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Reportagem IICongresso InternacionalsobreTCI Investigação actual da so

Jornal de Espiritismo nº 20 · Janeiro 2007Página 75 min

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Reportagem IICongresso InternacionalsobreTCI Investigação actual da sobrevivência à morte física com especial referência à transcomunicação instrumental (tci)” - 2006 A que se dedica profissionalmente? Marian Casedemont – Pertenço ao mundo empresarial. Também pesquiso, investigo as experiências feitas em TCI, mas isso não faz parte da minha profissão. Acredita que há vida para além da morte? MC – Sem dúvida, estou convencida disso.

Porquê? MC – Cada vez as demonstrações são mais claras. As imagens que nos chegam de pes- soas que já não estão neste mundo, e que se reconhecem, de algum sítio têm de sair. Que pesquisas faz, exactamente? MC – Psico-imagens. E como se processam essas pesquisas? MC – Através de um circuito fechado de televisão, a preto e branco, com uma câmara de filmar e um vídeo e, com isso, filma-se o monitor… Esse equipamento está ligado a alguma antena?

MC – Não… então começam a aparecer nuvens, pequenos pontos e tudo isso se vai filmando. Depois de terminar a filmagem, passa-se tudo no vídeo, imagem por ima- gem e vê-se o resultado. Faz este trabalho sozinha? MC – Sim, faço as investigações sozinha, mas conto com o apoio do Sinésio Darnell e partilho com ele as relações entre os registos psicofónicos e as imagens obtidas. A partir daí, pode, eventualmente, reco- nhecer-se e saber-se de quem se trata.

Já fizemos juntos diversas demonstrações, mas nas pesquisas trabalhamos individual- mente. E faz essas pesquisas em casa? MC – Sim. A que conclusões ou resultados tem chegado? CM – Que não estamos sós. Para mim é uma sensação de tranquilidade, não se acaba tudo com a morte. E não é tão do- loroso, porque sabemos que há algo mais, de convencimento, de que também há mundos paralelos, porque há imagens que não são de humanos e, portanto, tenho de pensar que há outras dimensões e outras realidades.

As imagens aparecem a cores ou a preto e branco? MC – Utilizo o preto e branco, porque ob- tenho assim um maior contraste. Tiro a cor ao transmissor. E o que aparece? MC – Pessoas e algumas de animais, mas há quem tenha recebido plantas, paisagens ou flores. E confirma que o equipamento está total- mente desligado de qualquer antena? MC – Sim, completamente, sem dúvida… se não fosse assim, não serviria. As imagens que aparecem são nítidas?

MC – Nem sempre são nítidas, só às vezes. Há algumas que tenho passadas para o papel, mas as imagens vêem-se sempre melhor quando passadas no ecrã. No papel perdem muito a qualidade. Consegue identificar algum falecido ou são todos desconhecidos? MC – Quando identifico alguém, não pesquiso esse facto, porque não conheço a família, não posso mostrar a imagem a nin- guém sem, primeiro, falar com os parentes. Já agora, tenho aqui algumas imagens, das primeiras que obtive já há alguns anos.

Efectivamente, parece a imagem de um rosto. MC – A experiência desenrola-se assim: vamos passando imagem por imagem e cada vez a imagem se vai aproximando e movendo-se. Significa que são fotografias que lhe che- gam ao monitor? MC – Sim, às vezes aparecem assim, de frente… outras de perfil, como esta que até lhe chamei “Robin Hood” (risos). O padrão repete-se em cada passagem do vídeo, ou só aparece uma vez? É que es- tou a ver aqui várias imagens do mesmo rosto!

MC – É porque se trata de uma passagem de imagem por imagem. Já neste caso, não se passa assim. E esta? Dizem os peritos que é uma ima- gem de outro mundo. MC – Há quem diga que se trata de uma típica cara de pêra invertida, própria de um ET. Eu não posso afirmar isso, claro. Não se poderá dizer que estamos a ver coisas que não existem, que estamos a olhar para as nuvens e a inventar formas? MC – Cada pessoa interpreta as coisas à sua maneira.

Olhemos para mais este perfil, de uma rapariga. Na tela vê-se muito bem, mas no papel, como já disse, a imagem perde muita qualidade. Tem estas imagens gravadas em vídeo? MC – Sim. E conseguiu identificar alguma pessoa? MC – Sim, já falei disso, mas nunca segui adiante com a pesquisa. No entanto, tudo isso serve para me convencer. Só trabalha com imagens? MC – Não, esse aspecto é com o Sinésio. Poderia enviar-nos uma imagem por e- -mail?

MC – Sim, claro. Sabe que em Janeiro deste ano saiu uma reportagem sobre a temática na revista “Más Allá de la Ciência”, na página 46? Com as suas imagens? MC – Sim, só que o jornalista tratou tudo ao nível de extraterrestres. Como descobriu esta necessidade de pes- quisar? Como aconteceu? Foi por acaso? MC – Sim, fui levada por amigos a uns cursos de psicofonia. Eles sabiam que eu me interessava por esses assuntos, que lia muitos livros sobre o tema e disseram: “Vem connosco que vais gostar”.

E eu fui, por cu- riosidade. A partir daí, comecei a interrogar- -me se se podiam obter vozes através de máquinas, por que não se poderiam obter imagens? Como a fotografia me fascinava, decidi avançar, sem sequer esperar que me explicassem o sistema. Montei o equipa- mento, e… nada obtive! Durante quatro ou cinco anos tentei e nada me aparecia. Até o meu marido dizia: “Não desistas, algum dia sairá alguma coisa”. E acabou por sair e as imagens começaram a aparecer.

Conhece o Espiritismo? Conhece a obra de Allan Kardec? MC – Sim, já li a obra. Que consequências é que este tipo de experiência pode ter para a Humanidade? MC – Se as pessoas soubessem ao certo como funciona este mundo, os materialistas dar-se-iam conta de que o que vale são as boas obras. E então, seguramente, o nosso comportamento seria bem diferente. Seria uma forma de mudar os valores existentes. Tem algumas palavras que queira aqui deixar para os espíritas portugueses?

MC – Pois que prossigam no trabalho de ajudar a Humanidade. Com isso é possível que, a par e passo, consigam mudar as mentalidades fechadas. BIOGRAFIA Estudou na Universidade Livre de Parapsicologia e Ciências Afins, de Barcelona. Relacionada, desde a adolescência, com o mundo da parapsicologia, tem pretendido demonstrar incansavelmente que a vida não acaba com a morte e a realidade de outros planos de existência, geralmente imperceptíveis aos seres humanos.

Em Outubro de 2005 fez uma exposição conjunta com o Prof. Sinesio Darnell, no 3.º Congresso Internacional da Vida Após a Vida, em Hellín, Albacete. Intervenções da Rádio e na TV: programa ““Lluna Plena” do Canal 9 da TV de Valência (Fev. 2006); convidada especial na Rádio Mileniun de Sta. Cruz de Tenerife (Fev. 2006); revista “Más Allá” da Ciência (Jan, 2006).