Literatura | Vídeo Vem aí “O Profeta” Chegou à nossa TV, pela SIC, uma
Jornal de Espiritismo nº 19 · Novembro 2006Página 166 min
Literatura | Vídeo Vem aí “O Profeta” Chegou à nossa TV, pela SIC, uma nova telenovela intitulada “O Profeta”. Os telespectadores irão saber da história de Marcos (Thiago Fragoso), um jovem que consegue prever o futuro, dom que lhe traz alguma angústia e muitos dilemas… A história sai com o carimbo da TV Globo e passa-se na década de 1950. Mas tudo começa quando, ainda criança, o menino percebe que é paranormal. Nessa altura, o personagem mora com os seus pais, Jacó (Stênio Garcia) e Ana (Vera Holtz), e o irmão mais novo Lucas (Henrique Ramiro) numa cidade do interior brasileiro.
Já adulto, Marcos um dia antevê um irmão a afogar-se num rio. Apesar dos conselhos do irmão mais velho, Lucas vai nadar às escondidas e uma corrente forte aniquila-o. O jovem vidente tenta salvá-lo, mas não consegue e Lucas morre. Muito abalado e culpado com a tragédia, Marcos resolve se mudar para a capital paulista. Lá, começa a perceber que pode controlar essa facul- dade premonitória, mas à medida que a usa em benefício próprio, vai-a perdendo.
Na cidade, Marcos conhece Sónia (Paola Oliveira), que trabalha numa fábrica de cristais. Os dois encontram-se por acaso e ele sente que Sónia é a mulher da sua vida. Mas a jovem é namorada de Camilo (Malvino Salvador), primo de Marcos. Para tentar esquecê-la, Marcos vive, então, um romance com a vilã Ruth (Carol Castro). A partir daí, o jovem passa a ser manipulado e seu dom é usado por pessoas que querem ganhar dinheiro.
O enredo promete, e se calhar pode até ser instrutivo… O Mistério do Bem e do Mal A leitura e o estudo das crónicas que o professor José Herculano Pires nos deixou constituem uma verdadeira felicidade para todo o espírito que estima a verdade e anseia pelo conhecimento espírita sem jaça. Este pequeno livro de 130 páginas or- ganizado por Wilson Garcia e publicado em Março de 1989 pela Editora Espírita Correio Fraterno do ABC, São PauloBrasil, é constituído por 45 crónicas publicadas na sua maioria no extinto jornal «Diário de São Paulo» entre as décadas de cinquenta e setenta do século passado.
Ao analisarmos estas crónicas compreende- mos porque o emérito Professor é consi- derado o maior intérprete do pensamento de Allan Kardec, não tendo sido por acaso que Francisco Cândido Xavier o definiu como o «Metro que melhor mediu Kardec». Vamos passar alguns extractos destas crónicas que muito contribuíram para a elevação da cultura espírita no Brasil e hoje um pouco por todo o mundo onde o Es- piritismo se implanta.
Tais passagens foram retiradas de forma aleatória, sem qualquer critério doutrinário ou cronológico. 1.«Kardec dizia, com muita razão, que os adeptos demasiado entusiastas são mais perigosos para a doutrina do que os próprios adversários.» (A respeito das mistificações publicadas como sendo obras espíritas) 2.«A verdade é que, quando um cientista se propõe, não a argumentar contra as provas espíritas da sobrevivência, mas a destruí-las, e se lança à tarefa com honestidade, acaba por comprová-las e se torna espírita.
» 3.«A demonstração científica da realidade do espírito feita pelo Espiritismo é confir- mada pelas teorias científicas dele decor- rentes: a Metapsíquica, a chamada Ciência Psíquica Inglesa e a Parapsicologia.» 4.«A fé espírita é uma conquista racional. Porque o espírita não pode crer pela crença, mas deve crer pela compreensão. Dennis Bradley termina o seu famoso livro, «Rumo às Estrelas», com as palavras: “Eu não creio, eu sei”.
É essa a verdadeira fé espírita, a fé racional de que falava Kardec.» 5.«A facilidade com que certas pessoas tratam de Espiritismo, acusando-o de vários males, sem conhecerem a doutrina, é simplesmente de estarrecer.» 6.«Convém lembrar que os sacerdotes das religiões pagãs, e os próprios sacerdotes do judaísmo, fizeram a mesma coisa com o Cristianismo. Nem o Cristo respeitaram. Acusavam Jesus de embusteiro, de feiti- ceiro, de endemoniado e chamavam os cristãos de hereges e mistificadores.
» (Refe- rindo-se às perseguições feitas hoje contra o Espiritismo que são a repetição do que foi feito ao Cristianismo nascente) 7.«O Espiritismo doutrina livre dos prejuízos do espírito de sistema não tem como lema a expressão arrogante: “Fora da verdade, não há salvação” mas, sim, a expressão hu- milde: “Fora da caridade, não há salvação”.» 8.«As únicas diferenças entre o que conhe- cemos por tradição cristã, e o que o Espiri- tismo ensina, decorre dos elementos estra- nhos que se misturaram àquela tradição, ao longo dos séculos.
» 9.«O Livro dos Espíritos tornou-se a pedra angular do Espiritismo, a obra fundamental da doutrina. Foi a partir dele que a doutrina começou a existir. Antes, só existiam os fenómenos e interpretações diversas dos mesmos.» 10.«O Espiritismo no terreno da religião, impôs-se mundialmente como uma religião de bases científicas e, portanto, racionais, que não se apoia em dogmas metafísicos, mas em princípios demonstráveis.
» 11.«Aliás, Kardec advertiu que não devemos tratar com os espíritos de assuntos que estejam fora dos objectivos conceptuais e moralizadores do Espiritismo.» (Referência às informações fantasiosas dos espíritos a respeito da vida em Marte) 12.«Quando o Espiritismo apareceu, como doutrina racionalmente estruturada, a cren- ça desapareceu, para dar lugar à certeza, e o que é mais importante à certeza científica.» Com estes pequenos extractos, queremos convidar os que amam verdadeiramente a Doutrina a estudar os escritos que J.
Her- culano Pires nos deixou, de que este livro é um pequeno exemplo. Texto: Carlos Alberto Ferreira Novo Blog de Espiritismo O Espiritismo ou Doutrina Espírita, não sendo mais uma religião nem mais uma seita – como alguns pensam –, apresenta-se como uma ciência filosófica de consequências morais. Quem estuda esta ciência está mais dotado para a vida, quer em sociedade, quer no seu próprio mundo. Nestes tempos atribulados, onde o homem cada vez mais se questiona, encontra no Espiritismo conceitos lógicos e racionais para o entendimento da vida numa visão holística da mesma.
Assim sendo, divulgar o Espiritismo é um imperativo de consciência, não com o objectivo de captar adeptos, mas para par- tilhar conhecimentos, que não só são úteis, como o “bem” mais precioso que podemos acrescentar ao nosso ser. O espírito Emmanuel, numa mensagem ensina que A maior caridade que podemos fazer é divulgar o Espiritismo e como a In- ternet pode ser um excelente veículo para essa divulgação, Francisco Reis de Alenquer, aluno do curso básico de Espiritismo da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP), via Internet, resolveu conceber um Blog.
O Blog que criou chama-se – “Blog de Espi- ritismo” – que podemos aceder através do seguinte endereço electrónico http://blog- espiritismo.blogspot.com. Tem como objectivo: disponibilizar infor- mações sobre o Espiritismo, com links de várias associações espíritas, divulgação de eventos ligados ao movimento espírita nacional e internacional e ainda contempla alguns temas de estudo da Doutrina. Funciona para o autor, como uma agenda ou bloco de notas.
Nele, publica os livros espíritas de que mais gosta, incluindo um departamento para os livros da codificação, com link de acesso a download dos mes- mos. Faz referência aos sítios virtuais que frequenta, publicidade ao jornal da ADEP e para além destas informações contém muitas mais que o prezado leitor poderá descobrir. Pois bem, eis mais uma magnífica forma de divulgação da doutrina, um fórum de discussão, de ligação entre todos os que se dedicam ao estudo do Espiritismo, esta ligação é sem dúvida alguma, mais “fria” que o contacto humano directo, mas, quem na nossa época tão agitada, teria condições de dedicar-se continuamente a trocar ideias, com os semelhantes que estão noutras ci- dades, noutros países, noutros continentes, de forma tão rápida e com tanta eficiência?
O codificadorAllan Kardecnuma célebre frase recomendou-nos: … Espíritas, instruí- -vos e a Internet é mais uma ferramenta para isso. Diante disto, unamos os nossos ideais numa só corrente, o ideal da união fraterna e uni- versal para a melhoria do próprio homem, seja lá o veículo que utilize.
