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Jornal de Espiritismo nº 27 · Março 2008Página 94 min
Ciência Molécula precursora da vida Pela primeira vez detecta-se moléculas orgânicas num outro sistema estelar. www.adeportugal.org curso básico de espiritismo on-line em Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal PUBLICIDADE Um grupo de cientistas norte-americanos descobre sinais de moléculas orgânicas bastante complexas no disco de poeira em volta de uma estrela. O Telescópio Espacial Hubble detectou essas moléculas no disco de poeira à volta da estrela HR 4796A situada na Constelação de Centaurus.
Esta estrela tem 8 milhões de anos, e está a 220 anos-luz de nós. A juventude da estrela faz com que o disco à volta dela esteja ainda a formar planetas. A descoberta pode significar que estes blocos construtores de vida serão uma característica comum dos sistemas planetários. Formação dos planetas Todos os anos, 300 toneladas de matéria orgânica, rica em carbono, colide com a Terra na forma de poeira microscópica proveniente da evaporação de fragmentos cometários e pequenos meteoróides, na atmosfera terrestre.
Periodicamente, uma tonelada ou mais destes compostos caem directamente na nossa superfície planetária aquando da colisão de grandes asteróides carbonáceos. Há quatro mil milhões de anos, precisamente antes dos primeiros e mais antigos vestígios de vida que conhecemos, as colisões com a Terra e a chegada de matéria orgânica do Espaço ultrapassavam todos os valores que até aqui se supunham.” Estas são as conclusões apresentadas num extenso artigo sobre a origem cósmica da vida por dois astrofísicos do da NASA.
A estrela HR 4796A, de apenas oito milhões de anos, está nos estágios finais da formação de planetas, a descoberta sugere que os blocos básicos da vida podem ser comuns nos sistemas planetários. Em trabalho publicado no Astrophysical Journal Letters, John Debes e Alycia Weinberger, do Instituto Carnegie, e Glenn Schneider, da Universidade do Arizona, descrevem observações feitas por infravermelho da HR 4796A a partir de um espectrómetro do telescópio espacial Hubble.
Olhando o nosso sistema solar, grandes moléculas de carbono têm sido encontradas tanto em cometas como numa das luas de Saturno. Estas moléculas são consideradas as precursoras das biomoléculas que formam os organismos. Tolinas Verificou-se que o espectro de luz visível e infravermelha promovido pela poeira da estrela era muito avermelhado, coloração produzida por grandes moléculas orgânicas baptizadas pelo Prof. Carl Sagan de tholins (ou em português tolinas); uma espécie de hidrocarbonetos compostos por carbono e hidrogénio.
De acordo com o estudo, o espectro não se assemelha com o de outras substâncias vermelhas, como o óxido de ferro. As tolinas não se formam naturalmente hoje em dia na Terra, porque o oxigénio da atmosfera as destruiria rapidamente, mas estima-se que elas teriam existido há bilhões de anos, nos primórdios do planeta, e que teriam sido precursoras das biomoléculas que formam os organismos terrestres. Tolinas já foram detectadas no Sistema Solar, em cometas e em Titã, sendo responsáveis pelo tom vermelho desta lua de Saturno.
Esta pesquisa é o primeiro estudo a identificar essas grandes moléculas orgânicas fora do Sistema Solar. Transporte de moléculas orgânicas A estrela HR 4796A encontra-se a 220 anos- -luz da Terra na constelação do Centauro e é visível principalmente a partir do hemisfério Sul terrestre. O disco de poeira em volta da estrela foi formado a partir das colisões de pequenos corpos celestes, semelhantes a cometas ou asteróides do Sistema Solar.
Segundo o estudo agora publicado, esses corpos podem transportar as moléculas orgânicas para qualquer planeta que esteja no sistema da estrela HR 4796A evidenciando que Vida pode estar espalhada pelo Universo e que de forma simples corrobora o que O Livro dos Espíritos nos disse há 150 anos na pergunta 45: «Onde estavam os elementos orgânicos, antes da formação da Terra? Achavam-se, por assim dizer, em estado de fluido no Espaço, no meio dos Espíritos, ou em outros planetas, à espera da criação da Terra para começarem existência nova em novo globo.
» consolidado em A Génese, Cap IX, Item 12: - Quanto aos cometas, (…), por parecerem eles destinados a reabastecer os mundos, se assim nos podemos exprimir, trazendo-lhes os princípios vitais que eles armazenam em sua corrida pelo espaço e com o se aproximarem dos sóis. Assim, pois, seriam antes fontes de prosperidades, (…) “Até há pouco era muito difícil determinar a composição da poeira de um disco através da sua luz dispersada, por isso, descobrir estas moléculas desta forma representa um grande salto na nossa compreensão,” diz John Debes, membro da equipa responsável pelo estudo.
“Astrónomos estão começando a olhar para planetas em torno de estrelas diferentes do Sol. A HR 4796A tem massa duas vezes maior e é 20 vezes mais luminosa”, afirma o cientista Debes. “Estudar esse sistema fornece pistas para que possamos entender as diferentes condições por meio das quais os planetas se formaram e, talvez, sob as quais a vida pode evoluir”, conforme atesta Allan Kardec em “A Génese”: «Que as obras de Deus sejam criadas para o pensamento e a inteligência; que os mundos sejam moradas de seres...
» corroborada pela resposta á pergunta 55 d’ “O Livro dos Espíritos”: «Deus povoou de seres vivos os mundos, concorrendo todos esses seres para o objectivo final da Providência. Acreditar que só os haja no planeta que habitamos fora duvidar da sabedoria de Deus, que não fez coisa alguma inútil. Certo, a esses mundos há-de ele ter dado uma destinação mais séria do que a de nos recrearem a vista. Aliás, nada há, nem na posição, nem no volume, nem na constituição física da Terra, que possa induzir à suposição de que ela goze do privilégio de ser habitada, com exclusão de tantos milhares de milhões de mundos semelhantes» NOTA.
O artigo “Complex organic materials in the circumstellar disk of HR 4796A”, John H. Debes, Alycia J. Weinberger, Glenn Schneider está no Astrophysical Journal Letters, 2008 February 1 Vol.: 673:L000-L000 DOI: 10.1086/527546 e pode ser lido por assinantes da Astrophysical Journal Letters em www.journals.uchicago.
