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Capa da edição nº 25 do Jornal de Espiritismo

25Jornal de Espiritismo nº 25

Novembro 2007 · 20 secções · ≈ 80 min de leitura

A edição 25 do Jornal de Espiritismo, de Novembro/Dezembro de 2007, apresenta entrevistas com Raul Teixeira e Geraldo Lemos sobre temas como avanços científicos e sabedoria em Chico Xavier. Inclui crónicas marcantes sobre a morte e preconceitos. Destaca a importância da divulgação espírita através da iniciativa 'Centro Espírita 22' e aborda questões no consultório, como a sensibilidade anímica em animais. Reflete ainda sobre a superação de problemas e a verdadeira essência da fraternidade.

Espiritismo
Entrevistas
Divulgação
Mediunidade
Reflexão
Superação

Capa

Página 11 min

PUBLICIDADE PUBLICIDADE Jornal Espiritismo Ano IV | N.º 25 | Jornal Bimestral da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal | Director . Ulisses Lopes | Preço € 0.50 NOVEMBRO.DEZEMBRO . 2007 foto loucomotiv UM CASO PARA PENSAR VIDA REAL ENTREVISTA RAUL TEIXEIRA Depois de visitar mais de 40 países, Portugal recebeu a presença deste professor universitário de Física e médium que, através das suas palestras, adorna a mente humana com os avanços científicos entrelaçados nas verdades confirmadas pelo conhecimento espírita.

Pág. 9 CRÓNICA QUANDO EU FUI O ANKOU “Conferência Espírita: “A Vida Após a Morte” no Auditório da Câmara Municipal” . Entrava nas lojas, nos mercados, nos cafés, nas barbearias, pedia autorização, e deixava os papelinhos. Uns, indiferentes, autorizavam sem sequer olhar. “Ponha aí, ponha aí…” ou per- guntavam “onde era o baile” . Outros liam e olhavam-me. Pág. 14 CRÓNICA UM AMANHECER Ela não era espírita, mas pensava e agia como se fosse, sem se importar com os preconceitos das religi- ões dominantes no seu país.

Comparando a morte a um amanhecer, a enfermeira-pa- drão Elisabeth Kubler Ross procurava passar tranquili- dade e esperança, à cabecei- ra do leito dos seus numero- sos pacientes terminais. Pág. 13 ENTREVISTA GERALDO LEMOS A sabedoria em Chico Xavier sempre foi uma das suas mais proeminentes carac- terísticas de personalidade. Não a pretensa sabedoria dos homens, mas a do ver- dadeiro sábio, que sabe que quanto mais conhece e aprende acerca da vida, do universo e de Deus.

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Editorial A árvore dos problemas Nem parece, mas com esta edição entra

Página 23 min

mos no quinto ano de vida deste jornal. E, se umas vezes foi mais fácil do que outras preparar este trabalho para si, caro leitor, verificamos no mínimo um facto: nem com uma gralha ou outra dissemos alguma vez mal de alguém. E porque terá sido? Pelos ideais de conduta que decorrem do que ensina a doutrina espírita, isso é certo. Mas não só: se há um espaço limitado de publicação, faria sentido gastar parte desse mesmo espaço quando os nossos leitores estão mais interessados em ouvir palavras que acrescentem algo em vez das que denigrem.

E, no entanto, na rua e no trabalho, es- peramos que não tanto na família, numa observação contumaz verificamos que o comportamento humano ainda resvala intensamente para a farpa verbal ou para o conluio de «panelinha»… É maldade? Nem sempre, se calhar é mais o hábito consolidado de agregar os que pensam da mesma maneira, como se isso fosse uma prática fraterna. Mas não é. E vem de tão longe que já devíamos todos ter percebido que «o meu amigo não é o que pensa como eu, mas sim o que pensa comigo».

A concordância de opiniões ocorre quando, num apertado horizonte tribal, o grupo ten- ta agregar-se mantendo em si as mesmas perspectivas. Depois há vários tipos de lide- rança. A mais limitada consiste em mandar e ser obedecido, com uma única variação: ser obedecido porque manda… É limitativa, porque o grupo vai sofrer as Esta é a história de um homem que contra- tou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda.

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Correio do leitor PUBLICIDADE PUBLICIDADE Lugar Alvite de Baixo, 4540-294 ESCARIZ Tel.: 256 832 875 - Fax.: 256 374 744 - Telem.: 96 603 48 55 geral@imunis.ptwww.imunis.pt FICHA TÉCNICA Jornal de Espiritismo Periódico Bimestral Director: Ulisses Lopes Editor: Jorge Gomes Maquetagem: www.loucomotiv.com Fotografia: Loucomotiv, J. Braga, P. Forte, C. Rodrigues e arquivo Tiragem: 2000 Exemplares Registado no Instituto da Comunicação Social com o n.

º 124325 Depósito Legal: 201396/03 Administração e Redacção ADEPRua do Espírito Santo, N.º 38, Cave Nogueira – 4710-144 BRAGA Assinaturas Jornal de Espiritismo Apartado 161 4711-910 BRAGA E-mail jornal@adeportugal.org Conselho de Administração Noémia Margarido, Isaías Sousa Publicidade Apartado 161 4711-910 BRAGA pub@adeportugal.org Propriedade Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal ADEP NIPC 504 605 860 Apartado 161 4711-910 Braga E-mail: adep@adeportugal.

org http://www.adeportugal.org Impressão Oficinas de S. José – Braga O Centro Espírita 22 Estávamos numa actividade espírita a nível nacional. O tema era interessante, abor- dava a reencarnaçãoeo momento era de um descontraído café, juntamente com um bolinho para enganar o estômago, enquanto não chegava a hora do almoço. Na mesa ao lado três pessoas falavam animadamente de divulgação espírita e a certa altura, com um ouvido cá e outro lá, pois que o tema me interessava, um dos presentes saiu-se com esta tirada: «Olha, lá no nosso centro espírita já lhe chamamos o Centro Espírita 22».

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Página 44 min

Consultório Animais médiuns? PUBLICIDADE PUBLICIDADE Pergunta Paulo Pontinha, Penafiel: Dr. Ricardo Di Bernardi os animais têm me- diunidade? Dr. Ricardo Di Bernardi — Prezado Paulo, essa é uma questão que habitualmente é proposta. Há que definir, inicialmente, mediunidade e diferenciá-la de sensibilida- de anímica. O termo anímico significa relativo à alma. Os animais possuem algo equivalente à alma, só que recebe a designação de princí- pio espiritual.

Os animais, tendo esta “alma”, têm sensibilidade anímica, o que significa dizer que a sua “alma” tem sensiblidade. Sim, os animais podem sentir a presença de espíritos, percebê-los ou até vê-los. Desta percepção, podem resultar reacções das mais diversas, como medo, raiva, curiosida- de, alegria e outras. Na espécie humana há também diver- sas formas de sensibilidade anímica ou paranormalidade, que não são fenómenos de mediunidade, por exemplo, a telepatia.

Assim, caro Paulo, não podemos dizer que os animais são médiuns, mas eles po- dem ter, em graus diversos, sensibilidade anímica. Não está equivocado comentar-se algo como «o meu cão sente a presença de entidades espirituais, percebe as energias psíquicas, as vibrações de pessoas ou do ambiente». Não cabe, no entanto, a expres- são «o meu cachorro é médium». Para tanto ele deveria ter transe psicofónico, psicográ- fico, etc.

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Associação Cultural Espírita Castrense

Página 57 min

Breves ASSOCIAÇÃO CULTURAL ESPÍRITA CASTRENSE No passado dia 1 de Novembro a Associação Cultural Espírita Castrense celebrou o seu 1º ani- versário. Nesse dia, destaque para a palestra “Manifestações espontâneas de espíritos”, proferida por José Carlos Lucas. Apesar das dificuldades próprias de uma associação a dar os primeiros passos, os propósitos têm sido seguidos à risca, com o estudo sistemático da doutrina espírita, a sua divulgação atra- vés de palestras públicas semanais e ainda o atendimento fraterno.

É de se ressaltar o crescente interesse que as palestras públicas têm despertado, não obstante as dificuldades que o desco- nhecimento e até o preconceito são capazes de levantar. A afluência às palestras é bastante boa e a receptividade às ideias espíritas foi uma surpresa gratificante. De notar ainda, que a Associação Cultural Espírita Castrense (ACEC) já promoveu um Curso Básico de Espiritismo neste 1º ano de actividade.

Fonte: Associação Cultural Espírita Castrense. Contacto: 961251420. CARLOS ALBERTO FERREIRA NA GALERIA MATOS FERREIRA Mais uma vez Carlos Alberto Ferreira foi convidado a proferir uma palestra sobre Espiritismo, na Galeria Matos Fer reira em Lisboa (ao Bairro Alto), desta vez no passado dia 4 de Outubro. Desta vez o tema versou a Lei de Causa e Efeito, onde com simplicidade clarificou as diferenças com o carma. Fazer chegar a público leigo as Leis de Deus numa perspectiva espírita é cada vez mais frequente, o que denota já uma maturidade espiritual de quem as solicita, bem como a aceitação por parte dos ouvintes, que nos encoraja para o trabalho de divulgação que se esten- de já em larga escala, tanto no Brasil, como em Portugal e restante Europa.

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Reportagem Em tempo de agradecimentos… A ASEB – Associação Sociocultur

Página 66 min

Reportagem Em tempo de agradecimentos… A ASEB – Associação Sociocultural Espírita de Braga – realizou as suas II Jornadas Espíritas, que decorreram em Braga nos dias 28 e 29 de Setembro de 2007, sob a temática: Valores e Sociedade. Como em qualquer empreendimento, é hora de fazer um balanço e premiar os intervenientes. Antes de referir que nenhum pagamen- to em numerário poderia compensar as enormes alegrias que se viveram, quer no decurso das reuniões preparativas ao acontecimento, quer naqueles dois dias de efusiva confraternização espírita, direi que o ser humano caracteriza-se por hábitos sociavelmente bons ou maus, sendo estes que lhe diferenciam o carácter.

O hábito é, assim, uma postura condizente com o pen- sar e o agir de cada um de nós. E a gratidão deve encabeçar todos os hábitos humanos pelos actos praticados nos desafios da luta moral e espiritual. É natural que o bem, quando executado sem qualquer interesse, não espere re- compensa de qualquer natureza, uma vez que premeia aquele que o pratica, mas o bom senso convida a repensar as inten- ções superiores que impeliram à realização daquele evento espírita.

Evidentemente que, logo que o Grupo de Divulgação daquela Associação se decidiu pela efectivação das Jornadas, estabeleceu uma batalha para a vitória dos ideais, mas contou com a boa vontade de muitas pes- soas cujo caminhar se fundamenta na subli- me conjugação do verbo amar e na elevada característica de servir com total desapego de vaidades ou referências estimuladoras, porque encontraram no Espiritismo uma valiosa satisfação de viver.

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Rescaldo Perguntas à solta Nas Jornadas Espíritas de Braga houve indag

Página 73 min

Rescaldo Perguntas à solta Nas Jornadas Espíritas de Braga houve indagações que ficaram por responder. Pela oportunidade das mesmas «Jornal de Espiritismo» aceitou criar um espaço para que os expositores possam atender essas questões. Desta vez, a palavra às perguntas colocadas a José Carlos Lucas, que falou neste evento sobre evidências da imortalidade da alma. Poderia explicar como o espírito utiliza os aparelhos eléctricos para as transcomuni- caçoes?

José Carlos Lucas – Não se sabe ao certo. Uns pesquisadores defendem a tese de que eles agem sobre os equipamentos electrónicos de um modo que desconhe- cemos. Outras pessoas, nas quais me incluo, pensam que é necessário haver alguma mediunidade de efeitos físicos que os espí- ritos utilizam para agir sobre os gravadores. Apenas temos a certeza de que os factos existem. Um dia descobriremos como eles fazem isso. Até lá é necessário continuar a pesquisar.

Qual a diferença entre a manifestação espírita e espontânea e o popularmente designado “estar com o diabo no corpo” a que normalmente se resume com o exorcismo? JCL – Uma manifestação espírita espon- tânea, ou drop-in, é uma manifestação espontânea de alguém desencarnado que dá detalhes passíveis de serem identifica- dos ou não. Entre os casos de manifestação mediúnica há as que têm autocontrolo e as que não, podendo ainda ser espontâneas ou não.

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União Espírita da Região de Lisboa

Página 86 min

Reportagem CongressoNacionaldeEspiritismo Lisboa recebeu o VI Congresso Nacional de Espiritismo – organizado pela UNIÃO ESPÍRITA DA REGIÃO DE LISBOA –, nos dias 1, 2 e 3 de Novembro no Auditório da Faculdade de Medicina Dentária desta cidade. O tema foi ESPIRITISMO – PLATAFORMA PARA O FUTURO DA HUMANIDADE. Os convidados de honra foram os nossos digníssimos e nobres companheiros DIVALDO PEREIRA FRANCO E RAUL TEIXEIRA.

O CORO ESPÍRITA DE LISBOA E O JOGRAL ESPÍRITA DE LISBOA presentearam todos com um belíssimo espectáculo de luz, movimento e cor. Após a prece de abertura proferida por Rui Marta (UERL), Arnaldo Costeira (FEP) oficiali- zou a abertura do congresso, apresentando de seguido o primeiro convidado: José Raul Teixeira, nascido em Niterói, no Estado do Rio de Janeiro é licenciado em Física mestre e Doutor Educação pela UNESP, exerce o cargo de professor universitário.

Com seu verbo útil e lúcido, Raul Teixeira é um dos oradores mais requisitados no Brasil e no Exterior e explanou o tema central no Congresso – ESPIRITISMO: PLATAFORMA PARA O FUTURO DA HUMANI- DADE: “Desde sempre o fenómeno mediúnico esteve presente na humanidade, mas é com Allan Kardec e com a Doutrina dos Espíritos que esse intercâmbio passa a ter um objec- tivo filosófico. A força do Espiritismo está na sua filosofia.

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Entrevista José Raul Teixeira: a Física e o Espiritismo Depois de visi

Página 96 min

Entrevista José Raul Teixeira: a Física e o Espiritismo Depois de visitar mais de quarenta países, Portugal mereceu, mais uma vez, a presença de Raul Teixei- ra, físico e médium brasileiro que, através das suas palestras, adorna a mente humana com os avanços científicos entrelaçados nas verdades confirmadas pelo conhecimento espírita. Como surge esta sua visita a Portugal? Raul Teixeira – Visito Portugal desde 1989, sempre a convite da Federação Espírita Portuguesa.

Depois de sete anos, estou de regresso. Este interregno deve-se às minhas actividades profissionais, no Brasil, mas fui convidado para participar no Congresso Nacional de Espiritismo, levado a cabo em Lisboa, nos dias um a três de Novembro e cheguei antes para poder visitar algumas cidades e rever os corações amigos desta família espírita portuguesa. Ao longo do tempo, nas suas diversas vi- sitas, como vê a evolução do movimento espírita português?

RT – Desde a primeira vez em que aqui esti- ve, tenho acompanhado o crescimento gra- dativo do movimento, tanto em número de pessoas, como em qualidade de trabalho, desde aqueles que gerem, coordenam os movimentos locais ou mesmo regionais, até à Federação. Para mim, pessoalmente, é de muita alegria e de muito gáudio perceber que este país irmão é a primeira expressão em Espiritismo em toda a Europa. Na sua opinião, o que é mais importante: trabalhar numa associação espírita ou num órgão especialmente vocacionado na gestão do movimento, como a Fede- ração?

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Infantil Liga cada ser vivo ao local que melhor o ajuda a viver Por Ma

Página 101 min

Página Infantil Liga cada ser vivo ao local que melhor o ajuda a viver Por Manuela Simões Alves Participa! O próximo tema tem como título Há muitas moradas na casa de meu Pai – Diferentes Mundos (continuação). O teu trabalho poderá aparecer publicado nesta página! Se tens entre os 6 e os 15 anos de idade, participa com um texto teu, um desenho ou uma banda desenhada! Depois, envia para o seguinte endereço: Jornal de Espiritismo Apartado 161 4711-910 Braga Saber Mais!

‘Há muitas moradas na casa de meu Pai’ No nosso planeta Terra, os diversos animais habitam sítios diferentes. Por exemplo, o coelho não mora no mesmo lugar da abelha ou do peixe. E até mesmo as pessoas têm casas diferentes umas das outras. O esquimó não conseguiria nunca sobreviver numa cabana de palha. E todos os dias existem pessoas que mudam de uma casa para outra para tentar criar melhores condições às suas necessidades: Mudam para uma casa maior, ou mais pequena e mais barata; Mudam para mais perto dos seus locais de trabalho; Afastam-se das cidades para poderem ter mais tranquilidade; etc.

Podemos então concluir que, o local de habitação de cada ser vivo é muito importante para a sua sobrevivência e na Terra existem diferentes moradas para todos eles, sejam animais ou pessoas!

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Vida Real foto loucomotiv Médicos: Um caso para pensar A Rita é uma jo

Página 113 min

Vida Real foto loucomotiv Médicos: Um caso para pensar A Rita é uma jovem como outra qualquer. Tem uma característica diferente de outras miúdas: tem percepção extra-sen- sorial, aquilo que os espíritas denominam de mediunidade. Passou por uma situação no mínimo caricata, num dos hos- pitais portugueses. Ora veja... O dia decorria com naturalidade. De repente, uma crise de ansiedade e taquicardia levou-a às urgências de um Hospital da zona centro de Portugal.

Nas urgências, deitada numa maca, os médicos eram unânimes: não tinha qualquer patologia. Ficou em observa- ções. Passado algum tempo, vê uma senhora a chorar, o que a sensibilizou. Breves momentos depois, a Rita, tendo me- diunidade (capacidade de se aperceber do mundo espiritual), viu um senhor de idade, ali ao lado, que lhe dizia com insistência: «Vai dizer à minha fi lha que não chore, que eu estou bem». Aí, ela apercebeu-se que a causa do choro da senhora, entretanto chamada pelos enfermeiros, teria sido a morte do seu pai, que entretanto aparecera espiritu- almente à médium Rita.

Rita, no seu ar simples e sincero, levan- tou-se da maca e foi ter com a senhora que chorava a morte do pai: «Senhora, senhora, não chore, o seu pai não mor- reu, ele está vivo e está aqui ao lado a dizer que está bem para a senhora não chorar.» Uma das médicas de serviço nas Urgências do Hospital veio pregar um raspanete à Rita, pois não tinha nada que sair da sua maca. Inquirida da razão por que saíra, esta na sua simplicidade explicou com naturalidade aquilo que para ela era natural: o contacto com o mundo espiritual.

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Página 125 min

Entrevista PUBLICIDADE Geraldinho Lemos Geraldo Lemos Neto é brasileiro e foi director da União Espírita Mineira, responsabilizando-se pela organização de vários livros em torno da mediunidade de Chico Xavier. Participou também no lançamento do último livro ainda inédito da psicografia de Chico Xavier em parceria com a editora GEEM, lançado em Outubro do ano passado, cujo título é “Mensagens de Inês de Cas- tro”. Em Belo Horizonte participa de reuniões do Centro Espírita Luz, Amor e Caridade, onde também dirige o Grupo de Estudos Zeca Machado.

Na União Espírita Mineira colabora mediunicamente nas actividades de desobsessão. www.adeportugal.org curso básico de espiritismo on-line em Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal Conhecendo Chico Xavier com alguma in- timidade, sente grande responsabilidade com isso perante a Espiritualidade? Geraldinho Lemos — Sinto-me como um grande devedor perante a misericórdia infi- nita de Deus que me possibilitou conhecer e conviver na intimidade com Chico Xavier.

Certa vez, brincando com uma amiga, Chico afirmou que quem teve mãe espírita nesta vida não terá perdão se falhar. Então, considerando que ele foi para mim um pai, uma mãe e um instrutor generoso e compassivo, austero e seguro, sinto uma enorme responsabilidade para fazer jus ao tanto que dele recebi. Os exemplos que colheu nessa vivência com Chico Xavier são para si como as de um homem sábio e justo e que deverão ser seguidas?

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Crónica A morte: um amanhecer Ela não era espírita, mas pensava e agia

Página 133 min

como se fosse, sem se importar com os preconceitos das religiões dominantes no seu país. Comparando a morte a um amanhecer, a enfermeira-padrão Elisabeth Kubler Ross procurava passar tranquilidade e espe- rança, à cabeceira do leito dos seus numerosos pacientes terminais. Extraímos o título acima, de um dos seus mais de 20 livros sobre o assunto, traduzi- dos em 26 idiomas.

Nascida em Zurique, na Suíça, e radicada nos Estados Unidos, ela trabalhou em vários hospitais de Chicago, Colorado e Nova Iorque. Em todos ficava profundamente triste e até indignada com a pouca atenção que era dispensada aos então chamados moribundos. Nos anos 60, contra a vontade dos seus colegas médicos, decidiu investir o seu tempo nessas pes- soas, sentando-se ao lado delas, trocando ideias e ouvindo as suas queixas.

O seu objetivo, dizia, era romper a crosta de negação social e profissional que impedia esses doentes de expressarem as suas preocupações mais íntimas a respeito da sua morte próxima. Como resultado, em 1969 publicou um livro no qual explicava as suas experiências com mais de 500 homens e mulheres desenganados. «Sobre a Morte e os Moribundos» foi um best-seller que revolucionou esse tipo de atendimento e mudou para sempre o seu enfoque.

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Crónica Quando eu fui o Ankou Fato rasgado, chapéu de aba larga, aparê

Página 143 min

Crónica Quando eu fui o Ankou Fato rasgado, chapéu de aba larga, aparência de esqueleto e grande foice nas mãos, o Ankou é uma figura fantástica, que povoa as lendas da Baixa Bretanha, França. Nas noites escuras, no meio das brumas que vêm do Atlântico Norte, o Ankou vagueia pelos caminhos, recolhendo as almas dos mortos na sua carroça, para as transportar para o outro mundo. É uma figura temida, mas sempre presente.

À beira das estradas, ou nas igrejas, esculturas mais ou menos assustadoras do Ankou ostentam legendas como “A morte, o julgamento, o inferno frio, Quando o homem em tal pensa, deve tremer”. Numa manhã ensolarada de sábado, puseram-me a distribuir panfletos: “Con- ferência Espírita: A Vida Após a Morte; Auditório da Câmara Municipal”. Entrava nas lojas, nos mercados, nos cafés, nas barbearias, pedia autorização, e dei- xava os papelinhos.

Uns, indiferentes, autorizavam sem sequer olhar. “Ponha aí, ponha aí…” ou perguntavam “onde era o baile”. Outros liam e olhavam-me, diver- tidos, como quem diz: “Há cada maluco neste mundo…”. Um ou outro, sobre- tudo os mais novos, despacharam-me, com ar desconfiado, e um seco “Deixe ficar que eu depois afixo”. Bastantes, so- bretudo os menos novos, acolheram-me muito bem, fizeram muitas perguntas, contaram muitas experiências.

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Opinião Sobre a mente eocérebro Gerados exclusivamente pelo Espírito –

Página 152 min

sede da inteligência, da vontade e da sensibilidade – ideias e sentimentos são o combustível alimentador e accionador da mente, órgão espiritual que os transforma em pensamentos. Com estes, o Espírito ac- tua nas dimensões energéticas compatíveis com seus padrões vibracionais. Originado na zona mental (não física), o pensamento flui através das sucessivas camadas do psiquismo, transitando por ní- veis energéticos cada vez menos subtis até alcançar as dimensões materiais de baixa frequência vibracional, quais as do nosso aparato encefálico.

Desse modo, vê-se o cérebro como instru- mento passivo da mente, mero processa- dor e armazenador de memórias actuais. Fazendo-se um elo com a linguagem da Informática, pode-se dizer que o cérebro é uma mera disquete; a mente, um imenso winchester; e o Espírito, um computador accionado por “energia” infinita, de origem divina. Semelhantemente a um transformador de voltagem, o cérebro reduz a frequência das ondas psíquicas captadas.

Procedentes, originariamente, da usina mental, tais ondas só chegam ao cérebro após terem transita- do por uma cadeia de subestações transfor- madoras, integrantes da estrutura psíquica do ser. Estas subestações são consideradas “corpos subtis” nos esquemas adoptados por estudiosos de diferentes escolas filosófi- cas do orientalismo e do neo-espiritualismo ocidental. É assim que, numa abordagem espirito- cêntrica do Ser, o “espírito intelectualiza a matéria” com os seus pensamentos cons- cientes ou inconscientes.

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Crónica O que é ser Espírita Pergunta-se, afinal, pela definição de es

Página 168 min

Crónica O que é ser Espírita Pergunta-se, afinal, pela definição de espírita. Trata-se de saber quais são as características que fazem de alguém espírita e não outra coisa qualquer. Para isso, há que recorrer a aquilo que se designa de género mais próximo (as características que o conceito de espírita partilha com os outros da mesma “famí- lia”) e de diferença específica (as características próprias do espírita, que o distinguem dos outros “membros da família”).

Tentar-se-á avançar com uma definição explícita, isto é, referir expressamente as características necessárias e suficientes que integram o conceito de espírita. O termo “espírita” não é unívoco, tal como não o é o termo “Espiritismo”. Poder-se-á dizer que são termos polissémicos, ou seja, que possuem vários significados. Em termos gerais, a noção de espírita pode ser retirada da noção de Espiritismo em nós: é o modo como o Espiritismo em si é captado e vivido por aqueles que com ele têm contacto, do reflexo ou efeito que o Es- piritismo tem em nós.

Espírita é aquele que, de alguma maneira, reage positivamente ao estímulo fornecido pelo Espiritismo e se deixa envolver por ele e nele. Um espírita é, antes de mais, uma pessoa. E é uma pessoa orientada para uma certa actividade e para um determinado modo de estar no mundo e na vida. Adopta uma certa posição no “jogo” da vida, sendo, ele próprio, um participante de um outro “jogo”, o da vivência (subjectiva e objectiva) do Espiritismo.

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Entrevista a Frequentadores de Centros Espíritas

Página 175 min

Afinidades Os autores espíritas clássicos estão no outro mundo! Impressãodigital ENTREVISTA A FREQUENTADORES DE CENTROS ESPÍRITAS Maria do Céu de Sousa Lima Frequentadora de centro espírita Na casa dos 30 anos, é Assistente Comercial e vive na Senhora da Hora. Como conheceu o Espiritismo? Maria do CéuA descoberta do Espiritismo teve, para mim, um sabor de quase-reencontro e foi o culminar de uma longa busca, em que procurei um sentido para a dor e uma orientação para o vazio da existência.

Mesmo o simples passar do tempo em que não tive consciência dessa procura activa pro- vou-me que a vontade de descobrir o porquê do mundo da forma que se nos apresenta esteve sempre latente e conduziu os meus passos até à doutrina que viria finalmente mos- trar-me as razões que presidem à vida e explicam as tantas vicissitudes e obstáculos que parecem impedir-nos a marcha e que não raras vezes confundimos com arbitrariedades.

Foi assim que, após algumas conversas pontuais em torno da temática da vida e dos fenó- menos mediúnicos e, depois de ter comprado um exemplar de ”O Evangelho Segundo o Espiritismo”, me vi, pela primeira vez, dentro de um centro espírita. Frequenta algum centro espírita? Maria do CéuEsse centro espírita de que falei é o Núcleo Espírita Cristão (NEC) e foi lá que assisti a muitas das palestras realizadas semanalmente tendo, também, frequentado o Curso de Educação Mediúnica durante dois anos.

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Divulgue Sem Custos os Acontecimentos da Sua Associação para Mais

Página 182 min

Passatempo DIVULGUE SEM CUSTOS OS ACONTECIMENTOS DA SUA ASSOCIAÇÃO PARA MAIS DE 1500 PESSOAS Basta enviar a notícia para adep@adeportugal.org e, para além de ser enviada por e-mail, será inserida na Agenda do movimento espírita portu- guês, no respectivo dia e mês, facilitando assim a consulta de eventos espíritas nacionais. Para consultar a Agenda basta aceder a www.adeportugal.org. FAÇA A SUA ASSINATURA DO JORNAL DE ESPIRITISMO Assinatura anual (Portugal continental) € 7,00 Assinatura anual (Outros países) € 15,00 Desejo receber na morada que indico o “Jornal de Espiritismo” durante uma ano, pelo que junto cheque ou vale postal a favor da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal, JE, Apartado 161 – 4711-910 BRAGA (portes incluídos).

Nome Morada Telefone E-mail N.º de contribuinte Assinatura Horizontal 7......do corpo físico. 8.Prestação de cuidados especializados a doentes. 12.Crê na vida para além da morte. 13.Quem está só. 14.Oportunidade de crescimento espiritual. 16.Carícia. Vertical 1.Conjunto de sensações frequentemente associadas a situações de morte iminente. 2.Para ...... , morrer era tão-somente despir-se do corpo físico. 3.Doenças. 4.Prestes a morrer.

5....para o plano espiritual. 6.Reencarnação. 9.Emoção. 10.Estudo dos aspectos médicos, psicológicos e sociológicos da morte. 11.Lar. 15.Aqueles que nunca abandonam, ajudam sempre. 16.Veículo temporário para evoluir neste planeta. Palavras Cruzadas Sabia que... foto loucomotiv >> O médico Peter Staats, da Universidade de Baltimore, apresentou num Congres- so, cujo tema era «A Dor», em Vancouver (Canadá), uma exposição que demonstrou a boa infl uência dos pensamentos positi- vos.

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Literatura | Vídeo Médico dos pobres Palais Royal Um texto que nos ceg

Página 194 min

Literatura | Vídeo Médico dos pobres Palais Royal Um texto que nos cega por e-mail dá conta do filme”Bezerra de Menezeso médico dos pobres”, o que mostra que a prática do bem pode ser inspiradora também no cinema. Carlos Vereza é a estrela desta obra, que estreou este Verão no Brasil. A vida de Be- zerra de Menezes, uma das mais destacadas personalidades médicas e espíritas do Brasil, é agora também uma obra de cinema.

O filme conta ainda com a participação es- pecial dos atores Lúcio Mauro, Paulo Goulart Filho, Nanda Costa e Caio Blat. Com direção de Glauber Filho e Joe Pimentel, e remete- -nos para o século XIX, já que a história narra a vida do médico desde o seu nascimento, no ano de 1831. Para isso foi realizada uma fiel reconstituição da época. A vida do homem, do médico, do espírita Bezerra de Menezes, é contada através de factos ficcionais e relatos pelos pesquisa- dores de sua obra.

A produção do filme contou com cuidadosa pesquisa histórica de Luciano Klein, biógrafo de Bezerra de Mene- zes, e também roteirista do filme ao lado de Umhomemnofundodoespelho Glauber Filho. Foram gravados também depoimentos de pesquisadores e estudiosos da vida de Bezerra de Menezes, como Luiz Bassuma, Nazareno Feitosa e Nestor Mazoti, entre outros. Seja como político devotado às causas humanitárias ou como médico conhecido por jamais negar socorro a quem batesse à sua porta, Bezerra de Menezes tornou-se um exemplo e escreveu a sua história de vida marcada pelo amor e pela caridade.

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Publicidade Revista de Psiquiatria Clínica

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Última Cartoon PUBLICIDADE REVISTA DE PSIQUIATRIA CLÍNICA Acaba de sair a edição da Revista de Psiquiatria Clínica, que é publicada pelo Departa- mento de Psiquiatria da Universidade de São Paulo há mais de 30 anos. O professor e médico psiquiatra e espírita, Alexander Moreira de Almeida, é o editor convidado e a temática é “Espiritualidade e Saúde”. A Revista, além da versão impressa, também tem versão on-line (inglês e português) de livre acesso, disponível em www.

hcnet.usp.br\ipq\revista A revista conta com 18 artigos de quase 40 autores, sendo 7 pesquisadores internacio- nais, líderes na área. Procuram tornar esta edição especial bem abrangente e rigorosa, como imaginam que deve ser a pesquisa nesta e em todas as outras áreas. A revista também está indexada em várias bases de dados (PsycINFO, EMBASE, Sco- pus, SciELO, LILACS, SIIC). Os responsáveis esperam que a Revista possa ter uma ampla circulação mundial, permitindo uma difusão da espiritualidade.

ADEP COMEMORA OS 150 ANOS DA DOUTRINA ESPÍRITA A Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal, em comemoração dos 150 anos do lançamento da primeira edição de “O Livro dos Espíritos”, ofereceu ao longo deste ano esta obra de Allan Kardec a um grande número de bibliotecas espalhadas pelo país. Nomeadamente, às Biblioteca Pública de Braga, Biblioteca Municipal de Bragança, Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, Biblioteca Municipal de Vila Real, Biblioteca Municipal Almeida Garrett, Biblioteca Municipal de Aveiro, Biblioteca Municipal de Vi- seu, Biblioteca Municipal da Guarda, Biblioteca Municipal de Coimbra, Biblioteca Muni- cipal Afonso Lopes Vieira, Biblioteca Municipal de Castelo Branco, Biblioteca Municipal Central, Lisboa, Biblioteca Municipal Braamcamp Freire, Santarém, Biblioteca Municipal de Portalegre, Biblioteca Pública de ?

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