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Jornal de Espiritismo nº 47 · Julho 2011Página 45 min
Correio Palavras dos leitores foto loucomotiv Embora normalmente a maior parte do correio recebido seja no sentido de dar apoio moral, há outros que trazem sugestões. Tal qual acontece com as duas primeiras mensagens. Além disso, a realidade da internet alarga as fronteiras de Portugal para o Revue Spirite Em 9 de Maio Eda Magalhães, do Brasil, escreve: «Bom dia, apenas gostaria de indicar dois sites para quem esteja interessado: um é de um programa essencialmente espírita, apresentado todos os domingos no Brasil e em que vários palestrantes vãoedão sua contribuição; o site é www.
transicao.tv.br, dá para assistir pela net inclusive programas anteriores. E o outro site é o da Federação Espírita brasileira, www.febnet.org , onde percebi que nos sites dos centros espíritas daqui de Portugal têm todas as obras básicas do espiritismo, mas não têm as revistas espíritas escritas também por Kardec. Neste site da Federação há publicações de 1858 a 1869, só precisando fazer o download». Rádio Espírita Carlos Garcia, em 30 de Maio diz também do Brasil: «Olá queridos amigos da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal!
Queremos acusar o recebimento do “Jornal Espiritismo” e agradecer o envio. Informamos que ele é usado no nosso programa “Observatório Espírita”, que vai ao ar todas as sextas feiras a partir das 20h30 através da Rádio Espírita Campinas, www.radioespirita. org.br. Um forte abraço!». Tinha de trabalhar Em 8 de Maio Paulo escreve do Brasil: «Em primeiro lugar o meu obrigado pelo apoio prestado. Estou entrando em contacto pois minha dúvida permanece.
Tenho sido consultado como paciente devido a alguns sintomas (tonturas fortes, vontade de desmaiar ou vontade de fechar os olhos, sonolência e dores de cabeça). Depois de algum tempo, foi-me dito noutro local que “tinha de trabalhar para me libertar”. Como deve imaginar, a confusão é muita na minha mente, mudei muito a minha forma de pensar relativamente ao Espiritismo, com o qual a minha vida ganhou outra luz. Tenho procurado desde então uma resposta mas não tenho encontrado como me libertar e, principalmente, auxiliar os nossos irmãos no que for necessário, se realmente sou possuidor de tão belo dom doado por Jesus.
Muito obrigado pela atenção e muita luz no vosso caminho». A resposta seguiu: «Olá Paulo, votos de muita paz. No Espiritismo encaramos a mediunidade não como uma “obrigação”, mas como mais uma oportunidade de servir. É natural que nos primeiros tempos em que a faculdade se manifesta se sinta algum mal-estar. Um amigo nosso costuma comparar o despertar da mediunidade a um aparelho de rádio que se liga e que ainda não está sintonizado.
Enquanto andamos a “sintonizar” a nossa mediunidade é natural sentir, ver, ouvir muita coisa que não desejaríamos. No entanto, após o “aparelho sintonizado”, tudo começa a ser muito mais harmonioso. Como vive além-mar, no site da Federação Espírita Brasileira encontrará endereços de casas espíritas idóneas onde terá oportunidade de estudar Espiritismo. A educação da mediunidade tem como base a renovação interior no bem e o compromisso interior com o evangelho de Jesus.
Para o candidato a médium, a palestrante, a qualquer tipo de tarefa espírita, a base é sempre essa: estudo, renovação no bem, oração, disciplina sem constrangimento». O desporto deve ser uma fonte de alegria Maria dizia em 10 de Maio: «A minha vida está virada de cabeça para baixo, perdi tudo de bom que tinha, não tenho vontade de viver, emagreci 11 kg, ando cansada, estou realmente sem saber o que fazer daí me dirigir a ti.
Antes era só comigo e agora é também com o meu filhote e o meu desespero aumentou ainda mais. O meu filho tem 9 anos e joga numa equipa de futebol que entrou este ano em competição. Da parte da família ele tem todo o apoio e conversamos bastante com ele para ele conseguir entender certas atitudes das pessoas. Ele é bom jogador e está referenciado pelo treinador, é peça indispensável da equipa e tudo começou a piorar quando foram convidados para um torneio internacional, os treinadores decidiram levar a equipa mais velha com 2 anos de competição mas da equipa dos pequeninos (do meu) decidiu levá-lo; a partir daí começoua criança não tem culpa de nada e ouve “bocas” dos pais dos outros.
Nesse torneio ele nem parecia o mesmo, estava triste, em baixo de forma, mal corria, parecia que não tinha forças nenhumas, até dores de cabeça ele teve. O próprio treinador pensou que ele estivesse doente. Há um pai que tem a mania de o agarrar pelo braço e até lhe diz, se és dos melhores então mostra... A forma física dele foi abaixo e perante os treinos vê-se que algo se passa com ele, o que não acontece na equipa da escola.
Sinto-me a cada dia que passa mais sem forças para seguir em frente, e um amigo deu-me o conselho de vos contactar». Vai a resposta dias mais tarde: «Olá Maria, queira desculpar o atraso na resposta, que se deveu a problemas técnicos. A doutrina espírita, não pretendendo de forma alguma substituir a medicina (pelo contrário), pode ser de muita valia para ajudar a suportar os revezes da vida. Se se sente à beira de um estado depressivo, para além de consultar o seu médico, sugerimos que estude Espiritismo, que leia as obras básicas espíritas, que frequente um centro espírita.
É gratuito e sem compromissos. Quanto ao seu filho, esse é mais um de muitos casos lamentáveis, infelizmente ainda muito comuns em Portugal, em que se tenta transpor para o desporto infanto-juvenil os vícios e os preconceitos da desporto profissional dos adultos. Ainda recentemente falámos com a mãe de uma menina que foi afastada da equipa de futebol em que jogava, porque a equipa era masculina e os pais dos rapazes sentiam-se ultrajados por haver uma rapariga a “roubar o lugar” a um rapaz...
É essencial que o seu filho entenda que não há nada de errado com ele. O desporto deve ser uma fonte de alegria e de saúde, física e mental, e não uma causa de ansiedade. As crianças entendem que há pessoas inteligentes e outras que nem por isso. Os pais que ficaram vexados por o seu filho ter sido escolhido, pertencem ainda ao grupo dos menos inteligentes. Fale também com o treinador, que é peça fundamental para resolver o problema.
