Comemoração Sesquicentenário de O Livro dos EspíritosII Sesquicentenár
Jornal de Espiritismo nº 21 · Abril 2007Página 174 min
Comemoração Sesquicentenário de O Livro dos EspíritosII Sesquicentenário de O Livro dos EspíritosII Sesquicentenário de Este livro de nome inusitado para os que desconhecem o seu conteúdo e que provo- ca arrepios nas pessoas presas a convicções religiosas dogmáticas seculares, contém a sabedoria dos Espíritos Superiores, confor- me a promessa de Jesus ao dizer que nos enviaria o Consolador (João, XIV). O livro é assinado por um nome tam- bém invulgar – Allan Kardec.
É um nome celta, pseudónimo do professor francês, Hippolyte Léon Denizard Rivail, que será o codifi cador da nova doutrina. Dizemos codifi cador e não autor, porque o verdadei- ro autor são os Espíritos. As lições que encerra estão destinadas a re- orientarem o pensamento humano, como nos esclarece Herculano Pires, no sentido de nos libertarmos do nosso ancestral atraso cultural a respeito do porquês da nossa existência e sua fi nalidade.
O magno problema da «salvação» tão caro à Igreja Católica e demais denominações cristãs é defi nitivamente esclarecido. A questão da mediunidade – fenómeno orgânico, inerente a todo o homem – é estudado exaustivamente pelo Codifi cador. A mediunidade é um fenómeno que ao longo das civilizações do passado sempre esteve envolto no mistério, na fantasia e no maravilhoso. Na Idade Média o fanatismo, fruto da ignorância, levou os médiuns a sofrerem actos de grande violência.
Actu- almente, tal fenómeno, ainda com a pecha de sobrenatural, é confundido, por igno- rância com o Espiritismo. A «mediunidade» é fenómeno e o «Espiritismo» é doutrina. A «mediunidade» é de todos os tempos, pois é um fenómeno natural e o «Espiritismo» é uma doutrina recente, que surge no dia 18 de Abril de 1857, com a publicação deste livro. Foi através da mediunidade que os Espí- ritos se serviram para trazer à Terra a sua doutrina, que Allan Kardec designaria por Espiritismo.
Mas, temos de ter em conta que os Espí- ritos não sendo mais nem menos que os homens e mulheres que viveram na Terra, e que, portanto, o seu saber e moralidade são precisamente os mesmos que tinham quando estavam encarnados. Tal facto, foi a primeira conclusão a que chegou o Sábio de Lyon, logo no início dos seus estudos, que o livraria de erros que compromete- riam irremediavelmente a doutrina nascen- te. O método de Allan Kardec para elaborar O Livro dos Espíritos é simples e transformou- se no método da própria doutrina como nos explica o professor Herculano Pires.
Se o seu método fosse sempre seguido, evitar-se-iam muitas aberrações que ainda fascinam muitas pessoas. As pessoas que adoram os mistérios e o maravilhoso, não gostando de utilizar uma das faculdades mais belas que o Criador nos dotou: a inte- ligência. O método do Codifi cador resume- se a quatro pontos: 1º Escolha de médiuns insuspei- tos, tanto do ponto de vista moral, quanto da pureza das faculdades e da assistência espiritual; 2º Análise rigorosa das comu- nicações, do ponto de vista lógico, bem como do seu confronto com as verdades científi cas demonstradas, pondo-se de lado tudo aquilo que não possa ser logicamente justifi cado; 3º Controle dos Espíritos comu- nicantes, através da coerência de suas comunicações e do teor da sua linguagem; 4º Consenso universal, ou seja, concordância de várias comunicações, dadas por médiuns diferentes, ao mesmo tempo e em vários lugares, sobre o mesmo assunto.
Allan Kardec. É um nome celta, ( . . ) que será o codificador da nova doutrina. Dize- mos codificador e não autor, porque o verdadeiro autor são os Espíritos. Mais tarde, com a publicação de O Livro dos Médiuns Allan Kardec consolidaria para a Doutrina Espírita este método utilizando o conselho de dois Espíritos. O Espírito São Luís explicou que a vaidade e o melindre, fi lhos dilectos do nosso orgulho ancestral inutilizam as melhores faculdades mediúnicas.
Assim se expressou: «A confi ança absoluta na superioridade das comunicações obtidas, desprezo pelas que não vieram por seu intermédio, considera- ção irrefl ectida pelos grandes nomes, rejei- ção de conselhos, repulsa a qualquer crítica, afastamento dos que podem dar opiniões desinteressadas, confi ança na própria habilidade apesar da falta de experiência, – são essas as características dos médiuns orgulhosos.» (item nº 228) orgulhosos.
» (item nº 228) orgulhosos.» E, o Espírito Erasto esclareceu-nos a respeito de não abdicarmos de utilizarmos a inteli- gência e o bom senso ao dizer-nos: «Na dúvida, abstém-te, diz um dos vossos antigos provérbios. Não admitais, pois, o que não for para vós de evidência inegável. (...) O que a razãoeo bom senso reprovam, rejeitai corajosamente. Mais vale rejeitar dez verdades do que admitir uma única menti- ra, uma única teoria falsa.
» (item nº 230) ra, uma única teoria falsa.» (item nº 230) ra, uma única teoria falsa.
