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Jornal de Espiritismo nº 1 · Novembro 2003Página 121 min
Novembro/Dezembro de 2003 | Ano | | N.º 1 | Jornal bimestral da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal | Director: Ulisses Lopes | Preço: € 0,50
ENTREVISTA COM DIVALDO FRANCO
Muitas são as dúvidas de muitos sobre esta associação. Esclareça-as!
A partir de um inquérito, uma visita aleatória a um centro. pág. 8
a Se DOCartazes 28% ioF? 21% Ointervenção da 15% turma m Outros
sempre uma surpresa, dado o seu carácter de espontaneidade... para uns e para outros!
O eminente tribuno visitou Portugal em Outubro num roteiro de n conferências e seminários, a convite da Federação Espírita Portuguesa. Eis a entrevista! pág. 6
«Como comenta a oportunidade de surgimento do «|ornal de Espiritismo»? Que futuro lhe antev ê8?», estas as perguntas colocadas a alguns dos históricos do movimento. No lugar deles o que responderia?
Fax 22 745 6600 Telef. 22 745 5728
SéApartado 22 - 4509-903 Caldas de S. Jorge editorial
Como é do conhecimento geral, a Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portu%al é uma associação igual a todas as outras existentes, e só, cujas actividades estão mais voltadas para a área da comunicação e divulgação, exercidas, não através de um espaço físico, que não possuímos (esta a única diferença em relação às demais associações que existem), mas através da internet e deslocando-nos aos locais específicos: associações, através de palestras, seminários, debates; realização de colóquios, normalmente organizados por associações nas várias zonas do país; rádios e televisões, através de entrevistas, debates, artigos, etc.
No desenvolvimento destas actividades com os companheiros de ideal, e também fora do movimento, apercebemo-nos, e duma forma crescente, da necessidade e utilidade da existência de mais imprensa espírita. AÀ semelhança do que acontece noutros países, nomeadamente no Brasil, nossa referência mais conhecida, concluímos que seria muito positivo se o nosso movimento pudesse editar mais revistas e jornais, não desmerecendo, é evidente, os já existentes, mas contribuindo para uma maior divulgação do Espiritismo, dentro e fora das suas fileiras.
A ADEP — tendo como objectivo primeiro a divulgação, desde a sua formação, em Julho de 1999 — trabalha para a realização desse projecto. Mais do que isso, estabeleceu como prioridade o lançamento de um jornal. Vencidos vários obstáculos, nomeadamente os de carácter financeiro, aqui estamos a apresentar-vos este projecto, não o projecto da ADEP, mas o projecto de todos os espíritas, onde todos nos sintamos envolvidos, contribuindo, cada qual com o seu óbolo, para o engrandecimento da doutrina que queremos ver cada vez mais divulgada e dignificada.
Vamos, pois, ter mais um jornalJORNAL DE ESPIRITISMOque, estamos certos, vai ser acarinhado e divulgado por todos nós, pois todos somos poucos para desempenhar tão nobre, quanto oportuna, tarefa. O seu primeiro número sai agora, com publicação bimestral. Muito mais nos agradaria uma publicação mensal, mas, especialmente nos primeiros tempos, não é possível suportar tantos gastos.
Nesta medida, contamos com o vosso empenhamento e colaboração e cremos que muito breve teremos as condições favoráveis para que o jornal passe a uma periodicidade mensal.
Certos de que todos estamos a contribuir para o crescimento moral e espiritual das pessoas, aqui vos deixamos o nosso agradecimento, sempre tendo como bússola Jesus, o maior divulgador das verdades eternas, da nossa abençoada doutrina.
A publicação intitulada “Jornal de Espiritismo” é propriedade da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal e tem por principal meta a divulgação de notícias e informações que se liguem com a divulgação do espiritismo (a doutrina codificada por Allan Kardec), englobando ainda um grande número de temas analisados na óptica espírita enquanto artigos de opinião, bem como o que acontece no movimento espiírita.
Este jornal estabelece um vínculo com os seus leitores oferecendo-lhes uma informação isenta, clara e objectiva, respeitando os princípios deontológicos, pluralistas e democráticos, numa actividade independente de influências partidárias políticas ou religiosas, de forma a que também possa prestar o melhor contributo possível no sentido do progresso das ideias, em níveis sociais e educacionais do país.
Sendo o “Jornal de Espiritismo” um órgão de informação que privilegia as áreas que visualizam o ser humano como um todo, físico e espiritual, visa também abordar diversos temas que interessam ao público em geral, de todas as idades.
O “Jornal de Espiritismo” quer também integrar o debate das questões de fundo que se colocam à sociedade portuguesa, em perspectivas próximas da área da filosofia espírita, e inclusive estender-se ao espaço mundial da Lusofonia. A existência de uma opinião pública informada, activa e interveniente é uma característica essencial das sociedades esclarecidas e da dinâmica de uma mentalidade aberta, fazendo com que o trânsito da informação não se iniba diante de fronteiras regionais e culturais.
Do ponto de vista editorial e gráfico, seguindo critérios rigorosos e criativos, o “Jornal de Espiritismo” faz questão de respeitar todos os parâmetros deontológicos da Imprensa eaética profissional, sem abusar da boa fé dos leitores ou deturpar a informação, e garantindo a sua independência nas vertentes ideológicas, políticas e económicas.
Inspirando-se na importância do autoconhecimento, ao descodificar uma informação diversificada, o “Jornal de Espiritismo” entende que as novas possibilidades técnicas da informação, seja na óptica tradicional seja na óptica das novas tecnologias da informação, implicam um jornalismo intensamente dinâmico, imaginativo, em permanente comunicação com os leitores, no pressuposto de uma interactividade constante entre ambos os interlocutores.
“Jornal de Espiritismo” é uma publicação receptiva a colaborações diversas. Porém, reservase o direito de aceitar ou rejeitar colaborações que lhe sejam enviadas. Caso as aceite, sempre que conveniente por razões gráficas, de espaço limitado ou outras , poderá resumir essas mesmas colaborações.
Este jornal organiza-se através da existência de um Director, de um Coordenador e de uma rede de colaboradores diversos, tanto na área da escrita, quanto na da fotografia, do grafismo e internet.
. z : Jorge Ficha técnica Tiragem bimestral . 2000 exemplares Director Depósito legal Ulisses Lopes 201396/03 Registado no Instituto da Comunicação Social com Administração e Redacção o n.º 124325 ADEP Fotografias: Arquivo Apartado 244 Propriedade — a 2500-911 CALDAS DA RAINHA êssoaação de Divulgadores de Espiritismo de Assinaturas ortugal iriti NIPC 504 605 860 Á%ÉÉÃÉÉ 5 ôsf l Apartado 244 ; 4711-910 BRAGA 2500-911 Caldas da Rainha E-mail
E-mail: adep(&Qadeportugal.org jornal&Qadeportugal.org http://www.adeportugal.org Conselho de Administração Maquetagem Noémia Margarido, Isaías Sousa
Um dia, o burro de um camponês caiu num poço. Não chegou a ferir-se, mas não podia sair dali por conta própria. Por isso o animal chorou durante horas, enquanto o camponês pensava em como o poderia ajudar. Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que o burro já estava muito velho e que o poço já estava seco, precisava de ser tapado de alguma forma. Portanto, não valia a pena esforçar-se para tirar o burro de dentro do poço. Ao contrário, chamou os vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o burro. Cada um deles pegou numa pá e começou a deitar terra dentro do poço. O asno não tardou a aperceber-se do que lhe estavam a fazer, e zurrou desesperadamente.
Porém, para surpresa de todos, o burro aquietou-se depois de umas quantas pás de terra com que levou em cima. O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e surpreendeu-se com o que viu. A cada pá de terra que caía sobre suas costas o burro a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra que descia ao chão. Assim, em pouco tempo, todos viram como o burro conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali a trote.
A vida vai atirar-lhe muita terra, todo o tipo de terra. Principalmente se já estiver dentro de um poço. O segredo para sair do buraco é sacudir a terra com que se leva e dar um passo em cima dela. Cada um dos problemas que nos procuram é degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos mais profundos fossos se não nos dermos por vencidos: usemos a terra que nos atiram para seguir adiante!
Recorde-se das 5 regras para se ser feliz:
1.º Liberte o seu coração do ódio.
2.º Liberte a sua mente de preocupações exageradas. 3.º Simplifique a sua vida.
5.º Ame mais e... aceite a terra que lhe atiram, pois ela pode ser uma solução, não um problema.
O correio electrónico da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal recebe um grande volume de pedidos de esclarecimento. Apesar de não haver um contacto pessoal cara a cara com quem faz esse pedido, certo é que o mesmo é dado, com o encaminhamento
mãe do miúdo se suicidou há alguns anos.
transmitir aleum recado em relação ao filho? Agradeço-lhe alguns comentários. Obrigada!
Quero contar-lhe o que me aconteceu hoje na Escola onde trabalho: estava a conversar com um Encarregado de Educação que é tio de um aluno com mau aproveitamento escolar e um comportamento pouco satisfatório. O Sr. lastimou-se imenso, como de costume, em relação ao garoto. Acontece que a
Durante a conversa comecei a ter determinadas sensações que já me são familiares. Isto aconteceu por volta das 14h00 e continuam até agora. Acha que pode estar relacionado com a mãe do garoto? E que ela me quererá
º psciarecimento = 5) B 6 escioecímento aca) Ficheiro Editar Ver Inserr Formatar Ferramentas Mensagem Ajuda E Ficheiro Editar Ver Inserir Formatar Ferramentas Mensagem Ajuda A F » * » = A : = = d | É) s S ) me o a 9 & "S Ô Enviar Anular Verificar — Ortografia Anexar Enviar Colar Anular Verificar — Ortografia Anexar Para: [adep&madeportugal.org | Para: fxyz&hotmail.com Ec | EAc | Assunto: - fesclarecimento| Assunto: fesclarecimento N / A - - T Times New Roman VBE v :' NZ7S A| iz EL2SFSN -R Olá, Marta.
Quanto ao assunto que me coloca tanto pode ter captado o psiquismo da mãe,
como pode ser a captação das energias envolventes derivadas do tipo de
Quando conversamos sobre um assunto, mentalizamos esse assunto e como tal
somos uma espécie de antenas psíquicas. Daí devermos cuidar de adquirir bons
hábitos de não pensar mal de ninguém, de ter conversas úteis e saudáveis e
sempre que a vida nos "obrigue" a falar de algo menos agradável, então que : nos desliguemos mentalmente do assunto logo que seja possível.
) Sugeria que, para além do estudo necessário das obras de Allan Kardec,
procurasse integrar-se numa associação espírita com a qual se afinize no
sentido de assim poder educar a sensibilidade que sente.
| Com amizade e sempre ao dispor!
A ADEP é a forma mais prática de dizer Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal. Tem personalidade jurídica e existe há quatro anos. Integram-na cerca de 20 sócios, residentes nos mais diversos pontos do país. Trata-se de uma associação de índole cultural que visa promover a divulgação do espiritismo com qualidade doutrinária e técnica.
Um núcleo aglutinador de técnicos das mais diversas áreas, estudiosos da doutrina espírita, apresentaria grandes vantagens na melhoria qualitativa da divulgação do espiritismo. Quando se promove um evento, dispor de quem saiba organizar o respectivo marketing, assessoria de imprensa que saiba fazer um comunicado aos órgãos de comunicação social, construtores de sites, revisores de língua portuguesa, produtores de videogramas, jornalistas, maquetistas gráficos, professores que cuidassem das questões didácticas, entre tantas outras especialidades, promoveriam os acontecimentos do movimento espírita com a qualidade que, sejamos sinceros, às vezes escasseia. Assim surgiu a ideia.
Dentro do possível, convocaram-se para a apresentação do mesmo umas vinte pessoas com interesse técnico ou doutrinário e outras indiferenciadas. Apresentado o projecto, entusiasmou.
Criaram-se de imediato planeamentos de tarefa. Sim, porque a ADEP seria não uma associação de guerrilha pelos seus órgãos sociais, mas sim a aglutinação de grupos de trabalho. Deu-se oportunidade a todos os presentes de aderirem às tarefas delineadas: construção de site, utilizando as vantagens da
presença na internet; curso básico de espiritismo via internet com presença de tutores*; secção de arte espírita com destaque para o cartoonismo; boletim informativo que explicasse o que é, para que serve e o que faz a ADEFP; envio de notícias gratuitamente via e-mail para todos que as queiram receber, inclusive para órgãos de comunicação social; e a lista demoraria a terminar sendo o espaço curto...
Certo é, contudo, que nem todos os sócios aderiram a alguma da dúzia de tarefas planeadas e em aberto logo de início. Seja como seja, entre escolhos e marés, a ADEP adaptou-se, evoluiu como lhe foi possível, e hoje tem a possibilidade de lembrar o célebre dito do poeta Fernando Pessoa: «Deus quer, o homem sonha, a obra nasce».
Surge, nesta altura, de demorado sonho, «Jornal de Espiritismo», não como meta mas como oficina de serviço público e degrau para diante. Como tal, reserva-se o direito de edificar, conforme recomendação numa das cartas de Paulo de Tarso: observai tudo, retende o bem.
* Este curso está a ser revisto e no início do próximo ano serão disponibilizadas cópias actualizadas.
ENA o S NE Eoeao Inscreva-s&faqui! ía .
notícias... notícias... notícias... notícias...
CECA COMEMORA 25.º ANIVERSARIO
O Centro Espírita Caridade por Amor, fundado a 12 de Junho de 1978 e situado na baixa portuense,* comemorou o seu 25.º aniversário no passado mês de Junho. Quatro anos após a queda da ditadura de Salazar,
Espírita", por Lígia Almeida (Porto).
19 Julhopelas 22:00 h - "A astrofísica em busca da dimensão psi" por Luís Almeida (Porto).
23 JulhoPelas 22:00 h - "Reencarnação: Evidências Científicas', por Vasco Marques (Caldas da Rainha). 25 Julhopelas 22:00 h - "Provas da Imortalidade da Alma", por José Lucas (Caldas da Rainha). 26 Julhopelas 22:00 h - "EQM: Experiências de quase-
um filho, o eng.º José Manuel da Luz Santos a residir a cidade de São%ºaulo, no Brasil.
Por iniciativa da Direcção da Associação Espirita de Lagos, foi endereçado um pedido ao resiáente da Câmara para analisar o caso e ser dado o nome de MANUEL DA GLORIA SANTOS a uma das ruas da cidade. Este pedido teve em 23 de Agosto o seu ponto mais alto com a efectivação dessa cerimónia inserida no Dia dos Bombeiros. Verificou-se a presença das mais altas individualidades da cidade, tanto da Câmara como
a mesa de horp'I : Miguel argarido,
dos bombeiros da cidade. Presente também a Direcção da associação, juntamente com alguns de seus trabalhadores, que assim quiseram honrar a figura de um dos seus irmãos de ideal espirita que tanto dignificou a causa, como exemplo de homem de bem. Texto: Raquel Soares
terminando as perseguições aos espíritas e com a liberdade restaurada, a 1 de Abril de 1978 são eleitos os primeiros Corpos Sociais. A 12 de Junho do mesmo ano, no 5.º Cartório Notarial do Porto, é feita a escritura de sua constituição, oficializando-se como associação sociocultural de divulgação espírita, sem fins lucrativos, perante o Estado. Pese embora a data da escritura oficial, o CECA é uma das associações espíritas mais antigas do “velho continente”.
Hoje, com uma equipa jovem e dinâmica, tendo por bússola Allan Kardec, continua mais do que nunca empenhado na divulgação da doutrina espírita, levandoa para dentro e fora de suas portas. Com seis cursos a funcionarem anual e gratuitamente, nomeadamente o Curso Básico de Espiritismo, o Curso de Passes, o Curso de Oratória, o Curso de Dialogadores, o Curso de Atendimento e o Curso de Estudo e Educação da Mediunidade, o CECA tem excelentes relações com os media, universidades, bibliotecas municipais e com a sociedade civil portuense.
A título comemorativo da efeméride, o CECA levou a cabo várias conferências e workshops tendo como tema Frincipal «A Importância do Espiritismo na Sociedade ortuguesa»: “História do Movimento Espírita em Portugal e o CECA: do séc. XIX à actualidade” teve como expositores Mário Duarte, Luís de Almeida e Abel Duarte (CECA); “O iue é ser Espírita” por Jani Martins e Miguel Silva (CECA), Noémia Margarido (Associação Sociocultural Espírita de Braga) e Ulisses Lopes (áwresidente da ADEP); “O Ph?)
el do Centro Espírita na omunidade” por Cátia Martins e Lígia Almeida (CECA), António Moreira (presidente da Comunhão Espírita Cristã de Rio Tinto) e Jorge Gomes (vicepresidente da ADEP). Coube a honra do encerramento do evento a todos os colaboradores do CECA, quando explicaram ao público “Por que sou espírita?”, transmitindo experiências pessoais, ansiedades e opções de vida. * CECARua da Picaria, n.º 59, 1.º Frente, 4050-478, Porto, Portugal http://www.
ceca.web.pt, e-mail cecaOsapo.
PRIMEIRAS JORNADAS ESPIRITAS DO OESTE
A Associação Espírita a Caminho da Luz* organizou as I Jornadas Espíritas do Oeste no passado mês de Julho, na Nazaré.
Este evento teve lugar na Associação Recreativa e Cultural da Nazaré, CHE - " O Lar da Nazaré", no Bairro SocialRio Novo, ao lado da Pederneira. O programa foi o seguinte:
18 Julhopelas 22:00 h - " A Clonagem sob a óptica
* Associação Espirita "A Caminho da Luz" - Rua Gil Vicente, 130 A, 2450 NAZARE, telefone 262088269 9 362 7273, das 9:00 h às 23:00. e-mail aecluzOnetvisao.pt
ESPÍRITA DÁ NOME A RUA DE LAGOS
Manuel da Glória Santos nasceu a 8 de Abril de 1907 em Lagos. Um dos fundadores dos Bombeiros Voluntários de Lagos, aos 25 anos era aspirante nesta corporação. Nomeado comandante em 1948, eleva-se à condição de ajudante de Comando no ano de 1953. Passou ao quadro honorífico em 1984. Em 1988 é condecorado com a Medalha de Serviços Distintos, Grau de Ouro. Foi vereador da Câmara Municipal entre os anos de 1960 e 1963.
Espirita desde seus 20 anos de idade, conjuntamente com sua esposa Eduarda da Luz Santos, de quem teve
NUCLEO ESPIRITA ROSA DOS VENTOS
Localizado em Leça da Palmeira, o Núcleo Espírita Rosa dos Ventos promoveu no Verão passado as suas 1l Jornadas da Actualidade do Pensamento Espírita. Entre 6 de Junho e 25 de Julho, foi possível ouvir palestras sob temas como o suicídio, toxicodependência, aparições no momento da morte, SIDA, clonagem, entre outros,
or oradores como João Xavier de Almeida, Susana
uz, Lígia Almeida ou Isaías Pinho Sousa. ONúcleo Espírita Rosa dos Ventos localiza-se em Trav. Fonte da Muda, 26 - 4450-672 LEÇA DA PALMEIRA. nervOaeiou.pt
A Associação Espírita de Leiria organizou em 27 e 28 de Setembro oXFórum Espírita Nacional, este ano subordinado ao tema «As deficiências à luz da doutrina espírita», na sequência da comemoração, este ano, na Europa, do Ano Europeu do Deficiente.
3.º ENCONTRO FRATERNO DA UERL
Em 19 de Outubro realizou-se 3.º Encontro Fraterno da União Espírita da Região de Lisboa (UERL). O evento teve lugar na sede da Federação Espírita Portuguesa e os trabalhos decorreram das 9h30 às 16h30, incluindo actividades como o Encontro de Jovens e MonitoresDepartamento Infanto-juvenil da Região de Lisboa subordinado ao tema: “O Papel do Jovem Espírita na Divulgação da Doutrina Espírita, momento artísticos, exposição de temas.
Em fecho de edição, procurámos três notáveis da história do movimento espírita português: Julieta Marques, de Lagos, João Xavier de Almeida, do Porto, e Manuel dos Santos Rosa, de Lisboa.
- Como comenta a oportunidade de surgimento do «Jornal de Espiritismo»?
Manuel dos Santos RosaCom imensa satisfação. O movimento espírita português há muito que exigia o aparecimento de um periódico capaz de sair do círculo fechado em que se encontram os demais existentes.
Importa, todavia, que seja um jornal que nos traga a visão espírita dos factos sociais, culturais, científicos, económicos, religiosos, etc. Que seja isento, que informe com precisão, com objectividade, desubjectivando as referências ou análises aos acontecimentos no movimento. Enaltecer o que é recto, digno e se enquadra nos princípios essencialmente espíritas, com vista ao bem colectivo.
João Xavier de AlmeidaParece-me perfeitamente oportuno; acho que não lhe falta espaço na praça do jornalismo espírita português, que está longe do ponto de saturação.
Julieta MarquesE da maior importância o surgimento de um órgão de comunicação espírita isento de quanto possa dividir o movimento, mas antes aglutiná-lo para que se faça tanto quanto possível a união entre os espíritas.
Manuel dos Santos RosaComo costuma dizerse o futuro a Deus pertence. Entendemos, contudo, que o futuro de qualquer projecto como este dependerá de vários factores a que não serão alheios os recursos financeiros.
Não obstante, é minha convicção de que, se primar pela qualidade, pela elevação na análise e se se mantiver fiel aos valores inestimáveis do Espiritismo na apreciação sociológica, cultural, filosófica, ético-moral do movimento espírita, destacando o papel eminentemente cultural e educativo da doutrina espírita, creio que será cada vez mais procurado e, nessa medida, será certo o seu triunfo.
João Xavier de AlmeidaOs bons antecedentes dos fundadores, em matéria de dedicação, conhecimento, criatividade e de conduta espírita, permitem antever um jornal cheio de pujança em qualidade doutrinária, gráfica e literária. Julieta MarquesNaturalmente que se o trabalho
for sério, se os temas forem tratados com isenção, sendo as notícias o mais fielmente possível traduzidas, ele irá impor-se pela sua importância e pela necessidade que há dentro do movimento espírita em Portugal de um órgão de comunicação que responda às necessidades do grande público. Porque deve haver a preocupação de atender ao público que não é espirita e que precisa de uma informação de acordo com os cânones do Espiritismo, que é uma nova forma de educação, logo de postura no mundo, e a sociedade precisa de directrizes de segurança face ao descalabro éticomoral que se verifica em todos os quadrantes da vida.
Espiritismo é seguramente a bússola e a âncora neste tempos tão periclitantes que estamos a viver.
Por tudo isto, auguro um futuro promissor para o "Jornal de Espiritismo".
- Quer deixar uma mensagem para os seus leitores?
Manuel dos Santos RosaNa hora difícil que a humanidade atravessa, importa sermos vigilantes perante as notícias que nos chegam, as informações que nos dão, as propostas que nos fazem, os conceitos que se expressem... O egoísmo e o orgulho campeiam no mundo, em todos os quadrantes. Os homens, na sua maioria,, sem excepção dos espíritas, raramente agem visando o bem do próximo: alardeiam os seus feitos, procuram os aplausos das assembleias, falam de moralidade, de honestidade, de amor, humildade e às vezes até se comovem com o que dizem, mas não se dão conta de que os seus actos atestam exactamente o contrário.
Precisamos estar vigilantes! A doutrina espírita não é propriedade de ninguém. Ela está, por dádiva divina, ao dispor de quem a quiser tomar, acima de tudo, como norma de vida. Não é possível confundir movimento espírita com a doutrina e aquele (movimento) só conseguirá a sua finalidade, contribuir para a espiritualização do mundo, destruindo o materialismo, o fanatismo e a visão utilitária da vida, quando aplicar a si mesmo o que procura transmitir, teoricamente, aos outros.
Nessa medida, caros leitores, reflictamos: vejamos se o que nos chega traz o cunho da coerência com
princípios doutrinários; se impulsiona o movimento no sentido da fraternidade; se objectiva a união real construída na tolerância, lealdade, honestidade. Todo o periódico, jornal ou revista, que se diga espírita, terá de provar que o é naquilo que publica. Importa ainda salientar que o lema fundamental do Espiritismo, conforme nos ensina o Espírito de Verdade, é: «Espíritas amai-vos! Espíritas instruívos!». Logo, ninguém pode "formar-se" em conhecimento espírita apenas pela leitura de jornais, mesmo que da especialidade.
Por isso, vamos estudar cada vez mais, instruamo-nos na vasta bibliografia espírita, em especial na codificação de Allan Kardec, pois sem ela não há Espiritismo. Assim, estaremos mais aptos a distinguir a verdade da mentira, ampliando o nosso sentido de responsabilidade moral que leva à descoberta de que não basta inteligir teorias é preciso consolidar valores. Sem esta visão, estaremos a gastar tempo e dinheiro sem proveito para ninguém.
João Xavier de AlmeidaFelicito de antemão os leitores. Permito-me exortá-los à participação activa, levantando questões úteis e pertinentes, sem esquecer jamais que o Espiritismo e sua prática são sobretudo reforma íntima, edificação, cooperação, amor.
Julieta MarquesTodas as horas são boas ou más consoante a orientação que lhes dermos. Como trabalhadora espírita de mais de 40 anos dentro das lides do movimento, muito tenho aprendido e testemunhado. O movimento espírita em Portugal estava necessitado de um órgão informativo que trouxesse ao grande público, espírita e não espírita, temas bem elaborados, isenção na informação, o reflexo de quantos tenham vontade e capacidade de se integrar no jornal e de colaborar com ele, portanto, os seus colaboradores, o material, ou o apoio indispensável para que o "Jornal de Espiritismo" possa ter longa vida e vida abundante entre todo o público, e possa merecer deste a atenção que com certeza irá merecer.
Unidos num esforço de generosidade e humildade será possível muito fazer pela divulgação do Espiritismo em Portugal, pois essa é a tarefa urgente que nos cabe realizar nestes tempos de mudança. Parabéns aos que se propõem realizar tão magna e útil tarefa.
; '&azbalhadora no movimento espírita em Portugal desde
- Presidente da Associação Espírita de Lagos.
- Radialista há longos anos, hoje com programa na Rádio Racal de Silves.
- Colaboração da feitura dos Estatutos da Federação Espírita Portuguesa (FEP) após 25 de Abril.
- Participação dos Corpos Sociais da FEP
- Fundadora da União Espírita do Algarve e presidente durante vários mandatos
- Organizadora das Semanas da Mulher Espiírita.
- Estudioso do Espiritismo desde jovem
- Aposentado do funcionalismo público
- Trabalhador de vários centros espíritas em Portugal
- Fez parte da Federação Espírita Portuguesa durante vários anos, alguns deles como presidente da Federação Espírita Portuguesa.
- Actualmente é presidente do Centro Espírita Amor e Caridade, em Lisboa.
- Aposentado dos serviços de Fazenda em Angola
- Espírita em Angola desde 1961
- Em 1971 e 1975 organizou as duas primeiras visitas de Divaldo Franco a Angola
- De 1979 a 1983 foi trabalhador da Comunhão Espírita Cristã, em Rio Tinto
- Esteve no Conselho Directivo da Federação Espiírita Portuguesa de 1984 a 1998, ocupando vários cargos, sendo presidente da FEP durante 3 mandatos
- Co-fundador do Grupo Espírita Batuíra, em Algés, e do Cenáculo Espírita Isabel de Aragão, em Queluz
- Actual trabalhador do Centro Espírita Caminheiros da Luz, no Porto.
Divaldo Franco: o retorno em questão
Nesta edição, o eminente orador brasileiro responde a perguntas sobre a vida intra-uterina, a recapitulação das formas embrionárias e outras, tudo centrado no tema mais amplo das vidas sucessivas.
Pessoa simples, profundamente culta, é figura de destaque a nível mundial, seja no meio espírita seja fora dele, fazendo este ano 53 anos de actividade mediúnica e de divulgação do espiritismo de uma forma entusiástica e gratuita.
AÀ sua cultura, o seu saber bem como a sua mediunidade, são cartões-de-visita que lhe granjearam respeito e credibilidade. Cerca de 8.600 conferências efectuadas, 52 países visitados nos cinco continentes, e mais de 1100 entrevistas de rádio e TV em mais de 450 emissoras, fazem de Divaldo Franco uma pessoa muito respeitada.
Qual a situação do espírito na vida intrauterina?
Divaldo Franco — Conforme nos ensina a doutrina espírita, todos os fenómenos que dizem respeito à realidade do ser decorrem do estado evolutivo de cada qual. Desse modo, quando a concepção tem lugar, o espírito vincula-se ao óvulo que se transforma lentamente em ovo, através do perispírito, passando a ser absorvido pelas células em desenvolvimento.
Quando se trata de espírito lúcido, assim permanece até quase ao momento em que é expulso da câmara intrauterina. Quando, porém, se encontra em perturbação ou está vinculado às paixões recalcitra, luta para evitar o retorno, entorpecendo-se à medida que o corpo se vai formando, terminando por «hibernar», assim perdendo a lucidez.
E comum um médium vidente ver o espírito do bebé em gestação? DF — Que eu saiba, somente raros médiuns clarividentes podem ver o feto em gestação. Não obstante, é muito comum ver-se o espírito vinculado ao corpo da gestante pelos denominados «fios de prata», que são as vigorosas vibrações do perispírito. — Há quem diga que o espírito passa por formas de animais, como embrião. Se assim é, como e porquê? DF — A informação é destituída de fundamento doutrinário no Espíritismo, porquanto, em realidade, não é o espírito que se expressa em formas evocativas do processo antropológico, mas sim o corpo, obedecendo ao fatalismo biológico de que se faz herdeiro.
Das moléculas elementares, que formaram as primeiras cadeias de açúcares na intimidade das águas abissais dos oceanos, como efeito do fluxo e do refluxo das ondas golpeando as encostas vulcânicas, surgiram as primeiras aglutinações
