Editorial foto loucomotiv foto loucomotiv Se o português aplicado foss
Jornal de Espiritismo nº 33 · Março 2009Página 23 min
Editorial foto loucomotiv foto loucomotiv Se o português aplicado fosse correcto não seria de pensar duas vezes neste assunto. Tornar-se-ia mimético. Ou não: o programa do computador sublinha a frase ao perguntar se é mesmo assim que deve ficar escrito. Não será português usual. E haverá uma explicação clara para o facto. Num semáforo, enquanto o pai leva o Pedro à escolinha, a carita irresistível de seis anos de idade do petiz arranca do progenitor uma verdade grande em tom de brincadeira: «Minha riqueza!
». A lógica do menino não é universal. Será que alguém a domina? Como a mãe lhe diz o mesmo há mais tempo, ele registou o exclusivo e mediante a usurpação do pai, repete-lhe numa voz condescendente e doce: «Não sou a riqueza de ti», e justifica à maneira dele: «Tu és pai de mim!». O conluio é uma troca de afectos, num ritmo que não tem pressa. E a solução seria fácil, se o pai gostasse de a contornar. Bastava dizer-lhe «Meu riquinho».
Começar um editorial com estas linhas não é falta de respeito nem a ninguém nem a nada. As relações entre pessoas estão cheias de aceitação e rejeição nas interacções que se estabelecem, numa tentativa de acertar lógicas que em muitos casos estão prenhes de subjectividade. É esta diferença de experiências de vida, ao longo da pluralidade das existências, mas sobretudo a forma como cada um vai interpretando o que lhe acontece que dá o somatório de conclusões imediatas, por vezes inconscientes, na verdade a matéria- -prima da lógica pessoal de cada um.
Os condicionamentos orgânicos e culturais adicionam outros parâmetros e diante de tantas variáveis por vezes é fácil chegar à conclusão de que tudo é relativo. Tudo o que é humano – desde a linguagem à moda, das verdades tidas como socialmente mais seguras ao próprio tempo – é mutável, está a caminho de se burilar, rumo ao aperfeiçoamento. Mas as leis da natureza não são assim relativas. Ferramentas da «inteligência suprema, causa primária de todas as coisas» criam estímulos dinâmicos na vida, em qualquer plano, para passo a passo se alcançar patamares mais felizes.
Em qualquer existência o que permanece são os afectos que sublimam as experiências, vida após vida, apesar da divergência de interesses pessoais e dos caminhos do pensamento de cada um nos múltiplos cenários reencarnatórios que atravessemos. Nessas diferenças entre uns e outros, para além de todas as pérolas que Jesus deixou, fica também a luz da divergência mantida carinhosamente entre o pai que vê no menino o seu tesouro e no filho que, logicamente, crê que sóamãe deve dirigir-se-lhe assim.
Por Jorge Gomes O menino olhava a avó enquanto esta escrevia uma carta. A certa altura, perguntou: - Está a escrever uma história que aconteceu connosco? E, por acaso, é uma história sobre mim? A avó parou a carta, sorriu, e comentou: - Estou a escrever sobre ti, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou a usar. Gostava que fosses como ele, quando cresceres. O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que já vi! - Tudo depende do modo como olhas as coisas. Há cinco qualidades nele que, se conseguires mantê-las, serás sempre uma pessoa em paz com o mundo. “Primeira qualidade: podes fazer grandes coisas, mas não deves esquecer nunca que existe uma Mão que guia os teus passos. A essa mão nós chamamos Deus, e ele deve sempre conduzir-te em direcção à sua vontade”. “Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso de parar o que estou escrevendo, e usar o aguça.
Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão uma pessoa melhor.” “Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça”. “Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou a sua forma exterior, mas a grafite que está dentro.
Portanto, cuida sempre daquilo que acontece dentro de ti.” “Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, nota que tudo que fizeres na vida irá deixar traços, e procura ser consciente de cada acção tua”. Por Autor desconhecido, em http://www. consolador.com.br/textos.php?
