Breves (pág. 7)
Jornal de Espiritismo nº 91 · Novembro 2018Página 73 min
Jornadas Culturais Espíritas em Vale de Cambra Em Vale de Cambra, Portugal, a Associação Cultural Espírita Mudança Interior (ACEMI), organizou no dia 22 de Setembro, sábado, as suas III Jornadas Culturais Espíritas. Subordinadas ao tema “Na ausência do bem...”, o evento decorreu no auditório da Junta de Freguesia de S. Pedro de Castelões. O presidente da Junta deu as boas-vindas. Com a abertura das jornadas a ocorrer às dez da manhã, as apresentações enquadraram-se no tema «Na ausência do bem».
António Pinho da Silva, filósofo e escritor, dirigente da associação que organizou a iniciativa, dissertou sobre “Interpretações do mal”. De seguida, Arlindo Pinho palestrou sobre «A banalização do mal». Ao início da tarde, «As faces do mal» foram desdobradas por J. Gomes, após o que, o coronel na reserva, João Gonçalves, de Mafra, falou sobre a «Lei de destruição». Uma voz com pronúncia castelhana fez-se depois ouvir.
Era Mercedes Garcia de la Torre, que discursou sobre o tema «Mal ou ignorância?». Mercedes é professora em Córdoba, Espanha, e deslocou-se propositadamente. Nos intervalos do programa, alguns dos livros disponíveis contaram com a presença dos autores, pelo que quem desejou teve direito a uma assinatura personalizada. O certame teve também arte, com música interpretada por Cláudia Domingues, e dança pelo Departamento Infanto-juvenil da associação organizadora.
Não tem tradução: este formato de humor é conhecido por Stand Up Comedy. Médica de profissão, Joana Santos aprecia esta atividade de tempos livres, com direito adquirido a uma chamada na grande imprensa no domingo anterior. Por fim, a vereadora da Cultura da Câmara Municipal local disse algumas palavras afáveis aos presentes, facto interessante pois demonstra a inteligência do poder local e que a ACEMI tem também feito jus ao que a doutrina espírita preconiza, dentro do denominador comum do amor e da sabedoria.
Dirigentes franceses em Portugal Esteve de visita a Portugal, por convite do Núcleo Cultural Espírita Luz e Caridade do Barreiro, o casal Ruchot (Mauricette e Jean Pierre), que são dirigentes da Associação Espírita de Dunquerque. Mauricette, que é a presidente da referida associação, efetuou palestras em vários locais do país, ou seja, na Associação Cultural Espírita de Santarém, na Associação Social Cultural Espiritualista de Viseu, na Associação Espírita Egitaniense (Guarda), na Associação Espírita Caminheiros da Luz (Porto) e terminou no Centro Espírita Irmã Filomena, em Póvoa de Varzim.
Visitou ainda o GEEAK em Coimbra, onde teve oportunidade de assistir ao grande evento de sábado, dia 6 de outubro, onde esteve em especial destaque Divaldo Pereira Franco. Aproveitando a presença francesa em Portugal, Maria José Pires Coelho, do Núcleo do Barreiro, aproveitou para questionar como vai hoje o Espiritismo em França. - Em França há muitas pessoas ligadas à doutrina espírita? RuchotNão. Em França existem duas federações, cada uma com projetos diferentes, mas tendo sempre por base a filosofia espírita.
No seio destas federações contamos aproximadamente com 45 centros espíritas. - Em França todos conhecem Allan Kardec? RuchotNão, nem todos conhecem Allan Kardec, no entanto, em 2017, constatámos que muitas pessoas já tinham lido «O Livro dos Espíritos». Contudo, normalmente não aprofundam o conhecimento da filosofia espírita, pese embora a crença em Deus seja grande. - Quais os procedimentos da sua parte, Mauricette, e dos seus companheiros para divulgarem a doutrina espírita?
RuchotNós tentámos contactar outros centros com a finalidade de trabalharmos em comum. Entre outros, por exemplo, lembro-me da Bélgica por ser francófona, fazemos ali muitas conferências, seminários e organizamos muitos encontros. - E com os jovens, como está a decorrer o trabalho? RuchotCom os jovens franceses o trabalho começa agora (sorrisos). Está tudo por fazer, tudo por criar. A divulgação da doutrina é sustentada pela associação espírita francesa.
Esta tem muito interesse no desenvolvimento da educação espírita entre os jovens. - O que pensa a Mauricette sobre o movimento espírita na Europa? RuchotO espiritismo deve desenvolver-se na Europa e por todo o planeta. Para trabalharmos no desenvolvimento do movimento espírita é preciso que os espíritas se recordem que são irmãos. Para se lembrarem destes valores, recorde-se que «O Evangelho Segundo o Espiritismo» fala da lei do amor.
Na Europa, como por todo o lado, devemos assemelhar-nos, unir-nos e respeitar-nos, pois tudo isto se prende com a mensagem do Mestre Jesus Cristo “Amai-vos uns aos outros”, não só em palavras mas em atos. No espiritismo cada espírita tem o seu lugar e, neste momento, é necessário trabalhar pela causa. fotos arquivo NOVEMBRO.DEZEMBRO.
