Consultório Doença de Parkinson foto loucomotiv Miguel Mendes, de Mato
Jornal de Espiritismo nº 34 · Maio 2009Página 46 min
Consultório Doença de Parkinson foto loucomotiv Miguel Mendes, de Matosinhos, pergunta: «Caro Dr. Ricardo Di Bernardi, que tipo de influencia pode ter o exercício da mediunidade com alguém que tenha Doença de Parkinson. Poderá haver alguma relação entre uma e outra coisa? Deve frequentar reuniões mediúnicas?» PUBLICIDADE PUBLICIDADE Dr. Ricardo Di Bernardi* – A doença de Parkinson é uma alteração neurológica na qual a pessoa treme com as mãos ou outras partes do corpo, como o rosto, de forma incontrolável.
Este fenómeno, aos menos avisados ou que desconhecem a enfermidade, gera, às vezes, curiosidade, às vezes outros sentimentos e emoções, como piedade, receio, dúvida etc. Em função disto deve-se ter um cuidado e respeito maiores para expor um trabalhador parkinsoniano na casa espírita. Não significa isto que não deva trabalhar. Como qualquer outra patologia, a lesão ou deficiência neurológica está a espelhar ou exteriorizar uma deficiência perisipiritual; esta por sua vez decorre de alterações em regiões mais profundas do espírito que necessitou renascer tendo assim oportunidade de drenar ou eliminar esta dificuldade através da sua expressão no corpo biológico.
Portanto, sempre frisamos, não se trata de qualquer tipo de castigo mas de drenagem energética ou seja de libertação. O tratamento deve ser feito com um neurologista e, em alguns casos, associar-se a tratamento médico de outras especialidades. Se é verdade que, a ACÇÃO de trabalhar mediunicamente com seriedade, portanto em benefício do próximo, determinará uma resposta ou REACÇÃO da natureza (Lei Cósmica), gerando um benefício para o actuante, é também verdade e importante salientar: o exercício da mediunidade, por si só, não é a solução para qualquer problema de saúde.
Isto é, não podemos entender que o simples facto de aplicar passes, ou trabalhar mediunicamente, determinará a cura. Há que buscar o tratamento especializado. No entanto, exercer a mediunidade com orientação, com amor e dedicação ao trabalho, será, sempre, uma atitude construtiva que poderá trazer frutos positivos em qualquer dificuldade que tenhamos, inclusive doença de Parkinson. Por outro lado, no intuito de tirar qualquer dúvida: o exercício da mediunidade ou o trabalho com passes não provoca Parkinson.
O paciente cometido de doença de Parkinson, conforme o grau de gravidade da doença, poderá, ou não, trabalhar publicamente com o passe, depende de cada caso. Não podemos assumir uma posição radical. Devemos observar que a intensidade mais séria da doença poderá assustar crianças, ou gerar dúvidas, sobre um público leigo. Nos casos leves, nada impede que aplique passes. Particularmente, no seio familiar ou entre os trabalhadores da casa, nada contra- indica ou impede que alguém com Parkinson aplique passes; a orientação é a mesma que se dá a qualquer outra pessoa.
Deverá estar em harmonia, com estabilidade orgânica e psicológica no dia que for trabalhar. Quanto ao frequentar sessão mediúnica são os mesmos critérios. Deve-se oportunizar o trabalho mas observando o estado geral, o momento, o desconforto que exista, a harmonia eopúblico. Se a sessão mediúnica for à porta fechada (como é o correcto) as limitações são menores. José Mateus, de Leiria, indaga: Dr. Ricardo, quais as causas da epilepsia?
Diz-se popularmente que um epiléptico é um “grande médium” quase sempre psicofónico (dito popularmente de incorporação) e que necessita desenvolver a mediunidade para ficar melhor? É verdade?». Dr. Ricardo Di Bernardi – Amigos de Leiria, é um prazer falar convosco! A epilepsia existe em diversos graus e diversos tipos. Há epilepsias bastante leves como lapsos de consciência denominados crises de “ausência” até às convulsões violentas.
A mais frequentemente comentada é a que se caracteriza por crises ou ataques nos quais há espasmos musculares de contracção e de movimentos incontroláveis, com concomitante perda da consciência. Devido à sua manifestação espectacular, externa, desde épocas remotas impressionava a todos, sendo atribuída a agentes demoníacos, misteriosos ou a influência lunar, daí a expressão lunáticos. Um dos pais da medicina, Hipócrates lutou para desvincular a relação desta enfermidade com o “sagrado”.
Até hoje ainda existe, em alguns locais esta tendência. Frequentemente a pessoa que está prestes a ter uma crise convulsiva epiléptica percebe a chegada da crise com os sintomas. Alguns sentem um calor leve e envolvente, ou uma sensação típica visual, olfactiva, auditiva, gustativa, táctil ou dolorosa, comummente no abdómen. Pode-se detectar no EEG – eletroencefalograma – uma disfunção ou disritmia cerebral ou seja, uma alteração do ritmo das ondas emitidas pelo cérebro.
No entanto, em alguns casos não se detectam estas alterações disrítmicas. Em todas as nossas patologias ou problemas humanos há uma participação espiritual, em graus variados. Na epilepsia ou nos chamados “ataques” pode ocorrer uma ligação do enfermo com o espírito obsessor, ocorrendo uma verdadeira “incorporação” ou transe mediúnico. Existe sempre uma fragilidade orgânica cerebral, motivada pela alteração do modelo organizador biológico (perispírito) que traz lesões adquiridas em vidas pretéritas.
Lesões que têm origens diversas. Nos casos ditos de “pequeno mal” ou crises de ausência não é comum a presença de espíritos obsessores. Nos casos de crises convulsivas graves, há também lesões perispirituais decorrentes do histórico progresso do paciente mas a frequente (nem sempre) associação do obsessor desencarnado. A acção do obsessor dá-se no denominado “locus minoris resistentiae” isto é, no local de menor resistência do obsedado, no caso desta pessoa, o cérebro...
Muitas vezes, a ligação do obsessor com a “vítima “ efectua-se pelo chakra gástrico, esplênico ou genésico mas a repercussão atinge intensamente o ponto fraco do obsedado que é a região cerebral fragilizada. Em certos casos, o choque do contacto com as energias do espírito desencarnado com o obsedado (médium?) pode ser um factor determinante para o processo convulsivo. A própria convulsão ocasiona uma repercussão forte no espírito fazendo-o muitas vezes afastar-se.
Há casos em que o indivíduo dito epiléptico nada apresenta nos exames de EEG mas tem todos estes sintomas. A contínua interferência do obsessor sobre a pessoa sensível nesta área poderá ocasionar lesões como passar dos anos. O que ocorre é que o perispírito ou corpo astral tem seu paracérebro lesionado mas, ainda, não transferiu ao corpo biológico esta lesão. O tratamento médico e espiritual concomitante poderá fazer com que a lesão não se instale no corpo biológico.
Em termos técnicos, médicos, chama-se “aura epiléptica” (há outras denominações) ao conjunto de fenómenos ou sensações que precedem a crise convulsiva. Estas sensações são: a percepção ou alucinação de cores, visões, sombras, sons, ruídos, vozes, odores, sensação de calor na face, gosto ácido na boca e outras. Curiosamente sensações semelhantes que os médiuns têm antes da ligação deles o espírito comunicante na sessão de desobsessão.
Até a “dor na boca do estômago” que alguns médiuns sentem pela ligação com o chakra gástrico. Estas sensações da “AURA EPILÉPTICA” no caso da crise convulsiva pode decorrer da impregnação das energias (fluidos) do obsessor sobre o doente. Uma recomendação importante: além do tratamento neurológico a higiene mental ou a manutenção de pensamentos optimistas, fraternos e similares são auxiliares no tratamento. Pensamentos de raiva, ódio, inveja, ressentimentos e outros de baixa frequência, favorecem as crises pela sintonia com o obsessor.
Antes de desenvolver a mediunidade o paciente deve espiritualizar-se, depois estudar a doutrina espírita e por último pensar em actuar como médium. O tratamento (médico + espiritual) controla as crises e impede a fixação da entidade enferma sobre o cérebro do paciente. * Dr. Ricardo colabora com o INSTITUTO DE CULTURA ESPÍRITA DE FLORIANÓPOLIS HYPERLINK "http://www.icef-sc.com.br" www.icef-sc.com.br Todas as quartas-feiras, pelas 20h15, no horário de Brasília (Brasil), o Dr.
Ricardo Di Bernardi responde ao vivo a várias perguntas sobre os mais variados temas actuais. Basta aceder www.redevisao.net.
