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Consultório Doação de órgãos «Dr

Jornal de Espiritismo nº 29 · Julho 2008Página 43 min

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Ricardo Di Bernardi, pode falar a respeito de doação de órgãos, sabendo-se que o desligamento total do espírito pode às vezes ocorrer até 24 horas e que, para a medicina, o tempo é muito importante para a eficácia dos transplantes?», pergunta José Almeida e Costa, da cidade da Guarda. Dr. Ricardo Di Bernardi – A situação é extremamente variável, depende de cada espírito. Não há como responder, para todos, acontece isto ou aquilo.

Pode suceder que, em doadores involuntários ou compulsórios, isto é quando a família, ou uma autoridade, decidiu a doação por eles, que se sintam desequilibrados emocionalmente no plano espiritual. Os suicidas, por exemplo, por possuírem um manancial muito volumoso de energia vital (fluido vital) têm, frequentemente, seu corpo perispiritual ligado ao corpo biológico por muito tempo, devido à quantidade desta energia vital destinada a manter uma longa vida pela frente, que tem automaticamente a função de fixar o corpo físico ao corpo espiritual.

Em função deste fenómeno, podem (alguns, não todos) sentir dores ou choques vibratórios decorrentes da cirurgia. Em doadores voluntários, que o fazem por amor ao próximo, espírito de solidariedade, há uma modificação energética na frequência e no comprimento onda que irradiam. Esta mudança de comportamento energético atrai, por sintonia, a presença de instrutores e médicos do plano espiritual que auxiliam o doador. Via de regra, a doação é um acto luminoso, que determina uma reacção benéfica.

Há no entanto um jogo de forças no processo. A energia do receptor, do órgão em si, do próprio doador, da família do doador e da família do receptor, as empresas que manipulam o órgão, o padrão vibratório da equipa médica, e toda a actuação dos obsessores e protectores de cada grupo destes... Em síntese o que determina as consequências é a intençãoeo amor». José Acúrcio, de Cascais indaga: «Qual a razão da dor e de tanto sofrimento que percorre a Humanidade?

Será que Deus não tinha uma outra forma de ensinar?». Dr. Ricardo Di Bernardi – A dor e o sofrimento, que grassam na humanidade, decorrem do automatismo da LEI DE ACÇÃO REACÇÃO. As consequências ocorrem, hoje, em função do que, cada um de nós, individualmente, bem como cada colectividade, movimenta em matéria de energias com os seus pensamentos, os seus sentimentos e as suas atitudes. Estas energias somam-se a outras do mesmo nível, da mesma frequência e do mesmo comprimento de onda.

Esta movimentação energética cria campos de força que atraem outros campos similares. A dor individual ou colectiva decorre da resposta automática das leis da natureza. Quando se diz Lei da natureza queremos dizer Deus. Se um indivíduo ou uma colectividade produziram sofrimento, dor, geram, por sintonia, a atracção de energias do mesmo padrão vibratório para si. Ressalvemos que estas energias poderão ser neutralizadas por actos construtivos, edificantes, de labor e de amor.

Lembramos, também, que atitudes positivas geram felicidade, individual e ou colectiva. Estamos a atender à sua pergunta, isto é: Há um sofrimento, por quê? José: não existe o “Deus” inventado pelas religiões. O Deus que fica triste, zangado, se emociona, castiga ou perdoa. Existe a Lei do Amor e da Justiça, que é uma força cósmica omnipresente, perfeita e imutável. Deus é impessoal. Se é imutável não tem comportamentos humanóides.

Deus não pune nem cria dores, portanto, não cria forma de nos ensinar. Quando Jesus disse: vós sois deuses, Deus está em vós, é o mesmo que «O Livro dos Espíritos» coloca: Onde está a Lei de Deus? Resposta: Na Consciência. Dentro de nós geram-se as desarmonias vibratórias que por automatismo das leis da natureza determinam as consequências inevitáveis. Sim, claro! Podemos atenuar, trabalhando e amando. Um abraço fraterno!

» Ricardo di Bernardi é palestrante e pesquisador, médico pediatra e homeopata, de Florianópolis, Brasil.