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Consultório Cada caso é um caso diferente Maria Sara Santos Silva, de

Jornal de Espiritismo nº 44 · Janeiro 2011Página 44 min

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Idanha-a-Nova, pergunta: “As bruxarias podem dificultar a vida das pessoas? Isso funciona? Pode fundamentar a sua resposta?”. foto loucomotiv Dr. Ricardo Di Bernardi* – Sem dúvida que existem, fora da doutrina espírita (portanto nada tem a ver com espiritismo esta conduta), indivíduos que se reúnem para utilizar os seus recursos mediúnicos, associando as suas energias mentais, as suas energias perispirituais, as suas energias etéricas aos espíritos desencarnados maldosos ou simplesmente ignorantes para produzir o mal a outras pessoas.

E isto funcionaria? Esta é a sua questão, não é verdade? Poderemos estar sujeitos a essas influências? Sim e não, depende. Qualquer coisa, seja objecto, pessoa, imagem, figura, pensamento, ou sentimento pode auxiliar ou dificultar a vida das pessoas. Depende da sintonia que fazemos com o emissor das energias. O que aprendemos de fantástico com os amigos espirituais é que cada caso é um caso diferente. Isto significa, Maria Sara, que acima de tudo, está a nossa harmonia com as energias cósmicas superiores.

Tudo depende de quem somos, com quem convivemos, o que produzimos de energias mentais, vibrações, fluidos que emitimos para o cosmos. Ao projectarmos para fora de nós esta energia existe a atracção por similitude de ondas. Se uma pessoa sintonizar seu psiquismo com www.porcaria.etc., ela receberá no seu computador perispiritual o site que emitiu o direcionamento mental. Se girar o botão de sintonia do rádio da sua alma em busca da estação da harmonia universal, receberá acordes musicais da sinfonia do amor.

Há um dito popular aqui no Brasil, não sei se existe o mesmo em Portugal, que diz: “Praga de urubu magro não pega em boi gordo”, isto é, não adiantará o urubu (abutre) ficar pousado na cerca, a rogar alguma praga para o boi falecer e lhe servir de repasto se o boi está saudável, forte... Transponha tudo isto para a sua questão e certamente terá a resposta. Francisca Rodrigues, de Seia, ingada: «Há animais que sofrem muito e temos outros que só recebem amor de seus donos.

Qual a razão desta enorme diferença? Será que ambos os tipos de animais estão dentro da lei da causa e efeito?». Dr. Ricardo Di Bernardi – Inicialmente, vamos recordar que todo animal tem, além da estrutura biológica, uma contraparte de outra dimensão, ou seja um princípio espiritual. Como todo o princípio espiritual, proveio da fonte única do universo, isto é do Princípio Inteligente Universal (Deus). Tudo que provém da sabedoria Cósmica Universal, tem um fim único: evolução infinita, portanto todos os animais sobrevivem, passam um período de tempo (em geral muito curto) na dimensão astral e reencarnam.

Uma vez colocados esses parâmetros iniciais vamos às suas questões. Os animais têm inteligência fragmentária, ou seja, pensam em fagulhas ou laivos e não em continuidade. Assim como nós seres humanos amamos fragmentariamente e não em continuidade, ao contrário dos seres angelicais que amam continuamente. Os animais pelo facto de pensarem ou produzirem pensamentos rápidos e descontínuos, não têm referências comparativas, como o ser humano as tem.

Explico melhor: se não tem algo que o seu irmão possui, por efeito de comparação poderia entristecer-se com isso, sofrer ou vivenciar outro conjunto de posturas psíquicas. Tudo depende de quem somos, com quem convivemos, o que produzimos de energias mentais, vibrações, fluidos que emitimos para o cosmos. Tal facto não sucede (em tese) com os animais. Então, dizemos que o sofrimento animal não tem a mesma representatividade em relaçãoanós humanos, que raciocinamos e comparamos.

A razão da “enorme diferença”, deve-se ao facto dos animais renascerem no meio que tem maior afinidade vibratória, que é um fenómeno automático da natureza. Os animais são atraídos ao meio que tem vínculos ou vivências materiais e energéticas, dando continuidade ao processo de evolução. A lei de causa e efeito existe, mas na proporcionalidade do desenvolvimento dos seres, portanto atenuadíssima, tendente a zero, nos animais.

No livro “Aulas da Vida”, psicografia de Chico Xavier, o autor espiritual Emmanuel, diz: «Se os animais não têm culpas a expiar, de que maneira se lhes justificar os sacrifícios e aflições? Ninguém sofre, de um modo ou de outro, tão-somente para resgatar o preço de alguma coisa. Sofre-se também angariando os recursos precisos para obtê- -la. Assim é que o animal atravessa longas eras de prova a fim de domesticar-se, tanto quanto o homem atravessa outras tantas longas eras para instruir-se».

Que mal terá praticado o aprendiz a fim de se submeter aos constrangimentos da escola? E acaso conseguirá ele diplomar- se em conhecimento superior se foge às penas edificantes da disciplina? Tudo isto deve servir para que cada vez mais amemos e protejamos os animais, considerando que são seres simples, espíritos no início de uma longa trajectória evolutiva.» * Ricardo Di Bernardi é médico e colabora com o Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis – www.

icef-sc.com.br. Todas as quartas-feiras, pelas 20h15, no horário de Brasília/Brasil, o Dr. Ricardo Di Bernardi (ICEF- Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis SCBrasil) responde ao vivo a várias perguntas sobre os mais variados temas actuais; para isso basta aceder www.rede visao.net. Veja também www.icefaovivo.com.