Dependendo da situação que nos ocupa a mente e nos domina dúvidas e pensamentos o Espiritismo pode comparar-se a um cristal lapidado; observamo-lo com atençãoehá-de sempre haver dele uma faceta que brilha para nos consolar.
Uma das questões que se põe à humanidade é, pelo menos ao que julgo, a diversidade de situações sociais, de riqueza, pobreza, inteligência ou apatia, ânimo ou desânimo, fracasso ou sucesso. Se não fosse à Doutrina Espírita poderíamos considerar-nos gente bem estranha e sem rumo. A explicação para essas assimetrias encontra-se na lei da Reencarnação e na Pluralidade dos Mundos Habitados. Ponto assente: a nossa Terra é, digamos, um mundo menos feliz.
André Luiz, nomeadamente em «Nosso Lar», abre luzes sobre mundos mais felizes do que o nosso. Por ali tudo é harmonia e dá «direito» ao sonho e à fantasia. De vez em quando, explica Kardec, aparecem por estes lados brumosos (...) almas que trazem outras experiências, outros saberes, para nos animar e empurrar para a frente. Os testemunhos que nos deixam, tanto pela sua própria vida, como pelas obras de arte que realizam, vistos com atenção, podem arrancar-nos à desilusão e levar-nos a, pelo menos, olhar a vida com outros olhos.