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Editorial Ela é minha amiga A existência de um corvo branco provaria q

Jornal de Espiritismo nº 28 · Maio 2008Página 24 min

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Editorial Ela é minha amiga A existência de um corvo branco provaria que nem todos os corvos são pretos. Falava assim Júlio, como se desabafasse, e aludia à investigação que se faz por todo o mundo próxima de áreas da fronteira do conhecimento científico. Para a maior parte dos homens e mulheres da pesquisa científica convém-lhes mais investigar dentro dos temas do agrado da hierarquia, caso contrário o mais certo poderá ser uma carreira profissional acanhada.

Há excepções… claro. De onde vem isso? Vem de longe. O ser humano que subsiste em grupo deixou marcas indeléveis no inconsciente e o poder, exercido dos bastidores ou em primeira linha, é a pílula dourada que uns buscam muito mais do que outros. Apetecível para a maior parte, esta pulsão surge como uma «porta larga», transcende a política e espraia-se por todo o lado em que se juntem dois ou mais. Por falar nisso, diz-se que Jesus garantiu: «Sempre que dois ou três se reunirem em meu nome, estarei no meio deles».

Mas todos sabemos que se é fácil fazer grupos bem mais difícil é perceber o mestre ali no meio. Se o parágrafo acima está indexado superficialmente como religioso, nos grupos sob a égide da ciência aplica-se o mesmo princípio. O conhecimento capaz de se fixar nas mentes de um tempo histórico e de uma geografia particular tem peias, não menos fortes do que as que os feirantes usam para levar as suas galinhas ao mercado, mas igualmente eficazes.

Num grupo qualquer, para que o conhecimento mais avançado não seja rejeitado à conta de disparate, tem de se ponderar a Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários foi atingido por um bombardeamento. Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata. As restantes ficaram gravemente feridas. Entre elas, uma menina de oito anos foi considerada em pior estado. Era necessário chamar ajuda por um rádio e, ao fim de algum tempo, um médico e uma enfermeira da Marinha dos EUA chegaram ao local.

Teriam de agir rapidamente, senão a menina morreria, devido aos traumatismos e à perda de sangue. Era urgente fazer uma transfusão, mas como? Reuniram as crianças e, entre gesticompatibilidade do que se vai dizer. Senão, anátema! Seja no laboratório ou no templo. Há uns 30 anos, no rio Âncora, perto de Viana do Castelo, quando ele ainda era límpido, a minha amiga Paulinha dizia de outra na sua doce voz infantil: «Olha, também sabes nadar?

És tão esperta!». Todos acharam disparate, ela falava da motricidade, inteligência era capacidade de resolução de problemas. Encabulada, desconhecia que talvez apenas uma década depois, um dos autores que questionou a definição de inteligência, decompôs esta em sete e do púlpito universitário* estabeleceu que existe, entre outras formas de inteligência, a da elevada motricidade. Hoje, ninguém se ri disso. A experimentação em condições controladas ao máximo é a forma segura de se avançar nessa estrada do conhecimento, cheia de curvas e contracurvas.

Sim, sem dúvida. E quando os fenómenos não cabem no tubo de ensaio? Sem descurar os amplos e imperdíveis benefícios da pesquisa científica, a humanidade ao longo da sua história de sobrevivência e de evolução vai acertando aqui e ali mais pela sabedoria do que pelo conhecimento oficial… Olha… vai ali! Passou um corvo branco, de um branco puro, asas abertas no céu, a voar! Também o viu? Por Jorge Gomes * Howard Gardner, da Universidade de Harvard (EUA), resumiu as 7 principais inteligências do ser humano, sendo uma delas a Inteligência Corporal.

Esta liga-se à habilidade para o desporto e a um grau de motricidade e coordenação. foto loucomotiv culações, arranhadas no idioma, tentaram explicar o que estava a acontecer e que precisariam de um voluntário para doar o sangue. Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente. Era um menino chamado Heng. Preparam-no à pressa, ao lado da menina agonizante, e espetaram-lhe uma agulha na veia.

Ele mantinha-se quieto, com o olhar fixo no tecto. Passado algum momento, deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão livre. O médico perguntou-lhe se estava a doer, mas ele negou. Porém, não demorou muito a soluçar de novo, contendo as lágrimas. O médico ficou preocupado e voltou a perguntar-lhe se lhe doía, e novamente ele negou. Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso, mas ininterrupto. Era evidente que alguma coisa estava errada.

Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia. O médico pediu então que ela procurasse saber o que estava a acontecer a Heng. Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e explicando algumas coisas. E o rosto do menino aliviou-se. Minutos depois ele estava novamente tranquilo. A enfermeira então explicou aos americanos: «Ele pensou que ia morrer, não entendera o que lhe tinham explicado e estava a pensar que ia dar todo o seu sangue para a menina não morrer».

O médico aproximou-se dele e, com a ajuda da enfermeira, perguntou: «Mas, se era assim, por que é que te ofereceste para dar o teu sangue?». E o menino respondeu, simplesmente: «ELA É MINHA AMIGA...». Fonte: http://www.omensageiro.com.br/ mensagens/mensagem-37.