Parafraseando este notável investigador, os espíritas estudiosos e convictos esqueceram-se de dois fundamentais objectivos do Espiritismo; a pesquisa acurada e a busca incessante da verdade.

dos fenómenos. Os mais importantes factos da Materialização Experimental verificamse entre médiuns que, durante o sono ou transe mediúnico, catalisaram o ectoplasma dos presentes e vegetais das redondezas, bem como de animais.

O cientista espírita ainda vai mais longe afirmando que se pode detectar o ectoplasma quando de uma reunião mediúnica por osciloscópios próprios de alta sensibilidade. Escreve ainda que o ectoplasma, nessas circunstâncias, se define como elemento radiante, em contraposições à sua forma orgânica, quando doseado no citoplasma. O ectoplasma localiza-se entre a matéria e a energia radiante, envolvendo o protoplasma da célula.

As plantas possuem em excesso, tal substância. Formado essencialmente de oxigénio activado, carbono, fósforo, potássio e hidrogénio; todos atomizados, ou seja, seêm se formarem moléculas ou polímeros. Tudo indica que o ectoplasma é o grande elo entre as radiações do perispírito e do corpo somático. Ou seja, "sendo este o responsável pela elaboração das células orgânicas e suas modulações quando activadas por uma reacção de campo perispiritual”.

O ectoplasma levar-nos-á um dia, pela Materialização Experimental, ou Ectoplasmia, a resultados surpreendentes para a humanidade. A física de partículas Já se vem aproximando desta realidade inevitável.

O conceituado físico de Niteroi, Brasil, afirma, "quem sabe se, assim como os encarnados podem se valer dessa energia para efectuar as aparições estereológicas e as luminosas, os encarnados também não possam empregá-las para plasmar seus corpos físicos?". Muito corajosa esta sua interrogação, pode parecer "absurda" à primeira vista, contudo repetimos, a física anda muito perto desta temática e será inegavelmente um auxiliar nesta interrogação de Imbassahy.

Allan Kardec diz-nos, que a materialização, ou aparição tangível diz respeito à corporificação parcial ou total de entidades. Podendo-se materializar espíritos desencarnados, objectos e muito raramente encarnados. Esta não se processa pela condensação ectoplasmática, apresenta-se antes como uma aparição amorfa, ora gasosa, ora sólida, para então ser possível a aparição tangível ou diáfana, segundo o investigador francês e doutor em medicina Gustave Geley (1865-1924).

A materialização resumidamente se divide em: AstralizaçãoDistingue-se da materialização propriamente dita. AÀ manifestação apresenta uma substância ectoplasmática muito rarefeita, sendo somente visível por médiuns videntes. EterializaçãoEste fenómeno difere da materialização integral, devido à sua constituição ectoplasmática pouco densa, contudo indica todo o cunho desta. Neste caso particular, a aparição apresenta-se como um ser humano vaporoso, contudo

material e bem visível para quem a vê. FiscalizaçãoDistinto da materialização total de entidades. A aparição apresenta uma modelagem espiritual semelhante ao médium. Deixa algumas dúvidas pois fica difícil a percepção da sua autenticidade, pois não se sabe por vezes se esta é do perispírito do médium ou da própria entidade desencarnada. Daíocélebre caso da médium Otília Diogo (Uberaba, MG, 1964) sofrer injustas acusações de fraudes, porque em algumas das suas materializações, em particular de espíritos masculinos, surgiam com seios ou tendo semelhanças com sua fisionomia.

Após o famoso cientista inglês Crookes ter dado sua invejável contribuição neste campo, não mais se pensou no assunto. Quem não ouviu falar de Kate King e sua induvidosa materialização (1872) pela mediunidade da jovem Cook de 16 anos? É um autêntico paradoxo desligarmo-nos das investigações e estudos efectuados por Allan Kardec e sir William Crookes. É imperioso no meio espírita pesquisar sempre, não se pode estagnar.

Aliás temos e voltamos a repetir a Física, que anda rondando estes assuntos. Astrofísicos, físicos, médicos e químicos, sempre procuraram uma fonte neste fenómeno. As aparições integrais ou parciais, os objectos que se projectam ou surgem repentinamente em sistemas fechados não são privilégio das gerações passadas. Que nós espíritas, jamais esqueçamos a parte cientifica da Doutrina dos Espíritos. Emmanuel diz-nos: "ninguém alcançará voo mais alto sem ter desenvolvido as duas asas: a do Amor e a da Sabedoria."

Mais do que nunca, a Ectoplasmia é necessária sim, quando os físicos contemporâneos se abeirarem destes fenómenos e, retornando ás investigações, dentro das limitações logísticas e conjunturais; dentro dum clima fraternal, tendo por meta o discernimento e amor ao estudo, em prol da Humanidade. Na ciência deste novo milénio voltou a haver espaço para o sonho, esse mesmo como dizia o distinto físico luso, Rómulo de Carvalho (ou o seu «alter ego», o poeta português António Gedeão), “O sonho comanda a vida”.

Finalizamos, com as catalisadoras mensagens de Emmanuel/Chico Xavier, In Roteiro; "Corpos sólidos, líquidos, gasosos, fluidos densos e radiantes, energias sutis, raios de variadas espécies e poderes ocultos tecem a rede em que a nossa consciência se desenvolve, na expansão para a imortalidade gloriosa."

luis.almeidaOmail.telepac.ptBibl. Imbassahy, Carlos de Brito In «As Aparições e os Fantasmas»; Tourino, Nazareno In «O trabalho dos Mortos e a Tolice dos Vivos»; Crookes, William In «Fatos Espíritas»; Dellane, Gabriel In «O Fenómeno Espirita»; Aksakof In «Animismo e Espiritismo»; Richet, Charles In «Tratado de Metapsíquica»; Gibier, Paulo In «Materializações de Espíritos»; Ranieri In «Materializações Luminosas».

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