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ressivo do corpo espiritual paralelamente ao do ser inteligente, també

Jornal de Espiritismo nº 4 · 2004Página 94 min

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ressivo do corpo espiritual paralelamente ao do ser inteligente, também elucidou o auditório quanto à evolução integral do ser, desde as formas de vida mais rudimentares até à condição humana. Lígia Almeida abordou ainda, as variadas propriedades e funções perispirituais nos dois planos existenciais, explicando sua estrutura, composição molecular e bioquímica, sua ligação ao corpo físico, e como se dá esse intercâmbio. No final a médica da cidade do Porto, respondeu a dezenas de perguntas colocadas pelo público.

Gerard Horta, doutor em Antropologia Social pela Universidade de Barcelona, não sendo espírita, brindou os presentes com uma parte de sua tese de doutoramento, fruto de 10

anos de investigação “Dialogo e violência: O posicionamento do Espiritismo catalão relativo à violência nos finais do século XIX.”. O tema foi riquíssimo, pois mostrou a importância do “pensamento” espírita e sua influência na sociedade, tornando as pessoas mais coerentes e actuantes junto à realidade vigente. O orador deixa a ideia de uma politização do movimento espírita da época, traduzindo-se por uma ampliação da consciência social do indivíduo frente aos problemas comuns, onde o espírita não mais consegue fechar seus olhos às injustiças e problemática comum seja em qualquer tempo e lugar.

Gerard, salientou ainda que os espíritas apresentavam-se na sociedade catalã, como pessoas dinâmicas, racionais, livrepensadoras, e canalizavam sua energia contra a agressividade e violência vigente à época, apelando ao esclarecimento e diáIOão. Afirmavam que a reforma moral do indivíduo seria a base do sucesso de uma civilização sadia, onde a Liberdade, Igualdade e Fraternidade eram suas “armas”. Face a tal proposta dos espíritas, aliadas à horizontalidade e simplicidade de sua estrutura, sem hierarquias, sem donos e senhores, sem mitos e religiosidade dogmática e ritualista, valeu-lhes a aceitação pela sociedade, o que traduziu, num dos movimentos culturais mais importante na Catalunha do Sec.

XIX. O espiritismo triunfa, face a suas ideias libertadoras, racionais e pacifistas e à libertação do Deus- Amor que não tinha paralelo com o deus propalado pelas religiões. Três deputados espíritas de então, tentam instituir o estudo do espiritismo nas escolas oficiais catalãs, finaliza o antropólogo catalão.

No final, realçamos, uma das funcionárias do respeitado e conceituado Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona, que nos confidenciou, “não fazia a mínima ideia que o espiritismo era um movimento cultural, livrepensador e racional, sem rituais, crendices e chefes. Afinal é constituído por pessoas normais da sociedade. Pensava que o espiritismo era mais uma seita religiosa cheia daquelas “coisas” místicas e esotéricas.

No fundo, mais uma nova religião, sem qualquer expressão na sociedade espanhola e europeia e que vive e so]la)revive, explorando os mais incautos, em beneficio próprio.” Onde poderei saber mais sobre esta doutrina libertadora e consoladora, perguntava-nos a responsável pelo CCCB.

Texto e fotos: Luís de Almeida luis.almeidaO&mail.telepac.pt

Com naturalidade, fala-nos o jovem Salvador Martín, presidente da Federação Espírita Espanhola (FEE) e membro da Comissão Executiva do Conselho Espírita Internacional (CEI).

Como surge o movimento espírita espanhol? Salvador MartínPraticamente desde o ano da publicação de “O Livro dos Espíritos” os espanhóis já haviam “importado" o espiritismo para este país, possibilitando o nascimento do movimento espírita espanhol. Algumas pessoas, assim como Leon Denis, tinham encontrado “O Livro dos Espíritos” em livrarias parisienses.

Existiu algum factor determinante que o tenha dinamizado?

SMSe existiu um facto que marcou “um antes e um depois” na divulgação do espiritismo neste país pode-se dizer que foi o “Auto-de-fé de Barcelona”, um decreto da igreja que ordenava a queima de mais de 300 volumes e opúsculos enviados por Kardec à Lachatre. Na ocasião, Kardec, que estava bastante preocupado ante este acto injusto, recebeu informação espiritual de que esta acção bárbara, em lugar de prejudicar a causa espírita, muito iria contribuir para a sua divulgação.

E assim ocorreu, durante essa queima pública muitos espíritas e não espíritas rebelaram-se contra um dos últimos actos da Inquisição espanhola, e o erro crasso do bispo inquisidor foi amplamente divulgado em todo o país, e isso contribuiu para suscitar interesse por aqueles livros espíritas.

O1 Congresso Espírita Internacional celebrouse em Barcelona nos dias 8 a 13 de Setembro de 1888. Qual a razão desta importante escolha mundial?

SMA ideia de celebrar um Congresso Internacional Espírita surgiu do “Centro Barcelonês de Estudos Psicológicos”, segundo a “Federación Espiritista del Vallés”, que depois recebeu o apoio de valiosas pessoas do nosso país e, posteriormente, do estrangeiro. Aquela ideia empreendedora foi administrada pela “Sociedad Espiritista Espafiola”, em 1873, por motivo da Exposição Universal de Viena, a qual foi retomada dois anos mais tarde, quando foi celebrada a Exposição de Filadélfia, ocasião em que assumiu o carácter de Exposição Espírita e onde se tomou a decisão de realizar este grande congresso.

A realização deste evento o que trouxe à sociedade vigente da época?

SMSegundo palavras dos organizadores, o 1 Congresso Espírita Internacional representou o terceiro grande passo na história do Espiritismo. O primeiro havia sido o interesse surgido na América com relação aos fenómenos promovidos pelos espíritos e o segundo, e mais importante, a publicação das obras de Allan Kardec. E podemos dizer que realmente não há presunção nas palavras dos organizadores, pois este congresso foi o autêntico impulsionador do movimento espírita, comandado de modo dinâmico e eficaz pelos espíritas espanhóis da época.

O general Francisco Franco (1892 - 1975), durante a Guerra Civil e com a tomada do poder a 30 de Janeiro de 1938, perseguiu e fuzilou espíri