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Jornal de Espiritismo nº 43 · Novembro 2010Página 57 min

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Consultório PUBLICIDADE AGORA NOVA VERSÃO ON-LINE www.adeportugal.org Saiba como na pág. 17 são nobre entre duas criaturas para descer às profundezas de um triste comércio, não se consegue preservar o isolamento do casal, que fica à mercê das entidades que convivem nesses locais. A sabedoria da lei determina que os espermatozóides levem várias horas para a caminhada atéoóvulo. Quando se dá o encontro entre o óvulo e espermatozóide, havendo a necessidade de intervenção mais directa do plano espiritual superior, o casal encontra-se, normalmente, dormindo.

Os fluidos do Espírito reencarnante sintonizam com o fluido vital do óvulo. “Quando o Espírito deve encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que nada mais é senão uma expansão de seu perispírito, o liga ao gérmen, em cuja direcção ele se sente atraído por uma força irresistível, desde o momento da concepção”. “À medida que o gérmen (óvulo) se desenvolve, firma-se o laço; sob influência do princípio vital material do gérmen, o perispírito, que possui certas propriedades da matéria, se une molécula por molécula ao corpo que se forma.

” (A GêneseKardec, Cap. XI, item 18). O fluido vital do óvulo, portanto, pela afinidade, vai se ligar aos fluidos perispirituais da entidade reencarnante. Fica, pois, o óvulo, envolvido pelas vibrações da entidade, antes mesmo de ser fecundado, apresenta-se magnetizado e irradiando com as características vibratórias do Espírito em processo de reencarne. O óvulo magnetizado pelas vibrações do perispírito atrai o espermatozóide cujos genes sintonizam com o nível evolutivo do Espírito reencarnante.

Pela lei da sintonia vibratória, o óvulo, energizado pelos fluidos do Espírito reencarnante, vai atrair para ele o espermatozóide que contenha os genes cujas vibrações estejam de acordo com o merecimento do Espírito reencarnante. Os genes são moléculas de ADN (sigla do ácido desoxirribonucléico) de alta especialização e grande actividade energética, possuindo vibrações próprias. Sabemos pela ciência (e as leis científicas são leis de Deus e não dos homens) que quase 300 milhões de espermatozóides são colocados em direcção ao óvulo.

Por que este aparente desperdício, onde mais de 200 milhões de espermatozóides se perdem? André Luiz ensina que são milhões de opções para corpos físicos diferentes, cada espermatozóide contendo genes diferentes que podem fornecer as características necessárias ao carma da entidade. A união do óvulo ao espermatozóide: Inconscientemente, eis o Espírito reencarnante que semeou nas vidas passadas e gravou os registos desta semeadura no seu perispírito, agora impregnando o óvulo materno pelas vibrações do seu merecimento e recebendo a colheita obrigatória: o espermatozóide adequado às suas necessidades cármicas é rapidamente puxado, por sintonia magnética, para o óvulo, e ocorre a concepção ou fecundação.

Não é, pois, o “acaso biológico” que determina que um espermatozóide fecunde o óvulo, mas a lei do retorno, da colheita obrigatória, da acção e reacção. O espermatozóide mais apto, portanto, é aquele que sintoniza com as vibrações do Espírito reencarnante já imantado ao óvulo. (“Palingénese, a grande lei” - Jorge Andréa, cap. Veo livro de minha autoria, “Gestação, sublime intercâmbio”). A união do Espírito reencarnante directamente com a matéria já totalmente ligado às moléculas físicas se dá num momento especial, quando ocorre um grande choque biológicoo espermatozóide entra no óvulo.

Naquele instante, milhões de moléculas entram em fervilhante actividade organizada. Esta grande actividade, verdadeira explosão de fenómenos, ocorre numa maravilhosa orquestração regida pela sabedoria universal. Neste momento solene, da fecundação, as moléculas do corpo espiritual do Espírito reencarnante entram, por assim dizer, na intimidade da célula-ovo. Inicia-se agora, neste instante, a reencarnação propriamente dita, em termos físicos.

A miniaturização do perispírito (ver: - “E a vida Continua” - André Luiz, cap. 16, p 135): Sabemos que a água em vapor, líquida ou em gelo, continua a ser molécula de água. O que ocorre nestes três estados físicos é uma maior ou menor concentração entre as moléculas, que não perdem as suas características básicas, isto é, continuam sendo a mesma água. Um Espírito reencarnante terá que se fixar num ovo, embrião e depois um recém-nascido de aproximadamente 50 centímetros.

Antes, o reencarnante tinha aproximadamente 1,7 metros. Necessitará, pois, ocorrer uma redução volumétrica do corpo espiritual do reencarnante. O seu perispírito, que será miniaturizado, mas guarda os registos das vidas passadas. Assim, podemos na reencarnação de Segismundo, em “Missionário da Luz”, estudar esse processo. À medida que ocorre esta miniaturização, há perda progressiva da consciência, variando o grau desta perda com o nível evolutivo do Espírito reencarnante.

As transferências dos arquivos perispirituais para o corpo físico (“O Consolador”, Emmanuel, item 33): As incontáveis experiências acumuladas pelo Espírito, desde as mais remotas encarnações da fase pré-humana, encontram-se arquivadas no perispírito. A cada nova formação de corpo físico, são recordadas as fases pregressas, e regravadas no novo embrião as experiências do passado. Assim, a célula-ovo representa os seres unicelulares que principiaram a vida nos oceanos primitivos, em cujas águas tépidas os princípios espirituais reiniciaram a vida na fase já de ser vivo.

A Ontogênese (Embriologia) recorda a Filogénese (Evolução das Espécies). O líquido amniótico materno, no útero, é a massa líquida morna em que a célula-ovo vai recordar as diversas passagens pelas espécies da evolução. Assim, encontramos o embrião passando pela fase onde possui brânquias (guelras) e mais tarde cauda, enfim, inúmeras passagens na sequência cronológica que demonstra a mesma evolução tão bem expressa por André Luiz em “Evolução em Dois Mundos”, obra editada pela FEB e recebido pela respeitável mediunidade de Francisco Cândido Xavier.

Continuando com a nossa sequência, o Espírito reencarnante, à medida que vai recapitulando as suas encarnações durante a embriogénese vai, através das suas matrizes espirituais, determinando ou coordenando a formação dos novos tecidos do corpo físico: Histogénese orgânica (consultar “Entre a Terra eoCéu” - André Luiz, cap. XXIX; e “Missionários da Luz” - André Luiz, cap. 13 e 14): No Espírito desencarnante sucederia o processo inverso: o Espírito em desligamento recorda-se em rápidos instantes de quase toda a sua vida planetária, havendo um desgravar no lado da “fita” magnética cerebral para um gravar na “fita magnética” do perispírito que está deixando o corpo.

Assim é que, aqueles indivíduos que tiveram morte clínica por acidentes e voltam à vida após a massagem cardíaca, testemunham este recordar velocíssimo da sua vida, que ocorre na ocasião da pré-morte física. A glândula pineal e a perda da consciência (O Livro dos Espíritos, Questão 351): A época da perda de consciência durante a gestação, por parte do Espírito reencarnante, varia, em termos de tempo, de acordo com o nível e evolução da entidade.

Este processo da perda consciencial está ligado, em parte, à sua miniaturização, que poderá ser tão intensa que pode chegar até aos limites mínimos da célula-ovo, em casos de reencarne compulsório, ou até o tamanho do útero, ou ainda maior, quando se tratam de entidades mais subtis. No quarto mês de gestação é, via de regra, que o ser começa a perda de consciência, atingindo em curto espaço de tempo (quinto mês) a total inconsciência.

O óvulo magnetizado pelas vibrações do perispírito atrai o espermatozóide cujos genes sintonizam com o nível evolutivo do Espírito reencarnante. Nesta época (quinto mês), a glândula pineal, que se situa no cérebro do feto, já possui dois milímetros de diâmetro. A pineal é onde as expansões energéticas do psicossoma (perispírito) se prendem mais profundamente, sendo por isso chamada “a glândula da vida espiritual” pelos palingenesistas, ou seja, reencarnacionistas.

O desenvolvimento da glândula pineal progride como também o processo de união com as energias espirituais que impulsionam todo o desenvolvimento fetal. Aos seis ou sete anos de idade, a pineal possui sua estrutura quase definitiva, coincidindo com a idade em que a reencarnação poderia ser considerada completa, pois o perispírito já se acha praticamente preso à pineal e perfeitamente aderido a todas as células do corpo físico.

A sabedoria divina, ou Lei da Natureza, assim determinou, a fim de que o Espírito, até aos sete anos de idade possa receber dos pais as expressões mais superiores de boa conduta moral sem reagir intensamente, já que o Espírito ainda não é completamente senhor do cérebro. Há, portanto, neste período desde a concepção até aos sete anos, oportunidade para serem gravados, no cérebro novo, bons conceitos que serão repassados aos arquivos perispirituais, dando novo impulso evolutivo ao Espírito.

Também até aos sete anos, vêm à tona, com facilidade, as recordações das vidas passadas, oferecendo vasto material para o estudo das encarnações. (Missionários da Luz, cap. 13 e 14). * Ricardo Di Bernardi é médico e colabora com o Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis – www. icef-sc.com.br. Todas as quartas-feiras, pelas 20h15, no horário de Brasília/Brasil, o Dr. Ricardo Di Bernardi (ICEF- Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis SCBrasil) responde ao vivo a várias perguntas sobre os mais variados temas actuais; para isso basta aceder www.

redevisao.net. Veja também www.icefaovivo. com.