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Editorial Maio.junho.2014

Jornal de Espiritismo nº 64 · Maio 2014Página 24 min

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EDITORIAL MAIO.JUNHO.2014 Eu não tinha e ela propôs: - Então você vai, agora, enumerar as qualidades dele. Cada uma delas será um bloco no outro prato da balança. Eu hesitei, porém ela me animou dizendo: - Ele não deixa você andar em sua bicicleta? Não reparte o seu doce com você? Concordei e passei a mencionar o que havia de bom no caráter de meu amiguinho. Ela foi colocando os blocos do outro lado. De repente eu percebi que a balança oscilava.

Mas vieram outros e outros blocos em favor do Beto. Dei uma risada e mamãe observou: - Você gosta do Beto e ficou alegre por verificar que as suas boas qualidades ultrapassam os seus defeitos. Isso sempre acontece, conforme você mesmo vai verificar ao longo de sua vida. E de fato. Através dos anos aquele pequeno incidente de pesagem tem exercido importante influência sobre os meus julgamentos. Antes de criticar uma pessoa, lembro-me daquela balança e comparo seus pontos bons com os maus.

E, felizmente, quase sempre há uma vantagem compensadora, o que fortalece em muito a minha confiança no género humano. Fonte: “Para o Resto da Vida” de Wallace Leal V. Rodrigues A balança Todos os átomos constituintes das moléculas que sustentam as formas densas da materialidade em que estagiamos vieram do Espaço Não será assim sempre e em qualquer altura, é normal, embora seja certo certinho que, de acordo com as atitudes de cada um, o tal do “céu” se possa refletir de forma mais ou menos cristalina nesses momentos específicos.

E o que é esse céu? Bem, o céu é azul, até na intempérie, se ultrapassarmos a barreira das nuvens. Mas há outros significados para a palavra. Em religiões tradicionais é sinónimo de Paraíso. No espiritismo não há essa fantasia, já veremos adiante. Ao voltarmos ao título destas linhas, concordaremos que há vários ângulos que defendem esse ponto de vista. Um é evidente: todos os átomos constituintes das moléculas que sustentam as formas densas da materialidade em que estagiamos vieram do Espaço.

Isto equivale a dizer que caíram do céu. Sempre que encontramos alguém que nos dá vontade de atravessar a rua para cumprimentar, mesmo que não seja com a familiaridade daquele xi- coração que guardamos na gaveta das memórias felizes, vamos cumprimentar um ser imortal que vivencia um pacote de experiências fantásticas, com prazo adequado, no sentido de aprender mais em matéria de amor e sabedoria. Essas pessoas não trazem o céu por onde passam?

É óbvio que sim. Mas não é só isso. Ensinam os amigos sem corpo físico, domiciliados na Espiritualidade, que no tal plano espiritual mais esclarecido há sucessivas esferas, mundos se quiser mais depurados. Se ler a escala espírita, em “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, encontra a classificação das populações do plano espiritual agregadas segundo afinidades evolutivas. É assim sobretudo porque as perceções se sintonizam segundo essas aquisições evolutivas de maneira específica.

Nesse mesmo livro, encontra também a escala dos mundos. Não demoraria muito a refrescar a memória de quem já leu mas poderá não se lembrar bem – falam os Espíritos de mundos primitivos, de expiação e provas, de regeneração e dos mundos felizes. Já chega para arrumar ideias, não acha? A Terra está numa fase de expiação e provas e lentamente irá passar a planeta de regeneração, dizem esses Espíritos sábios. Noutro plano, à volta desta conturbada escola azul, ainda assim cheia de amor, há dimensões espirituais.

As mais elevadas estão “mais no céu”, para agarrarmos a palavra de partida. Embora seja certo e sabido que Inferno e Céu são a ilustração mais ou menos rebuscada de meros estados de consciência, não necessariamente regiões e cenários localizados no espaço, não será verdade que quando, depois de uma ausência significativa, uma mãe reencontra o filho fica no céu? O filho traz o céu com ele, eamãe também! E se se encontra uma pessoa querida na internet e se desata a conversar de assuntos que fazem bem ao coração, também não é certo que estas pessoas trazem consigo o céu por onde passam?

Agora, caro leitor, embora todos possamos sempre fazer melhor – o que irá acontecer por força das leis naturais – percebe por que lhe dizemos que traz o céu consigo por onde passa? Pode rir, claro, mas decerto o fará de maneira mais realista. No mesmo fio de ideias, acreditamos que este jornal está em uníssono com o título destas linhas – o que pensa disso? Texto: Jorge Gomes Se disser isto a alguém que lhe traga bons sentimentos quando conversa – amigos, mães, pais, irmãos, etc.

– a pessoa em causa vai rir-se e achar que está na brincadeira… FICHA TÉCNICA Jornal de Espiritismo Periódico Bimestral Director: Ulisses Lopes Editor: ADEP Redator: Jorge Gomes Maquetagem: www.loucomotiv.com Fotografia: Loucomotiv e Arquivo Tiragem: 2000 Exemplares Registado no Instituto da Comunicação Social com o n.º 124325 Depósito Legal: 201396/03 Administração e Redacção ADEPRua do Espírito Santo, N.º 38, Cave Nogueira – 4710-144 BRAGA Assinaturas Jornal de Espiritismo Apartado 161 4711-910 BRAGA E-mail jornal@adeportugal.

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