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Literatura Espiritismo passo a passo com Kardec Palais Royal Este livr

Jornal de Espiritismo nº 28 · Maio 2008Página 194 min

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Literatura Espiritismo passo a passo com Kardec Palais Royal Este livro contém o essencial para o estudante espírita, o trabalhador espírita, ou qualquer pessoa que queira conhecer a doutrina, fique com conhecimentos e directrizes seguras para saber o que na realidade é o Espiritismo: quais os seus fundamentos, o seu carácter, o seu método e a sua finalidade. PUBLICIDADE Toda a informação que contém resultou de um estudo profundo da Codificação Espírita e de outras obras complementares, como sejam as obras mediúnicas de Francisco Cândido Xavier (Emmanuel e André Luiz) e de J.

Herculano Pires, entre outros autores de reconhecida idoneidade doutrinária. No primeiro capítulo que o autor intitulou de «Justificativa», diz-nos o seguinte: «Muitas pessoas se dizem espíritas, mas poucas realmente conhecem o Espiritismo. A grande maioria, por comodismo ou por falta de hábito de leitura e falta de esforço na sua própria transformação moral, prefere ouvir dos outros a pesquisar em fontes seguras. Outras, na busca de satisfazer suas paixões, preferem unicamente o contacto com os Espíritos, objectivando apenas obter compensações, como se o Espiritismo fosse uma religião de favorecimentos pessoais.

Por isso, aceitam, cegamente, tudo o que vem dos Espíritos, na expectativa de beneficiar-se dessa “amizade”.» E, ainda: «Sem o estudo sério e continuado da Doutrina, é impossível aprofundar a sua compreensão.» Para além da exposição e resumo de todos os fundamentos doutrinários, no seu tríplice aspecto de ciência, filosofia e religião, contidos na Codificação, também nos apresenta de forma muito objectiva, muito clara, assuntos básicos e importantes, como sejam: a distinção entre Espiritismo e Espiritualismo; história do nascimento do Espiritismo; diferença entre Espiritismo e movimento espírita; o centro espírita e suas actividades (atendimento, grupos de estudo, DIJDepartamento Infanto-Juvenil, reuniões mediúnicas, fluidoterapia, etc.)

A temática do homossexualismo, do suicídio, do aborto, da pena de morte, da eutanásia, da doação de órgãos e transplantes, da clonagem, etc., temas tão candentes nos tempos actuais, que suscitam tantas incompreensões e paixões, são analisados à luz do Espiritismo, libertando-nos das superstições e da ignorância. Esta obra também marca , segundo o nosso ponto de vista, uma nova era na História do movimento espírita brasileiro e, muito em particular, da centenária e veneranda FEB – Federação Espírita Brasileira, pois que repudia liminarmente a doutrina do advogado de Bordéus J.

B. Roustaing, que durante mais de um século vivia à sombra do Espiritismo, não obstante o seu repúdio por Allan Kardec n’A Génese, tendo semeado muitas divisões e mal entendidos entre os espíritas. Christiano, diz-nos o seguinte a respeito do Celeste Benfeitor que Roustaing divinizou: «Partilhamos também da convicção de que a concepção (geração ou fecundação) do corpo de Jesus ocorreu de forma normal, como acontece com todos os homens, isto é, não foi virginal, mas sim de forma natural, pela coabitação entre Maria e José, situação que não representa nenhum demérito para os Espíritos Superiores da estirpe de Jesus, pois o sexo equilibrado é faculdade criadora da alma, a serviço do Amor.

Sobre esse ponto, Kardec também foi categórico, ao afirmar, em A Génese, cap. XV, itens 65 e 66, que “desde o momento da concepção até o nascimento, tudo se passa, pelo que respeita à sua mãe, como nas condições ordinárias habituais da vida” e que “Jesus, pois, teve, como todo homem, um corpo carnal e um corpo fluídico [perispírito]”.» (pág. 256) Roustaing e os Espíritos que o fascinaram e isolaram, para lhe transmitirem e imporem a grande mistificação, estavam impregnados do conceito de que o sexo é pecado e, por isso, todos somos filhos do pecado, tal e qual como a visão das igrejas cristãs tradicionais.

A obra de Rounstaing, por si só, quando lida, impede que o movimento espírita europeu se imponha na sociedade, porque encerra absurdos que violentam o bom senso e a inteligência. Considerá-la como espírita, seria vacinar as consciências que não abdicam do raciocínio, de aceitarem e reconhecerem o Espiritismo como aquele Consolador que Jesus nos prometeu. Devemos ter ser presente o alerta do espírito Erasto, quando nos disse que «Mais vale rejeitar dez verdades do que admitir uma única mentira, uma única teoria falsa.

» O autor Christiano Torchi nasceu em 1954, na cidade de Presidente Prudente (SP); licenciou-se em Letras (1976), pela Fundação Universidade Estadual de Maringá (PR) e em Direito (1984), pelas Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso. Exerceu advocacia em Campo Grande (MS), de 1984 a 1995 e, daí até ao presente, integra o quadro de assessores jurídicos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Como membro actuante do movimento espírita do Mato Grosso do Sul (Campo Grande), colabora com a FEMS – Federação Espírita de Mato Grosso do Sul, na divulgação da Doutrina Espírita e trabalha no Centro Espírita Discípulos de Jesus como monitor do ESDE – Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita e como dirigente de reuniões mediúnicas.

Se não encontrarmos este livro nas instituições espíritas portuguesas, visto ser recente o seu lançamento, podemos adquiri-lo na Livraria Bertrand.