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leitor Gratos pelo estimulo!

Jornal de Espiritismo nº 3 · 2004Página 279 min

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A gentileza dos nossos Leitores é comovedora. Segundo mensagem mediúnica de André Luiz, muitos projectos se esboroam por falta de estimulo.

Embora não nos sintamos em regra ameaçados por falta de entusiasmo, muitas das pessoas que nos lêem, imaginel!, arranjaram tempo para nos contactar e — mesmo com alguns pequenos acidentes de trabalho que temos verificado existir nesta fase de arranque deste jornal, por nossas próprias limitações (a corrigir definitivamente já nesta edição) — inculcam-nos a responsabilidade maior de progredir até ao infinito...

Mário, do Bombarral, 41 anos, professor de profissão e aluno do Curso Básico de Espiritismo, pela internet, escreveu: "Olá Noémia! Este número do Jornal de Espiritismo está ainda melhor que o primeiro. Acho que fizeram muito bem em

reduzir o formato e mudar o papel. Fica mais... leve, mais fácil de manusear, está melhor! Parabéns, pois, à equipa! Todos os artigos muito pertinentes e bem apresentados!"

Pelo telefone um elemento do Núcleo Espiírita Cristão disse que os jornais rapidamente esgotaram, estão "a ser muito bem aceites, as pessoas procuram-no". Em breve devem aumentar as quantidades, mas querem consolidar bem. Gostaram muito deste, é mais jornal.

Também a Associação "Nosso Lar'", de Aveiro, escreve: "E com muito prazer que informamos que o vosso jornal teve bom acolhimento junto dos nossos trabalhadores e utentes do nosso Centro".

Venho dizer-vos que este último jornal está nota dez, como dizem nossos amigos brasileiros. Já vendemos todos e preciso de mais cinco, e mais dois do primeiro n.º, certo? Mande quanto antes está bem? As pessoas estão gostando. Abraços!»

Até dos Açores recebemos estiímulos: «Acho que está muito bom, o segundo está muito mais simpático do que o primeiro, e tem temas muito interessantes, o Espiritismo está de parabéns, estamos todos de parabéns, continuem. Ontem também falei com Noémia Margarido sobre o jornal e outros assuntos, acho que futuramente também enviaremos algumas coisinhas para publicar a ver se conseguimos abanar um

pouquinho o Espiritismo por estas bandas, a seu tempo tudo fluirá. Abraços fraternos! Ana Sales»

De Santarém, a Associação Cultural Espírita enviou 40 euros, em vez dos 16 euros devidos, «para pagamento dos exemplares enviados e despesas de expedição» e «os nossos melhores votos de longa vida ao Jornal de Espiritismo, que foi muito bem acolhido pelos companheiros de ideal espiírita».

Resta-nos concluir: e porque ninguém nos escreveu noutro sentido, aqui partilhamos esta alegria consigo, cientes das limitações diversas que nos caracterizam, mas que prometemos ir superando para a cada dia melhor servirmos Jesus.

decidido. Jogavam-se os últimos minutos da partida. Subitamente, dá-se o inesperado. Estupefactos, milhares de espectadores vêem o jogador cair desfalecido no relvado.

Com incredulidade, no estádio e em casa, em directo, assiste-se a um momento de trágica emoção. Os jogadores ajoelhados no campo choram convulsivamente, rezam, jogam as mãos à cabeça. As equipas médicas esforçam-se na tentativa de reanimar o corpo prostrado que teima em não reagir. Pressente-se o desfecho inevitável.

Horas depois confirma-se a notícia: aos 24 anos, o internacional húngaro, Miklos Feher, abandona o corpo físico. O país, em estado de choque, reage com tristeza à notícia da morte súbita do jovem futebolista. Em todo o mundo a notícia propaga-se.

Ouve-se a opinião pública nas rádios e nas televisões. “Isto faz-nos pensar.” “Não tem explicação. Não há palavras.” “Para uma coisa destas ninguém se prepara.” “E a lei da vida. A vida quis assim.” “Estou triste.” “Aqui não há equipas: é um ser humano.” “Podia ser meu filho: tenho um filho com a mesma idade.” “Ninguém conseguiu ficar indiferente: era um ser humano.” “Acredito que há um poder superior.”

Gera-se uma onda de solidariedade que extravasa o estrito sentir clubístico. De repente, é como se nos déssemos conta da inevitabilidade da morte e do valor da vida. Ouve-se alguns entrevistados falar em sentimentos de revolta e dor. A razão parece recusar a evidência da morte, obrigando a reflectir sobre o porquê da vida.

Se aprofundássemos essa reflexão compreenderiamos a justiça de Deus e a necessidade da reencarnação como instrumento de aperfeiçoamento do

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910 BRAGA (portes incluídos).

espírito. Compreenderiamos, também, a lei de causa e efeito. Saberíamos que tudo tem um objectivo na vida. Chegariamos, pouco a pouco, aos postulados do Espiritismo e acreditaríamos, como sendo o seu corolário natural e lógico, na vida para além da morte e na pluralidade dos mundos habitados.

“Qual é a causa da morte dos seres orgânicos?””, perguntou Kardec aos espíritos (L.E. 68). “A exaustão dos órgãos”, responderam eles.

Para nós, os espíritas, o espírito não morreu, libertou-se do corpo e regressou à pátria espiritual. A sua morte lembranos a importância de nos conhecermos e a consciência do trabalho que realizamos aqui na Terra em busca da perfeição. “Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus”, disse Jesus a Nicodemos (João 3:3).

Sabe que pode divulgar sem custos os acontecimentos da sua Associação para mais de 1300 pessoas?

Basta enviar a noticia para adep(Qadeportugal.org e para além de ser enviada por e-mail será inserida na Agenda do movimento espírita português, no respectivo dia e mês, facilitando assim a consutla de eventos espíritas nacionais. Para consultar a Agenda basta aceder a www.adeportugal.org

Podemos definir o coma como uma síndroma ou estado caracterizado pela perda da consciência, da sensibilidade e da motilidade voluntária, com persistência da respiração e da circulação.

Assim, o corpo físico de uma pessoa em coma não é capaz de perceber os estímulos internos e externos e de reagir a esses estimulos apreendidos... Mas, espiritualmente, o indivíduo seria capaz de perceber o que acontece em redor? O espírito ficaria preso ao corpo ou comportar-se-ia como no sono, em que “viaja” para outras dimensões? E o que estudaremos a seguir.

Recebemos o seguinte e-mail em 5 de Fevereiro: «Gostava de saber o que acontece com o espírito de uma pessoa em coma (qualquer coma). Fica preso ao corpo ou viaja para outras dimensões como ocorre com uma pessoa quando dorme?

Embora o pioneirismo das pesquisas das experiências de pessoas que tiveram morte clínica e que depois voltaram a viver, isto é, as pesquisas de experiências de quase morte (EQM) ou na versão americana near death experience (NDE) caiba, indubitavelmente, à psiquiatra suíça Elisabeth Kubler-Ross, radicada nos EUA, foi através da publicação do livro do médico americano Raymond A. Moody Jr. que o assunto ganhou interesse internacional, pois o livro «Vida Depois da Vida» foi um best-seller mundial.

Raymond A. Moody Jr. era de família da Igreja Presbiteriana e, “em termos de organização", era membro da Igreja Metodista. Frequentou os Cursos de pós-graduação em Filosofia da Universidade de Virgínia nos EUA, recebendo doutoramento em 1969. Depois de ensinar Filosofia durante três anos, decidiu fazer Medicina e quando escreveu o livro «Vida depois da Vida» (Life after Life) pretendia tornarse psiquiatra e ensinar Filosofia da Medicina numa escola de Ciências Médicas.

Publicado em 1975, o livro «Vida depois da Vida» não pretendia provar que existe vida depois da morte, contudo, como veremos, o livro é mais um argumento a favor de prova da imortalidade e individualidade da alma depois da morte... O livro foi prefaciado por Elisabeth Kúbler — Ross.

Portanto, dois médicos pesquisadores confirmam que pacientes em coma “continuam a ter informação consciente do seu ambiente, depois de terem sido declarados clinicamente mortos”. Como os materialistas explicariam a vida de relação persistir no momento do coma? Eis uma das descrições de um médico na pesquisa de Moody: “Uma paciente minha teve uma parada cardíaca diante do cirurgião que

da sua “morte'. Ela disse que não lembrava de muito, excepto me ouvir dizer: Vamos tentar mais uma vez e depois desistimos'. (Raymond A. Moody Jr. Vida depois da Vida. 9 ed., nórdica, Rio de Janeiro, 1984, p. 33). Embora o estudo inicial de Moody contasse um número relativamente pequeno, pois dos 150 casos, ele utilizou em torno de 50 de primeira mão, isto é, entrevistados por ele, a concordância dos relatos das pessoas que passaram pela experiência de quase morte (EQM) foi impressionante...

Prosseguindo, Moody ampliou o seu trabalho e foram publicados outros livros seus. Como existiam críticas quanto ao número relativamente reduzido de casos iniciais por ele estudados, no livro «A Luz do Além» essa questão foi definitivamente ultrapassada. Diz o autor: “O pesquisador de opinião pública George Gallup Jr. descobriu que oito milhões de adultos nos Estados Unidos tinham tido uma EQM. Isso equivale a uma pessoa em cada grupo de 20”.

Ele conseguiu analisar o conteúdo dessas experiências, mediante uma investigação dos seus elementos. Eis o que descobriu. Esta pesquisa comprovou, claramente, que as EQM são muito mais comuns na sociedade do que qualquer um de nós, pesquisadores, poderia imaginar.” (Raymond A . Moody Jr. «A Luz do Além». Nordica e Círculo do Livro, Rio de Janeiro, 1995, p. 15-16).

Indubitáveis os achados de Moody, ratificados pela pesquisa GALLUP.

Em nenhum momento o autor faz referência à doutrina dos espíritos, codificada por Allan Kardec; contudo, podemos demonstrar que todas as vivências exibidas pelos pacientes que sofreram EQM, descritas acima, são concordantes com a doutrina dos espíritos. Destacamos que não há a menor referência a “colónias espirituais” tão destacadas pelo movimento espírita brasileiro, aliás com um certo patriotismo... Destacamos, também, que as vivências de pacientes com EQM eram formalmente idênticas, apesar da diversidade

Esta doutrina não fala, especificamente, sobre o coma; no entanto, podemos inferir o que acontece com o espírito no coma, através das respostas às questões 422, 423 e 424 de «O Livro dos Espíritos», de Allan Kardec (a respeito de letargia e morte aparente) e do comentário de KARDEC em seguida, que assim se inicia: “A letargia e a catalepsia têm o mesmo princípio que é a perda momentânea da sensibilidade e do movimento (...)

”. Portanto, se no sono e na letargia a alma não fica presa ao corpo, a fortiori não ficará presa no coma, até porque “(...) o espírito jamais fica inactivo” (cf. resposta à questão 401 de «O Livro dps Espíritos»). O espírito de uma pessoa nãe fica preso ao corpo no coma, poils-zeste s% mciona a vida vegetativa e nesse estado o corpo só precisa do espírito para mantê-lo vivo; o espírito “preso ao corpo” ficaria inactivo, sem condições instrumentais para evoluir.

Por isso, acreditamos doutrinariamente que no coma o espírito estará em outras dimensões, sem estar adstrito ao corpo, em situação semelhante à de uma pessoa a dormir. Enfim caríssimo Carlos Sousa, coma e sono constituem momentos de maior liberdade do espírito, ainda cativo no corpo: no sono ela será por tempo maior, pois ocorre durante toda a nossa existência terrena e no coma, somente enquanto este dura. A imortalidade e individualidade da alma após a morte podem ser evidenciadas, cientificamente, por via mediúnica (pela codificação espírita) e as outras duas vias de pesquisa ratificam-na.

Através de factos patentes, é provado o que na IÍndia milenar e na Teosofia concluía-se através da fé e da experiência mística.

Texto: Iso Jorge Teixeira (Livre-docente de Psicopatologia e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, CREMERJ: 52-14472-7)

Sentimentos de paz e quietude

Sensação de estar noutro mundo

ia operá-la. Eu também estava presente e observei suas pupilas a dilatarem-se. Tentámos ressuscitá-la durante algum tempo, mas não estávamos a conseguir, e aí pensei que ela estava perdida. Disse ao outro médico que estava a trabalhar comigo: Vamos tentar mais uma vez e depois desistimos'. Desta vez conseguimos que o coração batesse e ela voltou a si. Mais tarde perguntei o que ela lembrava

Hipóteses como liberação de substâncias químicas no momento da agonia, fantasias, alucinações, etc., nada explicam diante da concordância impressionante dos relatos, tanto nas EQM quanto na Codificação realizada por KARDEC a partir de 1857, embora personalíssimos.

Que diz a doutrina dos espíritos sobre o coma?

Faça a sua pergunta sobre saúde mental!

notícias... notícias... notícias...

No passado dia 24 de Janeiro ocorreu na sede social do Centro Espírita Caridade por Amor*, eleições dos seus corpos sociais referentes ao biénio 2004/2005, ficando assim constituídos: Assembleia Geral: presidente, Carlos dos Santos Ferreira; 1.º secretário, Lígia Almeida, 2.º secretário, António Pereira Fernandes. Conselho Fiscal: presidente, Angelo Correia dos Santos; 1.º secretário, Tito Ferreira Gomes; relator, Rámon Gonzalez. Conselho Directivo: presidente, Luís de Almeida; vice-presidente, Cátia Martins; tesoureiro, Pedro Miguel Silva; 1.º secretário, Cecília Morais; 2.º secretário, Cristina Carvalho; 1.º vogal, Ricardo Godinho, 2.º vogal, António Costa.

* CECACentro Espírita Caridade por Amor Rua da Picaria, nº 59 — 1º Frente - 4050 — 478 Porto — Portugalwww.ceca.web.pt ; Telefone: (+351) 912160015; E-mail: ceca(gsapo.pt

ASSOCIAÇÃO CULTURAL ESPÍRITA HELIL: INAUGURAÇÃO EM FARO

No dia 25 de Janeiro, pelas 15h00, foi inaugurada a Associação Cultural Espírita Helil*. A nova associação tem como objectivos o estudo, a prática e a divulgação da doutrina espírita no seu tríplice aspecto (filosófico, científico e moral), segundo o postulado na codificação de Allan Kardec.

A sala foi pequena para acolher todos aqueles

que se quiseram associar ao evento. Presentes estiveram os representantes da Federação Espírita Portuguesa (FEP), da União Espírita do Algarve (UEA) e de todas as associações espíritas federadas do Algarve. Estiveram ainda presentes os representantes de outras associações e núcleos espíritas, bem como amigos e familiares.

Abertos os trabalhos, foi feita uma menção e um agradecimento às inúmeras mensagens de congratulações que chegaram de todo o país, bem como às ofertas de livros, de várias procedências, que integrarão o acervo da futura biblioteca da associação. Depois de lido um fax enviado pelo presidente da FEP, Arnaldo Costeira, solidarizando-se com os presentes, foi dada a palavra aos representantes da FEP, Vítor Mora Féria, e da UEA, João Palma Cláudio, que expressaram a sua satisfação pelo surgimento desta associação na capital do Algarve.

Seguidamente foi declamado, por Dulce Guerreiro, um poema de Luís Vaz de Camões (espírito), “Nova Sagres”, psicografado por Hernâni T. Santana, e feita a apresentação da nova associação pelo presidente da Direcção, Reinaldo Barros.

Octávio Santos, do Centro Espírita Boa Vontade, de Portimão, abordou o tema “Espiritismo e Sociedade”, seguindo-se-lhe João Luiz Batista que reflectiu, de forma emocionada, sobre “A Casa Espírita”. Na continuidade das actividades programadas, o grupo infanto-juvenil da associação cantou algumas canções; foi declamado, por Maria Luísa Ording, o poema “Gratidão”, de Amélia Rodrigues (espírito), psicografado por Divaldo Pereira Franco e encerraram-se as actividades com a belíssima ária “Avé Maria”, cantada por Susana Fonseca.

A tarde terminou com um lanche-convívio oferecido a todos presentes.

A associação informa que iniciará as suas actividades públicas com os seguintes horários de funcionamento: à terça-feira, das 19:45 às 20:45, atendimento; das 21:00 às 21:45; palestra pública, e a partir das 21:45 fluidoterapia; aos sábados, das 15:00 às 16:00, evangelização de infância e juventude; das 16:30 às 17:30, atendimento; das 18:00 às 19:00, curso sistematizado da doutrina espírita (sujeito a inscrição).

* Urbanização de Santo António do Alto, lote 58, loja B, em Faro (contactos 966 859 273, 964 342 785, 967 762 282).

CENTRO DE CULTURA ESPÍRITA: = 1.º ANIVERSÁRIO

Dia 16 de Janeiro, entre as 21 e as 22h00 decorreu uma mesa redonda subordinada ao tema «O centro espírita», no âmbito do primeiro aniversário do Centro de Cultura Espírita. Este evento decorreu na sede desta associação, no bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, n.º 34, r/c, tendo sido convidados para fazer parte deste debate um dirigente espírita da Associação Espírita de Santarém, um outro de Almeirim, um representante da Associação Espírita da Nazaré, um dirigente do Grupo Espírita da Marinha Grande, e ainda um representante da Associação Cultural Espírita, bem como um dirigente da associação aniversariante.

Contou este evento com a participação do público que interveio no respectivo debate.

SEMINÁRIO EM LEIRIA: FELICIDADE SEM CULPA

A Associação Espírita de Leiria organizou um seminário cujo focalizador foi ADENAUER NOVAIS, dirigente do Centro Espírita Casa da Redenção Joanna de Angelis, do Brasil, psicólogo. Porque a maioria das pessoas que procuram a casa espírita o fazem assoberbadas por problemas sem fim que tanto dificultam a sua felicidade, o Seminário FELICIDADE SEM CULPA dirigiu-se a dirigentes, trabalhadores e frequentadores das instituições espíritas, bem como ao público em geral, e realizou-se na Associação Espiírita de Leiria nos dias 14 e 15 de Fevereiro.

Os subtemas abordados foram Percepção da Felicidade, Psicologia da Pessoa, Libertação do passado, Obstáculos à Felicidade, Medos e Culpas, Felicidade frente ao inevitável, O Amor, Desejos íntimos, Sabedoria e Felicidade, entre outros.

Humberto de Campos (espírito) no livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, psicografado por Francisco Cândido Xavier, informa que as Cruzadas haviam confundido as lições do Evangelho “ensanguentando todas as bandeiras do mundo cristão”. Era preciso recomeçar tudo de novo. Assim, no último quartel do século XIV Jesus chama Helil, “encarregado dos problemas sociológicos da Terra”, e atribui-lhe a primeira etapa do gigantesco trabalho que terá por berço o Brasil.

A 4 de Março de 1394, em Portugal, no Porto, renasce Helil, como o quinto filho de D. JoãoIe de D. Filipa de Lencastre. Chamou-se Henrique, o Navegador, o Infante de Sagres, e foi o primeiro a sonhar eapôr em prática os planos de expansão mundial do pequeno e valoroso reino português. Foi ele quem organizou a frota concentrada no Porto para a expedição a Ceuta destacando-se na conquista desta cidade marroquina (1415) onde o seu pai o armou cavaleiro juntamente com os seus dois irmãos mais velhos.

Em 18.2.1416 tornou-se administrador e governador da Ordem de Cristo de que seria investido por Martinho V em 20.5.1420. Inicia a

exploração dos mares, redescobrindo o Porto Santo (1419), a Madeira (1420) e o grupo oriental dos Açores (1427). Para o adestramento técnico dos seus marinheiros e arquivar as experiências e realizações obtidas, D. Henrique rodeou-se de peritos, fundando em Sagres uma autêntica escola náutica, chamando a Portugal, entre outros mestres, o já célebre cartógrafo Jafuda, ou Jácome de Malhorca, que com os elementos fornecidos pelos navegadores portugueses elaborou novas cartas náuticas.

Entre os interesses determinantes da sua dedicação às navegações contamse as de ordem religiosa (espírito de cruzada, que lhe impunha a propagação da fé católica), política e económica. Mas a sua dedicação à empresa ultramarina não era um exclusivo. Reorganizou os estudos (1431) da Universidade de Lisboa, de que foi um desvelado protector, onde introduziu o estudo da Matemática e da Astronomia.

Os seus grandes interesses centravam-se nas terras de além-mar e por isso viveu a maior parte do tempo na sua vila algarvia de Lagos ou Vila do Infante (Sagres). Ingentes os problemas pesavam sobre os seus ombros: a preparação e

execução das expedições marítimas, a colonização dos arquipélagos da Madeira e dos Açores, as relações com a África recém-descoberta (no aspecto comercial, político e missionário), a responsabilidade do governo da Ordem de Cristo, a defesa dos direitos e interesses de Portugal junto do Papa e do rei de Castela. Tenaz e persistente, o êxito das primeiras expedições marítimas levou-o a lançar-se, norteado pelo ideal de cruzada, corroborado pelo de interesses de ordem económica e política, na empresa dos Descobrimentos que abriu novos rumos não só a Portugal mas ao mundo inteiro.

Mas quem foi Helil no passado? Em nota de rodapé, na página 25 do citado livro, a FEB esclarece que o autor espiritual preferiu a forma árabe Helil em vez da hebraica Hilel (forma aportuguesada de Hillel), mais usada. Hillel, o Velho, sábio judeu, viveu entre o ano 70 a.C. (Babilónia) e o ano 10 da nossa era (Jerusalém). Membro da família de David, quase foi contemporâneo de Jesus. Foi um dos mais eminentes rabis do seu tempo. O estudo com os mestres da sua época, Shemaiáh e Abtaliom, proporcionou-lhe invejável cultura, sendo de salientar que a tradição lhe

atribuiu um alto posto no Sanadrin com o título de Nasi (Príncipe). Todavia, a sua personalidade não se projectou apenas na área da Cultura. Ele passará à posteridade como o grande instrutor que reunia e praticava as virtudes da caridade, tolerância, humildade, paciência e piedade. Era um homem bom, prudente e que gostava de estudar. Foi um dos mais respeitáveis fundadores do judaísmo rabínico, líder ético da sua geração.

As suas “Sete Regras”, que formam a base da hermenêutica rabínica, lançariam as bases para uma interpretação mais liberal das Escrituras.

As suas máximas são coincidentes com os ensinamentos do Cristo: “o que for desagradável para ti, não faças ao teu próximo, nisto se resume toda a Lei; tudo o mais não passa de comentário”; “não julgues o teu próximo antes de te colocares no seu lugar”.

Bibliografia: “Lexicoteca, Moderna Enciclopédia Universal”, Círculo de Leitores; “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, pelo Espírito Humberto de Campos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, FEB; “Reencarnação e Imortalidade”, Hermínio C. Miranda, FEB; “O Reformador”, Outubro de 2003, FEB.

COMEMORAÇÕES DO 10.º ANIVERSÁRIO

O Centro Espírita Boa Vontade comemorou os seus 10 anos de actividade com uma série de palestras em vários dias, mas sempre aos sábados, com início às 18h30.

Dia 7 de Fevereiro, José Sendão palestrou sobre «Consciência e Progresso». Dia 14, falou um representante do Centro Espírita Luz Eterna. Em 21 conferência de Palma Cláudio, presidente da União Espírita do Algarve e da Associação Espírita de Portimão, abordou o tema «Lei de Causa e Efeito». Reinaldo Barros debruçou-se sobre «Champolion, um caso de reencarnação», no sábado seguinte. O Centro Espírita Boa Vontade tem nova sede: Rua Luís Antão, 31 — 4.º (próximo da Igreja Matriz). Porém, esta associação pede que não se envie correio para esta morada, mas sim para o Apartado 2002, 8501-902 Portimão. Octávio Santos, um dos dirigentes do Centro Espírita Boa Vontade, responde a estas perguntas:

— Como surgiu a vossa associação? Octávio Santos — Antes de responder à pergunta, se me permites gostaria de recordar o primeiro contacto que tive com o Espiritismo, que aconteceu, num fim de tarde do já distante ano de 1976, pouco tempo depois de ter deixado o seminário, num pequeno grupo, que se reunia, na Av. 25 de Abril, n.º 21, em casa de José da Silva Gabriel, a quem muito devo, pela confiança que em mim depositou, pois saí do seu lar com 2 livros: “O Livro dos Espíritos” e o “Evangelho Segundo o Espiritismo”; e duas dívidas: os livros e a gratidão, que conservo para todo o sempre, pois saí do seu lar sentindo-me mais leve que uma pena, liberto do medo das penas eternas do inferno, compreendendo, que Deus é Pai de Amor e que portanto não castiga, sempre dá mais uma oportunidade, e com um desejo imenso de estudar aquela nova doutrina, onde encontrara a libertaçãoea paz de espírito.

Voltei ao Alentejo, não me tornei espírita, gostava de ler, “sobre estas coisas e tudo o que tivesse a ver com “ocultismo”, a inexistência de grupos espíritas, apesar de uma ou duas tentativas para organização de grupo para experiência de fenómenos mediúnicos, fez com que pouco a pouco os meus interesses se fossem diversificando. Sempre sentindo um vazio que procurava preencher, sem encontrar solução... sentia que era chamado a fazer qualquer coisa mais,

além do trabalho profissional, mas não encontrava saída.

Casei, vim viver para Portimão, nasceu um bebé lindo, surgiram problemas de saúde e outros. Os médicos não davam solução. Lembrei-me do sr. Gabriel. Desta vez telefonei a pedir auxílio, tinha vindo à mente: “Um passe talvez ajude”. Estávamos em Fevereiro de 1988. Informou-me que já não estava ligado à associação portimonense em que o conhecera, o grupo desfizera-se, mas tinha conhecimento de que D. Maria Firmina, um dos elementos, fazia o Evangelho em casa e que nos poderia ajudar. Deu-nos a morada, e lá fomos na esperança de encontrar solução para esses problemas.

Passámos a frequentar assiduamente a sua casa, participávamos da reunião do Evangelho, com outras pessoas amigas. Só então percebi que a doutrina espírita tinha um objectivo, ajudar-nos na nossa transformação moral. Aprendemos a orar juntos, também em nosso lar, tornamo-nos espíritas sem darmos por isso, começámos a frequentar a Associação Espírita de Portimão, integramo-nos no trabalho da associação, e no movimento espírita. Recordo-me que assistimos a parte do VI Encontro Nacional de Jovens Espiíritas, em Lagos, pouco a pouco fomos reencontrando corações no movimento que nos são muito queridos.

Por volta de 1992 começa a tomar corpo o sonho sentido por alguns espíritas, particularmente o pequeno grupo que participava do Evangelho em casa de D. Maria Firmina, que sentiam a necessidade de formar um novo centro espírita, em Portimão procurando, assim: 1.º juntar muitos dos espíritas que não estavam integrados em associações; 2.º criação de grupos de estudo; 3.º criação de espaço público onde se pudesse divulgar a doutrina; 4.

º criação de obra assistencial de apoio aos mais carenciados. Esta ideia foi apoiada por vários elementos do movimento espírita, e de instituições, nomeadamente Federação Espírita Portuguesa e União Espírita do Algarve e a própria Associação Espírita de Portimão, na pessoa do seu presidente, Palma Claúdio. — Quando comemorou este centro o seu 10.º aniversário?

O. S. — O Centro Espírita Boa Vontade comemorou o seu aniversário no dia 1 de Fevereiro, já que foi nesta data, no ano de 1994, que um grupo de espíritas se reuniu na casa de D. Maria Firmina, na cidade de Portimão, com o objectivo de fundação de um centro espírita.

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4 III Jornadas da Actualidade do Pensamento Espírita

No dia 21 de Março de 1994, por escritura lavrada no Cartório Notarial de Portimão, foi constituída a associação Centro Espírita Boa Vontade, com sede provisória na Rua Mouzinho de Albuquerque, 27-A em Portimão, rés-do-chão, arrendado por 50.000$00/mês, tendo como objecto principal o estudo, divulgação e prática da doutrina espírita, nos seus aspectos científico, filosófico, moral e social com base na codificação kardecista.

Em Julho do mesmo ano foram-nos cedidas, gratuitamente, instalações mais amplas, que nos permitiram ampliar as actividades sobretudo as assistenciais, com o serviço de refeições aos mais carenciados, ultimamente, só aos domingos, e lá estivemos, na Rua da Igreja, trabalhado com alegria até Setembro de 2003, altura em que tivemos que suspender as actividades assistenciais dando continuidade apenas às actividades doutrinárias, na Rua Luís Antão, n.

— O que lhe vem primeiro à ideia ao pensar nesta data?

O. S. — Compromisso-alegria. Recordo que o vazio que antes sentia já não sinto mais. — Qual a melhor fórmula para vencer as maiores dificuldades?

O. S. — Trabalho no bem e confiança, sempre

Octávio Santos, na foto, à direita

temos tido mais do que merecemos. Deus tem sido muito generoso para connosco. E extremamente gratificante o trabalho de equipa, quando todos lutamos por objectivos comuns à causa e à casa.

O. S. — Dois sonhos: um material — sede própria, onde possamos realizar tarefas doutrinárias e assistenciais. Outro espiritual — que possamos levar a porto seguro o barco que nos foi confiado.

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O Núcleo Espírita Rosa dos Ventos* promove as suas III Jornadas da Actualidade do Pensamento Espírita 2004. Aqui fica o programa.

4 de Junho: Eutanásia, morte piedosa ou homicídio? Orador: Amadeu Santos, Porto.

11 de Junho: Tabaco, álcool, drogas e as nossas companhias espirituais. Orador: Jorge Gomes — Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal.

18 de Junho: Cancro e SIDA: (in)justiça? Oradora: Lígia AlmeidaCentro Espírita Caridade por Amor, Porto.

25 de Junho: Suicídio e desamor. Orador: António Moreira, Rio Tinto.

2 de Julho: Aborto, maternidade e espiritismo. Orador: Noémia MargaridoBraga.

9 de Julho: Reencarnação e livrearbítrio. Orador: Casimiro Ramos — Leça da Palmeira.

16 de Julho: Evangelização espírita. Orador: Fernando Severo Valongo.

23 de Julho: S.O.S Família. Orador: Isaías SousaS. João de Ver. 30 de Julho: Obsessão, Loucura e Depressão. Orador: Alexandre RamalhoFederação Espírita Portuguesa.

Mais informações: WWW.nerv.pt.vu

* Trav.º Fonte da Muda, 26, Leça da Palmeira - 4450-672 MATOSINHOS, telefones 229951748 e 229952108 (p.f.). juventude

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Sérgio Filipe de Oliveira, médico e, entre outras tarefas, presidente da Associação Médico-espírita de S. Paulo, presenteia-nos agora com a Uniespírito.

Ilustre e inovador projecto universitário, a Uniespírito objectiva à investigação e ao ensino, utilizando os instrumentos da ciência actual para chegar ao Homem como um todo, isto é, numa abordagem biopsicossocioespiritual.

A Uniespírito, como Universidade, consolida a sua acção centralizando estudantes e profissionais da medicina, sociologia, biologia, física, etc., para explorar, numa abordagem científica, a realidade espiritual. No entanto, a solidariedade e a fraternidade marcam-lhe a existência numa firme dedicação aos mais carentes.

Esta Universidade conta com o apoio de várias instituições públicas e privadas como, por exemplo, a Universidade de São Paulo, a associação Médico Espírita (AME)

e o Instituto Espírita de Educação. Usufruirá de um Hospital Geral (com maternidade, centro cirúrgico completo, etc.), laboratórios de ensino e de pesquisa, centros ambulatórios, várias salas de aula, biblioteca, um centro de informática,... A Uniespírito convida todos os interessados, para participar e dar continuidade à sua implementação.

Convida também, os interessados, à inscrição gratuita no curso Fenomenologia Orgânica e Psíquica da Mediunidade, baseando-se esta sua introdução no tema geral «Neuroanatomia Funcional e Transpessoab, assunto esse abordado também na cidade do Porto, quando do «I Seminário Nacional MedicoEspiírita», promovido pelo CECA — Centro Espírita Caridade por Amor.

Para estas e outras informações poderá visitar o site oficial da Universidade Internacional de Ciências do Espírito (UniEspírito) em www.uniespirito.com.br Um dia os homens unir-se-ão numa única consciência e o caminho para lá chegar é

Aquela era uma reunião como tantas outras que o médium Florêncio Anton já realizara. Tinha sido convidado para estar em Lagos, onde se processaria um trabalho público de psicopictografia, isto épintura mediúnicano salão da Junta de Freguesia.

Sala a abarrotar de gente que desejava ver in loco o fenómeno que sempre seduz a quem se interessa mais pelos sentidos fisicos do que pelo estudo que ilumina e liberta o ser das peias da ignorância, e é este o grande papel do Espiritismo. Mas a Arte é, segundo Kardec em «Obras Póstumas», uma das grandes formas de divulgação da doutrina espírita. Em dado momento foi necessário que eu atravessasse a sala e passando diante da mesa onde o médium estava de olhos cerrados pintando uma tela, este sem levantar a cabeça diz em voz alta: «Julieta Marques está presente uma entidade que se diz chamar Lutigarde Caires e que faz parte de seus mentores espirituais».

Ouvi o recado vindo do Alémenão indaguei, pois não era o momento mais apropriado para o fazer. Na manhã seguinte, sem ouvidos indiscretos e na calma da hora apropriada, perguntei a Florêncio o que se tinha passado, se ele se lembrava e se me ajudava a desvendar o nome da entidade.

Com aquele sotaque bem baiano ele repetiu o nome mas eu, confesso, não entendi e pedi-lhe para repetir, o que fez com gentileza e afabilidade. Não adiantava nada, eu continuava sem perceber o nome. Fomos pronunciando, até que percebi que, talvez fosse Luthgarda Caires. Florêncio ficou também bem curioso de saber exactamente quem era a entidade, pois nunca tal nome ouvira e propõe-me buscar na internet informações sobre a dona deste nome tão pouco português.

Na verdade busquei, mas nada encontrei. Dias depois dirigi-me à Câmara Municipal e, olhando uma vitrina com alguns livros expostos, reparei num livro cujo título é

«Quem somos»! Na capa fotos de gente conhecida, alguns filhos de Lagos como as artistas Júlia Barroso e Maria de Fátima Bravo. Olhei, mais atenta, e fui induzida a perguntar à funcionária se as entidades indicadas no livro se eram só de Lagos. Respondeu-me que não, eram de todo o Algarve. Como anteriormente eu havia perguntado a um amigo se tinha conhecimento de alguma família com o sobrenome de Caires e ele me houvera dito que havia, fiquei desperta naquela hora e pedi à funcionária que me desse licença para eu ver o índice do livro, ao que aquiesceu.

Ao abrir o livro vejo no índice o nome de LUTGARDA GUIMARÃES CAIRES. Aí encontrei a biografia desta personagem. O que li sobre sua vida é fascinante, tão fascinante que não resisto a transcrever para si leitor. Vamos a isto? LUTHGARDA GUIMARÃES CAIRES nasceu em Vila Real de Santo António no dia 15 de Novembro de 1873. Faleceu no dia 30 de Março do ano de 1935. Mulher de rara inteligência e fina sensibilidade. Dotada para a música tocava harpa, cítara, violino, piano e sobretudo órgão.

Tinha bela voz que lhe permitia interpretar as mais variadas melodias, algumas compostas expressamente para si. Como poetisa escreveu e publicou vários livros, bem como outros em prosa, tendo ganho inclusive o 1.º prémio nos Jogos Florais de Ceuta.

Nas Comemorações do Centenário da Independência do Brasil, no ano de 1922/1923, recebeu uma medalha de prata pela totalidade de sua obra literária. Escreveu ainda para jornais e revistas nacionais.

Alguns dos seus poemas foram musicados pelo maestro italiano Alberto Sarti. Defensora dos direitos das mulheres em geral, e em particular pelas presas no Aljube. Luta contra o analfabetismo que grassa entre as mulheres, luta pelos direitos legais da mulher no casal, a protecção das mulheres sós e das crianças pobres.

Dedicava o seu tempo às crianças doentes e internadas no hospital D. Estefânia. Com seu espírito de solidariedade criou O

a aliança da Ciência e da Espiritualidade. Participe!

Texto: Cecília Morais cecilia.morais(Oportugalmail.com

NATAL DOS HOSPITAIS, foi ainda a precursora da Liga dos Amigos dos Hospitais.

O Governo da época, no ano de 1931, agraciou a ilustre algarvia com a Ordem do Oficialato da Senemerência. Em sua terra natal foi dado o seu nome a um largo e na avenida marginal frente à Capitania está seu busto em bronze e foi aí que tirámos a foto que ilustra este facto mediúnico que os leva a percorrer o caminho da descoberta desta insigne portuguesa.

Todos os anos a festa do NATAL DOS HOSPITAIS se realiza, mas ninguém fala nela, nem os que organizam esta festa saberão a quem se deve tal facto. Nas páginas do «Jornal Espiritismo» aproveitamos para prestar homenagem a esta grande MULHER que, hoje espírito desencarnado, continua dando o seu melhor, trabalhando e incentivando quantos estão na esteira do Cristo em busca de uma sociedade mais fraterna e solidária.

A aula de infância espírita acabara de terminar há momentos. Ali entrado, não havia como deixar de reparar na alegria dos desenhos coloridos feitos pelas crianças.

Uns passos, aproximei-me. Pude ler: «Espíritos: como os imaginamos». E os desenhos expunhamse: uns revelando conceitos mais diáfanos, outros não. Inquirida, a jovem e dinâmica monitora do grupo, Ana Isabel, explica: «Esta ideia surgiu logo nas primeiras reuniões, há cerca de um ano. Eu queria saber que noção tinham eles sobre a escola espírita. Pedi-lhes que representassem os espíritos conforme a ideia que tivessem deles.

Queria também saber que bases tinham, fosse do que ouviam em casa ou não, se os pais frequentavam por hábito o centro espírita, ou se havia alguma ideia sobre um ou outro filme que tivessem visto...». Explicado o motivo, percebe-se que o trabalho desdobrou-se naturalmente: noutra parede estão os desenhos dos espíritos-guias de cada uma das crianças, imaginados e gizados por elas próprias. Diz Ana: «Estes desenhos dos guias espirituais foi mais tarde.

Depois de explicarmos o que eram os espíritos, que todos somos espíritos, as razões pelas quais não se justificavam nem medos nem confusões, dialogámos sobre isso e então os guiasespirituais vieram mais tarde, até para começarem a pensar um bocadinho em agradecerem em pensamento ao guia espiritual pelos cuidados despendidos». As crianças que participaram nestas aulas contam entre sete e 14 anos, ou seja, há meninas e menininhas.

Confrontámo-las com a obra feita. «Soubeste logo o que tinhas de desenhar?», perguntámos a Sara, de 11 anos: «Soube, porque nós Já tinhamos aprendido que todos somos espíritos e que eles eram parecidos connosco». E como explicas o nome Fernando Dias, que lhe deste? «Acho o nome bonito e simples e acho que o meu guia espiritual também deve ser simples», responde com prontidão. Na camisola lê-se Resina. Pergunto o que é: «E uma marca de roupa».

Está explicado! Joana tinha 13 anos quando desenhou o seu guia imaginado. E o porquê do nome Bartolomeu? «Foi à sorte», comentou adiantando que já tinha ideia do que era um espírito: «Vi um filme, O sexto sentido. A minha mãe disse que apareciam lá espíritos, que eram como as pessoas», diz referindo-se com certeza ao Iõãilclólogo desencarnado interpretado por Bruce illis.

* Manta no chão, há que apreciar o trabalho de casa

Mais novinha, Tâniaseis anosnão destoou no desenho. Chamou ao guia João Ratão, mas já foi há tanto tempo que, encabulada, fica sem palavras: já não lembra a razão desse nome! Sete anos, Catarina representa-se ela própria e o seu «anjo da guarda» no desenho. Chamou-lhe João Sabichão. Porquê? «Porque acho engraçado», diz em tom de resposta completamente óbvial!... Como é que eu não a sabia! Adianta: «João veio-me à cabeça.

E lembrei-me da outra palavra por causa de uma cassete de um peixe que se chama Sabichão». Ficou explicado. Divaldo Pereira Franco, conhecido orador e médium da Bahia (Brasil) foi uma pessoa, entre outras, que aguardava em criança pelo compincha de brincar. Era uma brincadeira com este espírito tão natural que para ele significava tanto como outro companheiro qualquer. Contou-nos o caso numa entrevista. Disse: «RQuando completei 6 anos de idade, estava a brincar num quintal imenso que havia em nossa casa, quando me apareceu um indiozinho com uma tanga e disse: - Vamos brincar!

- Vamos!, digo. Ele tinha uma pena, uma única pena na cabeça — explica com gestos onde estava a pena — e o tom da pele era diferente, e comecei a brincar. Perguntei como se chamava. Ele disse-me: - Jaguaraçu. Di, tens um amigo, e brincou comigo. A partir daí brincávamos sempre os dois. Os meus pais ficavam preocupados, porque viamme a conversar sozinho como se estivesse acompanhado. Mas para mim era normal. E corria lá em casa, brincava com Jaguaraçu.

Ele era uma pessoa física, crescia. Quando completei 12 anos, disse-me: - Olha, agora vou-te deixar porque vou reencarnar. E perguntei: - O que é reencarnar? - Vou nascer de novo. - Mas como é que vais nascer de novo? - Sou um espírito. A Divindade permitiu que ficasse a teu lado para brincar contigo, para evitar contactos perturbadores e, a partir de agora, vem outro espírito que vai ficar contigo durante a adolescência para te ajudar.

| As reuniões de infância são um factor vitalizador indispensável no centro espírita

obra social que fundámos. Tomei-a e, muito emocionado, lembrei-me: Jaguaraçu. Registei o bebé como meu filho e em homenagem àquele índio dei-lhe o nome de Jaguaraçu Pereira Franco. Se por um lado não é nada aconselhável que crianças se iniciem em sessões mediúnicas, participando ou até apenas assistindo, como Allan Kardec recomenda*, por outro as ocorrências espontâneas não parecem problemáticas. Longe das cores carregadas dos casos obsessivos, encarar o conceito de espírito desencarnado de forma natural e suave, explicando que são pessoas como nós próprios só que sem o corpo físico, resulta em instrução.

Falando com uma psicóloga inteirada deste assunto, deixou-nos declarações como estas: «Quando a criança forma a crença de que as pessoas “morrem” e ficam bem na mesma, que se tornam anjos e vão para sítios melhores, isso é positivo. Mesmo perante situações da sua vida em que depararão com a morte, esse acreditar pode ter muita influência: elas não a verão como algo tão negativo ou assustador; sabem que depois não desaparecem e quando morrer alguém da família conseguirão lidar melhor com isso.

«Já atendi vários alunos com problemas relacionados com este assunto. Adolescentes que perderam alguém de família e estavam com dificuldade em lidar com isso. Quando lhes falei acerca das pessoas continuarem vivas, irem para o “céu” e ficarem bem, sugeri que lhes "telefonassem!" nas orações dizendo afectivamente o que sentiam com a sua falta. Deu bom resultado, ficaram com aquela sensação de que afinal nada tinha desaparecido totalmente. Isto são factos, é o que vejo nas consultas.

«Pegar nas crenças que eles têm de que existe algo além da vida, de que não termina tudo, isso conforta-os ao lidar com experiências de vida tão difíceis como a morte de um ente querido, por exemplo».

* O Livro dos Médiuns, Allan Kardec, CAPÍTULO XVIII, DOS INCONVENIENTES E PERIGOS DA MEDIUNIDADE

Texto e fotos: Jorge Gomesjorge.je&clix.pt crónica

Muitos cristãos e não cristãos, nestes últimos vinte séculos, têm vivenciado a mensagem de optimismo e esperança legada pelo Rabi da Galileia; muitos mais, ainda desperdiçamos energia em queixumes e rebeldia perante as expiações e provas naturais da vida terrena, sem repararmos na dinâmica de renovação e adiantamento

Jesus, apresentado em O Livro dos Espíritos (Q. 625) como guia e modelo para a Humanidade, foi exemplar em todos os lances e circunstâncias da sua vida incarnada; a adversidade encontrou-o sempre imperturbável, equânime, inalteravelmente devotado ao Pai e cônscio da Sua constante presença tutelar. Desespero, abatimento, insegurança, foram invariavelmente longínquos no comportamento do Divino Amigo. Tem-se porém aventado a ideia de que no ápice da sua dramática paixão, o Mestre também fraquejou, ao soltar o conhecido lamento: Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?

Diga-se desde já, muito claramente, que Jesus nunca se sentiu desamparado pelo Pai, nunca se queixou dos superlativos incómodos e padecimentos que abundaram na sua existência terrenao que aliás parece ponto pacífico entre os exegetas em geral, mesmo a respeito das horas derradeiras que o Rabi viveu crucificado. Já se opinou que a frase foi deturpada pelos evangelistas e também, até, que Jesus nunca a proferiu. Não parece contudo verosímil que os evangelistas atribuíssem ao Mestre amado, gratuita e levianamente, uma frase tão enfática, tão susceptível de ser interpretada como um assomo de fraqueza e defecção.

Muito mais lógico é admitir que a frase foi mesmo proferida por Jesus E se notarmos que ela é a reprodução exacta do primeiro versículo do Salmo 22, então uma nova luz pode aclarar tudo.

exprimem o agradecimento de benefícios; e os penitenciais mostram-se repassados de contrição por pecados pessoais ou da comunidade.

Além dos que reúnem todas ou algumas dessas características, há ainda os salmos messiânicos, com referências proféticas à vinda do Messias prometido, longamente esperado pelo povo israelita (2 Reis,13.5; Isaías 19.20, etc.).

É este o caso do Salmo 22. O texto do seu primeiro versículo coincide exactamente com o brado que, séculos mais tarde, Jesus soltou na cruz e foi mencionado nos três evangelhos sinópticos: “Eli, Eli, lemá sabactâni, que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27.46; Marcos 15.34).

Excluímos inapelavelmente a interpretação de que Jesus se sentisse desamparado pelo Pai, porque nada a consente nem na letra nem no espírito dos textos evangélicos, nem ainda no perfil histórico e tradicional do Messias. Afigura-se aceitável que Ele proferiu aquele brado com uma intenção bem mais plausível e profunda, coerente com Ele mesmo e com o contexto evangélico. Essa intenção de Jesus consistiria precisamente em citar o aludido salmo profético e desse modo selar a missão que acabava de cumprir; assim afirmava solenemente o seu messianato, a sua condição crística de o messias prometido nas escrituras sagradas.

Notese ainda que o mesmo Salmo 22 refere no seu texto, com séculos de antecedência, vários outros pormenores da paixão de Jesus, como por exemplo o sorteio das Suas vestes.

Só portanto a interpretação exposta se nos afigura razoável, nunca a de que o Rabi da Galileia fraquejasse no momento culminante do seu martírio.

O autor destas considerações não é um

especialista e carece de autoridade intelectual para se pronunciar sobre a matéria. Como todavia ela é tão relevante, e visto que O Livro dos Espíritos exorta, na questão 628, ao estudo de todos os escritos antigos à luz da doutrina espiírita, a qual vem aclarar tantos mistérios e equívocos, muito bom nos parece que especialistas e entendidos não deixassem de se ocupar de tão importante assunto, para a respeito do mesmo nos esclarecerem e orientarem (se é que já não o fizeram).

Isso seria bom e desejável, não só por manifestar boa compreensão da referida questão 628, como também por corrigir a tendência pouco salutar, algo usual entre espíritas, de menosprezar a Biíblia. É certo que, desde sempre, ela tem sido objecto de interpretações bem peregrinas; mas tal não impede que, à semelhança das escrituras sagradas de todas as civilizações (e até das mitologias clássicas), a Bíblia seja, à luz da nossa doutrina, um imenso repositório de informação e sabedoria veladas.

Ela está longe de ser omitida pela codificação espiírita, que não desdenhou cita-la textualmente pelo menos catorze vezes, só em O Evangelho Segundo o Espiritismo, e só quanto a passagens do Antigo Testamento. O próprio Jesus, nosso guia e modelo, ensinou sempre com base nela, muitas vezes citando-a literalmente. Enfatizou, mesmo, que não veio destruir a lei mas cumpri-la e demonstra-la; e que nem um iota nem um til seriam suprimidos até que tudo se cumprisse (Lucas 16.

17; Mateus 5.18). Acentue-se que, para o povo hebraico, era nas Sagradas Escrituras que a Lei se encontrava expressa, tendo como legislador o próprio Jeová.

Texto: João Xavier de Almeida

No dia 9 de Fevereiro, certamente que para espanto de muitos telespectadores, o canal de televisão SIC transmitiu uma notícia da Rússia. Não foi especificada a fonte da notícia; pressupõe-se que a notícia tenha tido obtida por um canal televisivo local. Natascha, uma jovem de 16 anos, faz diagnósticos médicos com uma inexplicável precisão. Basta-lhe simplesmente olhar para uma pessoa que logo passa a descrever as doenças de que esta padece. Os seus diagnósticos são precisos e correctos. A lista de consultas é enorme. A fama de Natascha

espalhou-se. Ela é notícia. Uma equipa médica decidiu pôr a jovem à prova. Foi-lhe levada uma doente com múltiplos males perfeitamente identificados. Para surpresa dos investigadores, Natascha acertou em todos os diagnósticos sem falhar nenhum. A médica entrevistada diz que a ciência não tem explicação para o fenómeno. AÀA jovem “vê” ao nível celular com a espantosa precisão de um microscópio.

Natascha diz que “vê” o corpo, cada órgão, cada célula irradiando um brilho específico. Quando esse brilho é afectado,

A notícia acabava dizendo que, se calhar, estes fenómenos se justificavam pela fé das pessoas (dando a entender que tinham origem na ignorância e na credulidadeo que contradizia todo o conteúdo da notícia, incluindo a opinião dos médicos que investigaram o fenómeno).

Como breve comentário apenas acrescentamos que estes fenómenos apesar de raros não são milagrosos nem sobrenaturais; que as pessoas com estes “faculdades” são absolutamente normais; que estes fenómenos não derrogam

nenhuma lei da natureza; que eles são explicáveis à luz da razão e da ciência. Basta que se considere apenas a existência do Espírito, com as faculdades que lhe são próprias, para entender que este pode, em condições especiais, “ver” para lá da matéria. Um estudo da Doutrina Espírita (porque o Espiritismo estudou estes fenómenos há mais de 150 anos) torna claro o que para a ciência materialista é inexplicável.

Albuquerque Rocha: ecos da rádio

Um veterano. Em 29 de Março conta-se um ano sobre a sua partida para o mundo espiritual. Impossível separá-lo do Núcleo Espírita Cristão, do Porto, que fundou com outros elementos. No tempo da rádio-

pirata, na década de 80, deu duas entrevistas. Eis o extracto de uma...

— Tendo estado tantos anos ao serviço da Polícia Judiciária, e tendo em conta o seu ideal fraterno, como resolve esse conflito?

Albuquerque Rocha — Com os grandes problemas da vida, nós aprendemos, normalmente, lições. E as lições são tanto maiores quanto for a dificuldade. A profissão, à primeira vista, parece ser irreconciliável pela maneira como a polícia ainda é encarada pelas questões religiosas, onde o amor deve predominar. Mas não, na PJ conseguimos ver uma profissão altruísta quando a encaramos deste ponto de vista: aqueles que por ali passam, e que muitas das vezes são marginais, são apenas almas que necessitam mais de carinho e de amparo do que de repressão, que a nada conduz, conduz sempre à violência.

Assim, nós entendemos que a fraternidade é, na verdade, uma meta a atingir ainda, que a humanidade ainda não conquistou ainda.

Torna-se necessário que os homens se entendam e que eles deixem de desejar para os outros aquilo que não querem para eles e nessa altura verificariamos que a justiça deixaria de ter o papel que ainda hoje tem na sua aplicação, porque ela seria reabsorvida automaticamente pela fraternidade entre os homens. Havendo fraternidade, a justiça abandonaria o papel que hoje tem e deixariam os tribunais de ter acumulados tantos processos. Essa meta está ainda distante da humanidade, mas caminhamos para lá através dos tempos.

Na justiça, na verdade vemos que a justiça divina é aquela que não sofre alterações, é imutável. O amor, a fraternidade, a caridade, a humildade serão aquelas virtudes que predominam através da vida, da vida eterna. E, na justiça humana, verificamos que há alterações, mutações, tal qual como os povos, os hábitos, costumes dentro da própria evolução social. Se a justiça humana é uma justiça que flutua, a justiça divina é constante, eterna.

— Conviveu com Laurentino Simões, antes da revolução de 25 de Abril de 1974. Algum comentário?

A.R. — Eu teria muito a dizer de Laurentino Simões, mas num programa radiofónico limitado poderemos apenas dizer que Laurentino Simões foi um pioneiro do Espiritismo sobretudo no Norte

de Portugal, mais propriamente no Porto. Conheci-o em 1967, liguei-me a ele por uma amizade de facto muito sincera, muito fraterna e jamais nos afastámos um do outro até 1980, no ano em que ele desencarnou. Laurentino Simões foi o impulsionador, como dissemos, do Espiritismo e de todos ou senão quase

todos os núcleos espiíritas existentes mesmo no Norte do país e mais propriamente no Porto, e têm todos a seiva de Laurentino Simões.

— Antes de ser reposto o direito de associação, era difícil ser adepto da doutrina espiírita?

A.R. — Sim, na verdade era mais difícil, mas não deixava por isso de se cumprir a nossa missão. Recordávamos os primeiros cristãos, que se reuniam nas catacumbas, e, como espíritas, andávamos de porta em porta e nunca tivemos obstáculos de maior. Só não tíinhamos o direito de associação e reunião, que hoje, graças a Deus, se conseguiu com grandes vantagens, porque um maior número de pessoas toma conhecimento de uma verdade que é extraordinariamente necessária nos dias que atravessamos.

— Há algum episódio que queira partilhar connosco que tenha ocorrido consigo nessa época?

A.R. — Eu entrei para o Espiritismo por uma porta larga, e é essa a porta que geralmente está aberta à maioria da humanidade. Chama-se sofrimento. Normalmente, começamos por ter

Dla esquerda para a d?eita, na década de 1980: Terroso Martins (fundador da CEC, Rio Tinto), Manuel dos Santos Rosa (Lisboa) e Albuquerque — | Rocha durante recital da Juventude Espírita Meimei, Aguas Santas, Maia

alterações, foi o meu caso, e tem sido o caso pela experiência que tenho de quase 20 anos dentro da doutrina, começamos por ter alterações no comportamento nervoso e psíquico e os calmantes não resolvem propriamente o problema. Os anos vão passando, a tortura vai continuando, e temos de procurar algo,

ões junto ao túmulo de Kardec, no cemitério de Pêre Lachaise, em Paris, França

normalmente só procuramos Deus no fim de tudo, porque primeiro procuramos homens e nos homens julgamos resolver todos os problemas da nossa vida. Quando carecemos de alguma coisa maior, só o Cristo é o caminho. Então procuramos o centro espiírita, e no centro encontramos o Consolador prometido por Jesus. Aí encontramos verdades que nos esclarecem e os problemas que nos atormentam a alma abrandam. Então ficamos, normalmente ficamos...

— E por que não ficam todos? A.R. — E evidente que sempre houve pessoas, ao longo dos tempos, e hoje ainda existem, que são refractárias ao Espiritismo porque o desconhecem. Normalmente nós encontramos pessoas com uma cultura bastante avançada e que negam o espiritismo e o mais lastimável é que essas pessoas o neguem desconhecendo-o completamente: é que nunca se debruçaram sobre os estudos da doutrina espírita. Depois de estudarmos o Espiritismo, sem ideias preconcebidas, e se esse estudo vem acompanhado já, de facto, de uma preparação do espiírito, aí é

Henrique C. M. Albuquerque Rocha 9.10.1925 a 29.03.2003

Para quem o conheceu, não é possível pensar nele sem evocar a associação de que foi co-fundador: o Núcleo Espírita Cristão*, pouco depois do 25 de Abril de 1974, a revolução que libertou Portugal da ditadura e que estendeu o associativismo ao movimento espírita. Albuquerque Rocha nasceu em Pinhel, na Guarda, bem no interior do país. Apesar de passar a sua infância em contacto com a natureza, disse-nos certa vez ter sido uma criança de saúde débil.

Em adulto recorria aos médicos com

A dada altura da sua vida, «o padecimento prolongado impele-o na busca dos assuntos espirituais. Passa a ouvir a palavra da religião evangélica. Passado pouco mais de um ano apercebe-se, não obstante os relevantes conhecimentos que ali adquire, que precisava de mais, de algo mais substancial.

«Pouco tempo depois, alguém acaba por lhe emprestar a revista «Fraternidade». Depara com um artigo que lhe dizia intimamente respeito, ao tratar da dor. A sua esperança reaparece. A dor ensinava-o agora a entender os importantes conceitos que anteriormente não passariam talvez de

meros agrupamentos de palavras. Entusiasmado, assina a revista. Inicia depois o tratamento espiritual pelo passe magnético, e completa-o pelo esforço próprio, no apoio do estudo esclarecedor.

«Seguidamente forma equipa com Laurentino Simões, no auxílio às pessoas muito necessitadas que os procuravam.

«AÍ, empenhando-se no trabalho espiritual com absoluto desinteresse material, grande parte das suas moléstias cessam, dando lugar a considerável restabelecimento. Surgem grandiosas curas. Prossegue admiravelmente na prática da doutrina espírita. Chega a altura da organização

do Núcleo Espírita Cristão (NEC) e é um dos seus fundadores.

«Fruto de todo um processo de burilamento interior que efectuou tão bem, é a personalidade esclarecida e cativante para todos quantos se aproximam dele, sempre amigo, que é fácil reconhecer e admirar» (1). E, de facto, das várias vezes em que visitei o NEC, invariavelmente encontrava-o a atender alguém cujo rosto denunciava dificuldade, e a fala era de esperança e paz, de fé e amor.

* O Núcleo Espírita Cristão, o centro espírita mais antigo do Porto em actividade, comemora em 31 de Março o seu 37.º aniversário.

(1) «Nósea Criança», boletim informativo n.º 7 Juventude Espírita Meimei, Setembro de 1979.

Compreendemos que qualquer pessoa, para penetrar em algumas verdades espirituais, tem de amadurecer. Tudo tem a sua época, o seu momento na vida, desde o reino vegetal ao reino animal e ao reino hominal, todos temos uma época para amadurecer e dentro dessa terra que temos preparada, então a semente já consegue germinar. Foi isso que aconteceu comigo, e é isso que vai acontecendo com tantos que são chamados à doutrina espírita. Na minha experiência são raros aqueles que tenho encontrado que penetram as fileiras do Espiritismo sem o sofrimento a acompanhá-los.

— Falou no Cristo. Então qual é o do Espiritismo?

A.R. — O Cristo em todas as religiões é sempre o mesmo, a questão e os erros são sempre humanos. De maneira que as sagradas escrituras ficaram aí, há cerca de 2000 anos, para os homens como um tesouro que os homens interpretaram de várias maneiras, e daí nós vermos nascer várias religiões, as mais diversas, todas ditas cristãs. Muitas coisas foram mal interpretadas, de facto, e chegou uma época em que a humanidade sofredora — e que está sofrendo uma transformação neste fim de século muito grande —, viuse na necessidade, por decisão do mundo espiritual superior, de derramar aquilo que há 2000 anos o Cristo havia prometido, que foi o Consolador.

E o mundo espiritual superior que, através da mediunidade, vem revelar ao mundo o Evangelho de Jesus Cristo interpretado em luz e em verdade. Então não mais há aquele Cristo como não mais há aquele Deus vingativo com infernos, com purgatórios, com todas essas coisas que hoje se sabe serem apenas estados da alma e que têm a sua parte temporária até que o homem evolua e caminhe. Não há mais inferno. O inferno dura na alma enquanto a alma não procura a sua reforma iíntima e a sua transformação.

Daí verificarmos que o Espiritismo enxuga lágrimas, de facto, alivia dores e é, na verdade, o Consolador, a terceira revelação divina que recebemos em meados do século XIX.

— O Espiritismo é uma doutrina que lida especialmente bem com a mediunidade, correcto?

A.R. — E evidente que a alma adquire uma certa sensibilidade. Nós chamamos a essa sensibilidade, ou hiper-sensibilidade, mediunidade e sabemos que outras correntes religiosas, que não temos nada que censurar e que muito respeitamos,

ainda não entendem o problema da sensibilidade mediúnica.

Portanto, a pessoa que se sente com problemas espirituais não encontra ali, de facto, a explicação nem o apoio moral e espiritual para se poder libertar. Só dentro do Espiritismo é que a pessoa que tem sensibilidade mediúnica consegue receber a orientaçãoeo apoio necessários para poder encontrar o alívio para as suas perturbações de ordem nervosa e psíquica, que estão ligadas precisamente ao problema da mediunidade.

— Em tempos contou-me um caso muito interessante ocorrido com uma senhora que se tratava no Instituto Nacional de Assistência à Tuberculose, antes de 1974. Recorda-se?

A.R. — Sim, esses casos foram variados. Uma vez fomos solicitados, eu e o amigo e velho Simões, para ir a uma residência onde habitava um casal sem filhos cuja esposa tinha perturbações graves no sistema nervoso. Já andava a tratar-se há muito tempo e não conseguia uma resolução para esse problema.

Também se andava a tratar no Instituto Nacional de Assistência à Tuberculose há uns dois anos a uma caverna que tinha num pulmãoenão encontrava a cura. Pensava na altura, o médico que a assistia, fazer uma operação, um corte de costelas. A pessoa ainda era jovem, relativamente, ainda tinha 33 anos e não queria ir para uma operação dessa natureza, mas aliado a isso havia ainda, como já foi referido, problemas de ordem nervosa, e muitos.

Lá em casa submetemos a pessoa a um tratamento magnético de passe, que é a imposição de mãos que, aliás, o Evangelho fala nisso. E então, submetida a um tratamento magnético, entra imediatamente em transe mediúnico. Ficámos admirados. A entidade espiritual lança uma série de impropérios ao marido (presente no local) que o deixou, de facto, muito branco. Tivemos de lhe recomendar que se mantivesse em calma e serenidade, porque depois lhe daríamos uma explicação do que se estava a passar.

Entre esses impropérios, fazia-lhe acusações muito graves e dizia que a vingança que desejava exercer seria sobre ele, e não sobre a esposa, mas como não tinha acesso a ele, então vingava-se na esposa. Isto hoje tem uma explicação para nós, é que a esposa era médium e ele ainda não tinha sensibilidade para o espírito obsessor exercer a vingança que queria, por isso servia-se da esposa como instrumento de martírio para ele.

evangelizar ou doutrinar, dar bons conselhos, a esse espírito que se manifestou e tivemos de lá ir três vezes. Só à terceira vez o espírito aceitou o esclarecimento. Então chorou e prometeu abandonar aquele casal e não o perturbar mais. Interrogado o marido sobre se sabia identificar aquele espírito que ali se manifestou, dado que ele lhe referia pormenores passados com ambos, ele terminou por dizer que na vida dele teve uma senhora sem que a esposa soubesse, que lhe criou muitos e graves problemas, tendo de a abandonar.

Ela tuberculizou e acabou por desencarnar por causa dessa doença. Isto é importante. Podiíamos entrar aqui em pormenores, mas iriam demorar muito tempo. Direi só que o perispiírito, ou o corpo astral, dessa senhora que desencarnou mantinha ainda aderente as lesões pulmonares que lhe originaram a morte do corpo. E ela, estando Justaposta à médium, à esposa desse senhor, transmitia-lhe por indução espiritual a lesão pulmonar que ela tinha e resultava isso em admiração para os médicos do Instituto que, por mais medicação que ela fizesse e repouso, seguindo tudo o que lhe indicavam lá à risca, há dois anos e tal, não conseguia a cura dessa caverna no pulmão.

Depois de se dar esse tratamento e de ser afastado o espírito obsessor, acontece que a senhora começa por respirar muito bem — porque ela tinha dificuldades na respiração — e vai a uma nova consulta. O médico achou que alguma modificação se tinha operado. Novas radiografias. Verifica que, no sítio onde se apresentava a lesão havia apenas um risco negro, que indicava, talvez, uma cicatriz. Não aceitou. Ela mesma ouvia o médico falando sozinho, dizendo “não pode ser, não acho possível” e marca-lhe outra data e uma tomografia e chega à mesma conclusão: de que ela estava clinicamente curada, e então dizlhe: “não sei explicar o seu caso.

Sou médico de doenças pulmonares há muitos anos e você teve um milagre e está clinicamente curada, não necessita de um corte de costelas.”.

Ela não teve, como a maioria das pessoas, coragem para contar ao médico aquilo que tinha feito. Porém, foi este um caso que se passou como mutitos outros que podem ter o seu interesse e que é pena que a ciência não se debruce sobre estes factos e os estude.

In programa de rádio «Além do Véu», do Círculo Cultural de Juventude Espírita Meimei (Porto), 1986.9.03, quarta-feira, 19h00/20h00.

do àsmnossas ordens. Cada um tem o

Jesus escrevia no chão, entre a turba alucinada que reincidia na aplicação da lei humana: havia que apedrejar a mulher acusada de adultério!

O silêncio esmaga. O que diria o Mestre face à acusação? Se contrariasse a turba seria etiquetado como marginal; se dissesse que a mulher devia ser apedrejada, mesmo que não lhe atirasse os calhaus, isso iria

impressiona o quadro: «Aquele que estiver sem pecado, atire a primeira pedra».

Após a estupefacção, dizem os textos, os mais velhos foram os primeiros a deixar cair os rebos e a ausentar-se. Depois seguiram-se os restantes.

A lição é tão conhecida que citar os versículos do Evangelho até poderia ser considerado ruído. Mas por ser tão popular, reconhecidamente forte e importante se praticada no dia-adia, é que se torna estranho o facto

escapar comportamento quotidiano... Há muitas formas de atirar calhaus. É certo que ainda hoje há países de leis mais brutais em que o apedrejamento de pessoas é uma sentença em vigor. Aqui em Portugal não! Mas por vezes distraímo-nos tanto que o desvio se tornou hábito e a farpa, qual cascalho rolante, salta em catadupa atingindo outrem, com injustiça quase sempre garantida. Seja pela oralidade seja até pela escrita, pasme-se.

Os outros não precisam de andar

livre-arbítrio como conquista preciosa na sua evolução multimilenar. E a responsabilidade inerente.

Viver é semear. As atitudes que temos no dia-a-dia são o melhor investimento que podemos operar a favor da nossa própria iluminação interior. Não é possível sair dos campos, a semeadura é inevitável. Que sementes estamos a dispersar? O dito é também célebre: a colheita é obrigatória.

Texto: Jorgejorge.jeQclix.pt opinião

Hoje, estamos a obter comprovações bastante importantes por parte de alguns astrofísicos, cosmólogos e fisicos modernos na descoberta de uma consciência para lá do mundo das partículas.

A cosmologia é uma ciência única por várias razões. De um ponto de vista formal, a mais importante é que em cosmologia só podem fazer-se observações, e não experiências. Existe apenas um Universo para estudar, do qual, aliás, fazemos parte, e não é portanto possível alterar este ou aquele parâmetro, este ou aquele ingrediente, e registar o que acontece de diferente. Naturalmente isto conduz a alguns problemas subtis.

Por exemplo, a questão de "quão especial é o nosso Universo" é de formulação complexa, porque não há um "Universo típico" que possa servir de comparação. Obviamente o simples facto de a nossa espécie existir impõe limitações a possíveis percursos evolutivos ou significado físico. Sob o ponto de vista prático, no entanto, a maior dificuldade está no facto de as escalas características de espaço e tempo em cosmologia serem muito superiores às habituais.

Assim a Lua, que se encontra a cerca de 400 000 km, está a cerca de 1,3 segundos-luz. Note-se que ao olhar para a Lua não a vemos tal como ela é agora, mas sim tal como era há 1,3 segundos. O céu nocturno é de facto uma "máquina do tempo".

Salientamos ainda que a expansão do Universo é uma expansão do próprio espaço, e não uma expansão das galáxias num espaço que já existe. De facto, o espaço é "criado" à medida que o Universo se expande. Além disso, também não é correcto imaginar o começo do Universo como uma explosão em algum ponto do espaço, primeiro porque não existe qualquer ponto privilegiado (o Universo é homogéneo) e segundo porque o conceito de explosão está associado a um gradiente de pressão (e o Universo é isotrópico).

Em particular, o Universo pode expandir-se tão depressa quanto quiser: a velocidade de expansão não está limitada pela velocidade da luz, porque não existe qualquer transporte de energia nessa expansão.

Normalmente, designa-se por especulação algo com que não se concorda, pelo que se poderia pensar que a especulação não tem qualquer papel a desempenhar em ciência. Na verdade, dá-se exactamente o contrário. Em física teórica, e especialmente no ramo da cosmologia, passamos a maior parte do tempo a tentar descobrir falhas nas teorias que já existem, bem como a analisar novas teorias especulativas que porventura permitam descrever tão bem ou melhor que as anteriores os dados experimentais. Uma das ferramentas é duvidar de tudo o que outros propuseram antes, para propormos nós próprios alternativas ousadas e para discutirmos interminavelmente entre nós. A tudo isto chama-se ciência. (1

Nós, astrofísicos, sabemos que 95% da matéria/energia existente no Universo é desconhecida, a chamada “matéria escura”. Dentro do nosso limitado conhecimento, sabemos que uma partícula acelerada à velocidade da luz gasta uma energia exponencialmente maior, até que em certo ponto o aumento de sua velocidade necessita de uma energia astronomicamente grande, quando se insere números maiores que o da

velocidade da luz na equação de EinsteinLorentz.

O matemático Charles Muses que parte do postulado da sua validade, deu-lhes o nome de hipernúmeros.

Os hipernúmeros traduzem efeitos de

energias superiores às da luz em velocidade. A partir do seu postulado, Muses elaborou um gráfico onde temos uma imagem em espelho:

A matéria espaço-tempo positiva só pode existir abaixo da velocidade da luz, ou no universo espaço-tempo físico. A esfera espaço-tempo negativo será composta por partículas que se deslocam à velocidades maiores que a da luz. Essas partículas, são denominadas de Taquion.

Podemos especular que esse universo espaço-tempo negativo poderá ser o universo do plano espiritual; de massa

." FÍSICO | (espaço-tempo f potiitivo) ) T A = É LUlvçonmag —

ETERICC fespaço-tempo " negativo)

negativa e entropia negativa, onde o grau de desorganização tende a zero, por outras palavras, tende a ser “imutável” ou “eterno”.

Socorramo-nos de O Livro dos Espíritos : «84. Os espíritos constituem um mundo à parte, fora daquele que vemos? - Sim, o mundo dos espíritos ou das inteligências incorpóreas.

85. Qual dos dois, o mundo espírita ou o mundo corpóreo, é o principal, na ordem das coisas?

O mundo espírita, que preexiste e sobrevive a tudo.

86. O mundo corporal poderia deixar de existir, ou nunca ter existido, sem que isso alterasse a essência do mundo espírita? - Decerto. Eles são independentes; contudo, é incessante a correlação entre ambos, porquanto um sobre o outro incessantemente reagem.»

Na “Introdução” do mesmo livro no Cap.

«Vamos resumir, em poucas palavras, os pontos principais da doutrina que nos transmitiram, a fim de mais facilmente respondermos a certas objecções. “Os seres materiais constituem o mundo visível ou corpóreo, e os seres imateriais, o mundo invisível ou espírita, isto é, dos espiíritos.

“O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e

“O mundo corporal é secundário; poderia deixar de existir, ou não ter jamais existido, sem que por isso se alterasse a essência do mundo espírita.

Vários físicos teóricos afirmam que a mecânica quântica pode constituir uma ponte entre a ciência e o mundo espiritual, pois segundo ela pode-se “reduzir” a matéria, de forma subjectiva e no domínio do abstracto, até à consciência — causa da “intelectualidade” da matéria. A consciência transforma as possibilidades da matéria em realidade, transformando as possibilidades quânticas em factos reais. Essa consciência deve apresentar uma unidade e transcender o tempo, espaço e matéria.

Não é algo material, na realidade, é a base de todos os seres. Vejamos o que nos diz o professor de Lion em O Livro dos Espíritos : «23. Que é o espírito? - O princípio inteligente do Universo. a) - Qual a natureza íntima do espírito? - Não é fácil analisar o espírito com a vossa linguagem. Para vós, ele nada é, por não ser palpável. Para nós, entretanto, é alguma coisa.» Tanto é assim, que os físicos teóricos e astrofiísicos postulam a existência de uma “partícula”, que seria a partícula “fundamental”, que ainda não foi encontrada, mas a qual o Prémio Nobel da Física, Leon Lederman, denomina a “partícula divina”.

Partícula essa decisiva pois é ela que determina a massa das restantes, bem como a coesão dada pela gravidade dos 95% do universo ainda desconhecido.

«25. O espírito independe da matéria, ou é apenas uma propriedade desta, como as cores o são da luz e o som o é do ar? - São distintos uma do outro; mas, a união do espírito e da matéria é necessária para intelectualizar a matéria.

26. Poder-se-á conceber o espírito sem a matéria e a matéria sem o espírito? - Pode-se, é fora de dúvida, pelo pensamento.»

Cabe lembrar que os físicos, a partir das pesquisas do norte-americano Murray GelMann, Prémio Nobel em 1969, nos aceleradores de partícula, já admitem a existência de um domínio externo ao mundo cósmico dito material onde existem agentes activos também chamados frameworkers, capazes de actuar sobre a energia do Universo, modulando-a e dando-lhe formas de partícula atómica, ou seja, por outras palavraso espírito, chamado também “Agente Estruturador”. Retomemos novamente ao mestre lionês em O Livro dos Espíritos O:

«T76. Que definição se pode dar dos espíritos?

- Pode dizer-se que os espíritos são os seres inteligentes da criação. Povoam o Universo, fora do mundo material. 536. São devidos a causas fortuitas, ou, ao contrário, têm todos um fim providencial, os grandes fenómenos da Natureza, os que se consideram como perturbação dos elementos?

- Tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus. b) - Concebemos perfeitamente que a vontade de Deus seja a causa primária, nisto como em tudo; porém, sabendo que os espíritos exercem acção sobre a matéria e que são os agentes da vontade de Deus, perguntamos se alguns dentre eles não exercerão certa influência sobre os elementos para os agitar, acalmar ou dirigir?

- Mas evidentemente. Nem poderia ser de outro modo. Deus não exerce acção directa sobre a matéria. Ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos.»

O Livro dos Espíritos: obra actual e de referência

A Física continua a dar ao Espiritismo uma contribuição gigantesca na confirmação dos postulados espíritas que, de maneira nenhuma nós, os espíritas, poderemos subestimar. Existe uma ciência espírita, com uma metodologia de ciência, assente nas questões espirituais, mais do

que possamos imaginar, e a prova disso é O Livro dos Espíritos — uma obra actualum manancial para a Física Moderna, trazendo-nos um novo conceito básico sobre a visão macro e microcósmica de Deus (ao defini-lo como “a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”) do Espírito e da Matéria propriamente dita.

Texto: Luís de Almeida luis.almeida(omail.telepac.pt

Nota: “Confesso que, após cuidadosa e atenta leitura deste trabalho, concluí que foi um dos melhores artigos que já tive o prazer de ler. Ele se me afigura o mais erudito e informativo trabalho acerca da relaçãoEÊ entre a Física e o Espiritismo, até agora escrito em idioma português. Se traduzido para o inglês será, sem dúvida, apreciadíssimo, inclusive pelos fiísicos mais modernos que, atualmente, divulgam obras acerca do relacionamento entre a Consciência e o Universo, vislumbrado sob a óptica das Físicas Quântica e Relativística. Menciono, como exemplos, os livros de Michio Kaku (Hiperespaço, ed. Rocco, Rio de Janeiro, RJ) e de Amit Goswami (O Universo Autoconsciente, edit.

Rosa dos Tempos, Rio de Janeiro).” (1) Hernâni Guimarães Andrade

(1) Andrade, Hernâni Guimarães, Introdução deste artigo, In Janeiro de 2002, RIE, São Paulo, Brasil

(2) CernOrganisation Européenne Pour La Recherche Nucléaire -

(3) Dyson, Freeman em Infinito em Todas as DirecçõesEdições Gradiva — 1990 — Portugal.

(4) EsaEuropean Space Agency -

(5) FermilabFermi National Accelerator Laboratory (6) Greene, Brian em O Universo EleganteEdições Gradiva — 2000 — Portugal.

(7) Hawking, Stephen em Breve História do Tempo

(Edição actualizada e aumentada, comemorativa do 1º Aniversário) - Edições Gradiva — 2000 — Portugal.

(8) Hawking, Stephen em O Fim da FísicaEdições Gradiva — 1994 — Portugal. (9) Kardec, Allan em O Livro dos Espíritos — Edições

(10) Magueijo, João em Mais Rápido que a Luz Edições Gradiva — 2003 — Portugal.

(11) NasaNational Aeronautics & Space Administration -

(12) Reeves, Hubert em O Primeiro SegundoEdições Gradiva — 1996 — Portugal.

(13) Sagan, Carl em Um Mundo Infestado de Demónios — Edições Gradiva — 1997 — Portugal.

Aprendemos, quando estudamos a doutrina consoladora, que somos constituídos por corpo, espiírito e

Se é pacífico entendermos o corpo e o espírito em nós, já o que diz respeito ao perispírito, por não haver até ao aparecimento do Espiritismo alguma ciência que falasse dele tecnicamente, foi permanecendo inacabado enquanto objecto de estudo.

Mas se percorrermos a cronologia terrestre e os assuntos debatidos pelos pensadores de cada época conseguimos destinguir o perispírito como objecto de estudo, em várias fases do pensamento humano. Paulo de Tarso terá designado o perispírito como corpo espiritual na sua famosa citação da carta aos Coríntios. Também os filósofos da Antiguidade e os iniciados das doutrinas espiritualistas falavam do perispírito sob outra designação.

O que mais interessa a este estudo é perceber: afinal, o que será perispírito? Entendemos que, em síntese, o perispírito pode ser designado como baú do que fomos, sede do que somos e programa do que seremos. Na realidade, a natureza do perispírito provém da condensação do fluido cósmico universal (LE q.94) em torno da centelha que o anima, a alma ou espírito. Nas obras básicas de Espiritismo codificadas pelo professor de Lyon, Allan Kardec, temos que este é constituído por uma substância vaporosa aos nossos olhos que reveste o espírito, podendo deslocarse para onde queira.

(LE q.93). Peris significa à volta de, portanto é um corpo que se encontra a envolver o espírito. No seu estado normal o perispírito é invisível, mas pode sofrer alteração, segundo a vontade do espírito e em determinadas ocasiões que o tornam perceptível e até tangível, sendo possível vê-lo e até tocá-lo como foram exemplo algumas experiências com inúmeros pesquisadores (o caso do espírito Katie King e do investigador William Crookes ou ainda a exemplo o espírito Ana através do médium Peixotinho e tantos outros).

Designa então, Allan Kardec, este corpo como sendo semimaterial mais ou menos grosseiro, segundo a evolução espiritual do ser.

É bom entendermos que o perispírito não se encontra encarcerado no corpo fiísico. Devido à sua natureza fluídica é expansível,

podendo irradiar para o exterior com mais ou menos intensidade segundo a vontade e a força do pensamento do espírito. Mas nem só irradia. As suas características fluídicas são semelhantes às do mundo espíritual, portanto, facilmente ele os absorve e como serve de contacto entre o espírito e o corpo, molecularmente, imediatamente estes fluidos se misturam na orgânica do templo carnal. Dai a importância da terapia complementar dos passes onde os fluidos provenientes da Espiritualidade se convertem em medicamento para o depósito carnal.

É neste corpo que se encontram registados todos os momentos das nossas existências, desde a criação até ao momento presente. O seu somatório resulta naquilo que somos e o que seremos. Um erro a desfavor da Lei Universal deixa uma marca perispiritual negativa, uma experiência favorável à Lei Divina é abono rumo à ascensão. Passamos a explicar. No processo reencarnatório, como sabemos, escolhemos provas e expiações da próxima existência, para evoluirmos.

Estas têm a ver com o registo da memória do espírito e encontram-se seladas no corpo perispiritual, para que, ao longo de milénios de existências, possamos tornar o envoltório cada vez mais étereo. Usando uma analogia, o erro fica escrito na areia para que a força de vontade e um vento certeiro sejam capaz de apagar, enquanto o acerto fica gravado em rocha para jamais ser esquecido e ser nosso advogado em toda a parte.

Então, se eu fui saudável noutra existência e não aproveitei a saúde para ascender e, ao invés, atentei às leis do Criador, poderei escolher vir com alguma doença que me obrigue a reflectir. Pietro Ubaldi, pesquisador, escreve numa das suas obras “A dor leva à evoluçãoea evolução gradativamente anula a dor”.

Isto não quer dizer, e é relevante, que o perispírito seja a sede da memória, o que é errado, segundo podemos perceber na codificação como sendo atributo do espírito tal qual o pensamento, sendo “que o pensamento, criando imagens fluídicas, se reflecte no envoltório perispiritual como numa chapa de vidro, ou ainda como essas imagens de objectos terrestres que se

reflectem no vapor do ar; aí toma um corpo e se fotografa de alguma sorte” (OP - 1? Parte). Usando novamente uma ilustração vamos imaginar um computador: tem entre os seus componentes memória e disco duro que interagem entre si e no entanto são elementos diferentes. Para que a informação seja passada para o disco é necessário que haja memória. Assim é com o espírito e o perispírito. O espírito “é a memória” e o perispírito “o disco duro”.

É importante lembrar que quando um espírito migra de um mundo para outro, vai formar o seu perispírito consoante as características do ambiente desse outro mundo e o perispírito antigo desaparecerá. Se o perispírito fosse a sede da memória, todas as suas lembranças se desvaneceriam com o perispírito anterior. O que acontece é que o espírito impregna o novo corpo subtil com as experiências pretéritas para dar continuidade à evolução interagindo com o corpo físico.

Vamos concluir, então, que o perispírito é uma resenha, um molde a partir do qual o espírito reencarnante vai construir seu corpo físico futuro. Hernâni Guimarães Andrade refere-se também a este como Modelo Organizador Biológico, uma vez que é em sua intimidade energética que se agregam as células e se modelam os órgãos, proporcionando-lhes o pleno funcionamento.

Entendemos, de uma forma muito simples, como se dá o processo reencarnatório através dos acertos e desacertos pretéritos e também um pouquinho acerca da natureza íntima deste corpo subtil, no qual Kardec disse estar a chave para o conhecimento do Homem.

Ainda que muito haja para falar acerca do perispírito, não podemos estender-nos muito, ficando a promessa de novos resumos para edições vindouras.

Bibliografia: LE — O Livro dos Espíritos, Allan Kardec; OP — Obras Póstumas, Allan Kardec; A Grande Síntese, Pietro Ubaldi; Teoria Corpuscular do Espírito — Hernâni Guimarães Andrade; Perispírito — Baú do que fomos, sede do que somos, programa do que seremos — Frederico HonórioIV CNE — Maia. Sono e sonho

Em tempos passados, o sonho era visto como um meio de obter profecias e revelações do futuro. Com o tempo, tornou-se alvo de variadas interpretações, ligadas a superstições e crendices.

as actividades que desenvolve encontra em liberdade temporária.

Texto: Cátia Martinscatia jornal&Qnetcabo.pt Fotografia: Ulisses Lopes net

No «Jornal de Espiritismo» n.º 1 foi publicada uma entrevista com João Xavier de Almeida, no âmbito do Congresso Internacional de Cegos Espíritas. Gostaríamos de voltar a falar dos invisuais, fazendo referência ao mundo virtual como fonte de conhecimento através do áudio como alternativa de estudo.

Como é óbvio, os invisuais não irão ler este artigo, mas os familiares e amigos poderão fazer chegar esta informação e os áudios ao fim esperado. Apesar de que o formato áudio se destina a qualquer pessoa e apresenta diversas vantagens! Confesso que, eu próprio, ouço com muita frequência áudios espíritas, principalmente em viagem. E prático, fácil e portátil. Podemos ouvir através do discman, auto-rádio, aparelhagem hi-fi, telemóvel (os que suportam MP3), PDA (Personal Digital Ássistant), ou mesmo através dos novos Flash Drives (dispositivos de armazenamento de dados mais pequenos que uma esferográfica) que permitem reprodução de MP3, entre tantos outros aparelhos cada vez mais compatíveis com este formato.

Para começar, gostaríamos de apresentar um site com uma impressionante quantidade de arquivos espíritas em áudio, o site www.audioespirita.org que tem, para download, 2975 arquivos no total, soamando 5GB de áudio, o que corresponde aproximadamente a 84 horas, ou seja quase 4 dias seguidos de áudio espírita! Para guardar no seu computar o áudio que lhe interessa, é muito simples: basta aceder ao referido site, clicar no tema que lhe interessa, escolher o ficheiro e, depois, guardá-lo no seu PC, na pasta que desejar.

Mas...se tiver uma ligação à internet analógica (vulgo dial-up ou ligação telefónica) não se atreva a fazer muitos downloads, porque um arquivo de áudio, com duração de 10 minutos (portanto 10MB), pode demorar cerca de 30 minutos, porque, além de ser desesperante caso a ligação esteja sempre a cair, se torna dispendioso para quem quiser fazer muitos downloads. Por outro lado, se ossuir uma ligação à Internet de Banda Larga FADSL, Cabovisão, Netvisão, etc.)

, o mesmo processo demora apenas 3 minutos (varia de acordo com a velocidade da ligação). Temos também o http://www.universoespirita.org.br. Basta ir à secção áudios e encontrará centenas de ficheiros. No site da Federação Espírita Brasileira também godemos encontrar alguns: ttp:/ / www.febnet.org.br/ brasilespirita/ ed itreform.html httà:x / [Www.espirito.com.br / portal/downl oad/audio/index.html. Aqui pode encontrar muitos áudios do rograma “Momento Espírita” com histórias indíssimas, de fazer cair lágrimas de emoção.

Avisos da Criação Nas Provas da Senda Assunto de Mocidade Brilhe Vossa Luz Tensão Emocional Redenrição e Amor Diante dastflores

Compaisão e Auxítios Culdadôs

ê ED SA EIHSDE SN A OTAWT EGD s o ainteneMoren __yu &__i '&ª] Ficheiro —Editar Ver Favoritos Ferramentas AÁjuda 4',' QRetmcederl] | ª ;, Procurar “ 7 Favotitos ªMultiméd]a (2 d* ; 2) | ÍJ CC;. íà

Endereco /É) http:/lwww, universoespirita.ora.

O Espírito da Verdade 30/09/2003

Marcas do Caminho — 29/09/2003 Baú de Casos 28/09/2003 Palavras da Coragem 27/09/2003 Companheilro 26/09/2003 álma e Vida 25/09/2003 Agora é O Tempo 24/09/2003 Reconforto 23/09/2003 LUrgência 22/09/2003 No Portal da Luz 21/09/2003 Livro de Respostas — 20/09/2003 Pão Nosso 19/09/2003 & Inspiração 18/09/2003 Vinha de Luz 17/09/2003 M Internet

O formato MP3 (abreviatura de MPEG- 1 Layer 3), cuja utilização pelo público em geral surgiu em força no início de 1998, tornou-se rapidamente popular, por conseguir resolver, de forma razoavelmente elegante, o problema de partilha de música.

A tecnologia por detrás do formato MP3 baseia-se numa ciência

uma secção específica. No canto superior esquerdo basta seleccionar o canal de Plenus Áudio, e somos levados para uma galeria com uma grande quantidade de arquivos. Os nossos companheiros do país vizinho odem encontrar áudio em castelhano em Ettp: / /www.espiritas.net A SPLEBSociedade Pró-Livro Espírita em Braillehttp: / /www.spleb.org.bré também um site a realçar, pena é que não nos possamos, facilmente, deslocar ao Brasil para requerer um empréstimo de uma das cerca de 9000 obras para invisuais.

No entanto, podemos encontrar alguns ficheiros para download. Mas em Portugal, no Instituto Albuquerque e Castro, %ue apesar de não ser espírita, disponibiliza livros espíritas em formato de áudio.

http://www.semp.pt/cpac pt.htm Gostaria ainda de informar sobre o site da Associação Promotora de Emprego de Deficientes Visuaishttp:/ / www.apedv.rcts.ptque no ano passado promoveu um fórum cuja óptica espírita também foi abordada. Existem muitos mais sites interessantes para além destes. Basta ir a www.google.pt e digitar no campo de pesquisa “áudio espírita” e obteremos logo cerca de mil resultados! Portanto a divulgação da doutrina espírita para OS nossos irmãos invisuais não está esquecida, e é com bons olhos que verificamos que se está a ir pelo bom caminho!

Quem sabe se um dia não teremos um site com áudios espíritas de eventos e palestras em Fortuêues?

exto: Vasco MarquesvascoOtecnetel.com

designada “psicoacústica”, e consiste numa forma de compressão com perdas, que parte do princípio que certos sons “mascaram” outros que, num dado momento, não podem ser ouvidos.

Por isso algoritmos matemáticos complexos são usados para codificar apenas

a informação musical que, supostamente, o ouvido humano consegue discernir.

Uma música em MP3 ocupa 10 vezes menos espaço num CD do que em formato CD-DA (vulgo CD), característica esta que se tornou responsável pelo grande sucesso deste formato, permitindo assim partilha de ficheiros pela Internet, leitores portáteis de MP3, auto-rádios, aparelhagens domésticas, telemóveis e tantos outros aparelhos capazes de reproduzir este tão famoso

Existem outros formatos similares, tais como o WMA, ATRAC, PASC, ASF, VOQF, etc. que utilizam métodos de compressão de áudio idênticos.

Entre palestras e auditórios

De entre as tarefas desenvolvidas pelos centros espíritas, destacam-se as palestras. Abertas a todo o tipo de público que espontaneamente procura essa porta, são inegavelmente um serviço de interesse público.

Este jornal resolveu, entre a última edição e esta que está a ler, enviar às associações espíritas portuguesas uma meia dúzia de perguntas, alinhadas nos gráficos desta página. Ficámos surpreendidos pela positiva, pois, apesar do prazo exíguo, trinta e tantas responderam dentro do prazo. Por razões que se prendem ao fecho desta edição, limitamonos a considerar apenas as que chegaram dentro do prazo, embora ainda hoje estejamos a receber respostas, que agradecemos igualmente, embora apenas as possamos considerar num trabalho futuro.

As respostas, sem revelarem necessariamente o universo real da totalidade das associações espíritas hodiernas, permitem tecer algumas considerações curiosas.

A primeira pergunta — a vossa associação oferece palestras públicas? — foi respondida afirmativamente por todas, com excepção de uma. A opção deste grupo em organização toca a preferência momentânea pelo estudo semanal, com vista a um dia abrirem as portas

1. A vossa associação oferece aos visitantes palestras públicas?

ao público. Esclarecido posteriormente o assunto, soubemos que dão assistência a casos de que tenham conhecimento, integrando esses necessitados em reuniões de estudo, na qual podem eventualmente aplicar o passe magnético.

Nenhuma associação oferece mais de três palestras por semana, e as que se classificam nesta categoria são uma minoria. Metade proporciona duas palestras semanais e a maior parte, mais de 20, dá uma por semana. Quanto aos dias preferidos para ofertarem palestras públicas, qualquer dia da semana pode ser contemplado, mas a maioria aponta para quarta e sexta-feira, de noite. Uma minoria aponta-as para os sábados (quase sempre de tarde) e há também quem as encaixe aos domingos, neste caso de manhã.

A explicação para estes resultados é compreensível: os espíritas são pessoas que

2.1. Se respondeu sim à pergunta anterior,

com que frequência têm palestras?

têm as suas profissões e ocupam parte dos seus tempos livres com o serviço no centro.

Curiosamente há seis centros que, ao contrário dos restantes, não dão passe magnético individual ao público que comparece para ouvir a palestra.

Esta prática funciona como um paliativo mediante o qual as pessoas que o recebem costumam sentir-se bem. A aplicação do passe costuma ser feita em ambiente reservado do olhar público, dispensa o toque e é feito ora apenas com a imposição das mãos ora com processos mais elaborados mas não necessariamente mais eficazes.

Auditórios Os salões onde decorrem as palestras vareiam,

como diria um amigo. Variam sim, e muito. Há auditórios com apenas cerca de 30 lugares

2.3. As palestras decorrem de manhã, de tarde ou de noite?

3. A seguir à palestra os visitantes recebem passe magnético individualmente?

2.2. Têm palestras em que dias da semana?

4. Que quantidade de lugares sentados oferece a vossa sala de palestras?

uma cerca cerca cerca cerca dúzia de40 de70 de de 100 300 (dois) sentados e outros com mais de 300 (dois)! Na totalidade, entre uns e outros, verifica-se que a maioria dos auditórios anda perto da meia centena de lugares sentados, na amostra, contaram-se onze. Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, defende em «O Livro dos Médiuns» que as associações espíritas não devem ser muito grandes. Explica ele que se perderia o espírito de familiaridade que devem ter. Além disso, o prejuízo na divulgação seria maior se uma %rande associação se perdesse, enquanto se orem várias e de menor dimensão material, se o mesmo acontece, o prejuízo não é notado.

Nas palestras, desde que adequados às mensagens a transmitir, os recursos audiovisuais são uma mais-valia. Os estudos que comprovam isto são numerosos. Não é uma questão de opinião, é um dado adquirido. Entre estes recursos contam-se o quadro de giz, projector de acetatos ou transparências, projector de vídeo, cartazes com diagramas, entre muitos outros.

No gráfico, oito ainda não usam estes recursos. Mas há 25 pelo menos que os utilizam. O panorama é bom.

O nosso inquérito falha por não apurar quanto às razões pelas quais os centros que não usam audiovisuais o não fazem. Poderá ser por limitações de dinheiro para os adquirir? Será

5. Usam recursos audiovisuais?

pelo contrário uma opção consciente? Será porque não os sabem ainda utilizar? Etc. Mas como o tempo permite aperfeiçoamentos, quem sabe se no futuro não repescaremos este tema para o esmiuçar?

Desculpe e você compreenderá. Onde existe amor não há lugar para ressentimento.

compaixão nos dissolve qualquer sombra de crítica.

presentemente em dificuldade.

Ao colocar-se na condição de quem erra, seja qual seja o problema, notará que a

A existência humana é uma colecção de testes em que a Divina Sabedoria nos observa, com vistas à nossa habilitação para a Vida Superior; quem hoje condena o próximo não sabe que talvez amanhã esteja enfrentando os mesmos problemas daqueles companheiros

Envie-nos as suas sugestões! Enquanto aguardamos, aqui segue outro: quer colaborar? Envie-nos quanto antes a sua resposta, fotocopiando esta página ou recortando-a como

Deixamos aqui em baixo o próximo inquérito, caso deseje participar, pelo que, em caso afirmativo, lhe agradecemos

Nos esquemas da Eterna Justiça, o perdão é a luz que extingue as trevas.

Às vezes, aquilo que parece ofensa é o socorro oculto do Mundo Espiritual em seu benefício.

A misericórdia vai além do perdão, criando o esquecimento do mal.

perdoar. A indulgência é a fonte que lava os venenos da culpa.

Em muitas ocasiões, a Divina Providência nos permite o erro para que aprendamos a

O tema é a sua relação pessoal com a doutrina espiírita: como teve conhecimento do Espiritismo? O que achava que ele era?

Estas são algumas das perguntas e as suas respostas podem ajudar a tirar conclusões interessantes. Colabore, fotocopiando e preenchendo as respostas, com sinceridade, e devolvendo-

Perdão é a fórmula da paz. Aprendamos a tolerar, para que sejamos tolerados.

«Respostas da Vida», 79, IDEAL

ANDRÉ LUIZ, espírito, psicografia do médium Francisco Cândido Xavier

Jornal de Espiritismo Inquéritos

Quando o Nirvana é o objectivo!

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Telef: 253 415 498 Fax: 253 413 055

as pelo correio até 10 de Abril para:

Com vista ao tratamento jornalístico e estatístico dos dados que tiver a gentileza de nos enviar, colocamos-lhe estas perguntas, pedindo que as assinale com um X, conforme o seu caso.

Sexo ÀO] Masculino [] Feminino

Idade [] Menos de 15 anos [] De 15 a 25 anos [] De 25 a 35 anos [] De 35 a 50 anos [ De 50 a 65 anos [] Mais de 65 anos

1. Como chegou a ter conhecimento do Espiritismo?

2. Porque procurou o Espiritismo?

[] via, ouvia ou sentia espíritos

[]] procura individual (curiosidade) [ outro:

3. O que achava que era o Espiritismo?

4, Quais os dois primeiros livros que leu (título e autor)?

4.1. As expectativas corresponderam ao que

O sim O não Deseja que as suas respostas sejam anónimas?

Se preferir, poderá responder directamente pela net através do site da ADEP www.adeportugal.org

clicando em «Jornal de Espiritismo».

De uma forma ou de outra, o importante é colaborar!

iornal de espiritismo 17 literatura

O Livro dos Médiuns é a segunda obra da codificação espírita, publicada pela primeira vez, em Paris, no mês de Janeiro de 1861. Tal obra foi antecedida por um pequeno livro intitulado Instruções Práticas

sobre as Manifestações Espíritas, publicado em 1858. A sua edição definitiva ocorreu em 1862, depois de revista e ampliada por Allan Kardec com o auxílio dos espíritos.

O livro trata da parte experimental do Espiritismo, é o verdadeiro manual da ciência espírita. Nenhum médium que se diga espírita o poderá ignorar. E imperativo de consciência para os médiuns a sua leitura e estudo permanente. E não só os médiuns o deverão ler e estudar de forma permanente, mas todos os dirigentes, comunicadores e trabalhadores espíritas em geral, para não serem «cegos a conduzir cegos».

Infelizmente a vaidade e a presunção de que já sabemos tudo sobre mediunidade pelo simples facto de termos lido algo sobre essa nobre faculdade orgânica ou de termos tido alguma experiência mediúnica pessoal marcante, ou ainda, por militarmos no movimento espírita há várias décadas, leva-nos na maioria das vezes, por falta de humildade e de bom senso, a nos julgarmos os «maiores» em Espiritismo, os privilegiados no convívio íntimo com os Bons Espíritos e mesmo, em alguns casos bizarros, assumindo a posição de «missionários», junto da ignorância.

Tal postura que para além de muito orgulho, revela muita imaturidade e mesmo infantilidade, liga-nos sempre, tornamos a dizer, sempre, às zonas inferiores do Mundo dos Espíritos, sem que disso suspeitemos ou tomemos consciência. Então, acolitados por Espíritos que nos fascinam, somos impelidos a não adquirirmos o saber libertador contido nesse livro. Assim, cavalgando a superstiçãoeo fanatismo, fruto da ignorância, somos levados a situações ridículas e desastrosas.

O Livro dos Médiuns tem por tese fundamental, como nos lembra o emérito Herculano Pires, a existência do perispiírito ou corpo energético dos Espiíritos. Está dividido em duas partes num total de 350 itens: a primeira parte, intitulada de «Noções Preliminares» inclui quatro

Centro Espírita «PERDÃO E CARIDADE»

capítulos que vão até ao item n.º Slea segunda parte, intitulada «Das Manifestações Espíritas» com trinta e dois capítulos vai do item n.º 52 até ao item n.º 350. Os três últimos capítulos não estão divididos em itens.

A leitura atenta, por si só, com humildade e vontade séria de aprender dos capítulos XXIII e XXIV que tratam «Da Obsessão» e da «Identidade dos Espíritos,», respectivamente, os dois maiores escolhos da prática espírita, evitaria muitos desastres existenciais para a maioria dos médiuns e de todos os que com eles lidam.

No que respeita à identidade dos Espíritos nas comunicações mediúnicas devemos adquirir sensibilidade e bom senso para distinguir a comunicação verdadeira da mistificação, tanto do Espírito como algumas vezes do próprio médium que o faz por vaidade e insegurança. Temos também de distinguir as comunicações anímicas — dadas pelo espírito do próprio médium em estado de emancipação —, que podem ter grande valor cultural e doutrinário e não devem ser rejeitadas.

Mas, não devemos esquecer que «os Espmtos experimentam, às vezes, grandes dificuldades para exprimirem por meio de um organismo, de um cérebro alheio, noções e ideias pouco familiares ao médium (...) Sendo precisos esforços persistentes da vontade para criar, no cérebro do médium, expressões e imagens inusitadas (que o médium nunca viu). Explica isto as críticas que puderam ser endereçadas a certos mortos famosos a propósito das diferenças de estilo anotadas nas suas comunicações».

Allan Kardec logo no início da Introdução é muito claro ao dizer-nos que r«as dificuldades e desilusões encontradas na prática espírita decorrem da ignorância dos princípios doutrinários». Ainda na Introdução diz-nos que «A ignorâáncia e a leviandade de certos médiuns — a que acrescentamos muitos dirigentes e trabalhadores espíritas — têm causado maiores prejuízos do que se pensa na opinião de muita gente». Tais afirmações, tão importantes no início do movimento espírita ainda hoje permanecem mais actuais do que nunca.

(*) Observação que registámos há muitos anos, na altura não tomámos nota do autor. Terá sido a Yvonne Amaral Pereira? É possível.

Texto: Carlos Alberto Ferreira

- O primeiro e-mail que o Jornal He Espiritismo recebeu foi de Julieta Marques, de Lagos, ipresidente da Associação Espírita

assinante do Jornal de Espiritismo foi Júlia Pereira, de Águas Santas, Ermesinde? — O Jornal de Espiritismo esgotou logo na primeira semana que chegou às associações espíritas,

Divulgadores de Espiritismo de Portugal) e que esta associação é composta por cerca de duas dezenas de espíritas de Norte a

Kardec investigou O que parecia

em mais de 90% dos casos? diversão, - O Jornal de Espiritismo é editado Mesas que falam, pela ADEP (Associação de pensam,

Kardec descobriu Nessa pesquisa profunda

A.S. DUARTE, LDA. SAMILApartado 35 3720-636 S.Roque OAZ

Tel. - 256 871 134 Fax - 256 871 714 asduarteOmail.telepac.pt

Que as vozes voltam De além da tumba.

O Jean de Fontainebleau Estou vivo, senhor, Ora, aqui estou!»

Kardec tomou notas Pesquisou, comparou, Para depois comprovar;

Nova luz surgia, Nova ciência brotava, A luz espargia

Em nova alvorada. ectoplasmias,

O escárnio suportou. — Como negar a

Sem desistir da tarefa — realidade?

Investigava os mortos — Kardec demonstrou

Fosse o Zé ou a Josefa. — A desejada imortalidade.

Afecta o racional, A doutrina alimenta O ser espiritual.

Voltavam do Além: Estamos vivos, irmãos!

Estuda Kardec, Segue Jesus. Para ser feliz

Fenómenos em barda Com médiuns vários Desdobravam-se

agrários. Materializações encantam

Kardec sempre usou O bom senso no diaa-dia

Os órgãos sensoriais. Materializem o amor, Pois somos imortais.

C. Rainha, 20 de Fevereiro de 2004 (psicografia recebida no Centro de Cultura Espírita, nas Caldas da Rainha, Portugal, na palestra pública, subordinada ao tema

PALAVRAS CRUZADAS: SOLUÇÕES

Beneficência Fraternidade. 5.º ENJE, Porto, 29/30 de Novembro de 1987, organizado pelos jovens da JEM, Núcleo Espírita Cristão, Comunhão Espírita Cristã (de Rio Tinto), Círculo de Cultura Espírita de Matosinhos.

6.º ENJE, Lagos, 10/12 de Junho de 1988, organizado pela Associação da cidade.

7º. ENJE, Viseu, 1989, organizado por uma das associações da cidade.

8º. ENJE, Braga, 5/7 de Outubro de 1990, organizado pelos jovens das duas associações da cidade. 9º. ENJE, Leiria, 1991, organizado pelos jovens da Associação da

10º. ENJE, Lisboa, 3/5 de Outubro de 1992, organizado por jovens de associações da cidade. 11º. E NJE, Setúbal, 1994, organizado pela associação da cidade.

12º. ENJE, Chaves, 1995, organizado por jovens da associação da cidade.

13º. ENJE, Lagos, 1996, organizado pela associação da cidade.

14º. ENJE, Porto, 1997, organizado por jovens de duas associações da cidade.

No início, entendia-se que estes encontros serviam para que a fraternidade e o esclarecimento ganhassem espaço nas atitudes dos jovens, desde logo. A oportunidade de se (re)verem, de se conhecerem melhor, de compreenderem as suas diferenças de opinião de forma saudável e livre, alicerçada na doutrina espírita, era vista como um caminho iluminado a abrirse com horizontes promissores. Ficam sempre saudades desse tempo, conforme nos dizem os quarentões da primeira geração dos ENJE.

Texto: JGNota: Na edição anterior, este artigo sofreu um acidente gráfico, e por isso saiu pela metade. Aqui fica, com pedido de desculpa. CONCESP: Conviívio

de crianças espiíritas ( s NiA

A decorrer na Figueira da Foz em 5 de Junho, terá por tema-base «Palavras do Mestre Jesus».

Fu TENHO írh | OBSESSOR. / A Associação Espiírita da Figueira da Foz será a organizadora ""*.('*—-——-»*-—“'/ do CONCESP, o convívio nacional da criança espírita. Diz contar

com a participação de todos nas actividades previstas para este ' certame.

O CONCESP 2004, nome oficial deste convívio, conta com os subtemas seguintes: Ama o teu próximo como a ti mesmo, Honra a teu pai e a tua mãe, Quem nunca errou atire a primeira / pedra, Deixai vir a mim as criancinhas, Felizes os que choram a S : N p mN porque serão consolados, Há muitas moradas na Casa do Pai. / Os participantes podem apresentar a sua participação em forma de teatro, música ou poesia. O prazo de entrega destes trabalhos termina em 31 de Março.

Ainda se prevê uma palestra para os adultos sobre o tema do CONCESP e entretenimento infantil com teatro de fantoches, jogos e brincadeiras. O evento fechará com lanche e convívio fraterno.

Apela a comissão organizadora: «Conforme é do conhecimento de todos, as diligências são muitas, portanto, necessitamos saber, com a maior urgência, do vosso interesse em aderir a esta iniciativa»”. Mais informações: telefone 233 423644, a partir das 19 horas.

Na Rádio Racal, de Silves (comprimento de onda 92.04), sob o título "Além do Véu", Octávio, de Portimão, e Julieta Marques, de Lagos, levam todas as semanas aos ouvintes da região algarvia um programa espiritista. Sempre aos sábados, das 10h00 às 10h30, aborda assuntos de nível mundial, local ou nacional: «Não nos limitamos a falar só de Espiritismo, mas fazer uma análise dos acontecimentos sob a óptica espiírita», explica Julieta Marques.

Quanto ao feedback recebido «é muito bom e gratificante. Os telefonemas surgem depois do programa ir em directo para o ar, para não haver perda de tempo de antena. Estamos no ar há já três anos consecutivos e gratuitamente», diz-nos. Oxalá continuem por muitos mais anos!

Perispiírito: da fisica à medicina II Simpósio Nacional Médico-Espirita

O CECACentro Espírita “Caridade por Amor” tem o prazer de convidar os amigos de ideal espírita para o II Simpósio Nacional Médico-Espírita, a realizar-se no dia 27 de Março pelas 9:00 (sábado) em nossa associação à Rua da Picaria, 59 — 1º Frente, na cidade do Porto. O evento terá como tema de trabalho “MODELO ORGANIZADOR BIOLOGICO — O PERISPIÍRITO: DA FÍSICA À MEDICINA”. A par do anterior, acreditamos que será relevante no seu aspecto sócio-cultural, científico e ético para a sociedade vigente, em particular, no movimento espírita português.

Contará como conferencista a Dra. Lígia Almeida, médica pela Universidade de São Paulo — Brasil; Mestre na área de aterosclerose e envelhecimento; durante dez anos foi Investigadora clínica e Professora da Faculdade de Medicina na Universidade de São Paulo e no InCor — Instituto do Coração, participando ainda como coordenadores, a psicóloga Cátia Martins e o astrofísico Luís de Almeida. As entradas são gratuitas, todavia, as vagas são limitadas.

Mais informações em: CECACentro Espírita Caridade por AmorRua da Picaria, nº 59 - 1º Frente, 4050 - 478 Porto — Portugal WwwWW.ceca.web.pt E-mail: cecagsapo.pt Tel.

IV Congresso Espiírita Mundial, em Paris

Entre 3 e 5 de Outubro, a França acolhe e organiza o IV Congresso Espírita Mundial.

Em próximas edições abordaremos com mais detalhes este evento.

Nos dias 16, 17 e 18 de Abril ocorrerá o XXI Encontro Nacional de Jovens Espiíritas no Hotel S. Lázaro em Bragança.

Todos os anos, os jovens espíritas portugueses organizam um evento de confraternização e discussão de questões doutrinárias subordinadas a determinado tema.

A cidade anfitriã muda todos os anos, cabendo desta vez a organização aos jovens da Associação Espírita de Bragança (AEB), que estabeleceram como tema geral do encontro «DeusCausa Primária». A Associação de Estudos Psico-Espirituais de Bragança, que neste momento se encontra em processo de legalização do seu novo nome Associação Espírita de Bragança, convida os jovens espíritas portugueses, através das associações em que estejam organizados, a participar

SEMPREBONITA|=- COMÉRCIO DE FLORES, LDA

activamente no XXl ENJE. Sabemos que alguns centros espíritas têm prática de realização de actividades culturais muito interessantes; esperamos pois que nos enviem propostas que enriqueçam o programa. Procuraremos inseri-las no plano que se vai construindo, à medida que recebemos os trabalhos e as propostas de actividades. Foram já enviadas duas circulares, e mais algumas se seguirão. Pedimos aos responsáveis das associações espíritas que dêem a divulgação necessária a essas informações.

Qualquer dúvida, crítica ou observação será bem-vinda através dos seguintes meios de contacto: Associação Espirita de BragançaRua Prior do Crato, 3 - Bairro de S. Sebastião - 5300-043 Bragança. Tel.: 96 369 0OO 29 (p. f. Maria Antónia) - Email do XXI-ENJE xxi enje(gsapo.ptEmail da AEB: aespbraganca(ayahoo.com.brPágina de Internet em construção: http://www.aespbraganca.pagina.de

ou http://pagina.de/aespbraganca A nossa associação dispõe de poucos recursos, materiais e humanos, estamos no entanto a enveredar todos os esforços para dar a este evento a qualidade e a dignidade que ele merece, conscientes de que o ENJE é uma oportunidade que Deus nos dá para estabelecer o diálogo fraterno entre os jovens espíritas portugueses. Esse diálogo é fundamental na coesão do movimento espiírita português, que se esforça em seguir o caminho moral traçado por Jesus, com a luz da razão Kardequiana.

gue os acolhe. exto: Associação Espírita de Bragança - (aespbraganca(Qyahoo.com.br)

Fax 22 745 6600 Telef. 22 745 5728

ipartado 22 - 4509-903 Caldas de S. Jorge