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Jornal de Espiritismo nº 23 · Julho 2007Página 44 min
Consultório Homeopatia e índigos Escreve Augusto dos Anjos, da Lourinhã: «Dr. Ricardo Di Bernardi*, qual é a sua opinião acerca da homeopatia na psiquiatria. Dizem muitos espíritas que a medicação homeopata actua a nível perispiritual. Isto é verdade?». PUBLICIDADE Jornal de Espiritismo A revelação nas suas mãos! Leia... Assine... Divulgue! Assinatura anual (Portugal continental) € 7,00 Assinatura anual (Outros países) € 15,00 Saiba como na página 18 A medicação homeopática actua na harmonização da energia vital (fl uido vital) Dr.
Ricardo Di Bernardi — Prezado Au- gusto: a homeopatia pode contribuir em todas as situações, inclusive nas questões psiquiátricas. No entanto, é importante salientar que há casos ou patologias graves nesta área, nas quais é indispensável o tratamento psiquiátrico convencional, pois há risco de suicídio, homicídio ou outras consequências muito graves. Recomenda-se utilizar o tratamento psiqui- átrico associado ao tratamento homeopáti- co.
Há, inclusive, hospitais psiquiátricos no Brasil que utilizam estas duas especialida- des em perfeita sintonia, como o Hospital Espírita de Psiquiatria Bom Retiro, em Curitiba, Paraná. Saliento, também, que costumo tratar problemas emocionais com medicamen- tos homeopáticos e aceitar a associação com fl orais de Bach com resultados muito satisfatórios. Considero, igualmente, a interacção médi- co-paciente fundamental na recuperação do assistido.
A medicação homeopática actua na harmo- nização da energia vital (fl uido vital). Esta energia faz parte do corpo etérico ou duplo etérico; este corpo é um campo energé- tico que fi xa o perispírito ao corpo físico. Esta denominação (corpo = duplo etérico) pode-se encontrar nas obras do espírito André Luiz. A medicação homeopática determina uma mudança de frequência na energia vital, como consequência, refl ecte no perispírito (por aceleração vibratória) e no corpo biológico por rebaixamento vibratório.
A medicação homeopática não actua qui- micamente, mas energeticamente. Um abraço fraterno! Pergunta Maria Madalena, de Vila Franca de Xira: «Caro Dr. Ricardo Di Bernardi, o que pensa a doutrina espírita das “crian- ças índigo”?». Dr. Ricardo Di Bernardi — Trata-se de uma terminologia não-espírita, referente às crianças que, nas últimas décadas, têm nascido dotadas de maior percepção, maior inteligência, maior sensibilidade psíquica.
Há quem se refi ra a estas crianças, em alguns grupos espíritas, como crianças do terceiro milénio, ou outras expressões. Sabemos que há um projecto, da dimensão extrafísica superior, para que a Terra seja promovida à morada de espíritos mais evo- luídos, deixando a classifi cação de “planeta de provas e expiações “ para se tornar um “planeta de regeneração”. Apesar de ser um rótulo antigo e uma terminologia do século XIX, retrata um plano da Espiritualidade Superior que tem dois aspectos distintos e complementares: 1 - Transferir do nosso astro, neste novo mi- lénio – em 1000 anos – os habitantes que se comprazem no “mal”, para outro astro menos evoluído.
2 - Este projecto também apresenta um outro lado da moeda, ou seja, a reencarna- ção de espíritos mais lúcidos, inteligentes e amorosos que são as ditas crianças do terceiro milénio. São, portanto, espíritos mais experientes, logo mais irrequietos e questionadores, porém com maior bagagem nos porões do seu inconsciente. No entanto, convém lembrar que, quer sejamos mais evoluídos ou não, ao reen- carnarmos necessitamos que alguém nos ensine, novamente, os rudimentos do relacionamento social, do comportamento ético, e até como nos comportarmos frente à higiene.
Digo isto porque há quem trate estas crian- ças de modo diferente, o que é um grave erro. Ao renascermos estamos a expressar- nos através de um corpo biológico e de um cérebro com limitações de faixa etária e como tal devemos, enquanto crianças, ser submetidos a disciplina, embora sempre temperada com muito carinho. Crianças índigo ou não, serão adolescentes, que po- dem perder a tonalidade da sua coloração psíquica passando a ser de outros matizes menos éticos, pois há até espíritos que vindo com tarefa até missionária se desviam do caminho e tornam-se elementos não úteis a sociedade planetária.
Acrescente-se, igualmente, a indicação de que se opor- tunize a estas crianças ÍNDIGO crescente acesso às fontes de conhecimento, mas sobretudo de espiritualidade não revestida de rótulo religioso. Coloque as suas perguntas através do e-mail jornal@adeportugal.org ou pelo correio para esta morada: Jornal de Espiritismo – Secção Consultório – Aparta- do 161 – 4711-910 Braga – Portugal. Nota: Para mais informação consultar o site da AME PORTO www.
ameporto.org em “entrevistas” e “artigos” onde o Dr. Ricardo di Bernardi tem uma extensa entrevista e um artigo a respeito do assunto. * Ricardo Di Bernardi é médico pediatra e homeopata geral. Presidente e fundador do Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis (Rua Ricardo Pedro Goulart, 128 - Jardim Santa Mónica, Florianópolis, CEP 88035-250 – Brasil) e da AME SC – Associação Médico- Espírita de Santa Catarina, Brasil.
Escritor e autor dos reconhecidos livros “Gestação sublime Intercâmbio”, “Reencarnação e Evolução das Espécies”, “Dos FaraósaFísica Quântica”, “Reencarnação em Xeque” e “Voo Livre – Um estudo sobre reencarnação”.
