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Jornal de Espiritismo nº 37 · Novembro 2009Página 84 min

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Reportagem Viseu: Congresso Nacional de Espiritismo www.adeportugal.org curso básico de espiritismo on-line em Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal PUBLICIDADE Foi na bonita cidade de Viseu que se realizou o VII Congresso Nacional de Espiritismo a 4 e 5 de Outubro último. O evento, organizado pela Federação Espírita Portuguesa, reuniu aproximadamente 575 pessoas oriundas de todo o continente e ilha da Madeira, assim como de Vigo.

Na abertura, foi projectado um vídeo com a leitura de uma mensagem de Joanna de Ângelis, psicografada por Divaldo Pereira Franco, que nos recordou o exemplo de Francisco de Assis, seguida da leitura de uma mensagem que Isidoro Duarte dos Santos, espírito, deixou especificamente para o Congresso. Seguiu-se um momento musical. A interpretação de algumas canções pelo Grupo Coral Allan Kardec da Associação Cultural Espiritualista de Viseu ajudou à elevação das vibrações.

As crianças e os jovens do Coro Mozart, sob a batuta de Dionísio Vila Maior, conseguiram uma salva de palmas sorridentes e a pequena Mara, com apenas 10 anos, confirmou que as fadistas não se medem aos palmos. A conferência de abertura esteve a cargo do Prof. Dr. Raul Teixeira (físico, espírita e médium) que, recuperando algumas das principais descobertas que marcaram a História da Humanidade, como a do telescópio (herdeiro do perspicilium) por Galileu Galilei ou a da microbiologia, por Louis Pasteur, recordou que o Espiritismo nasceu desta sede do ser humano pelo conhecimento.

Ao contrário do pensamento positivista que vigorava no Ocidente oitocentista, o Prof. Rivail (Allan Kardec) mostrou a possibilidade da investigação científica para além dos limites do laboratório, com as evidências recolhidas relativamente à existência e comunicabilidade dos espíritos. Raul Teixeira lembrou que o método científico, primando sempre pelo rigor e pela imparcialidade, se adapta consoante o contexto em que se move, seja ele o das rochas, o dos astros, o dos animais, o da mente humana… o dos espíritos.

À tarde, deu-se início à apresentação de comunicações do primeiro painel, subordinado às Ciências Médicas e Biológicas. A anteceder, a conferência convidada foi proferida por Divaldo Pereira Franco (um Paulo de Tarso da actualidade), que se referiu aos anos 90 como “a Década do Cérebro” por ter sido o período em que o cérebro começou a ser descodificado a uma velocidade surpreendente, ao ponto de se admitir que a criatura humana terá uma realidade causal e uma realidade transcendental.

Experiências realizadas em S. Diego, na Califórnia, permitiram descobrir pontos luminosos na área parietal do cérebro. A chama fulgurava perante a pronunciação do nome de Deus e, posteriormente, outros nomes de cariz religioso. Assim, o cérebro humano possui um ponto de luz. Ou, como Divaldo explica, na estrutura humana cerebral reside o Ponto de Deus. Investigações posteriores, efectuadas pela Drª Danah Zohar e Ian Marshal, no seguimento da ideia de que existe um elenco de inteligências que não podem ser medidas de uma única forma, avançaram com o conceito do Quociente Espiritual (QS), que os antigos simbolicamente representavam como uma flor de lótus fechada que se vai abrindo com as conquistas morais.

Depois de Divaldo, teve uso da palavra Maria Carlos, médica e representante da Associação Cultural Espiritualista de Viseu, que fez lembrar aos presentes a comprovação dos factos espíritas pela Ciência, nomeadamente a aceitação da realidade espiritual por parte de muitos cientistas. Henrique Lourenço, também de Viseu, falou sobre a glândula pineal, como ponte para duas realidades. A fechar o painel, Paula Amorim, do Centro Espírita de Fiães, apresentou uma comunicação com o título “Dissecando a Morte”.

A finalizar o primeiro dia de trabalhos, os presentes puderam assistir a um vídeo sobre a História do Movimento Espírita em Portugal, havendo fora da sala do congresso uma exposição dedicada aos primórdios do movimento, com biografias, fotografias, recortes de imprensa e livros muito antigos. Por fim, houve um momento de intercâmbio espiritual com recepção de mensagens psicografadas por alguns médiuns portugueses. No segundo dia, teve lugar o painel Arte e Ciências Humanísticas.

Raul Teixeira proferiu a conferência de abertura. António Silva, da Associação Cultural e Beneficiente Mudança Interior, de Vale de Cambra, apresentou o tema “Música e Espiritismo”, tendo terminado a sua conferência com um tema musical original. Seguiram-se José Luís Ucha Pereira e Manuel Alberto Ferreira Costa, da União Espírita da Região de Lisboa, que falaram de “Arte, Inspiração e Genialidade” e, depois, Emanuel Almeida Costeira, da Associação Social Cultural Espiritualista de Viseu, com o tema “Fernando Pessoa… médium!

”. No último painel, Arnaldo Costeira, presidente da Federação, falou do Espiritismo em Portugal e deu a palavra a Eugénio Marques, também da Associação Social Cultural Espiritualista de Viseu, que apresentou o tema “Pensamento: atributo do Espírito”. Seguiu-se-lhe Paulo Costeira Silva, da mesma Associação, abordando o tema “O dia em que a Ciência descobriu o Espírito”. Fernando Santos, do Grupo de Estudos Espíritas Allan Kardec, apresentou o tema “A marcha da Espiritualidade através dos tempos”.

Ainda antes do intervalo, coube a Antero Ricardo, do Centro Espírita Perdão e Caridade, de Lisboa, falar da formação doutrinária, referindo Kardec e Herculano Pires. Para fechar os trabalhos, Divaldo Franco falou do espiritismo e da sua importância na nossa vida, dando a conhecer um Deus justo e encerrando, assim, o congresso com chave de ouro.