livros O Céueo Inferno A Revista Espírita de Fevereiro de 1865 publica
Jornal de Espiritismo nº 6 · 2004Página 173 min
A Revista Espírita de Fevereiro de 1865 publica na primeira página o artigo «Da apreensão da morte» que mais tarde, ou seja, seis meses após, vai integrar a quarta obra da Codificação Espírita, constituindo o capítulo II da primeira parte, agora intitulado de «O temor da morte».
No mês seguinte, Março de 1865, também abre a sua primeira página com o artigo «Onde é o céu?», que virá a constituir o capítulo III da primeira parte de «O Céueo Inferno», com o título simplificado para «O Céw».
Na rubrica «Palestras de além-túmulo» de Maio de 1865, publica o diálogo com o Espírito do Dr. Vignal, através do médium da Sociedade
Parisiense de Estudos Espíritas, Sr. Desliens, que Allan Kardec vai publicar na 2.º Parte,
capítulo II, intitulado de «Espíritos Felizes», é o 14.º testemunho de Espíritos felizes. O Codificador vai retirar também dos anos anteriores da Revista exemplos de Espíritos nos diversos graus de evolução que irão integrar a 2.º Parteos «Exemplos».
Na rubrica «Notas Bibliográficas» que encerra a Revista Espírita de Julho de 1865, traz a seguinte notícia: «No prelo, para aparecer a 1 de Agosto: O CÉUEO INFERNO, ou A Justiça Divina segundo o Espiritismo, por Allan Kardec. Um grosso volume in-12. Preço: 3 fr. 50; pelo correio, 4 fr.».
Na Revista de Setembro as «Notícias Bibliográficas» informam que já se encontra à venda a obra em pauta e dá-nos a conhecer o seu objectivo , reproduzindo um resumo do prefácio — bem como os títulos dos seus capítulos.
Estas são algumas informações históricas sobre a quarta obra da Codificação Espírita, publicada pela primeira vez em Paris no dia 1 de Agosto de 1865.
Herculano Pires - «o metro que melhor mediu Kardec», nas palavras do incontestado Francisco Cândido Xavierdiz-nos que Kardec faz neste livro o balanço da evolução moral e espiritual da Humanidade terrena até aos nossos dias. Esclarece-nos também que ao lermos com atenção esta obra verificamos que a sua estrutura corresponde a um verdadeiro processo de julgamento: «Na primeira parte temos a exposição dos factos que o motivaram e a apreciação judiciosa, sempre serena, dos seus vários aspectos, com a devida acentuação dos casos de infracção das leis. Na segunda parte o depoimento das testemunhas.»
Estudos indicam que é das obras da Codificação mais desconhecida dos espíritas, não obstante a sua importância ser determinante para compreendermos a essência da Teologia, segundo o Espiritismo.
Esta obra que desmistifica muitos conceitos dogmáticos da Igreja como: os anjos, os demónios, o céu, o inferno, o purgatório, etc.; foi também incluída no Index da Igreja Católica, como já haviam sido os outros livros de Allan Kardec.
Texto: Carlos Alberto Ferreira
Que «Fé verdadeira é somente aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade»?
Que Vítor Baía foi capa da «Revista de Espiritismo» - segundo trimestre de 1997, onde deu uma entrevista?
Que a TRVP (terapia regressiva a vidas passadas), não sendo uma terapia espírita, vem
confirmar postulados que a doutrina defende?
Que 80% da população mundial acredita na reencarnação?
Que os termosMédium, Perispírito, Mediunidade, Espírita e Espiritismo foram criados por Kardec?
(Para as coisas novas, necessitamos de palavras novas, diz o Codificador)
A primeira sede da Federação Espírita Portuguesa (FEP) em edifício próprio, construído de raiz, com o esforço dos espíritas, fica na Rua da Palma, Lisboa, e que após a confiscação dos bens da FEP pelo Estado Novo veio a ser, mais tarde, o Teatro Laura Alves?
Naturalmente, porque estes são dias de insatisfação, as pessoas que de ti Sse acercam, trazem, quase sempre, comentários negativos e observações deprimentes.
Surgem, nas conversas, apontamentos depreciativos que chamuscam a honra alheia, quando não lhes atiram lama na conduta que invejam.
Intrigas urdem vinganças sórdidas, entre sorrisos e sarcasmos, gerando inquietação, soprando suspeitas ignóbeis.
Assuntos triviais tomam o tempo, e
expressões chulas, com anedotário
vulgar, entorpecem a razão, mantendo psicosfera doentia.
Quando te vejas envolvido pelo clima das conversações nefastas, muda de assunto, propõe tema diferente, conciliador, edificante, substituindo a vulgaridade e o pessimismo, que devem ceder espaço ao conhecimento da beleza e da verdade.
As conversas vis envenenam aqueles que as sustentam, enquanto vilipendiam vidas outras que padecem constrições e vivem situações difíceis buscando superá-as a contributo de muito sacrifício.
Seja a tua palavra de gentileza e de esperança em qualquer situação.
Entretece comentários respeitosos e educa os que te compartem as palavras, gerando optimismo e fraternidade a todo o momento.
Texto do espírito Joanna de Ângelis, psicografado pelo médium Divaldo Franco (do livro «Episódios Diários»)

