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reencarnação em tubo de ensaio Escreve com toda a propriedade umas pág

Jornal de Espiritismo nº 22 · Maio 2007Página 26 min

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À reencarnação em tubo de ensaio

Escreve com toda a propriedade umas páginas adiante Sílvia Antunes: «Sem favor, ele é a maior autoridade científica no estudo da reencarnação». Refere-se a lan Stevenson, o psiquiatra norte-americano que deixou esta dimensão de vida material em Fevereiro passado e que deixou escola científica nesta inovadora linha de investigação.

o Médico, na cidade do Porto, há cerca de dez anos, num inglês muito arrevesado expliquei-lhe que me correspondia com

o eng.º Hernâni Guimarães de Andrade,

de São Paulo, Brasil. A expressão fechada desde há uma hora de quem supunha que o jornalista iria menosprezar a sua vida

de trabalho, por fim abriu-se num sorriso inesquecível e disse em inglês: «Ele é uma pessoa muito, muito simpátical».

Em 1957, com 39 anos de idade, lan chefiava o Departamento de Psiquiatria da Escola de Medicina da Universidade de Virgínia, nos EUA. Nessa altura, disse, a psicossomática fascinava-o, mas também gostava de bioquímica.

Um dia encontra num jornal uma página que conta o caso de uma criança de tenra idade a dizer ter sido outra pessoa uns anos antes de nascer. A história impressionou-o. Seria caso único? Faz um apanhado e encontra em várias notícias de diversos jornais 44 Casos.

Então, lan Stevenson troca coisas como à análise de fígado de ratos de laboratório por entrevistas com crianças que diziam lembrar-se de uma vida anterior. Os casos têm algo em comum: envolvem petizes

de 2 a 4 anos de idade, apagando-se as lembranças por volta dos 8 anos.

Deixa a clínica, deixa de leccionar, para pesquisar. A esposa acha que ele está a deitar fora uma carreira promissora...

Recebe entretanto o apoio moral e financeiro do inventor da fotocópia — Chester Carlson.

Publica «20 casos sugestivos de reencarnação», um livro muito lido por todo o mundo, que descreve duas dezenas de investigações de crianças na posse de lembranças de uma vida passada.

Nesse ínterím, na Índia, perguntaram-lhe: «Por que aplica tanto dinheiro para desco-

brir aquilo que já todos sabemos — que à reencarnação existe»? Nos Estados Unidos interpelavam-no: «Por que gasta tanto dinheiro a investigar a reencarnação, algo que sabemos ser impossível?».

Nestes últimos anos, Stevenson já não receia que este imenso esforço de uma vida inteira vá por água abaixo: «Está tudo registado em revistas científicas, em monografias, em livros. Além disso, há pessoas que continuam a investigar esta área, consideram-se meus sucessores*. São pessoas competentes que sabem estudar este tipo de fenómenos com todo o rigor e seriedade. É encorajador saber issol».

É certo que virão entretanto algumas pessoas alegar isto e aquilo, que a pesquisa tinha falhas, que não tinha sido bem conduzida... Por vezes é uma forma de tentar ter visibilidade à custa da credibilidade de outros, da pior maneira, pela negativa.

Mas a história não volta atrás. lan Stevenson abriu uma avenida incontornável, uma nova vertente de pesquisa científica, e haverá sempre pessoas comprometidas com a verdade dos factos para os trazer à luz do conhecimento de todos.

Aqui fica o registo, pois era forçoso sublinhar esta homenagem a um homem de grande coragem e grande visão.

Texto e fotografia: Jorge Gomes

* Por exemplo: Jim Tucker, psiquiatra norteamericano especializado em crianças.

Era uma vez um lindo patinho amarelo. Um dia ele saiu de casa bem cedo e foi passear para a estrada. A manhã estava clara, o céu azul e havia muitos animais a passear.

Não tinha ainda dado muitos passos e viu um gato. Este, que era muito bem-educado, cumprimentou-o assim:

O Patinho ficou encantado e disse:

- Oh! Que maneira bonita de falar tu tens,

o Bimestra! Director: Úlisses Lopes Editor: Jorge Gomes Maquetagerm: www.lloucomotivcom

Fotografia: Loucomotiv e Arquivo Tiragem: 2000 Exemplares

Registado no Instituto da Comunicação Social com o n.º 124325

Gatinho. Quem me dera falar assim!

- É muito fácil, Patinho, respondeu o gato.

O Patinho experimentou dizer “miau”. Não

conseguiu. Experimentou de novo, experimentou muitas vezes! Foi impossível!

Administração e Reda ADEPRua do Espírito Sánto, Nº'38, Cave Nogueira — 4710-144 BRAGA

jornal de Espiritisino Apartado 161

4711-910 BRAGA E-mail jornale&adeportugal.ora

- É muito difícil, Gatinho! Isso não é conversa para patinhos! Despediu-se do gato e continuou à passear.

Foi andando, andando e encontrou-se com a Galinha Carijó.

- Oh! Que maneira bonita de falar tu tens, querida Galinha!

- Experimenta falar como eu, Patinho.

O Patinho tentou imitar a Galinha. Fez tudo que pôde e nada conseguiu. Depois de algum tempo, já desanimado, disse:

- Muito obrigado pela ajuda, Galinha, mas isso é muito difícil para patinhos. Despediu-se da Galinha e continuou o caminho. Andou, andou e entrou na mata. De repente, ouviu a voz mais linda do mundo: - Piu, piu, piul..

- O Patinho ficou deslumbrado! Olhou para cima e lá estava, no galho da árvore, um lindo passarinho de penas coloridas.

- Que modo de falar bonito tu tens, Passarinho! Quem me dera falar como tu!

- Tenta, Patinho! Experimenta falar assim!

O Patinho abriu o bico. Fez tudo que pôde

Conselho de Administração Noémia Margarido, Isaías Sousa

Associação de Divulgadores de Espirítismo Portugal

para dizer “piu, piu, piu!”. Foi impossível. Já estava descoroçoado. Despediu-se e voltou triste para casa.

No meio do caminho encontrou a Mãe Pata.

- Oh! Mãe, disse o Patinho. Será que posso falar como tu?

- Experimenta, meu filhinho, experimenta... O Patinho abriu o bico. Que vontade de falar como a mãe! E se não conseguisse? Não falou como gato, nem como galinha, nem como passarinho. Será que poderia falar como pato? Fez um esforço, e...

- Muito bem, filho!, disse-lhe a mãe, muito feliz.

O Patinho ficou alegre, muito alegre. Depois, com a mãe, voltou para casa e a todo instante, abria o bico para dizer mais uma vez:

Adaptação de: http://www.techs.com. br/meimei/entrada.htm

Para esta edição escolhemos um e-mail recente, de Marcos Coelho, recebido em 4 de Abril, que fala da sua vontade de

divulgar a doutrina espírita.

«Descobri hoje o vosso site e este despertou-me imensa curiosidade. Eu acredito no espirítismo e desde sempre fui criado com esses valores. Acontece que nesta altura da minha vida, sinto necessidade de fazer algo útil pela sociedade em gera|, e divulgar o espiritismo é de facto muito útil. Gostaria que me dessem algumas luzes de como o fazer, e qual a melhor maneira. Uma opção passa sem dúvida pela internet, até porque tenho fortes conhecimentos a nível de criação, e desenvolvimento de sites...

mas acontece que isto é um assunto acima de tudo sério, e portanto não sei bem como fazê-lo a nível de conteúdos! Se me puderem dar algumas luzes ou conselhos, agradeço! Desde já muitos parabéns pela vossa página na internet.

conseguida, está também muito completa! Continuemb.

De nossa parte, temos a dizer que, não há dúvida: os visitantes do site da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP) são generosos. Os mais diversos estímulos surgem de pessoas que não conhecemos e que têm a gentileza de enviar a sua opinião.

Sobre a questão que Marcos coloca, da divulgação da doutrina espírita, é que é um «assunto sério» de facto.

Sendo uma forma de ver o mundo que aponta horizontes tão amplos como o conceito de que já vivemos antes e que, estando aqui para nos desenvolvermos afectiva e intelectualmente, viveremos além da morte corporal dando continuidade

RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS GESTÃO DO CONHECIMENTO ANÁLISE DE PERFORMANCE

à nossa evolução, à complexidade desta doutrina dilata-se na medida em que mais a aprofundamos.

Por isso, aconselhamos que primeiro haja um bom conhecimento das obras de Allan Kardec, a fonte histórica insubstituível das ideias espíritas. Isso faz-se através de um estudo das mesmas pessoal, intransferível, mas também pode ser complementado pela frequência do curso básico de espiritismo, numa associação espírita, de preferência, ou pela Internet, como faz há vários anos a ADEP (ver o site referido).

Não faria sentido querer divulgar uma doutrina que não se conhecesse minimamente. Depois, compreender as regras da comunicação. Linguagem clara e concisa, que informe de forma coerente, o mais possível