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clip A astrofísica e o espiírito Dizer que vivemos num mundo material

Jornal de Espiritismo nº 1 · Novembro 2003Página 921 min

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Dizer que vivemos num mundo material, hoje em dia é simplesmente uma força de expressão, pois vivemos num mundo

eminentemente energáético.

A Teoria-M vem de encontro à existência de uma partícula divina consciencial no final da escala das partículas subatómicas. Esta está em constante aperfeiçoamento, afirmando que os quarks, a mais ínfima partícula subatómica conhecida até aão momento, estariam ligados entre si por supercordas que, de acordo com sua vibração, dariam a “tonalidade” específica ao núcleo atómico a que pertencem, dando assim as qualidades físicoquímicas da partícula em questão.

Querer imaginá-las traduz um enorme esforço mental, para termos uma ideia: o planeta Terra é dez a vinte ordens grandeza mais pequeno do que o universo, e o núcleo atómico é dez a vinte ordens de grandeza mais pequeno que do que a Terra. Pois bem, uma supercorda é a dez a vinte ordens mais pequena do que o núcleo atómico.

O professor Rivail, esclarece em O Livro dos Espíritos (1): 30. A matéria é formada de um só ou de muitos elementos? - De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais simples não são verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva.

Ou seja, é a vibração dessas infinitesimais cordinhas a responsável pelas características do átomo a que pertencem. Conforme vibrem essas dariam origem a um átomo de hidrogénio, hélio e assim por diante, que por sua vez, agregados em moléculas, dão origem a compostos específicos e cada vez mais complexos, levando-nos a pelo menos 11 dimensões.

Corrobora Allan Kardec em O Livro dos Espíritos (1):

79. Pois que há dois elementos gerais no Universo: o elemento inteligente e o elemento material. Poder-se-á dizer que os espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes o são do elemento material? - Evidentemente. Os espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os corpos são a individualização do princípio material.

64. Vimos que o espírito e a matéria são dois elementos constitutivos do Universo. O princípio vital será um terceiro? - E, sem dúvida, um dos elementos necessários à constituição do Universo, mas que também tem sua origem na matéria universal modificada. E, para vós, um elemento, como o oxigénio e o hidrogénio, que, entretanto, não são elementos primitivos, pois que tudo isso deriva de um só

Essa teoria traz a ilação de que tal tonalidade vibratória fundamenta é dada por algo, de onde abstraímos a “consciência” ou espírito como factor propulsor dessas cordas quânticas. Assim sendo, isso ainda mais nos faz pensar numa unidade consciencial vibrando a partir de cada ser. Complementa Kardec em O Livro dos Espíritos (1):

615. E eterna a lei de Deus? - Eterna e imutável como o próprio Deus.

621. Onde está escrita a lei de Deus?

Seguindo esta teoria e embarcando na ideia lançada por André Luiz em Evolução em Dois Mundos (3), onde somos co-criadores dessa consciência universal, e cada vez mais responsáveis por gerir o estado vibracional das nossas próprias cordinhas à medida que delas nos consciencializemos, chegaremos a harmonia perfeita quando realmente entrarmos em sintonia com a consciência geradora que está em nós espírito e também no todo, vulgarmente conhecido por Deus, ou como alguns físicos teóricos sustentam “O Supremo Agente Estruturador”.

Socorramo-nos novamente do codificador em O Livro dos Espíritos (1):

5. Que dedução se pode tirar do sentimento instintivo, que todos os homens trazem em si, da existência de Deus?

- A de que Deus existe; pois, de onde lhes viria esse sentimento, se não tivesse uma base? E ainda uma consequência do princípio não há efeito sem causa.

7. Poder-se-ia achar nas propriedades íntimas da matéria a causa primária da formação das coisas?

Mas, então, qual seria a causa dessas propriedades? E indispensável sempre uma causa primária.

Interpretemos Allan Kardec em AÀ Génese (2) Cap. II A Providência: 20. - «A Providência é a solicitude de Deus para com as suas criaturas. Ele está em toda parte, tudo vê, a tudo preside, mesmo às coisas mais mínimas. É nisto que consiste a acção providencial. «Como pode Deus, tão grande, tão poderoso, tão superior a tudo, imiscuir-se em pormenores ínfimos, preocupar-se com os menores actos e os menores pensamentos de cada indivíduo?

» Esta a interrogação que a si mesmo dirige o incrédulo, concluindo por dizer que, admitida a existência de Deus, só se pode admitir, quanto à sua acção, que ela se exerça sobre as leis gerais do Universo; que este funcione de toda a eternidade em virtude dessas leis, às quais toda a criatura se acha submetida na esfera de suas actividades, sem que haja mister a intervenção incessante da Providência.

Esta consciência única do raciocínio quântico transforma-se em dois elementos: um objectivo e outro subjectivo. O subjectivo chama de ser quântico, universal, indivisível, como tão bem o Dr. Hernâni Guimarães de Andrade definiu. A individualização desse ser é consequência de um condicionamento. Esse ser quântico é a maneira como pensamos em Deus, que é o ser criador dentro de nós.

Voltemos ao génio de Lion em A Génese (2) Cap. II A Providência: 34. Sendo Deus a essência divina por excelência, unicamente os espíritos que atingiram o mais alto grau de desmaterialização o podem perceber. Pelo

facto de não o verem, não se segue

que os espíritos imperfeitos estejam mais distantes dele do que Os outros; esses espíritos, como os demais, como todos os seres da Natureza, se encontram mergulhados no fluido divino, do mesmo modo que nós o estamos na luz.

Costumamos a avaliar Deus como algo unicamente externo. Pensamos em Deus como um ser separado de nós. Isso é uma causa dos nossos conflitos internos. Se Deus também está dentro de nós, podemos mudar por nossa própria vontade. Mas se acreditamos que Deus está exclusivamente do lado de fora, então supomos que só Ele pode nos mudar e não nos transformamos pela nossa própria vontade. Não podemos excluir a nossa vontade, dizendo que tudo ocorre pela vontade de Deus. Temos de reconhecer o deus que há em nós, como afirmou o Doce Amigo há 2000 anos, “Conhecereis a verdade e ela vos libertará”. Então, seremos livres.

Allan Kardec atesta em À Génese (2) Cap. l A Providência: 24. «(...) Achamo-nos então, constantemente, em presença da Divindade; nenhuma das nossas acções lhe podemos subtrair ao olhar; o nosso pensamento está em contacto ininterrupto com o seu pensamento, havendo, pois, razão para dizer-se que Deus vê os mais profundos refolhos do nosso coração. Estamos nele, como ele está em nós, segundo a palavra do Cristo.

Para estender a sua solicitude a todas as criaturas, não precisa Deus lançar o olhar do Alto da imensidade. As nossas preces, para que ele as ouça, não precisam transpor o espaço, nem ser ditas com voz retumbante, pois que, estando de contínuo ao nosso lado, os nossos pensamentos repercutem nele.»

A astronomia continua surpreender a humanidade ao revela-nos as leis divinas, transformando paulatinamente o nosso olhar. Este tornar-se-á mais simples, como seres imortais que somos e co-criadores do universo e seus herdeiros.

J. Herculano Pires resume: “Na verdade, o desenvolvimento da ciência se processa exactamente na direcção dos princípios espíritas.”

Texto: Luís de Almeida, Porto luís.almeidaOmail.telepac.pt

(1) Kardec, Allan em O LIVRO DOS ESPÍRITOS Edições FEB 76º edição (2) Kardec, Allan em AÀ GéNESE Edições FEB 36º edição.

(3) Luiz, André em EVOLUÇãO EM DOIS MUNDOS Edições FEB 12º edição clip

O fluido mental é formado por partículas que têm suas características próprias, como sugere a activação mental visibilizada pela tomografia por emissão de positrões.

Dentro de uma visão global do Homem podemos resumidamente considerar uma interacção em "via de mão dupla" que vai do espírito para o perispírito, do perispírito para o sistema nervoso, e que por sua vez transmite às glândulas endócrinas, que por fim expressam a vontade do espírito para todo o corpo físico. Assim como as sensações físicas percorrem o caminho inverso impressionando o princípio inteligente.

Esta é uma visão abrangente contudo reducionista da integração espírito-corpo, mas que deixa claro o papel do sistema nervoso como receptor principal, em relação à matéria, da vontade do espírito.

Na codificação (1) encontramos a explicação de que o perispírito é ligado ao corpo físico célula a célula, expressão esta lembrada e detalhada por André Luiz na sua obra. No entanto, apesar desta total ligação perispírito-corpo, existem pontos específicos de ligação para a manifestação do espírito, e estes pontos estão no sistema nervoso. O neurónio, unidade básica desse sistema, encerra nos chamados corpúsculos de Nissi a energia nutritiva emanada do plano espiritual.

Essa afirmativa encontra respaldo em André Luiz, quando afirma: “(...)

essa substância a expressar-se nos chamados corpúsculos de Nissi representa o alimento psíquico, aurido pelo corpo espiritual no laboratório da vida cósmica, através da respiração, durante o repouso físico para restauração das células fatigadas e insubstituíveis (...)” .

Ainda em André Luiz observamos no pigmento ocre de lipofuscina o factor de fixação perispirítico, que liga o perispírito de forma mais ou menos intensa ao corpo físico, dependendo do grau de evolução do espírito e sua relação com o plano material: “(...) e um pigmento ocre, estreitamente relacionado com o corpo espiritual, de função muito importante na vida e no pensamento, aumentando consideravelmente na madureza e na velhice das criaturas (...)

O pigmento ocre que a ciência humana observa sem maiores definições, é conhecido no meio espiritual como fator de fixação, como que a encerrar a mente em si mesma, quando esta se distancia do movimento renovador em que a vida se exprime e avança, adensando-se ou rarefazendo-se ele, nos círculos humanos, conforme a atitude mental do Espírito na cota de tempo em que se lhe perdure a existência carnal (...)”.

Outra organela de vital importância para os dois planos da vida é a mitocôndria que actua como canal receptor dos comandos espirituais: “(...) Por

intermédio dos mitocôndrios,(...) a mente transmite ao carro físico a que se ajusta, durante a encarnação, todos os seus estados felizes ou infelizes, equilibrando ou conturbando o ciclo de causa e efeito das forças por ela própria libertadas nos processos endotérmicos, mantenedores da biossíntese”.

Temos nessa interface a glândula epífise ou pineal como receptor capaz de detectar informações do plano espiritual e as emanações magnéticas do plano material, servindo de antena poderosa que traz informações do plano etérico ao espírito encarnado, glândula esta directamente ligada ao centro de força coronário que se encontra no duplo etérico, formando assim, a interface espírito-corpo. O centro coronário, por sua vez, utiliza o centro frontal, que está directamente relacionado com a glândula hipófise, e através desta transmite os avisos, impulsos, ordens e sugestões mentais aos órgãos, tecidos e células.

Por este sistema verte o fluido mental, secreção da mente, e não do cérebro, que se difunde pelos caminhos neurais a todo a córtex via glândula pineal, e posteriormente a todo corpo biológico por acção glandular e nervosa.

Quanto ao fluido mental, pode ser denominado de "matéria-psi", visto que o pensamento é matéria, formado por partículas que têm as suas características próprias, como sugere a activação mental

visibilizada pela tomografia por emissão de positrões (PET-Scan), demarcando áreas específicas do cérebro em funcionamento conforme a utilização da mente, seja para ouvir, ver ou raciocinar. São estas características que organizam a psicosfera ou halo psíquico e consequentemente o corpo físico, trazendo harmonia ou desequilíbrio de acordo com o seu emprego.

As partículas dessa “matéria-psi” são manipuláveis e compõem elementos "vivos" de pensamento com comportamento e trajectória de acordo com os sentimentos da inteligência que os conduz. O pensamento influi e comanda, modelado pela vontade do espírito, agindo sobre si mesmo, ou sobre o objectivo ao qual se destina.

De onde se conclui que o corpo biológico reflecte a psicosfera, que influi, sem dúvida, na saúde física de forma positiva ou negativa a depender da qualidade da "matéria-psi" que venhamos a emanar. Logo, o aforismo " mente sã em corpo são" mais representativo seria como "corpo são em mente sã",

Por Lígia Almeida, Porto, Portugal ligialmeidaO&mail.telepac.pt

Referências bibliográficas:

1. Curso "Interação Corpo -Mente -Espírito" ministrado pelo Dr. Sérgio Felipe de Oliveira na Universidade de São Paulo USP Brasil. 2. Allan Kardec O Livro dos Espíritos 3. André Luiz Evolução em dois mundos 4. Hernâni Guimarães Andrade Matéria-Psi 5. Boletim Médico- Espírita nº10 MEDNESP

Desapegue-se e conseguirá ver

Não se pode servir a dois senhores, porque se servirá melhor a um do que a outro, ensinou Jesus.

Ainda nas suas palavras, não é possível servir em simultâneo Deus e Mamon, sendo este último uma divindade de certo povo da época. E «O Evangelho Segundo o Espiritismo», de Allan Kardec, desdobra o tema, demonstrando que os entes mamónicos são tudo o que limita o homem pelo seu apego à matéria, seja esta vista como a eleição suprema de bens materiais sobre tudo o resto, seja o estar agarrado como uma lapa a cargos que, na aparência, darão poder ou importância, seja no movimento espírita ou fora dele.

De uma maneira ou de outra, ao estudar-se espiritismo compreende-se com facilidade que todo o cenário da passagem de cada um de nós pela Terra como espírito encarnadoleiase por força da reencarnaçãofoi definido segundo as necessidades evolutivas de cada pessoa vista como uma individualidade. Uns precisam desenvolver mais que outros a fraternidade, outros precisam deixar para trás a preguiça mental, outros querem compensar aqueles que prejudicaram em vida anterior, outros...

Ou seja, matriculamo-nos na vida material ao renascermos e, gozando a breve prazo de um benéfico esquecimento do passado

reencarnatório e da erraticidade, como se entrássemos numa escola, aparecem, à medida que se torna oportuno, os materiais de aprendizado, como o lápis e a borracha, o caderno e o livro, e mesmo a sala de aula e a professora. Ao renascermos, os recursos de aprendizado chamam-se família, eventualmente profissão, quadro sociocultural, etc.

Daí que, como ensinam os espíritos esclarecidos, seja uma ilusão confundir o usufruto desses recursos de aprendizado com a sua posse, que nunca existe a não ser sob o poder do calendário: hoje gozaremos disto e daquilo, mas para o ano que vem, ou até amanhã, quem sabe?

Que pensaríamos de um aluno que usasse o seu tempo escolar apenas para idolatrar o lápis e a borracha, o caderno e o livro, sem os usar como trampolim para outros domínios do conhecimento?!

Nas reuniões mediúnicas a vida revela-se. Um espírito desencarnado com características de idoso pai de família manifesta-se. Fala através de um médium na reunião adequada. Ferido no seu amor-próprio confessa a quem tem por tarefa ajudá-lo que a sua própria família já não o respeita! As vezes está a ver televisão no seu sofá predilecto, como é hábito. Surge um qualquer familiar e, se não se levanta, não é que se lhe sentavam no colo? E pior: deixaram

A espiritualidade vai despertando cada vez com mais força junto dos jovens. A vontade de falar com os espíritos é grande e por vezes metem-se em aventuras que podem ser perigosas, como o jogo do copo.

05h10 da manhã. O telefone tocou! Alvoroço em casa, pensa-se logo o pior! Quem terá morrido? Quem terá tido um acidente? Ou alguma brincadeira de mau gosto por parte de quem tem insónias? Não, não era brincadeira. O telefonema era a sério.

Uma amiga nossa, de 15 anos de idade, de uma cidade vizinha, estava do outro lado da linha, num descontrolo nervoso por demais evidente. A história conta-se em breves pinceladas.

Sofia, de 15 anos de idade, tinha feito uma sessão mediúnica para tentar falar com os espíritos, e assim tentar saber notícias do seu primo, há cerca de dois anos desencarnado (falecido) num desastre de moto. Juntou-se mais uns amigos e já não era a primeira vez que o faziam. À volta de uma mesa utilizavam o jogo do copo, com um abecedário em volta, a palavra sim e não, números de 0 a 9 e invocavam a presença de pessoas já falecidas. Nessa noite, Sofia vira o copo a mexer (como aliás das outras vezes) e ao perguntarem quem estava presente a resposta fora: "Satanás". Entre outras "revelações" chocantes, acabaram por terminar o jogo.

Ela, Sofia, ficou assustadíssima, não conseguia

dormir, pois acreditava que tinha comunicado com o Satanás.

Lá lhe explicámos que o Satanás não existe, que diabos somos nós quando praticamos o mal, etc. Foi-lhe explicado que não acreditasse no que fora dito pois eram espíritos galhofeiros, que pretendiam explorar a credulidade alheia para se divertirem com a inexperiência desses jovens. Com um pouco de tempo, a jovem lá se acalmou sob juras de nunca mais voltar a fazer tal brincadeira.

Temos recebido na associação onde colaboramos, nas Caldas da Rainha, muitos reportes de jovens que aparecem perturbados depois de fazerem o jogo do copo. Aconselhamos vivamente a que não o façam, pois podem correr sérios riscos de perturbação espiritual.

O contacto com o mundo espiritual é perfeitamente natural, mas, como tudo na vida, obedece a certas normas de segurança que urge conhecer. Não pegamos num automóvel sem aprender a conduzir, não nos submetemos a um exame escolar sem estudar previamente. Também assim, quem pretende comunicar com o mundo espiritual pode fazê-lo, mas deve estudar primeiro, informar-se e depois, dentro de certas condições de segurança, então poderá efectuar esses contactos normalmente. Aconselhamos as pessoas a estudarem os livros de Allan Kardec, nomeadamente «O Livro dos Médiuns» que explica todas as nuanças desta actividade. Igualmente se aconselha que as pessoas interessadas neste intercâmbio, se

de lhe pôr prato à mesa! Fala-lhes, para reclamar, e não há um que lhe responda!... E lei da natureza: o apego aos bens materiais limita as percepções dos espíritos. Outras vezes é o professor catedrático ou então o religioso de alto cargo que o aponta, na voz do médium, mas que ainda não descobriu que fazer da vida espiritual em que se encontra, sem conseguir ver os espíritos que o podem encaminhar. Se for algum espírita, provavelmente evitará identificar-se... por vergonha.

Quando Allan Kardec escreve «fora da caridade não há salvação», refere-se a isso. De nada nos serve o conhecimento proporcionado pelo espiritismo se não nos tornarmos no quotidiano melhores pessoas. Se nos ofendem, seja mais problema do ofensor que nosso. Ensina o espiritismo que o perdão é libertador. Se nos desprezam, saibamos que Deus conhece como ninguém a seriedade dos nossos propósitos. Se lhe dizem que correm consigo a pontapé, guarde-se na sua paz já que a consciência tranquila é o maior bem. A vida propõe: saibamos reter dela o que constrói e nos possa trazer amadurecimento. Isso fica, edifica e oferece bem-estar interior. Tudo o resto é demasiado efémero.

dirijam a uma associação espírita, se informem, e apenas pratiquem a mediunidade dentro da associação espírita, onde o podem fazer em segurança, se aí não houver qualquer tipo de interesse e / ou comércio.

O Espiritismo é uma doutrina universalista, e como tal, qualquer pessoa pode dentro dos parâmetros de segurança que Allan Kardec estabeleceu em «O Livro dos Médiuns», comunicar com o mundo espiritual, o que lhe confere a autenticidade do fenómeno, já que não depende da crença no Espiritismo ou em outra corrente filosófica e / ou religiosa para que se obtenham resultados.

No entanto, reforçamos, não o devem fazer nas escolas, em casa, por curiosidade ou divertimento, mas devem contactar uma associação espírita, estudar e, aí sim, quando tiverem oportunidade, integrarem-se nas suas actividades.

O Espiritismo é uma doutrina muito lógica, que corresponde às expectativas de todos. Explica o porquê da vida, das suas dessemelhanças, e abre novos horizontes para o porvir do homem. Inobstante, como qualquer ciência, tem de ser... estudado. E, para isso, não há nada melhor do que começar por «O Livro dos Espíritos», «O Evangelho segundo o Espiritismo», «O Livro dos Médiuns», «A Génese» e «O Céueo Inferno», todos eles de Allan Kardec.

Por José Lucaslucas&clix.pt Que rico serviço!

Uma das questões mais importantes do bom jornalismo que não é prático ignorar — afinal trata-se de um serviço de interesse público — é a de informar bem. Para isso, os técnicos em causa têm de se documentar minimamente sobre o tema que vão abordar. Ora, a imprensa diária raramente cria condições aos seus trabalhadores para que isso se torne viável. Mas não foi esse o caso do momento. Numa ou noutra situação, não há por que deixar passar a desinformação...

A ADEP — Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal foi alertada, no dia 8 de Outubro, de que iria passar uma peça no TVI Jornal pelas 20 horas, sobre um caso de exorcismo

efectuado por um padre católico. Depois de visionada a referida peça, contactámos a TVI via telefone no sentido de tentar auxiliar a jovem «exorcizada» já que fornecendo-lhe o endereço de alguma associação espírita ela

poderia resolver o seu assunto, gratuitamente e sem situações penosas e traumatizantes como as que foram expostas na referida peça jornalística. Foi-nos pedido que comunicássemos com o serviço de agenda da TVI, via e-mail, o que fizemos.

Qual não é nosso espanto quando no dia 13 de Outubro, no mesmo espaço, TVI Jornal, aparece um minidebate entre o referido padre e alguém que se assumiu como «bruxo/espírita», abordando a peça atrás referida.

Ficámos estupefactos com tal procedimento, pelo que enviamos esta carta à TVI que não obteve resposta até ao dia de hoje, 18 de Outubro:

As nossas mais cordiais saudações.

No dia 9 de Outubro tivemos o ensejo de enviar a V. Ex'*s o seguinte e-mail, na sequência de uma peça sobre exorcismo:

«... Vimos com algum espanto e preocupação uma reportagem no TVI Jornal, pelas 20 horas, no dia 8 de Outubro de 2003, acerca de um acto de exorcismo efectuado por um padre católico onde pressupostamente teria tirado o "diabo" do corpo de uma jovem senhora.

Sinceramente ficamos sensibilizados com o sofrimento da senhora e por esse motivo aqui vimos... esclarecer que tais

fenómenos estão bem estudados pela doutrina espírita (no seu tríplice aspecto de ciência, filosofia e moral) desde há cerca de 150 anos...

Gostaríamos muito de poder indicar endereços de associações espíritas idóneas, perto da área de residência da pessoa "exorcizada", pelo que gostaríamos de a poder ajudar, se nos fosse possível facultarem-nos o seu contacto ou então darem-lhe o nosso... não podemos deixar de esclarecer que a doutrina espírita (ou Espiritismo), não sendo mais uma religião nem mais uma seita, é uma doutrina que tem a ver com cultura e nada tem a ver com obscurantismo, crendices, exploração alheia, superstições, magias, bruxarias e quejandos.»

Qual não é o nosso espanto quando, dia 13 de Outubro, vemos no TVI Jornal às 20 horas um minidebate entre o padre católico exorcista e um “bruxo/espírita”. Ora, após o contacto desta Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP), no sentido de esclarecer que o Espiritismo nada tem a ver com este tipo de pessoas que se apresentam como tal, é no mínimo espantoso que a TVI não tenha convidado uma entidade espírita idónea como por exemplo a Federação Espírita Portuguesa ou até esta associaçãoa ADEP (que trabalha na área da comunicação) - para darem a opinião correcta, séria, honesta do ponto de vista espírita.

Mesmo que a TVI não tivesse tido este «input» da ADEP quatro dias antes, bastaria fazer o trabalho de casa normal, do ponto de vista jornalístico, e ir à Internet para poder encontrar informação séria

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sobre a doutrina espírita. Ficamos muito preocupados com esta postura que em nada favorece a correcta informação dos telespectadores da TVI, mantendoos mais uma vez na ignorância sobre estes assuntos em virtude da TVI teimar em não convidar as pessoas certas para opinar sobre este tipo de assuntos.

Seria no mínimo desconcertante que a TVI convidasse a primeira pessoa que encontrasse na rua para opinar em nome do Governo, ou do Partido Socialista.

E no mínimo desconcertante que a TVI convideapós saber da existência da ADEPuma pessoa qualquer, que se diz espírita, e que vá denegrir a imagem da doutrina espírita em horário nobre. A não ser que a postura da TVI seja desinformar deliberadamente, o que sinceramente não queremos acreditar.

E importante salientar que a qualidade também “vende”, em termos de audiências....

A doutrina espírita tem a ver com cultura, os espíritas são pessoas honestas, trabalhadoras (médicos, juízes, advogados, militares,professores, operários, engenheiros, etc) que se dedicam ao seu estudo e prática gratuitamente nas suas horas vagas.

Pedíamos no mínimo o respeito pelas pessoas, esclarecendo correctamente acerca do assunto. Esperamos que doravante a TVI tenha a ética profissional de convidar as pessoas devidas para esclarecerem sobre este tipo de assunto. Não se trata de querer aparecer, trata-se de dignidade, ética, e respeito pelas mais elementares regras de convivência em sociedade. Com amizade e ao dispor, ADEP».

Numa época em que a comunicação televisiva tem um grande poder de penetração, é no mínimo preocupante que órgãos de comunicação social, com o impacto de uma televisão, não tenham uma postura de correcção, de seriedade e honestidade no que concerne à qualidade de informação, pouco se importando com a mesma e com os telespectadores, numa fuga desenfreada em busca das audiências a qualquer custo onde a verdade pelos vistos parece ser palavra desconhecida.

Que cada um tire as suas conclusões!

Pela Direcção da ADEP José Lucas (Secretário) memóoória

Discreto, correcto, trabalhador. Um pesquisador que deixou obra e arquivo de décadas muito bem orientadas. Outro o médium mais mediático de sempre, sempre humilde, sábio, bom. Da mesma geração, se calhar mais próximos do que a maioria supunha, ambos do país irmão que é o Brasil, Hernâni Guimarães Andrade e Francisco Cândido Xavier.

Hernâni Guimarães Andrade (1913-2003), eng.º civil, brasileiro, com raízes portuguesas, destacouse a nível mundial pelo seu notável trabalho de pesquisa, sério, contínuo, na área da parapsicologia, da reencarnação, da existência do espírito, que lhe mereceu o respeito a nível mundial mesmo por aqueles que porventura discordavam das suas pesquisas e pontos de vista. Notável cientista, também o foi como ser humano, pois por onde passou, com quem contactou, deixou sempre a certeza de um «homem de bem», com uma lhaneza de trato fora do comum, uma educação esmerada, um espírito de humor muito refinado e acima de tudo uma alegria contagiante, uma frescura e lucidez de ideias, e a certeza inabalável na imortalidade da alma que acabou por demonstrar experimentalmente.

Como pesquisador, como homem e como espírita, foi sem dúvida uma referência para a humanidade, nunca procurando o destaque, empurrando os outros para diante, motivando-os, exaltando o trabalho alheio mesmo quando esse era simples e de pouco significado, se comparado com o que por ele foi efectuado.

Entre muitas outras áreas, destacou-se nas pesquisas em torno da reencarnação, isto é, na ideia de que é possível ao ser humano voltar à Terra noutro corpo diferente mas sendo o mesmo psiquismo que animava o corpo da vida anterior entretanto morto pelo desgaste natural. Presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas (IBPP), Bauru, S. Paulo, Brasil, efectuou estudos teóricos sobre Psicobiofísica, fez pesquisa de laboratório visando detectar o suposto Campo Biomagnético.

Estudou ainda o efeito Kirlian, levou a cabo investigação de casos de poltergeist, reencarnação, casos mediúnicos e outros fenómenos paranormais espontâneos. Fez experiências em Transcomunicação InstrumentalTCI, participou em inúmeros congressos, simpósios e colóquios. Foi membro da “The American Society for Psychical Research”, New York/USA, da IAPR (International Association for Psychotronic Research) Praga, ex-Checoslováquia, da SPR (Society for Psychical Research) de Londres, Inglaterra. Pertenceu ao International Advisory Board da Metascience Foundation, Inc. de Franklin, CA. - USA.

Apresentou, em 1969, à Egrégia Universidade de São PauloUSPProjecto de “Laboratório e Curso de Parapsicologia”, apresentou à Faculdade de Ciências Bio-Psíquicas do Paraná um Ante-projecto para organização de um Curso de Licenciatura Plena de Parapsicologia, e ainda um Curso de Pós-graduação, compreendendo Mestrado e Doutorado, nesta cadeira, em 1981. Publicou cerca de 350 artigos na «Folha Espírita», de São Paulo, e em diversos outros periódicos da Imprensa espírita do Brasil e do exterior, tendo dado inúmeras entrevistas para Rádio, TV, Imprensa escrita, falada, etc. (no Brasil e no Exterior). Publicou os seguintes livros e monografias entre outros:

«A Teoria Corpuscular do Espírito», «Novos Rumos à Experimentação Espirítica», «Parapsicologia Experimental», «O Caso Ruytemberg Rocha», «A Case Suggestive of