Consultório Meses em estado vegetativo “Dr
Jornal de Espiritismo nº 30 · Setembro 2008Página 44 min
Ricardo Di Bernardi, o que se passa com os espíritos encarnados cujos corpos ficam meses, e até mesmo anos, em estado vegetativo (coma)?” , indaga Acácio Pinto Alves, Póvoa de Varzim. foto loucomotiv Dr. Ricardo Di BernardiNos casos citados a situação vai depender, acima de tudo, do nível evolutivo de cada espírito. Assim por exemplo: 1) Alguns ficam presos ao corpo, inconscientes, pois são espíritos comprometidos carmicamente, e despreparados para se libertarem, naquele momento, do corpo físico.
Recebem assistência espiritual, porém ainda não são passíveis de serem desprendidos do arcabouço biológico. 2) Alguns outros desdobram-se durante o processo e têm consciência do que está a ocorrer. Tratam-se, neste caso, dos espíritos de nível ético-moral mais elevado e, por isto, automaticamente soltam-se com mais facilidade. 3) Outros ficam presos ao corpo, semiconscientes, e sofrem as dores. Há, portanto, diversas situações decorrentes da frequência vibratória em que a entidade se encontra.
Não se pode generalizar o que ocorre, pois cada situação é específica. Na nossa visão não existe punição, nem neste caso, nem em nenhum caso. Há sempre aprendizado. A experiência é útil para se obter a drenagem das energias, ou fluidos em desarmonia, do corpo espiritual (perispírito) para a superfície física. Quanto maior necessidade desta drenagem maior o tempo necessário para que o indivíduo permaneça em coma. O processo não é punitivo mas é de oportunidade para aprimoramento do espírito, visando reduzir sofrimentos e não causá-los.
Cremos não haver uma programação imposta pela espiritualidade, porém uma auto-programação, automática, gerada pelos núcleos energéticos do próprio espírito que, tal qual um computador, regista todas as atitudes pretéritas e auto-programa a correcção. Há uma contínua auto-programação que o livre- -arbítrio refaz a cada minuto da existência. A espiritualidade orienta e ampara, porém nós mesmos é que construímos o nosso destino.
Algumas pessoas perguntam: Este processo poderia durar muitos anos; mesmo assim há benefício para o espírito desencarnado? O que este tem que aprender para estar ali prisioneiro? O valor da vida. O valor do amor. O valor do pensamento construtivo. A espiritualidade superior não quer ninguém em sofrimento. É herança judaico-cristã medieval (e actualmente concepção “espiritólica”) que temos de sofrer para evoluir. Precisamos abrir a porta do amor e do labor ao invés da porta da dor.
No entanto, quando se fica cego psiquicamente não se consegue ver as mãos amorosas que, ao seu lado, querem e desejam auxiliar. Fica-se então preso ao corpo. É uma anormalidade. Depende, basicamente, da evolução do espírito. Quem muito prejudicou outros em situações do género poderá (poderá, veja bem) colher os frutos amargos agora. Alguns, no entanto, mesmo comprometidos com questões do género, logo se libertam pela mudança de postura íntima.
” Alguns ficam presos ao corpo, inconscientes, pois são espíritos comprometidos carmicamente, e despreparados para se libertarem, naquele momento, do corpo físico. “Dr. Ricardo Di Bernardi, a ciência caminha para resolver todos os problemas genéticos, ou seja, no futuro, não nascerão crianças defeituosas. O que tem o espiritismo a dizer sobre isto? Onde ficam os espíritos rebeldes e com necessidade de expiação?”, pergunta Manuela Prates, de Águeda.
Dr. Ricardo Di BernardiCaríssima Manuela: a questão poderia ser transportada para todas as doenças, defeitos e dificuldades que o ser humano atravessa e que estão a ser resolvidas, eliminadas do planeta. A resposta é a mesma. Onde ficariam os espíritos com necessidade de expiação que “teriam de apanhar varíola”, por exemplo? Vejamos as informações da espiritualidade, adicionadas de raciocínios espíritas. 1- É obrigação dos espíritos encarnados, isto é, de todos nós, prevenir, tratar, eliminar e curar as doenças e os defeitos orgânicos.
2- Só serão definitivamente eliminados aqueles problemas que não tenham necessidade de permanecer, isto é, aquelas energias não mais compatíveis com a aura energética do planeta ou de uma comunidade. 3-Todo este processo é dinâmico, ou seja, cada comunidade, ou até o planeta, gera constantemente ondas mentais ou projecções energéticas que reduzem os problemas ou os ampliam. 4- É importante lembrar que os cientistas e pesquisadores também têm a sua protecção espiritual e recebem intuições.
5- Sabemos que a comunidade de entidades superiores do mundo extrafísico tem todo o interesse de tornar nosso globo uma casa cada vez mais saudável, equilibrada e feliz. 6- “Os espíritos rebeldes e que têm necessidade de expiação”, ao não encontrarem no nosso planeta campos de sintonia com seu desequilíbrio, serão encaminhados a outros orbes do universo. 7- Outra alternativa para o reequilíbrio destas entidades através do processo terapêutico da expiação, quando necessário, dar-se-á através de atracção magnética, pelo automatismo da Lei Universal, com situações semelhantes àquelas que já não existem aqui.
Assim, quando não mais existir Rubéola Congénita ou Sífilis, por terem sido eliminadas pelo trabalho dos espíritos do bem, que encarnados, labutam na área da saúde, outras situações ou doenças e até acidentes acabariam por acometer o indivíduo. Atenção: não entender mal, como se houvesse uma programação da espiritualidade para que ocorresse o sofrimento. Existe, ao contrário, uma protecção constante, visando amenizar isto.
Ocorre que a pessoa atrai, automaticamente, um problema semelhante para si por sintonia de ondas pelo magnetismo da sua aura.
