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Ficha Técnica

Jornal de Espiritismo nº 20 · Janeiro 2007Página 24 min

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Editorial FICHA TÉCNICA Jornal de Espiritismo Periódico Bimestral Director: Ulisses Lopes Editor: Jorge Gomes Maquetagem: www.loucomotiv.com Fotografia: Loucomotiv e Arquivo Tiragem: 2000 Exemplares Registado no Instituto da Comunicação Social com o n.º 124325 Depósito Legal: 201396/03 Administração e Redacção ADEP Rua do Espírito Santo, N.º 38, Cave Nogueira – 4710-144 BRAGA Assinaturas Jornal de Espiritismo Apartado 161 4711-910 BRAGA E-mail jornal@adeportugal.

org Conselho de Administração Noémia Margarido, Isaías Sousa Publicidade Apartado 161 4711-910 BRAGA pub@adeportugal.org Propriedade Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal NIPC 504 605 860 Apartado 161 4711-910 Braga E-mail: adep@adeportugal.org http://www.adeportugal.org Impressão Oficinas de S. José – Braga A ostra persistente No início deste novo ano não podíamos faltar a este encontro consigo. E fazemo-lo à laia de mosqueteiros!

Juntos, estamos a crescer no tempo, estacionando menos na estrada evolutiva, aprendendo mais, quando se deixou cair o uso de armas, nem mesmo como ornamento. Nesta edição destacamos uma pesquisa científica que ousa analisar os resultados de doentes tratados com terapias vinculadas à espiritualidade, e de forma favorável. Será decerto uma entre muitas que se seguirão. O Luís viu, e não deixou passar em branco: boa malha!

Falava Noémia das crónicas publicadas na revista «Visão» a raiarem a temática espírita de um nome impossível de ignorar na cul- tura hodierna portuguesa: Lobo Antunes. Eugénia não hesitou, conhecedora, puxou da pena e registou o apontamento. Já passaram os 250 anos bem contados so- bre o nascimento de Mozart, imagine. Não é que me lembre de o ver, mas até parece que foi ontem. Eamúsica daquele homem que tão pequenino precocemente revelou um talento ímpar anda aí no ar ainda.

An- tena extraordinária das harmonias de que fala Allan Kardec em «Obras Póstumas», tem em Helena Queirós as palavras cuidadas que o avivam na memória. De outro âmbito, má memória a de quem espalha o crime e a corrupção com vasta ignomínia sobre os direitos humanos. O Zé Carlos tem aqui o cuidado de explicar que a justiça é uma conta aberta entre vidas, e no plano espiritual. A sabedoria de Deus exclui punição mas não dispensa o correctivo que leva à educação sobre os milénios.

A Sílvia fala disso de outra forma no vídeo «Entre vidas», assim como a Quelinha Marisa que dá notícia de um filme de que já até meu filho me falou quando o viu no cinema, mas que ainda não vi. Agora saiu em vídeo: novo ano vida nova, quem estiver como eu vai gostar de ver «E se fosse verdade?». E a Manuela? Tem cá um jeito para levar as crianças a debruçarem-se sobre as ideias espíritas! Quando voltarmos a nascer, numa nova infância, tenho como certo que todos vamos querer ler a página dela!

Não con- corda? Se não, é só porque ainda não viu… Nosso João Xavier está atento à imprensa, e faz o comentário de um justo a uma das várias matérias que deambulam nas rotativas. Amélia, na sua crónica, fala de «Quando o mundo parou». Por muito que alguém jure a pés juntos que isso não é possível, às vezes é mesmo capaz de parar. Tem de ler. Força de expressão, claro. Roberto partilha com os leitores o facto da mediunidade — aquela sensibilidade de alguma forma captar informação entre pla- nos de vida, o mundo espiritual e o nosso — estar presente em qualquer família: quem não conhece uma história com a avó, a tia ou o primo?

O Carlos traz-nos um outro livro: «Aconte- ceu na casa espírita». E não fica por aí, diz sim ao nosso convite de, em 2007, publicar um artigo em cada número deste jornal sobre os 150 anos passados sobre o lança- mento em Paris, França, da 1.ª edição de «O Livro dos Espíritos», no memorável dia 18 de Abril de 1857. Depois de tudo isto, não percamos mais tempo. Votos de boa leitura! E bom ano para todos: façamos por isso.

Texto: Jorge Gomes – jorge.je@clix.pt Era uma vez, uma ostra que morava dentro de uma concha, presa a um rochedo, no mar. Um dia formou-se um grande temporal, com muito vento. O vento provocou ondas muito grandes, que batiam no rochedo com grande violência, pondo em perigo a segurança da ostra. E a ostra lutava muito para continuar firme no rochedo; porque as ostras ficam presas no rochedo por fiozinhos que são criados pela própria natureza.

As ondas eram muito violentas, batiam com muita força ocasionando o desprendimento de um pedaço de rocha indo atingir a concha; causando um pequeno ferimento na ostra. A ostra chorou de dor, vertendo uma pequena lágrima, que ficou “guardada” dentro da concha. Apesar da dor, a ostra não desanimou, não perdeu a fé, continuou a segurar-se na rocha, até que o temporal passou. O tempo foi passando. E aquela lágrima, que ficou guardada na sua concha, transformou-se até ficar uma linda pérola, perfeita e brilhante.

Se a ostra, tivesse perdido a fé, ela ter-se-ia desprendido da rocha e teria morrido no fundo do mar. Mas sua coragem foi maior, e hoje ela é a ostra mais feliz daquela rocha, porque traz dentro de si uma pérola maravilhosa como prémio do seu esforço, da sua luta para vencer. Assim a ostrinha mostrou-nos que a per- sistência faz vencer as dificuldades, e que a dor é o remédio de que muitas vezes necessitamos para vencer.

Se não fosse aquele pequeno ferimento que lhe deu ocasião de verter uma lágrima, hoje ela não teria aquela pérola valiosa fruto de sua dor e de sua persistência. Fonte: A Nova Era – 15/4/1990. Trans- crição Joel e Aida. Por Anna Vello Gaviolle. Internet: http://www.universoespirita.org. br/texto%2015_06_01/A%20OSTRINHA%20 PERSISTENTE.