Crónica Fisiologia do pensamento O fluido mental é formado por partícu
Jornal de Espiritismo nº 21 · Abril 2007Página 97 min
Crónica Fisiologia do pensamento O fluido mental é formado por partículas que têm as suas características próprias, como sugere a activação mental vista através de tomografia por emissão de positrões. Dentro de uma visão global do Homem podemos resumidamente considerar uma interacção em “via de mão dupla” que vai do espírito para o perispírito, do perispírito para o sistema nervoso, que por sua vez transmite às glândulas endócrinas, que por fi m expressam a vontade do espírito para todo o corpo físico.
Assim como, as sensa- ções físicas percorrem o caminho inverso impressionando, por sua vez, o princípio inteligente. Esta é uma visão abrangente contudo reducionista da integração espírito-corpo, mas que deixa claro o papel do sistema ner- voso como receptor principal, em relação à matéria, da vontade do espírito. Na codifi cação encontramos a explicação de que o perispírito é ligado ao corpo físico célula a célula, expressão esta lembrada e detalhada por André Luiz, na sua obra.
No entanto, apesar desta total ligação peris- pírito-corpo, existem pontos específi cos de ligação para a manifestação do espírito, e estes pontos estão no sistema nervoso, traduzido pelo neurónio que encerra nos corpúsculos de Nissi a energia nutritiva emanada do plano espiritual; no pigmento ocre de lipofuscina o factor de fi xação peris- pirítico, que liga o perispírito de forma mais ou menos intensa dependendo do grau de evolução do espírito e a sua relação mais ou menos intensa com o plano material; e, fi nalmente, nas mitocôndrias neuronais o canal receptor dos comandos espirituais.
Temos ainda nessa interface a glândula epífi se ou pineal como receptor capaz de detectar informações do plano espiritual e as emanações magnéticas do plano material, servindo de antena poderosa que informa o espírito encarnado do plano eté- rico, glândula esta directamente ligada ao centro de força coronário que se encontra no duplo etérico, formando assim a interfa- ce espírito-corpo. O centro coronário, por sua vez, utiliza o centro frontal, que está directamente relacionado a glândula hipófi se, e através desta transmite os avisos, impulsos, ordens e sugestões mentais aos órgãos, tecidos e células.
O corpo biológico O corpo biológico O reflecte a psicosfera, que influi, na saúde física de forma po- sitiva ou negativa a depender da quali- dade da“matéria-psi” que venhamos a emanar Por este sistema verte o fl uído mental, secreção da mente, e não do cérebro, que se difunde pelos caminhos neurais a todo o córtex, via glândula pineal, e posterior- mente a todo corpo biológico por acção glandular e nervosa. Quanto ao fl uido mental, pode ser denomi- nado de “matéria-psí”, visto que o pensa- mento é matéria, formado por partículas 1 – Cérebro em meditação: visto por (PET-Scan) evidenciando sua actividade.
que têm as suas características próprias, como sugere a activação mental visibilizada pela tomografi a por emissão de positrões (PET-Scan), demarcando áreas específi cas do cérebro em funcionamento conforme a utilização da mente seja para ouvir, ver ou raciocinar. São estas características que organizam a psicosfera, ou halo psíquico, e consequentemente o corpo físico, trazendo harmonia ou desequilíbrio de acordo com o seu emprego.
As partículas dessa “matéria-psi” são ma- nipuláveis e compõem elementos “vivos” de pensamento com comportamento e trajectória de acordo com os sentimentos de inteligência que os conduz. O pensamento infl ui e comanda, modelado pela vontade do espírito, agindo sobre si mesmo, ou sobre o objectivo ao qual se destina. De onde se conclui que o corpo biológico refl ecte a psicosfera, que infl ui, sem dúvida, na saúde física de forma positiva ou negati- va a depender da qualidade da “matéria-psi” que venhamos a emanar.
Logo, o aforismo “Mente sã em corpo são” mais representati- vo seria como “Corpo são em mente sã”. Texto: Graça Menezes (médica especialista em Cardiologia com subespecialização em Arritmologia. Pós- graduada pela Universidade de Barcelona, Espanha e vice-presidente da AME Porto – Associação Médico-Espírita da Área Me- tropolitana do Porto www.ameporto.org). Nota: Fotos cedidas pela AME Porto – Asso- ciação Médico-Espírita da Área Metropolita- na do Porto.
2- Diferença da actividade cerebral: bebé de 5 dias, criança de 6 anos e um adulto, vista pela tomografi a por emissão de positrões (PET-Scan). 5 dias 6 anos Adulto Espírito sofre? O sofrimento é do conhecimento comum de todos. Ao longo da vida, em tantas experiências e passos bem ou mal dados, quem é que nunca sofreu? Não importam as circunstâncias, a situação. Já todos chorámos, todos sentimos dor, todos pensá- mos pelo menos uma vez que “o mundo acabou”.
Podemos assim dizer que o sofrimento não é novidade, sendo quase algo natural, comum. E no entanto, parece tão difícil aprender a lidar com ele… Vamos vivendo a nossa vida, um dia atrás do outro, até que em dada altura, quase sempre inesperada, desencarnamos. Então, o que acontecerá com o nosso sofrimento quando deixamos a vida física? Julgam muitos, sobretudo aqueles que vêem na morte a porta de acesso a um Céu ou Inferno defi nitivos, que fi camos entre- gues à eterna paz ou a um eterno sofrimen- to.
Mas defendem outros (nomeadamente os espíritas) que se assim fosse, Deus não poderia ser infi nitamente bondoso e conhecedor, dando aos seus próprios fi lhos apenas uma oportunidade para lutarem por uma felicidade ou condenação perpétuas. E assim, passamos a ver a morte como uma viagem, um regresso temporário à pátria espiritual (pode durar dias, semanas, anos ou séculos, dependendo de cada um), para meditação na tarefa terminada, e prepara- ção de uma nova experiência, uma nova vida.
Mas como estará o Espírito nesse tempo em que goza de erraticidade? Percepções e sensações Quando encarnado, envolvido por um corpo de carne denso e material, o Espírito vê-se limitado por essa densidade. Ele sente com base em percepções captadas graças aos seus órgãos físicos e aos sentidos de que dispõe. Assim, para ouvir necessita de ouvidos, para produzir sons e falar necessi- ta da boca e das cordas vocais, para tocar são necessárias as mãos, para cheirar não dispensa o olfacto, e para provar deve ter as papilas gustativas em funcionamento.
E desse modo, com base nesses órgãos e capacidades, o Espírito vai conhecendo (ou será reconhecendo?) o mundo, interagindo com ele e apreendendo informação. Ele cria toda uma enciclopédia com base na memória das sensações, traduzidas pelo cérebro mediante determinado código. Mas quando desencarna, o Espírito vê-se sem o instrumento carnal. Sem os órgãos da visão, audição, olfacto, tacto e paladar, fi cará ele inapto quanto a receber informa- ção do espaço à volta dele?
Na verdade, estando então livre do corpo que o limitava, o Espírito passa a gozar das suas capacidades em pleno. Assim, ele já não necessita da boca para falar e do ouvido para escutar. Ele é capaz de receber todas as percepções que recebia antes, e mais algumas. Fica mais sensível às vibra- ções, por exemplo, e passa a poder captar outras ondas, nomeadamente o pensamen- to. Para tal, continua a ter um instrumento: o Perispírito.
Como nos diz Allan Kardec, n’O Livro dos Espíritos, na questão 237: “A alma, quando “ A alma, quando “ está no mundo dos Espíritos, ainda possui as percepções que possuía em sua vida físi- ca?”. Ao que o mundo espiritual respondeu: “Sim. Tem também outras que não possuía, porque o seu corpo era como um véu que as difi cultava e obscurecia. A inteligência é um dos atributos do Espírito que se manifesta mais livremente quando não tem entraves.
” O Espírito desencarnado torna-se assim uma espécie de antena, sentindo e captan- do como um todo. Voltando a O Livro dos Espíritos, perguntou Kardec 245: “O dom da visão, nos Espíritos, é limitado e localizado, como nos seres corporais?”, tendo como como nos seres corporais?” , tendo como como nos seres corporais?” resposta: “Não; a visão está neles como um todo.”. E na questão 259a: todo.”. E na questão 259a: todo.
”. “O dom, a capa- E na questão 259a: “O dom, a capa- E na questão 259a: cidade de ouvir, está em todo o seu ser, assim como a de ver?”, a resposta completa assim como a de ver?” , a resposta completa assim como a de ver?” o nosso raciocínio: “Todas as percepções são atributos do Espírito e fazem parte do seu ser. Quando está revestido de um corpo material, as percepções do exterior apenas lhe chegam pelo canal dos órgãos corres- pondentes.
Porém, no estado de liberdade, essas percepções deixam de estar localiza- das.” A dor Vimos então que é graças ao corpo físico e à sua tradução que o Espírito, quando encarnado, capta informação do meio circundante. Assim sendo, é fácil compreen- dermos que seja também o corpo físico o instrumento que traduz a dor. Quando sentimos dor, o corpo em co- municação com o cérebro envia-lhe essa informação, que por sua vez a transmite ao perispírito, que fi nalmente a entrega ao Espírito.
Assim, o Espírito não tem dor, ele apenas a recebe sob a forma de percepção. Com o tempo e as experiências, o Espírito guarda essas informações, criando em si mesmo uma “enciclopédia de sensações”, com a respectiva denominação para cada sensação. A dor que sentimos A dor que sentimos A quando Espíritos desencarnados está intimamente ligada com a nossa nature- za ainda material Mas poderá então o Espírito sofrer? Claro, mas não fi sicamente.
A sua dor e sofrimen- to são geralmente morais, impulsionados pela própria consciência. Quanto a isto, diz-nos O Livro dos Espíritos: 255: “Quando um Espírito diz que sofre, que sofrimento sente?”. Resposta: sente?” . Resposta: sente?
