Os três crivos Certa feita, um homem esbaforido achegou-se a Sócrates
Jornal de Espiritismo nº 2 · 2004Página 21 min
Certa feita, um homem esbaforido achegou-se a Sócrates e sussurrou-lhe aos ouvidos:
- Escuta, na condição de teu amigo, tenho alguma coisa muito grave para dizer-te, em particular...
- Espera!, ajuntou o sábio prudente. Já passaste o que me vais dizer pelos três crivos?
- Três crivos?, perguntou o visitante, espantado.
- Sim, meu caro amigo, três crivos. Observemos se tua confidência passou por eles. O primeiro, é o crivo da verdade. Guardas absoluta certeza, quanto àquilo que pretendes
Hoje, no dia-a-dia, também se conveérsa muito. Será que o que se diz é sempre válido?
- Bemponderou o interlocutorassegurar mesmo, não posso... Mas ouvi dizer e... então...
- Exacto. Decerto peneiraste o assunto pelo segundo crivo, o da bondade. Ainda que não seja real o que julgas saber, será pelo menos bom o que me queres contar?
Hesitando, o homem replicou:
- Isso não... Muito pelo contrário...
- Ah! - tornou o sábioEntão recorramos ao terceiro crivo, o
médium Francisco Cândido Xavier.
da utilidade, e notemos o proveito do que tanto te aflige.
- Útil?L... - aduziu o visitante ainda agitadoÚtil não é...
- Bemrematou o filósofo num sorrisose o que tens a confiar não é verdadeiro, nem bom e nem útil, esqueçamos o problema e não te preocupes com ele, já que nada valem casos sem
Aí está meu amigo, a lição de Sócrates, em questão de
Fonte: livro “Mensagens de Saúde Espiritual”, do espírito Irmão X, psicografia do
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