23 — índice de conteúdos

Concesp Convívio da criança espírita 3 de Junho

Jornal de Espiritismo nº 23 · Julho 2007Página 112 min

Partilhar
Idioma

de 2007. Sete da manhãejá os petizes estavam em excitação. Ia haver festa em Coimbra: «Vamos pai, vamos, está na hora!». E assim foi que começou uma bela jornada de convívio entre crianças espíritas a nível nacional, na cidade de Coimbra. Às 8h00 já estávamos de saída da cidade de Caldas da Rainha, juntamente com outros espíritas caldenses, num total de 5 carros. A expectativa era grande para os pequenotes, que, neste primeiro ano de vida do grupo de evangelização infanto-juvenil, foram conhecer «os cantos à casa» das actividades espíritas a nível nacional.

Cerca das 10h00 da manhã chegávamos ao lindo local que a organização providenciou, uma quinta belíssima, com muitas zonas verdes, um amplo auditório e um bom espaço para almoço, ladeado por uma não menos apetitosa piscina. Após a recepção, os «olás» sucediam-se entre todos os presentes de norte a sul do país, num reencontro saudável e sentido. Os pequenotes, esses já estavam em animada correria, no meio dos escorregas e outras actividades.

Depois das boas-vindas e de serem distribuídos por grupos, lá foram eles para os espaços verdes, em várias activida- des que não os cansaram (quem consegue cansar crianças a brincar?) Pelas 12h30 foi a vez de serem lançadas al- gumas pombas com mensagens fraternas, esperando que cheguem a bom porto. O almoço foi reconfortante e bem servido, espraiando-se as pessoas pelos jardins circundantes. De realçar que de manhã, enquanto os petizes andavam nas actividades recrea- tivas, meticulosamente organizadas pela excelente organização deste evento, os educadores e evangelizadores tiveram a oportunidade de ouvir Maria Emília, da Fraternidade Espírita Cristã (FEC), Lisboa, dissertar sobre a parábola do semeador e adaptá-la às necessidades da evangelização infanto-juvenil.

Após o almoço, foi a vez da sessão cultural (apresentada por uns simpáticos palhaços) onde os grupos de crianças das associações espíritas de Viseu, Águeda, Lisboa, Oliveira do Hospital, Porto Salvo, São Mamede de Infesta, Figueira da Foz, Leiria e Coimbra apresentaram actividades, desde a dança à música, ao teatro, com mensagens belís- simas do ponto de vista espiritual, estimu- lando todos os presentes à fraternidade, procurando fazer com que seja Natal todos os dias.

No final, houve ainda um fado que encan- tou os presentes, bem como a distribuição de presentes por todas as crianças e ainda um lanche convívio. Não podemos deixar de realçar aqui o enorme trabalho de todos os elementos da organização deste evento, de muita qualidade, como aliás já nos habituou o Grupo Espírita Allan Kardec, de Coimbra. Apesar dos inúmeros apelos, das múltiplas actividades, sempre fomos cercados de um sorriso, de uma alegria natural que a todos contagiava.

Fica este registo como exemplo de simplici- dade, eficácia e generosidade. O regresso foi agradável, e quando per- guntava ao meu filhote mais velho, de 7 anos, se tinha gostado da festa espírita este retorquiu: «Oh pai, não gostei, adorei…». Mais palavras para quê? Para o ano que vem será a vez de Leiria organizar o 12.º CONCESP. Lá estaremos!!! Por José Lucas jcmlucas@gmail.