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Vida Real foto loucomotiv Médicos: Um caso para pensar A Rita é uma jo

Jornal de Espiritismo nº 25 · Novembro 2007Página 113 min

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Vida Real foto loucomotiv Médicos: Um caso para pensar A Rita é uma jovem como outra qualquer. Tem uma característica diferente de outras miúdas: tem percepção extra-sen- sorial, aquilo que os espíritas denominam de mediunidade. Passou por uma situação no mínimo caricata, num dos hos- pitais portugueses. Ora veja... O dia decorria com naturalidade. De repente, uma crise de ansiedade e taquicardia levou-a às urgências de um Hospital da zona centro de Portugal.

Nas urgências, deitada numa maca, os médicos eram unânimes: não tinha qualquer patologia. Ficou em observa- ções. Passado algum tempo, vê uma senhora a chorar, o que a sensibilizou. Breves momentos depois, a Rita, tendo me- diunidade (capacidade de se aperceber do mundo espiritual), viu um senhor de idade, ali ao lado, que lhe dizia com insistência: «Vai dizer à minha fi lha que não chore, que eu estou bem». Aí, ela apercebeu-se que a causa do choro da senhora, entretanto chamada pelos enfermeiros, teria sido a morte do seu pai, que entretanto aparecera espiritu- almente à médium Rita.

Rita, no seu ar simples e sincero, levan- tou-se da maca e foi ter com a senhora que chorava a morte do pai: «Senhora, senhora, não chore, o seu pai não mor- reu, ele está vivo e está aqui ao lado a dizer que está bem para a senhora não chorar.» Uma das médicas de serviço nas Urgências do Hospital veio pregar um raspanete à Rita, pois não tinha nada que sair da sua maca. Inquirida da razão por que saíra, esta na sua simplicidade explicou com naturalidade aquilo que para ela era natural: o contacto com o mundo espiritual.

A médica, estupefacta, chamou a sua cole- ga, chefe de equipa, que sabendo do óbito do senhor (facto que a médium desco- nhecia) inquiriu-a acerca da fi sionomia do defunto. Rita foi explicando à médica como era o defunto, tal como lhe tinha aparecido. A médica, atónita, apressou-se a escrever uma carta para o clínico de psiquiatria, em Leiria, para onde Rita foi enviada a contra- gosto, de ambulância. Em Leiria, no hospital local, o psiquiatra tentava a todo o custo internar a Rita, que pelo canto do olho viu o que a médica das urgências tinha escrito: «Diz que vê espíritos».

Pedindo ao médico para ir ao WC, apro- veitou e fugiu do hospital, telefonando de imediato ao namorado para a ir buscar. Regressou a casa voltando à sua vida normal. Este caso, aparentemente caricato, passou- -se em Portugal, em 2001, e provavelmente ainda se passa um pouco por todo o país. Felizmente, hoje em dia já existem muitos médicos que conhecem o espiritismo em Portugal, e que conseguem identifi car que determinadas situações não se enqua- dram na área das patologias médicas, encaminhando os seus pacientes para as associações espíritas, onde eles podem fruir de orientação e aprendizagem, para que assim lidem naturalmente com essa nova faculdade, cada vez mais generalizada em todo o mundo.

Se a Rita não tivesse tido uma aprendiza- gem numa associação espírita, sabendo o que se passava com ela, como lidar com a sua nova faculdade (uma espécie de sexto sentido, que todos possuímos), a esta hora, provavelmente estaria a engrossar o número de doentes mentais – que também existem! – que fazem parte das estatísticas dos hospitais psiquiátricos do país, em vez de estar, como agora, a levar uma vida nor- mal e natural, com a sua faculdade contro- lada, utilizando-a inclusive em benefício (gratuitamente) do próximo.

Esta situação de que tivemos conheci- mento faz-nos pensar na enorme res- ponsabilidade da actividade médica, da necessidade dos médicos adquirirem no- vos conhecimentos que lhes permitam ver o ser humano como um ser holístico, integral e não apenas um amontoado de células. De repente, lembrámo-nos dos médiuns de outrora que, apelidados de bruxos, eram queimados nas fogueiras. Hoje, com o evoluir dos tempos, ainda são in- ternados em hospitais psiquiátricos, fruto do desconhecimento por parte de quem deveria fazer tudo para se esclarecer no sentido de ser útil à humanidade.

Um assunto à consideração dos médi- cos portugueses, que felizmente já vão estudando a doutrina espírita (que não é mais uma religião nem mais uma seita), e já estão organizados em duas associa- ções médico-espíritas em Portugal. Por José Lucas jcmlucas@gmail.