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Reportagem Em tempo de agradecimentos… A ASEB – Associação Sociocultur

Jornal de Espiritismo nº 25 · Novembro 2007Página 66 min

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Reportagem Em tempo de agradecimentos… A ASEB – Associação Sociocultural Espírita de Braga – realizou as suas II Jornadas Espíritas, que decorreram em Braga nos dias 28 e 29 de Setembro de 2007, sob a temática: Valores e Sociedade. Como em qualquer empreendimento, é hora de fazer um balanço e premiar os intervenientes. Antes de referir que nenhum pagamen- to em numerário poderia compensar as enormes alegrias que se viveram, quer no decurso das reuniões preparativas ao acontecimento, quer naqueles dois dias de efusiva confraternização espírita, direi que o ser humano caracteriza-se por hábitos sociavelmente bons ou maus, sendo estes que lhe diferenciam o carácter.

O hábito é, assim, uma postura condizente com o pen- sar e o agir de cada um de nós. E a gratidão deve encabeçar todos os hábitos humanos pelos actos praticados nos desafios da luta moral e espiritual. É natural que o bem, quando executado sem qualquer interesse, não espere re- compensa de qualquer natureza, uma vez que premeia aquele que o pratica, mas o bom senso convida a repensar as inten- ções superiores que impeliram à realização daquele evento espírita.

Evidentemente que, logo que o Grupo de Divulgação daquela Associação se decidiu pela efectivação das Jornadas, estabeleceu uma batalha para a vitória dos ideais, mas contou com a boa vontade de muitas pes- soas cujo caminhar se fundamenta na subli- me conjugação do verbo amar e na elevada característica de servir com total desapego de vaidades ou referências estimuladoras, porque encontraram no Espiritismo uma valiosa satisfação de viver.

Cátia Martins, psicóloga, presidente do Cen- tro Espírita Caridade por Amor, do Porto; José Lucas, militar, membro da ADEP – As- sociação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal; Regina Figueiredo, educadora de infância, membro do Centro Espírita Caminheiros da Luz, no Porto; Lígia Almei- da, médica cardiogeriatra, presidente da AME PORTO – Associação Médico-Espirita da Área Metropolitana do Porto e Jorge Go- mes, jornalista, também membro da ADEP, são exemplos disso mesmo.

Emprestaram saber e lealdade aos postulados espíritas na explanação de temas actuais, mas ainda tão interrogativos nas mentes dos cientistas, inquietando-lhes a existência. Na hora do testemunho aí estiveram, com entusiasmo e compreensível descontracção, impondo o seu perfil e defendendo o dever de melhor divulgar a doutrina em que acreditam, com a consciência de que, sendo parte inte- grante da sociedade, tudo quanto façam se reflectirá no seu conjunto.

Mas a ausência de gratidão para com outras pessoas que, mediante o seu contributo tornaram possível aquele evento, seria um erro de falência pelo respeito que mere- cem. Apesar dos desafios íntimos, os patro- cinadores, nomeadamente a TUB – Empresa de Transportes Urbanos de Braga – autori- zando a colocação de cartazes na centena e meia de autocarros que circulam na cidade e arredores, facultaram enormemente a divulgação do acontecimento.

Os declama- dores das poesias escolhidas para tipificar o desenvolvimento do espírito, os demais colaboradores e também os participan- tes das referidas Jornadas merecem uma referência de gratidão. Em conjunto, deram real significado à indescritível satisfação de trazer a Braga reflexões sobre as inevitá- veis exigências de uma reformulação dos conceitos humanos sobre a vida e a morte. A todos cabe a quota-parte de compartilhar os júbilos das II Jornadas de Braga com o próximo.

Em nome da ASEB, muito obrigado a todos. Texto: Eugénia Rodrigues Jornadas Espíritas de Braga A Divulgação do Espiritismo trouxe a Braga, nos dias 28 e 29 de Setembro, as II Jornadas Espíritas desta cidade, no auditório do Instituto Português da Juventude, contando com a organização do departamento Sociodivulgador da ASEB – Associação Sociocultural Espírita de Braga. “Espiritismo: Valores e Sociedade” foi a epígrafe escolhida como temática central das jornadas, tendo em conta a actualidade do pensamento espírita e o seu papel na evolução da humanidade.

A população estava curiosa e expectante. É que, de algumas semanas a esta parte, já se anunciava algo diferente, dentro e fora das associações espíritas. Eram cartazes es- palhados pela cidade, quer nos autocarros, quer em locais públicos mais frequentados pelos Bracarenses, o que fez com que 200 pessoas, sendo espíritas ou não, participas- sem. Pela cidade ouvia-se dizer: “Não sabia que o Espiritismo tinha assuntos importantes para debater?

Afinal o que é isto do Espiritismo?” A ânsia dos inscritos e não inscritos fez com que, na sexta-feira, 28 de Setembro, dia da abertura das jornadas, a sala começasse a encher desde cedo. O evento iniciou com apresentação do programa, pelo moderador das jornadas – Ulisses Lopes, presidente da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP). De seguida, passou a palavra a Cátia Mar- tins, psicóloga, presenteando-nos com uma conferência subordinada ao tema «Depres- são», focalizando a parte espiritual desta patologia.

A noite cessa, com depoimentos de Eugénia Rodrigues, Goreti Ribeiro, José Lucas, Jorge Gomes, Vânia Nazaré, Betina Ferreira, através de um filme produzido, por Priscila Forte, servindo de homenagem a “O Livro dos Espíritos” e demonstrando-nos a importância do referido livro na transfor- mação positiva, da forma de encarar a vida, servindo também como guia para conduzi- rem suas vidas. A manhã seguinte, 29 de Setembro, come- çou com uma conferência de José Lucas, militar, sobre as “Manifestações Espontâneas de Espíritos”, apresentando-nos alguns casos ocorridos e pesquisados pela ADEP, em Portugal.

De seguida a “Educação” tomou lugar a ou- tra conferência, apresentada pela educado- ra de infância Regina Figueiredo, falando- -nos de um projecto de aplicabilidade do método espírita nas escolas portuguesas. Terminou-se a manhã com um pequeno debate, com respostas colocadas pelo público aos temas expostos pelos oradores acima referenciados, sendo moderadora Noémia Margarido. Após o almoço, inicia-se mais um rol de conferências.

A primeira, apresentada pela Lígia Almeida, médica cardiogeriatra, subor- dinada ao tema: “Viver com Saúde”, mostra a importância do pensamento positivo, para assegurar uma vida mais saudável. Seguiu-se, Jorge Gomes, jornalista, que falou sobre “Alteridade e os Fenómenos do Ser”, isto é, a relação com os outros, a capacidade de conviver com as diferenças dos outros. De seguida, tivemos a oportunidade de assistir a uma encenação teatral de poesia, com vários colaboradores da organização.

Note-se que todos os conferencistas utiliza- ram os meios audiovisuais para se dirigirem ao público presente, o que demonstrou a qualidade do evento e facilitou a absorção dos temas abordados, efeito esse que veri- ficamos pelas diversas questões colocadas pelo público na mesa-redonda que se seguiu. No momento de reflexão, salientou-se Xa- vier de Almeida, ex-presidente da FEP – Fe- deração Espírita Portuguesa, que apelou à importância da divulgação da Doutrina Espírita, terminando com um agradecimen- to e lançando o repto para a continuação deste evento.

Houve ainda, um encerramento-surpresa, que consistiu num filme de sensivelmente 20 minutos, muito bem concebido por Vasco Marques e José Lucas, sobre os 150 anos de Espiritismo. Ainda a salientar, a organização, apetre- chou a recepção do Auditório, com uma exposição das capas de todos os «Jornal de Espiritismo», bem como cartoons de Reinal- do Barros, professor e espírita, evidenciando de forma divertida, algumas temáticas explicadas racionalmente pelo Espiritismo, que serviu como apoio instrutivo para os participantes, nos intervalos.

Agora que terminou, já estão em mente umas III Jornadas, sobre as quais “ainda é prematuro falar-se”, mas adiantam que “as jornadas correram muito bem, os objecti- vos propostos foram largamente atingidos e foi possível divulgar a doutrina espírita com a respeitabilidade que ela merece”. A Associação Sociocultural Espírita de Braga vai disponibilizar no seu site em www.aseb. com.pt as fotografias do referido evento, assim como uma questão solicitando su- gestões para as próximas.