editorial Em Agosto, numa manhã de sol, ia de carro, ligeiro, em ruas
Jornal de Espiritismo nº 12 · 2005Página 22 min
Em Agosto, numa manhã de sol, ia de carro, ligeiro, em ruas de bairro. Curva e contracurva, mente atirada ao serviço. Numa praceta, súbita uma visão impressionista: uma menina de uns sete anos, de cócoras, num relvado esmagado pelo alcatrão, olhava uma flor solitária com um sorriso capaz de fazer parar o tempo. Ao lado, o pai aguardava paciente: pareciam estar ali há uma pequena eternidade.
Não houve como não sorrir e levar a ideia feliz comigo no resto do percurso.
Poderia ficar indiferente, mas não. Entre cimento, corrida constante, quantas vezes paramos para seguir o exemplo da criança que parece confiar a sua vida a Deus e extasiar-se com uma simples flor?
A infância é um momento reencarnatório de muita esperança face às realizações imediatas desta vida, para o próprio reencarnante, para os amigos mais próximos que se despediram dele na partida para o retorno à matéria. Mas aquele quadro da criança e da flor faz também lembrar os primeiros momentos de surpresa quando encaramos
olhos nos olhos a doutrina espírita. É aquela flor esfusiante que aponta horizontes amplos para a vida, essa espiral capaz de nos transportar em degraus de afecto a patamares de conhecimento progressivo para as paisagens encantadoras da Vida Maior. E é isso que interessa. Não concorda que as contradições do movimento espírita ao movimento pertencem, fazendo parte da própria luta endógena de progresso a que está sujeito?
Apenas vale reter o bem do que surje e deixar a ganga cair para que não seja um peso a trazer no coração...
Nesta edição, com o fim das férias para a maior parte dos leitores e o início do ano escolar para muitos jovens e professores, os colaboradores deste jornal oferecem-lhe o melhor de si próprios nos textos entregues. A edição apreciou-os — fazemos votos de que também se deleite com eles. Boa leitura!
Foto: Ulisses Lopes Texto: Jorge Gomes
Um professor diante da sua turma de filosofia, sem dizer uma palavra pegou num frasco grande e vazio de maionese e começou a enchê-lo com bolas de golfe. A seguir perguntou aos estudantes se o frasco estava cheio.
Todos estiveram de acordo. Disseram que sim.
O professor tomou então uma caixa de fósforos e a vazou dentro do frasco de maionese. Os fósforos preencheram os espaços vazios entre as bolas de golfe. O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a responder que sim.
Logo, o professor pegou numa caixa de areia e a vazou dentro do frasco. Obviamente que a areia encheu todos os espaços vazios e o professor questionou novamente se o frasco estava cheio. Os

