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Jornal de Espiritismo nº 9 · 2005Página 14 min

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PERIÓDICAS Março/Abril de 2005 | Ano 1I | N.º 9 | Jornal bimestral da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal | Director: Úlisses Lopes | Preço: € 0,50 âr:* PTRKABAGA -

Consumidores, BEBÊ POR ENCOMENDA de droga

No século XXI prevê-se um grande desenvolvimento das técnicas de reprodução assistida, o que lança inúmeras indagações à volta

Uma carta deixa o de alguns aspectos da reencarnação. Cátia Martins levanta questões problema deste tema no com a coragem de quem não tem a pretensão de nunca errar e de reduto familiar. Professor decli leviandade de jul b d

universitário, Iso Jorge quem declina a leviandade de julgar saber tudo... . Teixeira junta os seus paçg. 12

conhecimentos à óptica espírita e explica-o. AÀ toxicodependência é uma calamidade social equivalente em número de vítimas a uma autêntica guerra!

Em tempo de fecho de edição, uma corrida junto de alguns adeptos do Espiritismo que conheceram o movimento espírita antes da Revolução de 1974. Veja as notas recolhidas...

rig 10 Entrevista: espiritas espanhoóis em tempo de ditadura

= Os espíritas espanhóis reencarnaçãoPP

foram perseguidos pela ditadura franquista. Manuel Aguilar Garcia, de Montilla, fala-nos de uma época histórica difícil, e surpreende.

Cecília Morais deixa ideias sobre a teoria das vidas Sucessivas ou reencarnação. Afinal, com que objectivos (re)Jnascemos?

Fotografia: Luís Almeida » SSpág. 8

pág. 12 — SEMPREBONITAComeércio oe Flores, Loa

Lugar da SéApartado 22 - 4509-903 Caldas de S.Jorge — Telef. 22745 57 28 Fax 227455600

Quem nunca foi mordido pela intriga?! Entre ela e as urtigas, mais vale ir por estas, ao menos produzem oxigénio e favorecem a diversidade biológica. Ao contacto, ambas fazem sofrer. Por isso uma sugestão: tranquilize-se e mande a intriga às urtigas! Só depende de si...

Este ano pode ser um grande ano, aquele em que nos imunizamos contra esse veneno.

Razão, é certo, tem Francisco de Assis: mais vale ser vítima de intriga do que intriguista. Concorda? O intriguista é alguém que se encarcera nos seus próprios sentimentos infelizes, cria um mau clima à sua volta e, infelizmente, só mais tarde vem a reconhecer isso. As suas atitudes são como um buraco negro por onde se esvaem luzes de que poderia beneficiar.

Quem é alvo da intriga não! Pode até sofrer alguns dissabores, mas... o seu mérito, tendo uma reacção pacífica — numa palavra, caridosa —, conquista paulatinamente luzes de que beneficia desde logo,

intrigl.IiStacomo um organismo

Se quisermos gerar um esquema que analise a intriga como fenómeno, encontramos em essência três elementos: o intriguista, as mentes hospedeiras da intriga e o alvo da intriga.

A ignorância não é tudo: com frequência até há algum conhecimento, mas o propósito não é elevado e a intriga é um mal que encontra campo nas emoções daquele que se presta a isso. O livrearbítrio é assim mesmo, e traz as experiências necessárias à reeducação na lei de causa e efeito, como ensinam os espíritos sábios.

O intriguista isolado só se prejudica a si próprio. Mas quando há mentes que se propõem ser contagiadas por esse desvario, a intriga ganha força. Em maior ou menor grau, parece que tudo está a caminho de se perder: um projecto ou alguém que até tem um trabalho construtivo pode ser pintado de forma inclusive tenebrosa! Alguém dirá: “então, o alvo da intriga deve sair a campo e fazer valer a

prestam-se por invigilância à doença

sua honestidade». Dê-nos o direito de discordar: quem se voluntariza, na voz popular, a emprenhar pelos ouvidos, é alguém que ainda funciona como catavento; de que servirão mais palavras?! «O silêncio ajuda sempre», dizia Meimei, espírito sensato, pela psicografia do médium Francisco Cândido Xavier, em «Pai Nosso», «quando ouvimos» ou lemos «palavras infelizes». Vamos pelo conselho deste espírito bom!

Sublinhe-se: ainda que a intriga ganhe um intriguista e aliados, o alvo da intriga não está só!... Muito menos abandonado! Há lá bem maior do que uma consciência tranquila, não é? E, veja, se Deus é por nós, quem será contra nós?!

A justiça a Deus pertence, a nós pertence apenas — e já não é pouco — o trabalho. É com ele que ficamos. Quer também ficar assim connosco? Bemhaja por isso!...

Texto: Jorge Gomesjorge.je&clix.pt

por lhe dar entrada ou por se imunizar

Por volta do ano 250 a. C., na China antiga, um príncipe da região de ThingZda, no Norte do país, estava quase a ser coroado imperador, mas, de acordo com a lei, ele teria de se casar. Sabendo disso, resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna da sua proposta. Então, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes face a um desafio. Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.

Ao chegar a casa e relatou o facto à jovem. Espantou-se ao ouvir que ela pretenderia ir à celebração. Indagou, incrédula: - Minha filha, o que achas que farás lá? Estarão presentes as mais belas e ricas mocas da corte. Tira essa ideia insensata da cabeça, sei que deves estar a sofrer, mas não tornes o sofrimento uma loucura! A filha respondeu:

- Não querida mãe. Não estou a sofrer e muito menos louca. Sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é a minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, isto já me torna feliz, pois creio que o meu destino é outro.

À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de facto, as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais

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