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Jornal de Espiritismo nº 25 · Novembro 2007Página 44 min

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Consultório Animais médiuns? PUBLICIDADE PUBLICIDADE Pergunta Paulo Pontinha, Penafiel: Dr. Ricardo Di Bernardi os animais têm me- diunidade? Dr. Ricardo Di Bernardi — Prezado Paulo, essa é uma questão que habitualmente é proposta. Há que definir, inicialmente, mediunidade e diferenciá-la de sensibilida- de anímica. O termo anímico significa relativo à alma. Os animais possuem algo equivalente à alma, só que recebe a designação de princí- pio espiritual.

Os animais, tendo esta “alma”, têm sensibilidade anímica, o que significa dizer que a sua “alma” tem sensiblidade. Sim, os animais podem sentir a presença de espíritos, percebê-los ou até vê-los. Desta percepção, podem resultar reacções das mais diversas, como medo, raiva, curiosida- de, alegria e outras. Na espécie humana há também diver- sas formas de sensibilidade anímica ou paranormalidade, que não são fenómenos de mediunidade, por exemplo, a telepatia.

Assim, caro Paulo, não podemos dizer que os animais são médiuns, mas eles po- dem ter, em graus diversos, sensibilidade anímica. Não está equivocado comentar-se algo como «o meu cão sente a presença de entidades espirituais, percebe as energias psíquicas, as vibrações de pessoas ou do ambiente». Não cabe, no entanto, a expres- são «o meu cachorro é médium». Para tanto ele deveria ter transe psicofónico, psicográ- fico, etc.

(até que seria bem interessante...) De Odivelas, diz Mário Ferreira: Trata os seus pacientes através da medicina home- opática ou alopática? Dr. Ricardo Di Bernardi — Caro Mário: depende do caso ou da situação. Considero que qualquer posição radical é equivoca- da. Procuro dar preferência à medicação homeopática, pois a mesma actua ener- geticamente, atingindo o corpo etérico e distribuindo-se daí para o corpo físico (por rebaixamento vibratório) e para os corpos subtis (por aceleração vibratória).

Trata-se de uma medicação que não apre- senta os efeitos colaterais da medicação química. Além disso, a medicação home- opática leva em consideração as caracte- rísticas mentais e espirituais do paciente procurando individualizar o tratamento, não vendo o paciente como um órgão enfermo mas uma individualidade que precisa de ser entendida e compreendida. Em casos graves e situações de emergência considero ser mais adequado usar-se a me- dicação alopática (química) que vai actuar directamente no corpo biológico.

As vantagens do tratamento homeopático podem ser descritas através destas inda- gações: 1 - A medicina homeopática actua no corpo, no espírito ou no perispírito? A medicina homeopática não actua quimica- mente sobre o corpo. A acção do medi- camento é energética; isto quer dizer que actua sobre o nosso corpo energético e não directamente nas células físicas. 2 – Mas se trata doenças no corpo, então como ocorre esta acção?

Naturalmente, a acção sobre o campo energético será captada pelas células físicas que passarão a modificar-se na sua bioquímica. 3 - Os medicamentos homeopáticos não são tóxicos? A vanta- gem inicial da homeopatia é a ausência de toxicidade química sobre o organismo. Os efeitos colaterais e contra-indicações são, em comparação com a terapêutica conven- cional, inexpressivos. 4 - Como entender a visão de que a home- opatia é holística?

A segunda vantagem do tratamento homeopático é a sua função de não agir, apenas, sobre um determinado órgão do organismo; a acção ocorre no conjunto ou totalidade do organismo. Esta harmonia holística que se procura determi- nar ao conjunto reflecte sobre o órgão que padece de uma alteração qualquer. 5 - Há outras vantagens do tratamento homeopá- tico? Lembramos também que o preço dos medicamentos homeopáticos costuma ser mais acessível em relação aos alopáticos, o que constitui a terceira vantagem, especial- mente no nosso país.

6 - Há relação entre a homeopatia e a visão espiritualista do mé- dico? O quarto ponto que gostaríamos de enfatizar seria a abordagem que o médico homeopata efectua sobre a psicologia do paciente. Nós, médicos homeopatas e espí- ritas, procuramos esclarecer que a origem dos processos costuma ter uma causa ou factor de origem espiritual. Ou seja, quem adoece inicialmente é a alma do indivíduo, os seus sentimentos e pensamentos fragili- zam-no fazendo com que adoeça.

7 - Quer dizer que a doença procede da alma? Adoecemos, quase sempre, pelo desequilíbrio psíquico, que provoca uma alteração energética (fluídica) que irá re- percutir depois no corpo físico. 8 - Pode-se fazer tratamento homeopático simultâneo com o convencional alopático? Um trata- mento homeopático pode ser efectuado em simultâneo com o alopático sem qual- quer prejuízo para o paciente, já que são raríssimos os medicamentos alopáticos que interferem na homeopatia.

Cânfora é um destes exemplos raros. 9 - A homeopatia é sempre mais lenta e mais duradoura no seu efeito? Dependendo da homeopatia e da enfermidade que assola o paciente, o efeito da medicação é muito mais rápido do que o obtido com o medicamento alopático; no entanto isso não é uma regra geral, pois muitos medicamentos homeopáticos actuam lenta e suavemente provocando, apesar disso, resultados mais duradouros. 10 - Então, há casos que a homeopatia pro- voca melhores resultados que os medica- mentos convencionais?

A homeopatia tem, na minha experiência, resultados muitos superiores à medicina tradicional em casos crónicos ou quando a doença se repete no paciente, sendo o caso da enxaqueca, gastrite, bronquite, rinite, insónias e proces- sos emocionais, além de muitos outros de origem psíquica. 11 - Há homeopatas que usam, também, remédios alopáticos? Nas clínicas em que trabalho também utilizo remédios não homeopáticos sem qualquer preconceito.

12 - Há como se verificar a acção do medicamento nos campos de energia, além do acompanhamento clínico? Sim, faço fotos da aura (kirlian) antes e após o medicamento, é incrível a diferença. Apresentei isto num congresso médico. A homeopatia visa curar o doente e não a doença, pois o médico homeopata trabalha na nossa essência energética, ou fluido vital como se diz entre espíritas, e vai interferir na causa mais profunda da doença antes mesmo que ela se manifeste.