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Jornal de Espiritismo nº 22 · Maio 2007Página 127 min

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Nessa comunicação nota-se uma diferença entre a letra do médium no texto da mensagem e a letra da assinatura que é muito parecida com a assinatura do João Paulo (quando em vida).

Um amigo do João Paulo, o Tiago Carvalho, de Lagos, Portugal, estudante na Figueira da Foz (em 2002 estudava nesta cidade), no dia do funeral escreveu-lhe uma carta e meteua na campa. De realçar que o Tiago nunca tinha combinado nada com o João Paulo, pelo que o falecido não sabia em vida que o amigo colocaria uma carta caso falecesse primeiro que ele. Deste facto, apenas a Maria Lizete, mãe do jovem falecido, tinha conhecimento do assunto.

Em Outubro de 1999, em Viseu, Portugal, a médium Marilusa Vasconcelos recebeu uma mensagem do falecido João Paulo, pela psicografia (escrita) onde ele referia: «Venho com o amparo de vovó Amélia e avô José, (...). Olho para trás e deleito-me nas lembranças queridas de nossas Isabel e Teresa, e deleito-me com a Adriana e a Manuela... Quanto ao Tiago, que me enviou à carta de tão exótica maneira, peço-lhe desculpas pela demora na resposta... Tia Julieta, abraça a nossa “miúda"(...)».

Nesta comunicação o espírito chama o Tiago de «meu mano», que era como eles se tratavam na Terra, facto que a médium desconhecia em absoluto, bem como os restantes factos, para além de desconhecer o falecido. De realçar que era assim que ele tratava os amigos (mano) referência esta que aparece na primeira mensagem.

João Paulo, quando na Terra, tratava à sua prima (filha da sua tia Julieta) por"miúda”, facto que a médium igualmente desconhecia.

O espírito refere ainda a presença dos avós, que não conhecera em vida, falando da Adriana e da Manuela (neta e amiga de Julieta Marques, respectivamente) e das irmãs, factos e nomes que a médium desconhecia. Por ocasião desta vinda a Portugal pela primeira vez, Julieta Marques, Maria Lizete e outras pessoas levaram Marilusa Vasconcelos até à Figueira da Foz onde iria fazer uma sessão de psicopictografia (pintura medi-

única). Julieta e Lizete ficaram a segurar as telas que Marilusa em transe ia pintando. De repente aperceberam-se que uma das pinturas era a cara do João Paulo, que deixou uma mensagem. A médium desconhecia as fotos do João Paulo. Nunca o conhecera e não sabia quais os seus traços fisionómicos. Esta tela foi pintada em 2' 30 a lápis de cor, por Degas, em público, na Figueira da Foz. A 4.º comunicação ocorreu a 12 de Março de 2000 e foi recebida em Uberaba, Brasil, porintermédio do médium Carlos Baccelli, estando presentes a tia eamãe do falecido. Estavam cerca de 200 pessoas à espera

de mensagens de pessoas conhecidas ou familiares falecidos eomédium recebeu 7 mensagens de espíritos, sendo a 2º a do João Paulo. As mensagens eram recebidas a uma velocidade vertiginosa pelo que, no fim, ele lia as mensagens para um gravador e então é que eram passadas para o papel, já que por vezes à letra é difícil de entender. Nesta mensagem, o médium assina-a também como Kefas, que era a alcunha do João Paulo junto dos amigos, facto que o médium desconhecia. Julieta Marques assegura que nunca referiu tal nome ao médium até porque nunca tratara o sobrinho por esse nome, tendo a certeza absoluta disso.

A 5º comunicação é a segunda comunicação através da médium Marilusa Vasconcelos. Ocorreu em Março de 2000, em São Paulo, no Brasil.

«Quanto ao Tiago, que me enviou a carta de tão exótica maneira, peço- -lhe desculpas pela demora na resposta... Tia Julieta, abraça a nossa 'miúda”»

Aqui ele refere: «O Leonel também «pega carona» e manda «seu olá» para tia, com tanto agrado. Diz para ela que pode contar com a ajuda do Manuel Quintão lá na Asso-

ciação e que muitas outras viagens virão. O Dr. Tello também continua o amigo e

IRépublique Portugkise — The Portuguaese Republic)

BILHETE DE IDENTIDADEDE * CIDADÃO NACIONAL

CARTE DIDENTITE — GTOVEN MATIONAL

médico dedicado... Um abraço na Manuela e no Fininho.. .».

Esta mensagem fala de um jovem que nunca conheceu, jovem este que frequentara a Associação Espírita de Lagos durante 6 meses e que falecera de cancro. Esse senhor chamava-se Leonel e tinha 32 anos, facto que a médium desconhecia em absoluto. Julieta Marques afirma peremptoriamente que nunca referiu o assunto à médium. Refere ainda nesta mensagem, Manuel Quintão, que ninguém conhecia. Somente mais tarde, após demoradas pesquisas por parte de Julieta Marques, esta descobriu que se tratava de um antigo frequentador da Associação Espírita de Lagos, que nem ela conhecera quanto mais o seu sobrinho, facto este obviamente também desconhecido da médium.

Refere-se ainda ao Fininho” o Carlos, de 42 anos, membro da Associação Espírita de Lagos, facto que a médium desconhecia, pois nunca se falou à médium em tal pessoa Quanto ao Dr. Tello, foi uma espécie de médico dos pobres, em Lagos, que falecera quando o João Paulo tinha 2 anos de idade. Uma característica do João Paulo, em vida, era que nos cadernos, em qualquer lugar, fazia sempre muitos bonequinhos e também tinha o hábito de escrever pequenos pensamentos.

Numa das mensagens recebida pela médium Suzete, em Portugal, em forma de poema, aparece um desses bonequinhos que são parecidos com os que constam dos seus cadernos que a mãe do falecido quardou. À médium desconhecia o facto. Curiosamente nos dias que correm são cada vez mais os cientistas que investigam este tipo de fenomenologia, tão bem conhecido por parte dos espíritas. Este tipo de evidências da imortalidade são uma constante ao longo dos tempos e somente o descaso pode levar a que não sejam estudados. Afinal, eles voltam do Além para contar como estão, o que sentem e como é a sua vida no lado de lá da vida...

d aa A A ( f À 7 F ( Í ,—)VA.L.,kv LRAA T t E QRAA L

19 cCOor A 7O' Motivo do falecir mo T

Início da pesquisa: Fim da pesquisa:

BIBLIOGRAFIA: Bacceili, C Crónica

Espíritos manifestam-se em Lagos

A sala estava repleta de pessoas que iriam apreciar, umas pela primeira vez, outras não, o fenómeno sempre interessante da

A apresentação do médium já tinha sido feita, a prece elevou-se dos corações aos céus, a música enchia o ambiente de suaves vibrações, quando o médium já mediunizado, olha aquela plateia e indaga:

- Lizette? Lizette está presente?

Não! Lizette não estava presente.

Dá-se então início ao trabalho da corporificação dos temas que uns após outros irão sendo trabalhados nos seus traços e cores, expondo cada autor a sua identidade.

A música subiu uns bons decibéis e freneticamente surgem os primeiros traços de um rosto.

Novamente se ouve a voz do médium:

-Tia Julieta, conheces estes olhos e esta boca?

Abri os olhos, saindo do meu estado de prece em sustentação do ambiente e olhei para o trabalho que se desenrolava na

cartolina, pelas mãos de Florêncio Anton, pois era ele o médium, cujas mãos eram utilizadas pelo Espírito pintor. Não dava, do ângulo onde me encontrava, para perceber quem se fazia desenhar. Escassos minutos depois, acabado que foi aquele primeiro retrato, eis que é apresentado ao público e vejo emocionada a rosto de meu sobrinho. Eu não estava pensado tão pouco nele. Era João PauloKefas!

Era ele, um pouco mais maduro, mas o mesmo olhar, o mesmo sorriso, o mesmo jeito de cabelos. Era João Paulo que se fazia presente.

Curiosamente no andar superior, em transmissão directa por circuito interno de televisão para quem no auditório não teve lugar, Pedro Fialho, trabalhador da casa, via aparecerem os primeiros traços dum rosto de jovem que ele logo em voz alta para os

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circunstantes disse: «É o Kefas! Aquele é o João Paulo».

Era ele, um pouco mais maduro, mas o mesmo olhar, o mesmo sorriso, o mesmo jeito de cabelos. Era João Paulo que

A emoção tomou conta de quantos conheceram nosso jovem sobrinho, que partiu há oito anos para a Espiritualidade e que, ao longo deste tempo, tem dado notícias e se faz presente em várias situações e trabalhos em que colabora e participa e isto tem acontecido com vários médiuns e várias instituições espíritas.

É o Além tornando-se visível ao aquém, para que os que ainda dormem, possam despertar para a realidade, já não transcendente da comunicabilidade dos Espíritos, mas sim, a transcendência do próprio Ser. O retrato que se seguiu foi também dum jovem que havia desencarnado havia dois anos. Os pais e irmãos presentes receberam, por certo, o mais belo presente das suas vidas. Vindo do Além o rosto definido do filho que se fazia presente, também ele presente, naquela noite. No verso o jovem que também se chama João, escreveu bela mensagem para a família.

Este retrato não nos é possível mostrar por respeito à vontade da família.

Tudo isto aconteceu na Associação Espírita de Lagos.

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