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Saúde Apresentamos, neste espaço, estudos psiquiátricos e de saúde men

Jornal de Espiritismo nº 21 · Abril 2007Página 46 min

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Saúde Apresentamos, neste espaço, estudos psiquiátricos e de saúde mental à luz do Espiritismo. Influência da droga no perispírito Ricardo Di Bernardi é médico*, mas vai fazer uma maratona neste jornal. Não será ele que vai correr, como um atleta, mas o teclado do seu computador materializará as respostas às suas perguntas nesta nova secção, que agora se abre. PUBLICIDADE Retirando do arquivo algumas questões dos arquivos deste jornal, arrancamos já com um tema muito interessante, enquanto os Leitores pensam numa questão interessan- te para colocar a este nosso corresponden- te.

A toxicodependência é uma doença terrível que assola este planeta e, embora seja abordada sobejamente do ponto de vista material, a ponderação sobre o que sucede no Além não abunda. Daí, esta questão, de José Soares, de Aveiro: Estimado senhor doutor Ricardo Di Ber- nardi, gostava de saber qual o grau de infl uência do consumo de droga no corpo espiritual e como afecta esse consumo o corpo físico. Dr. Ricardo Di Bernardi — Caro José, como afectam as drogas o corpo físico?

Inúmeros órgãos podem ser gravemente afectados, depende muito do tipo de droga. Se as pes- soas pudessem ver de perto as consequên- cias não cometeriam tal imprudência, a de experimentar. De um modo geral, sempre causam o efeito contrário da fase inicial. Assim: diminuem a lucidez e a clareza de raciocínio após uma acção inicial de maior actividade mental. Diminuem a potência sexual após a fase inicial de maior líbido, aumentam a sensação de tristeza após uma euforia inicial, assim por diante.

Tal facto de- termina uma necessidade cada vez maior e mais constante do seu uso, o que constitui o vício e a dependência. Com relação ao perispírito, há também muitos enfoques e aspectos a serem abor- dados. A droga além da parte química tem uma contraparte energética (fl uídica) que actua no nosso corpo energético ou corpo extrafísico. Há dois tipos de energia ou fl ui- dos nas drogas: os fl uidos intrínsecos, isto é, que acompanham o concentrado químico, e os fl uidos extrínsecos que impregnam a droga pela manipulação dos trafi cantes, intermediários etc.

, até chegar ao consumi- dor. Por psicometria pode-se sentir, captar estes fl uidos. Além disto, a droga é uma expansora de consciência, signifi cando com isto que ao expandir abre canais no nosso perispírito e em outras estruturas extrafísicas fazen- do uma drenagem de arquivos do nosso passado, desta ou de outras vidas, para a periferia da nossa consciência, levando a agravar nosso equilíbrio mental e pior que isto: essas energias que estavam arquivadas, produto de nosso passado, passam a vibrar perifericamente atraindo vítimas e algozes nossos do pretérito (obsessores).

Há dois grupos de obsessores nos usuários de drogas. Os obsessores ectoparasitas e endoparasitas. Os ectoparasitas são aqueles que fi cam próximos (ecto = fora) aspirando o fumo, os vapores etc. Procuram induzir a pessoa a consumir mais, pois para eles isso é interessante. Os endoparasitas (endo = dentro) são aqueles que já se fi xam intimamente no perispírito do usuário da droga. Há aqueles que formam campos magnéticos de sucção ligados ao chakra esplénico do viciado, e desta forma sugam energia vital.

Outros emitem tentáculos energéticos que se prendem ao chakra gástrico ou genésico, interferindo nesta área. Há comummen- te no perispírito do viciado ligações do obsessor ao seu chakra coronário (cérebro) com emissão de aglutininas mentais ou moléculas extrafísicas que interferem nos neurónios do cérebro astral lesando-o e daí provocando consequências no cérebro biológico. De Gondomar, outro leitor pergunta: Dr. Ricardo Di Bernardi, no seu livro “Reencar- nação e Evolução das Espécies”, que tive o prazer de ler, diz que já fomos cães, gatos, árvores, etc.

Dr. Ricardo Di Bernardi — Caro amigo, será um prazer esclarecer estas questões, pois são também dúvidas de outras pessoas. Se observar bem, não digo no livro que nós, Homo sapiens, fomos cães ou gatos. Não é bem assim! O cão é uma espécie moderna, recente. Não existiam cães nem gatos há milhões de anos atrás. Todos os seres do universo se- guem um processo evolutivo e actualmen- te as espécies que observamos na natureza são decorrentes de milhares de renasci- mentos, ou seja, de reencarnações.

O gato doméstico, da mesma forma que o cão, é uma espécie actual, não existia naquela época. Portanto, gatos, cães, árvores actuais e Homo sapiens são seres contemporâneos. Por extensão, nenhum humano, actual- mente na Terra, foi pardal, ganso, ovelha ou chimpanzé. Podemos até ser “parentes”, embora distantes; digamos que “primos distantes”, portanto, não é possível descen- dermos dos nossos primos. Podemos ter um antecessor comum.

Sem dúvida que passámos pelos diversos reinos da natu- reza, mas por espécies outras que não as recentes. Por outro lado, os cães e gatos entrarão no reino hominal, não como Homo sapiens que tiveram uma outra trajectória mas uma nova espécie humana, que poderá habitar neste ou noutro planeta, digamos “Homo solaris”, ou coisa que o valha... Recomendo ler no livro “O Consolador” de Emmanuel, questão 79: “Mas, como se processa a evolu- ção do ser “simples e ignorante” até ao reino Hominal: “do átomo ao arcanjo”?

Resposta: “Processa-se através do ciclo infi nito morte-sobrevivência-renascimen- to. Este ciclo ocorre em todos os níveis da natureza, signifi cando que não há desapa- recimento de nenhum ser mas o contínuo aperfeiçoamento pelas experiências adqui- ridas e arquivadas a nível extrafísico”. Outra pergunta: Tenho difi culdade em entender como é possível o reino Mineral ter um “princípio espiritual ou inteligente. Como pode um calhau, um pedaço de ferro ou zinco ter “algo” de inteligente ou de espiritual?

Nós já “fomos” um calhau? Dr. Ricardo Di Bernardi — Na realidade, os seres do reino mineral têm apenas um componente extrafísico, ou seja uma contraparte em outra dimensão, não é propriamente um espírito. Esta contraparte imaterial sobrevive após a destruição (física) do mineral, posteriormente, por magnetis- mo ou automatismo da natureza esta con- traparte imaterial é atraída para o mundo físico. Não há uma individualização, ou seja, não se pode dizer que em dez pedrinhas existam dez espíritos.

Esta contraparte ima- terial é chamada de princípio espiritual por vir a ser, no futuro, em milhões ou biliões de anos, um espírito rudimentar, primiti- vo que só atingirá a individualidade em espécies animais. Veja: se comprarmos 1000 mudas de grama em mercados diferentes e plantarmos estas 1000 mudas teremos um gramado totalmente fundido, e não 1000 individualidades. A nível extrafísico há, também, uma contraparte do gramado como se fosse uma alma-grupo.

Não há individualização nesta fase. Portanto, até os princípios espirituais de um “calhau “ se individualizarem são biliões de anos. Isto quer dizer que não fomos um calhau, mas, há biliões de anos ou muito tempo mais que isto, antes de sermos individualizados, isto é antes de nos tornarmos um ESPÍRITO já coexistimos, como em um bloco, com inúmeras outras energias extrafísicas. Coloque as suas perguntas através do e-mail jornal@adeportugal.

org ou pelo correio para esta morada: Jornal de Espiritismo – Secção Consultório – Aparta- do 161 – 4711-910 Braga – Portugal. * Ricardo Di Bernardi É médico pediatra e homeopata geral. Presidente e fundador do Ins- tituto de Cultura Espírita de Florianó- polis (Rua Ricardo Pedro Goulart, 128 - Jardim Santa Mónica, Florianópolis, CEP 88035-250 – Brasil) e da AME SC – Associação Médico-Espírita de Santa Catarina, Brasil.

Escritor e autor dos reconhecidos livros “Gestação sublime Intercâmbio”, “Reencarnação e Evolução das Espécies”, “Dos FaraósaFísica Quântica”, “Reencarnação em Xeque” e “Voo Livre – Um estudo so- bre reencarnação”.