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Jornal de Espiritismo nº 47 · Julho 2011Página 63 min

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Notícia foto arquivo PUBLICIDADE Saiba como na pág. 17 II Encontro Espírita do Algarve No passado dia 15 de Maio, o auditório da Escola Secundária Dr. Francisco Lopes, em Olhão, voltou a ser palco de um evento espírita: O II Encontro Espírita do Algarve. Organizado uma vez mais pelo Núcleo Familiar Espírita Mentor Amigo, o evento juntou cerca de 120 espíritas, maioritariamente algarvios, mas não só, uma vez que estiveram representadas casas espíritas de todo o país.

“Nascer, Morrer, Renascer ainda e Progredir sempre, tal é a Lei”, foi o tema para mais uma jornada de partilha de afectos e conhecimentos, que se iniciou com as boas-vindas de Mariana Rosado aos convidados. Vítor Mora Féria, presidente da Federação Espírita Portuguesa, dirigiu-se ao auditório com uma mensagem de incentivo a eventos como este e à sua capacidade de mobilização e unificação dos espíritas. Logo de seguida aconteceu o primeiro momento cultural do dia, onde a música e a letra se casaram para homenagear a evoluçãoeo amor, cortesia de António Augusto Silva, dirigente da Associação Cultural e Beneficente Mudança Interior, de Vale de Lobo.

Ainda dentro do interlúdio cultural, Esteves Teiga, dirigente da Associação Espírita de Quarteira “O Consolador”, brindou a audiência com a declamação de versos de João de Deus (Espírito), extraídos da inesquecível obra “Parnaso de Além-túmulo”, trazido até nós pela mediunidade de Francisco Cândido Xavier. Foi altura então de constituir o primeiro painel do dia. Composto por Helena Matos, do NFEMA que assumiu a moderação do painel; Paulo Mourinha do Centro Espírita “A Casa do Caminho”; Gonçalo Marques, trabalhador do NFEMA e Luísa Arez, dirigente da Associação Espírita de Lagos.

“Kardec e a Codificação” foi o tema explanado por Paulo Mourinha. E com ele, uma retrospectiva dos antecedentes da codificação e as influências do professor lionês. A missão, as obras, as dificuldades e as consolações, que marcaram a vida cheia deste homem, para quem a educação foi a obra de uma vida. Depois de uma pequena pausa, que serviu para retemperar forças, tomou a palavra, Gonçalo Marques com o tema: Do mineral ao hominal.

Ao longo desta apresentação, foram abordados de forma didáctica, assuntos como a evolução do princípio inteligente através dos reinos inferiores da criaçãoea sua chegada à humanidade; a sensibilidade das plantas e a evolução dos organismos físicos. Pegando exactamente no ponto onde o orador anterior tinha parado, a chegada ao reino hominal, Luísa Arez avançou na explanação do trabalho,” A Evolução Espiritual”. Temáticas como a progressão evolutiva dos corpos físicos, cimentada pela evolução do perispírito, a importância do pensamento contínuo, o avanço moral e físico dos globos, a importância da visão religiosa na abordagem científica, formaram a espinha dorsal desta elucidativa apresentação.

Após a pausa de almoço, os trabalhos recomeçaram com novo momento cultural, uma vez mais da autoria de António Augusto Silva e algumas composições musicais de sua autoria e pela declamação de versos de Florbela Espanca por Manuela Félix. Para o 2.º painel foram chamados a moderadora da tarde, Ana Cristina Silva, trabalhadora do NFEMA; Esteves Teiga; André Marques, trabalhador do NFEMA e finalmente, o dirigente do Grupo de Estudos Espíritas Allan Kardec de Coimbra, Fernando Lobo dos Santos.

Esteves Teiga convidou os presentes a uma viagem ao longo de uma vida, no seu trabalho “Nascer-Evolução na Terra”, onde ficou provado que indivíduo, a sociedade e o Globo, avançam em conjunto rumo ao próximo degrau evolutivo. De seguida, André Marques, tomou da palavra para abordar a temática, “Morrer- Evolução no mundo espiritual”. Abordagem que se baseou nas obras sempre actuais de André Luiz. A última palestra do dia coube a Fernando Lobo dos Santos, que abordou o tema “Renascer- Evolução e Exemplo”.

Fechando com chave de ouro o ciclo de palestras, deixando no ar uma mensagem de amor. Amor esse, que une todas as criaturas do Universo. Um animado momento de perguntas e respostas teve lugar ainda, antes de um último momento cultural, oferecido pela pianista Luísa Fernandes e a soprano Cecília Santos, que trouxeram um repertório, que incluiu Haendel e Schubert. As vibrações da tarde ficaram para a anfitriã Mariana Rosado, que chamou de seguida o outro anfitrião, José Rosado, para a entrega de uma lembrança para os convidados e trabalhadores que levaram a cabo a organização do evento.

No derradeiro momento do encontro, as casas espíritas presentes foram chamadas ao palco para as palavras finais, onde ficou bem patente a vontade de continuar a falar a doutrina de uma forma cada vez mais alargada e por isso também, mais unificada.