leitor Gratos pelo estimulo!
Jornal de Espiritismo nº 3 · 2004Página 34 min
A gentileza dos nossos Leitores é comovedora. Segundo mensagem mediúnica de André Luiz, muitos projectos se esboroam por falta de estímulo.
Embora não nos sintamos em regra ameaçados por falta de entusiasmo, muitas das pessoas que nos lêem, imaginel, arranjaram tempo para nos contactar e — mesmo com alguns pequenos acidentes de trabalho que temos verificado existir nesta fase de arranque deste jornal, por nossas próprias limitações (a corrigir definitivamente já nesta edição) — inculcam-nos a responsabilidade maior de progredir até ao infinito...
Mário, do Bombarral, 41 anos, professor de profissão e aluno do Curso Básico de Espiritismo, pela internet, escreveu: "Olá Noémia! Este número do Jornal de Espiritismo está ainda melhor que o primeiro. Acho que fizeram muito bem em
reduzir o formato e mudar o papel. Fica mais... leve, mais fácil de manusear, está melhor! Parabéns, pois, à equipa! Todos os artigos muito pertinentes e bem apresentados!"
Pelo telefone um elemento do Núcleo Espírita Cristão disse que os jornais rapidamente esgotaram, estão "a ser muito bem aceites, as pessoas procuram-no". Em breve devem aumentar as quantidades, mas querem consolidar bem. Gostaram muito deste, é mais jornal.
Também a Associação "Nosso Lar", de Aveiro, escreve: "É com muito prazer que informamos que o vosso jornal teve bom acolhimento junto dos nossos trabalhadores e utentes do nosso Centro”.
Venho dizer-vos que este último jornal está nota dez, como dizem nossos amigos brasileiros. Já vendemos todos e preciso de mais cinco, e mais dois do primeiro n.º, certo? Mande quanto antes está bem? As pessoas estão gostando. Abraços!»
Até dos Açores recebemos estímulos: «Acho que está muito bom, o segundo está muito mais simpático do que o primeiro, e tem temas muito interessantes, o Espiritismo está de parabéns, estamos todos de parabéns, continuem. Ontem também falei com Noémia Margarido sobre o jornal e outros assuntos, acho que futuramente também enviaremos algumas coisinhas para publicar a ver se conseguimos abanar um
pouquinho o Espiritismo por estas bandas, a seu tempo tudo fluirá. Abraços fraternos! Ana Sales»
De Santarém, a Associação Cultural Espírita enviou 40 euros, em vez dos 16 euros devidos, «para pagamento dos exemplares enviados e despesas de expedição» e «os nossos melhores votos de longa vida ao Jornal de Espiritismo, que foi muito bem acolhido pelos companheiros de ideal espírita».
Resta-nos concluir: e porque ninguém nos escreveu noutro sentido, aqui partilhamos esta alegria consigo, cientes das limitações diversas que nos caracterizam, mas que prometemos ir superando para a cada dia melhor servirmos Jesus.
decidido. Jogavam-se os últimos minutos da partida. Subitamente, dá-se o inesperado. Estupefactos, milhares de espectadores vêem o jogador cair desfalecido no relvado.
Com incredulidade, no estádio e em casa, em directo, assiste-se a um momento de trágica emoção. Os jogadores ajoelhados no campo choram convulsivamente, rezam, jogam as mãos à cabeça. As equipas médicas esforçam-se na tentativa de reanimar o corpo prostrado que teima em não reagir. Pressente-se o desfecho inevitável.
Horas depois confirma-se a notícia: aos 24 anos, o internacional húngaro, Miklos Feher, abandona o corpo físico. O país, em estado de choque, reage com tristeza à notícia da morte súbita do jovem futebolista. Em todo o mundo a notícia propaga-se.
Ouve-se a opinião pública nas rádios e nas televisões. “Isto faz-nos pensar.” “Não tem explicação. Não há palavras.” “Para uma coisa destas ninguém se prepara.” “E a lei da vida. A vida quis assim.” “Estou triste.” “Aqui não há equipas: é um ser humano.” “Podia ser meu filho: tenho um filho com a mesma idade.” “Ninguém conseguiu ficar indiferente: era um ser humano.” “Acredito que há um poder superior.”
Gera-se uma onda de solidariedade que extravasa o estrito sentir clubístico. De repente, é como se nos déssemos conta da inevitabilidade da morte e do valor da vida. Ouve-se alguns entrevistados falar em sentimentos de revolta e dor. A razão parece recusar a evidência da morte, obrigando a reflectir sobre o porquê da vida.
Se aprofundássemos essa reflexão compreenderíamos a justiça de Deus e a necessidade da reencarnação como instrumento de aperfeiçoamento do
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espírito. Compreenderíamos, também, a lei de causa e efeito. Saberíamos que tudo tem um objectivo na vida. Chegaríamos, pouco a pouco, aos postulados do Espiritismo e acreditaríamos, como sendo o seu corolário natural e lógico, na vida para além da morte e na pluralidade dos mundos habitados.
“Qual é a causa da morte dos seres orgânicos?”, perguntou Kardec aos espíritos (L.E. 68). “A exaustão dos órgãos”, responderam eles.
Para nós, os espíritas, o espírito não morreu, libertou-se do corpo e regressou à pátria espiritual. A sua morte lembranos a importância de nos conhecermos e a consciência do trabalho que realizamos aqui na Terra em busca da perfeição. “Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus”, disse Jesus a Nicodemos (João 3:3).
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