literatura O livro da ciência espirita O Livro dos Médiuns é a segunda
Jornal de Espiritismo nº 3 · 2004Página 174 min
O Livro dos Médiuns é a segunda obra da codificação espírita, publicada pela primeira vez, em Paris, no mês de Janeiro de 1861. Tal obra foi antecedida por um pequeno livro intitulado Instruções Práticas
sobre as Manifestações Espíritas, publicado em 1858. A sua edição definitiva ocorreu em 1862, depois de revista e ampliada por Allan Kardec com o auxílio dos espiíritos.
O livro trata da parte experimental do Espiritismo, é o verdadeiro manual da ciência espírita. Nenhum médium que se diga espiírita o poderá ignorar. É imperativo de consciência para os médiuns a sua leitura e estudo permanente. E não só os médiuns o deverão ler e estudar de forma permanente, mas todos os dirigentes, comunicadores e trabalhadores espíritas em geral, para não serem «cegos a conduzir cegos».
Infelizmente a vaidade e a presunção de que já sabemos tudo sobre mediunidade pelo simples facto de termos lido algo sobre essa nobre faculdade orgânica ou de termos tido alguma experiência mediúnica pessoal marcante, ou ainda, por militarmos no movimento espírita há várias décadas, leva-nos na maioria das vezes, por falta de humildade e de bom senso, a nos julgarmos os «maiores» em Espiritismo, os privilegiados no convívio intimo com os Bons Espíritos e mesmo, em alguns casos bizarros, assumindo a posição de «missionários», junto da ignorância.
Tal postura que para além de muito orgulho, revela muita imaturidade e mesmo infantilidade, liga-nos sempre, tornamos a dizer, sempre, às zonas inferiores do Mundo dos Espíritos, sem que disso suspeitemos ou tomemos consciência. Então, acolitados por Espíritos que nos fascinam, somos impelidos a não adquirirmos o saber libertador contido nesse livro. Assim, cavalgando a superstiçãoeo fanatismo, fruto da ignorância, somos levados a situações ridículas e desastrosas.
O Livro dos Médiuns tem por tese fundamental, como nos lembra o emérito Herculano Pires, a existência do perispírito ou corpo energético dos Espiíritos. Está dividido em duas partes num total de 350 itens: a primeira parte, intitulada de «Noções Preliminares» inclui quatro
Centro Espírita «PERDÃO E CARIDADE»
capítulos que vão até ao item n.º Slea segunda parte, intitulada «Das Manifestações Espíritas» com trinta e dois capítulos vai do item n.º 52 até ao item n.º 350. Os três últimos capítulos não estão divididos em itens.
A leitura atenta, por si só, com humildade e vontade séria de aprender dos capítulos XXIII e XXIV que tratam «Da Obsessão» e da «Identidade dos Espíritos», respectivamente, os dois maiores escolhos da prática espírita, evitaria muitos desastres existenciais para a maioria dos médiuns e de todos os que com eles lidam.
No que respeita à identidade dos Espiíritos nas comunicações mediúnicas devemos adquirir sensibilidade e bom senso para distinguir a comunicação verdadeira da mistificação, tanto do Espírito como algumas vezes do próprio médium que o faz por vaidade e insegurança. Temos também de distinguir as comunicações anímicas — dadas pelo espírito do próprio médium em estado de emancipação —, que podem ter grande valor cultural e doutrinário e não devem ser rejeitadas.
Mas, não devemos esquecer que «os Espíritos experimentam, às vezes, grandes dificuldades para exprimirem por meio de um organismo, de um cérebro alheio, noções e ideias pouco familiares ao médium (...) Sendo precisos esforços persistentes da vontade para criar, no cérebro do médium, expressões e imagens inusitadas (que o médium nunca viu). Explica isto as críticas que puderam ser endereçadas a certos mortos famosos a propósito das diferenças de estilo anotadas nas suas comunicações».
Allan Kardec logo no início da Introdução é muito claro ao dizer-nos que «as dificuldades e desilusões encontradas na prática espírita decorrem da ignorância dos princípios doutrinários». Ainda na Introdução diz-nos que «A ignorância e a leviandade de certos médiuns — a que acrescentamos muitos dirigentes e trabalhadores espíritas — têm causado maiores prejuízos do que se pensa na opinião de muita gente». Tais afirmações, tão importantes no início do movimento espírita ainda hoje permanecem mais actuais do que nunca.
(*) Observação que registámos há muitos anos, na altura não tomámos nota do autor. Terá sido a Yvonne Amaral Pereira? É possível.
Texto: Carlos Alberto Ferreira
- O primeiro e-mail %ue o Jornal
e Espiritismo recebeu foi de Julieta Marques, de Lagos, presidente da Associação Espírita
— O 1.º assinante do Jornal de Espiritismo foi Júlia Pereira, de Águas Santas, Ermesinde? — O Jornal de Espiritismo esgotou
logo na primeira semana que chegou às associações espíritas,
Divulgadores de Espiritismo de Portugal) e que esta associação é composta por cerca de duas dezenas de espíritas de Norte a
Kardec investigou O que parecia
em mais de 90% dos casos? diversão, - O Jornal de Espiritismo é editado Mesas que falam, pela ADEP (Associação de pensam,
Kardec descobriu Nessa pesquisa profunda
A.S. DUARTE, LDA. SAMILApartado 35 3720-636 S.Roque OAZ
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Que as vozes voltam De além da tumba.
O Jean de Fontainebleau Estou vivo, senhor, Ora, aqui estou!»
Kardec tomou notas Pesquisou, comparou, Para depois comprovar;
Nova luz surgia, Nova ciência brotava, A luz espargia
Em nova alvorada. ectoplasmias,
O escárnio suportou. — Como negar a
Sem desistir da tarefa — realidade?
Investigava os mortos — Kardec demonstrou
Fosse o Zé ou a Josefa. — A desejada imortaíidade.
Ricos, pobres, Se o fenómeno encanta,
Alijados, sãos, Voítavam do Além: Estamos vivos, irmãos!
Fenómenos em barda Com médiuns vários Desdobravam-se então
Kardec sempre usou O bom senso no diaa-dia
Afecta o racional, A doutrina alimenta O ser espiritual.
Estuda Kardec, Segue Jesus. Para ser feliz Acende tua luz.
Os órgãos sensoriais. Materializem o amor, Pois somos imortais.
C. Rainha, 20 de Fevereiro de 2004 (psicc)à,'rafia recebida no Centro de Cultura Espírita, nas Caldas da Rainha, Portugal, na palestra pública, subordinada ao tema

