Notícias Pintores voltam às Caldas O evento decorreu no Caldas Interna
Jornal de Espiritismo nº 16 · Maio 2006Página 58 min
Notícias Pintores voltam às Caldas O evento decorreu no Caldas Internacional Hotel. Pelas 20h30 do dia 24 de Fevereiro ini- ciava-se algo de surrealista para muitos: pintores falecidos a pintarem por intermédio de um médium que nada percebe de pintura, perante o olhar incrédulo de mais de duas centenas de pessoas de várias partes do país. O Caldas Internacional Hotel foi palco de um evento de cultura espírita, naquela noite.
Florêncio Anton, de 32 anos, peda- gogo e terapeuta, estudante de psicologia, desde 1990 que pinta sob a influência dos espíritos quadros a óleo ealápis, a uma ve- locidade vertiginosa, numa média de cinco minutos cada quadro, de olhos fechados, em transe. Desde pintores famosos (falecidos) a outros desconhecidos, Florêncio já pintou mais de 18 mil telas em várias partes do mundo, sendo todas originais, sem que alguma se repita.
Curiosamente não tem nenhuma tela sua, sendo todas elas vendidas, rever- tendo o valor arrecadado para instituições de beneficência. Esteve mais uma vez em Portugal, pela mão do Grupo Espírita Allan Kardec, de Coimbra, e toda a venda dos seus quadros reverteu a favor da nova obra social pertencente à Associação Social Cultural Espiritualista de ViseuCentro de Acolhimento S. João de Brito, obra esta que tem como objectivo o apoio a vítimas da violência doméstica e de apoio à vida (grávidas ou mães solteiras abandonadas pela família, etc.)
Este evento nas Caldas da Rainha foi or- ganizado pelas duas associações espíritas locais, (Associação Cultural Espírita e Centro de Cultura Espírita) e teve o apoio do Caldas Internacional Hotel, «Jornal das Caldas», João Carlos Costa entre outras personali- dades e instituições. Pelas 20h30, Jairo Araújo apresentou Florêncio Anton, descrevendo aos presen- tes o que se iria passar naquele recinto. De seguida, Florêncio levou a cabo uma pequena palestra sobre o que é o espiri- tismo e a mediunidade, a que se seguiu a pintura que todos ansiavam por ver.
O momento era de grande concentração e as 200 cadeiras disponíveis no espaço Millennium do Caldas Internacional Hotel foram poucas. Ao som da música clássica, o momento era de silêncio total, eomédium concentrado, ia entrando num transe mediúnico em que de olhos fechados pin- tou durante cerca de uma hora 10 quadros a óleo, uns a seguir aos outros, com as luvas sujas de tinta, quadros estes que iam encantando os presentes e espantando Divaldo e R.
Moody Jr. nos EUA “Inicia-se uma nova era na divulgação mun- dial do Espiritismo.” Este foi o comentário do renomado médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco após o histórico evento organizado pela Sociedade Espírita de Baltimore, nos EUA. Na noite de 16 de Março deste ano, o aclamado pesquisador, psiquiatra e filósofo Dr. Raymond Moody Jr. proferiu uma palestra juntamente com Divaldo Pereira Franco na cidade de Baltimore, Estado de Maryland.
O tema do evento era “Do Luto à Esperança”, em que o Dr. Raymond Moody discursou sobre o seu livro “Reencontros com entes queridos que partiram”, enquan- to Divaldo Franco tratou da “Terapia espírita para os que ficaram”. A Sociedade Espírita de Baltimore orga- nizou e patrocinou este evento com o objectivo central de trazer o Consolador Prometido ao público americano, que tem passado por momentos desafiadores da perda de entes queridos nas catástrofes naturais e nas catástrofes provocadas pelo Ser Humanoas guerras.
Para atingir tal objectivo, a Sociedade Espírita de Baltimore idealizou estabelecer um diálogo directo entre o Espiritismo e a Ciência Académica em solo norte-americano. O Dr. Raymond Moody Jr. iniciou a sua pa- lestra destacando a importância do pensa- mento crítico na avaliação das grandes questões da vida. Baseado na história da Grécia antiga, e principalmente no Oráculo dos Mortos, o Dr. Moody Jr. contou que havia reproduzido a metodologia grega através de uma sala de espelhos, que mon- tou no seu instituto, como uma proposta de metodologia de investigação do fenó- meno de comunicação com os mortos.
Nas suas pesquisas, o Dr. Moody surpreendeu- -se ao verificar que a maioria dos indivíduos estudados relatavam ter tido algum tipo de experiência (que consideraram real) de comunicação com entes queridos que partiram. O próprio Moody Jr. contou a sua experiência pessoal com a sua avó paterna. Reportou também diversos outros resul- tados extraordinários que foram obtidos nas suas pesquisas: “50% dos participantes deste estudo relataram ter visto uma imagem em cor vívida e tridimensional da pessoa que se prepararam para ver.
Mas aconteceram muitas outras coisas que eu não esperava. Outras pessoas reportaram que sentiram como que se a consciência delas se projectasse dentro do espelho e passasse a uma outra realidade panorâmica e tridimensional onde elas encontravam os espíritos. Algumas pessoas ainda contaram que a aparição se formava no espelho e saía do mesmo, vindo em direcção à pessoa. 30% dos participantes pesquisados diziam ter escutado a voz do desencarnado, a qual tinha qualidade auditiva.
Os demais que não tiveram tais experiências disseram ter tido uma comunhão de coração a coração, de mente a mente com os desencarnados. Outro facto estranho foi o de que 20% dos indivíduos viram outros desencarnados além dos que eles gostaríam de ter visto”, acrescentou o Dr. Moody Jr. Apesar dos 30 anos de pesquisas, o Dr. Moody afirmou que não as considera provas científicas definitivas da existência da vida após a morte.
No entanto, o clímax da sua palestra ocorreu por conta da sua declaração de que há necessidade de novas metodologias científicas para investigação dessas questões profundas da vida. Fina- lizou a sua palestra num clima optimista, afirmando acreditar que “no século XXI, te- remos definitivamente avanços genuínos na direção de comprovações científicas sobre as questões essenciais humanas, entre elas a da continuidade da vida após a morte”.
Em seguida, o brilhante médium e orador Divaldo Pereira Franco, assessorado pelo excelente intérprete Daniel Benjamin (membro-diretor da Allan Kardec Educa- tional Society), discursou sobre as questões da continuidade da vida desde tempos remotos da humanidade, do período do homem primitivo, através dos desenhos em rochas no período paleolítico. Após um breve histórico sobre a crença universal da humanidade em relação à continuidade da vida após a morte, Divaldo trouxe a terapia espírita para os que sofrem a partida dos entes queridos pela morte.
E, portanto, recomendou 5 passos: 1.Enquanto ao lado dos entes queridos, diga-lhes que os ama. Nunca será de- masiado dizer quanto a pessoa querida é importante. (...) 2.Pense na sua morte, não na morte do vizinho. Porque o vizinho está pensando na sua. (...) 3.Resolva os seus problemas afectivos antes da morte. (...) 4.Quando alguém querido morrer, não lamente. Agradeça o período em que conviveu ao seu lado. Recorde os momen- tos felizes que teve com o ser querido.
Eles receberão a sua mensagem mental e sentir-se-ão felizes, acercando-se de si. Faça silêncio interior para poder ouvi-los numa voz intracraniana. E, lentamente, poderá ouvi-los directamente. (...) 5.Ore por eles. Peça a Deus por eles. E tenha a certeza de que, quando chegar o mo- mento de sua partida, você os encontrará. (...) “A terapia espírita para a dor da separação é de esperança”, acrescentou Divaldo, que prosseguiu com jovialidade, carisma e linguagem universalista, relatando casos de pessoas que eram cépticas e que, após a comunicação dos entes queridos, via me- diunidade, obtiveram o consolo e a certeza de que a vida continua.
Um dos pontos culminantes da sua palestra foi o relato da história verídica do jovem que foi morto pelo amigo, enquanto brincava de roleta russa, e que se comunicou pela psicografia do querido Francisco Cândido Xavier, a fim de testemunhar em foro judicial pelo réu, seu amigo, afirmando que este não era culpado da sua morte. Tal testemunho foi aceite pelo juiz da corte, que libertou o réu. Aproximadamente 70% das cerca de 200 pessoas presentes eram americanas e ficaram encantadas com a abordagem sábia de Divaldo Franco e a sua eloquente e consoladora mensagem espírita.
O Dr. Raymond Moody Jr. também teve o seu prestígio confirmado e, no final, expressou admiração pelos trabalhos que a Sociedade Espírita de Baltimore (SSB) têm realizado em solo americano. Após o evento, a SSB rece- beu um número significativo de e-mails com comentários positivos dos americanos presentes. Alguns desses comentários foram publicados no boletim da SSB, SpiritistNews, edição Março/Abril 2006 (www.ssbaltimore.
org). A noite inesquecível foi coroada de êxito também pelo lançamento de dois novos livros (I love myself, I am addiction free e Happy Life) e 3 CDs (Living and Loving; I love myself, I am addiction free e Therapeu- thic Visualization: Inner Journey) produzidos pela colaboração entre a Sociedade Espírita de Baltimore e Divaldo Franco/Mansão do Caminho. Certamente este encontro. de grande ex- pressão, foi um marco histórico para o início de uma nova era na divulgação mundial do Espiritismo, em que se expandiu o diálogo da ciência espírita com a ciência material.
Texto Vanessa Anseloni e Daniel Santos. aqueles que pela primeira vez tomavam contacto com o fenómeno mediúnico. Desde Renoir, Picasso, Sisley, Mary Cassat, Miró, passando por Vicent e Claude Monet, as telas sucediam-se a uma velocidade vertiginosa, sendo o quadro mais rápido pintado em 2’ 26’’ e o mais demorado em 12’ 41’’. Terminada a pintura, Florêncio Anton disponibilizou-se para responder às muitas perguntas que os presentes iam colocando sobre vários aspectos quer técnicos quer doutrinários da actividade ali desenvolvida.
Num debate animado e que prometia não mais terminar não fossem os compromis- sos horários, Florêncio referiu que nunca estudou pintura, nem tão pouco gostava de pintar, bem como vários fenómenos interessantes que têm acontecido noutros locais, onde os espíritos pintam retratos de pessoas presentes ou algo relacionado com alguma pessoa presente que apenas o próprio conhece. Florêncio Anton referiu ainda que em Portu- gal foi investigado por vários médicos, entre psiquiatras e neurologistas, na Figueira da Foz, e que eles, não sendo espíritas, não encontravam resposta científica para o que estavam a assistir, onde na altura os espíri- tos pintaram utilizando quer as mãos quer os pés do médium, bem como pintaram quadros diferentes de autores diferentes, utilizando simultaneamente as duas mãos.
Indagado sobre qual o objectivo dos espíri- tos, o médium baiano refere que Renoir é quem orienta este trabalho do lado de lá da vida, e que o objectivo dos espíritos (pes- soas que já estão fora do corpo de carne pelo fenómeno natural da morte do corpo de carne) é o de alertar as pessoas para a imortalidade do espírito, pondo as pessoas a pensar. No final das actividades, que deu lugar a amena cavaqueira entre os presentes, pudemos registar um diálogo interessante de duas senhoras, afirmando-se cépticas mas que tinham ficado completamente confusas com o que viram pois, referia uma delas, (gestora de profissão e pintora de quadros a óleo por hobby) que aquilo a que assistira era impossível de fazer e que mesmo um dos quadros aparentemente mais simples de pintar ali presente, demo- raria dias a fazer e não só os dois minutos que demorou.
Foi num ambiente muito agradável e tran- quilo que as mais de 200 pessoas presentes puderam beber uma lição de espirituali- dade e quiçá ficarem a meditar acerca dos verdadeiros horizontes da vida que não se esgotam nos poucos anos de existência dentro de um corpo de carne, perecível. Texto: José Lucaslucas@clix.
