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Literatura | Vídeo Morangos com açúcar A novela «Morangos com Açúcar»

Jornal de Espiritismo nº 18 · Setembro 2006Página 164 min

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Literatura | Vídeo Morangos com açúcar A novela «Morangos com Açúcar», da TVI, é um caso sério de popularidade, com vasta audiên- cia entre adolescentes e crianças. E os adolescentes e as crianças são particularmente curiosos e influenciáveis. Há uns meses, um “vírus” que foi incluído no argumento da novela, originou uma onda de miúdos com “vírus” pelo país fora. Algumas escolas chegaram a fechar, tal foi a quantidade de jovens que, sugestionados pela novela, começaram a apresentar sinto- mas do tal vírus imaginário.

Se as consequências deste caso eram difíceis de prever, o mesmo não se passa com o famigerado “jogo do copo”, que já tem sido apresentado em séries infantis e juvenis, originando incidentes de alguma gravidade, e que está a ser apresentado na acção da novela. Psiquiatras, psicólogos, associações espíritas têm vindo a público repetidamente, alertar para os perigos do referido “jogo”. Mas o que é, afinal, o “jogo do copo”?

Trata-se de dispor um tabuleiro com letras e números sobre uma mesa, colocar as mãos sobre um copo virado ao contrário, e fazer perguntas. O copo, impulsionado pelas mãos dos participantes, vai, de letra em le- tra, formando palavras e frases, e dando res- postas às perguntas. Alguns participantes do “jogo” não sabem como é que aparecem respostas coerentes. Outros têm a noção de que estão em contacto com o Além. Qual é o inconveniente desta brincadeira?

É que os participantes, unidos pelo pensa- mento e pela vontade de obter respostas, entram de facto em contacto com Espíritos. Que podem não ser bem intencionados. Se nas reuniões sérias comparecem Espíritos sérios, nas reuniões frívolas comparecem Espíritos que não têm pejo em pregar parti- das de muito mau gosto… O teor das comunicações pode ter a intenção expressa de assustar os jovens, e as cicatrizes psicológicas que às vezes resultam destes infelizes contactos podem ser graves.

Na novela da TVI os jovens entregam-se àquilo a que chamam “sessão de espi- ritismo”. Fica mais ou menos clara a ideia de que a “sessão” é manipulada por uma rapariga para assustar os outros elementos, mas, ainda assim, o problema permanece. É certo que não se pode eliminar de um enredo tudo o que seja potencialmente perigoso, mas a prática mediúnica frívola e sem preparação é, claramente, algo de muito perigoso e de evitar a todo o custo.

É pois de prever que o efeito de imitação venha a provocar mais uma indesejável onda de “jogo do copo”. Os autores da novela e os responsáveis pela estação emissora não podem alegar desconhecimento. Ainda que desconheces- sem os perigos destas práticas, seria de lhes exigir bom senso. A luta pelas audiências não pode justificar tal irresponsabilidade. Por outro lado, a utilização constante do termo “sessão de espiritismo” para designar uma sessão mediúnica, também é revela- dora, se não de falta de consideração pela doutrina espírita, pelo menos de ignorân- cia, pois o Espiritismo, se bem que inclua a prática mediúnica, feita com a devida preparação e virada para objectivos nobres, é muito mais que mediunidade.

E não é, de forma alguma, mediunismo. O mediunismo é a prática mediúnica irresponsável, sem conhecimento básico, eivada de crendice e superstição. É o que se está a passar na novela «Morangos com Açúcar», e que esperamos que seja rectificado e não se repita. Texto: Mário Correia Educação para a morte Educação para a Morte foi um dos últimos trabalhos do «Filó- sofo leal a Kardec», publicado postumamente em 1984, pela Editora Espírita Correio Fraterno do ABC (São Paulo-Brasil), como homenagem pelo 5.

º aniversário da sua morte. Lembramos aos que já conhecem e esclarecemos os que só agora começam a descobrir a verdadeira dimensão da Doutrina Espírita, que José Herculano Pires é considerado um dos maiores intérpretes de sempre do pensamento de Allan Kardec, o codificador do Espiritismo. Francisco Cândido Xavier diz mesmo, que o Professor — como carinhosamente era designado por todos o que o conheciam — foi o «Metro que melhor mediu Kardec».

Este pequeno livro de 120 páginas dividido por XIX capítulos mostra-nos a grandeza do Consolador — o Espiritismo —, cujo princípio básico — a imortalidade da alma — é confirmada nos laboratórios de cientis- tas, ditos materialistas, designadamente por pesquisadores da Universidade de Kirov na ex-URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), no final dos anos 60 e princípios dos anos 70, do século XX. Como estímulo à leitura e estudo desta preciosidade de Herculano Pires, deixamos o seguinte extracto: «Educar para a morte é preparar os homens para a passagem natural do mundo material para o mundo espiritual.

Essa preparação não demanda um curso especial e rápido, mas exige um progressivo esclarecimento da realidade humana através da existência. Temos de arrancar da mente humana a visão errónea da morte como escuridão, solidão e terror, substituindo esse abantesma do terrorismo religioso, pela visão dos planos superiores de que a verdadeira vida flui para a Terra. O luto, os velórios sombrios, as lamentações das carpideiras antigas ou modernas, a fronte enrugada das preocupações pesadas e dolorosas — tudo isso deve passar no futuro para os museus de antiguidades macabras e estúpidas.

» Recomendamos esta obra para ocuparmos parte das nossas férias. Boa leitura.