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Jornal de Espiritismo nº 24 · Setembro 2007Página 43 min

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Consultório Autismo Indaga Manuel Maria, de Sesimbra: «O que pode a doutrina espírita oferecer aos portadores de autismo?». PUBLICIDADE Jornal de Espiritismo A revelação nas suas mãos! Leia... Assine... Divulgue! Assinatura anual (Portugal continental) € 7,00 Assinatura anual (Outros países) € 15,00 Saiba como na página 18 PUBLICIDADE Um autista não padece dessa doença por um mero acaso biológico, nem os seus pais e familiares estão a conviver com ele por casualidade Ricardo Di BernardiPrezado Manuel, aqui vai um resumo, com nosso abraço.

Primei- ro, a doutrina espírita pode ajudar-nos a compreender que um autista não padece dessa doença por um mero acaso biológi- co, nem os seus pais e familiares estão a conviver com ele por casualidade. Há uma continuidade de vidas anteriores e sobre- tudo continuidade do período intermissivo (entre as encarnações) ou erraticidade. Assim sendo, convém considerar que o autismo decorre de causas pretéritas, em especial do período da chamada “errati- cidade” quando posturas psíquicas foram determinantes para esta situação que será transitória no decurso do tempo.

Segundo, o autismo, segundo alguns autores encarnados e desencarnados, é uma expressão física, de uma importante desarmonia espiritual na qual o espírito re- cusa insistentemente reencarnar, rejeita ou não quer e não admite renascer. Em função disto, traz um aspecto de estar ausente, não adaptado, à realidade encarnatória. Terceiro, a doutrina espírita pode também auxiliar no tratamento e orientação aos familiares: além das sempre recomendáveis posturas universais e cristãs, de compre- ensão, carinho e respeito, há atitudes que podem benefi ciar a um espírito encarnado nesta situação.

Por exemplo, conversar com o autista quando ele estiver a dormir, pois a conver- sa é captada pelo inconsciente (espírito). Durante o sono o cérebro cede espaço para que comuniquemos directamente com o espírito. Nesta conversa, falar devagar, pausadamente e dizer: «Estamos contentes porquê estás aqui entre nós. Tens muito que fazer aqui na Terra. Vais ser feliz nesta vida. Nós amamos-te muito. És inteligente, nós sabemos que és inteligente.

És amoro- so, sentimos que és amoroso». Conte factos bonitos, fale das belezas da natureza, da amizade, do amor, etc. Depois ou antes da conversa coloque músicas suaves. Mentalizando o chakra frontal (testa entre os olhos) envie em pensamento uma ener- gia luminosa azul-clara e brilhante, repe- tindo pensamentos claros, lúcidos, curtos, por exemplo: “Amanhã será sábado, sábado (repetir) é dia de (citar)...,”. “Quando acor- dares vais pensar num bom dia, vais dizer bom dia, eu vou dizer-te bom dia...

“. Imagine e repita: “Uma energia agradável, bela, azul, clara e brilhante está a entrar-te pela testa, diga: “a sensação é “boa”! Repetir as frases... mentalize e fale da cor azul. Depois mentalize o chakra cardíaco, imagi- ne uma energia luminosa rosa, envolvendo o coração do autista, e dizer que é uma energia “boa”. Diga: “Agora vais sentir a energia do nosso amor, sente o amor a entrar com esta ener- gia rosa.” “Sinta a energia do carinho, Fulano (diga o nome da pessoa), pense: eu gosto de...

(cite) eu amo... eu sou capaz de amar (fale deva- gar), eu sou capaz de gostar das pessoas.” “O meu olhar vai dizer que eu amo as pes- soas.” E assim por diante. Acresce ainda o facto de se poder e se dever colocar o nome nos trabalhos espiri- tuais de irradiação. Não recomendaríamos irradiação colectiva, mas individual, isto é, específi ca para a pessoa ou o caso. Dar passes magnéticos, água energizada, preces, eventualmente trabalhos de desob- sessão (considerar que o problema não seja obsessão mas auto-obsessão, portanto dar este enfoque, esta condução).

Indispensável orientar para manter o acom- panhamento médico e muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiita paciência. Um abraço fraterno. Dr.