Editorial A bomba de água Com nome começado pela letra A, houve em tem
Jornal de Espiritismo nº 29 · Julho 2008Página 24 min
Editorial A bomba de água Com nome começado pela letra A, houve em tempos um terrível guerreiro que, à força de espada, driblou a eficaz ciência da guerra do Império Romano. As hostes chefiadas por Átila ficaram na história como as que desagregaram uma época centenária permitindo a invasão bárbara sobre a barbárie latina. E o nome ficou. No nosso país e noutros, como os países de Leste. Hoje, evidenciam-se em Portugal trabalhadores imigrantes, muitos deles vindos dessa região, e, sem qualquer xenofobia, entretecem-se amizades entre povos diferentes.
Conheço uma pessoa com esse nome. Num momento entre almoços, vieram à baila os feitios diversificados, e por vezes difíceis, de algumas pessoas com menores capacidades de equilíbrio e fraternidade. No caso do Átila, houve sequências de momentos de grosseria, no desiderato do seu trabalho. Por ele ser diferente? Se calhar não, haveria um culto infeliz de incomodar e um pretexto qualquer serviria. Há gente distraída! Nos momentos de insulto, Átila escondia o desagrado, e sorria.
Passava em serviço. No dia seguinte, quando via o verdugo, cumprimentava-o de sorriso aberto – no rosto e no coração malandreco – sabendo que isso produzia uma especial irritação no pobre homem com tão escassas soluções de comportamento. E repetia, repetia-se o quadro durante semanas a fio. Pelo cansaço, venceu. Não conquistou mais um amigo, na verdade, mas venceu sem violência. Este caso verídico evidencia num homem comum, que tanto quanto sei nada tem de religioso, padrões de comportamento construtivos, optimistas.
Não é um santo, com certeza. Mas é um exemplo de como dar a volta a situações desagradáveis com uma reacção construtiva. Na verdade, tudo se passa na nossa mente. E é nela que há os recursos necessários para desarticular obsessões e agir de forma a ver além de qualquer mágoa que criemos, a fim de se encontrar o sol sobre a névoa da inferioridade que tudo pisa e ainda assim, sem se elevar, fica sempre por baixo. Onde parará esse botão milagroso para cada um entrar na fila, e ao carregar nele alcançasse prontamente essa diferença evidente?
Acho que ainda não foi inventado. Por isso, a solução passa mesmo por tratarmos de nos conhecermos melhor a nós próprios, para compreendermos as raízes das nossas tendências e, com propostas de alteração de comportamento mais felizes, reestruturarmos pouco a pouco a mudança. Ainda assim, se se dá o caso de ser difícil imitar Átila, não se iniba. Tente! Quem sabe não apanha o jeito? Por Jorge Gomes Contam que um certo homem estava perdido no deserto, prestes a morrer de sede, quando por fim chegou a uma casa velha, a desmoronar-sesem janelas, sem tecto, batida pelo tempo.
O homem deambulou por ali e encontrou uma pequena sombra onde se acomodou, fugindo do calor do sol tórrido. Olhando ao redor, viu uma bomba a alguns metros de distância, velha e enferrujada. Arrastou-se até ali, agarrou a manivela, e começou a bombear sem parar. Nada aconteceu. Desapontado, caiu prostrado para trás e notou que ao lado da bomba havia uma garrafa. Olhou-a, limpou-a, removendo a sujeira eopó, e leu o seguinte recado: “Precisa primeiro de preparar a bomba com toda a água desta garrafa, meu amigo.
PS: Faça o favor de encher a garrafa outra vez antes de partir.” O homem arrancou a rolha da garrafa e, de facto, lá estava a água. A garrafa estava quase cheia de água! De repente, ele se viu num dilema: se bebesse aquela água poderia sobreviver, mas se despejasse toda a água na velha bomba enferrujada, talvez obtivesse água fresca, bem fria, lá no fundo do poço, toda a água que quisesse e poderia deixar a garrafa cheia para uma próxima pessoa...
mas talvez isso não resultasse. Que deveria fazer? Despejar a água na velha bomba e esperar a água fresca e fria ou beber a água velha e salvar a sua vida? Deveria perder toda a água que tinha na esperança daquelas instruções pouco confiáveis, escritas não se sabia quando? Com relutância, o homem despejou toda a água na bomba. Em seguida, agarrou a manivela e começou a bombear... e a bomba começou a chiar. E nada aconteceu!
foto loucomotiv E a bomba foi rangendo e chiando. Então surgiu um fiozinho de água; depois um pequeno fluxo, e finalmente a água jorrou com abundância! A bomba velha e enferrujada fez jorrar muita, mas muita água fresca e cristalina. Ele encheu a garrafa e bebeu dela até se fartar. Encheu-a outra vez para o próximo que por ali poderia passar, arrolhou-a e acrescentou uma pequena nota ao bilhete preso nela: “Creia-me, funciona!
Vai ver que precisa de dar toda a água antes de poder obtê-la de novo!” Podemos aprender coisas importantes a partir dessa breve história: nenhum esforço que faça será válido, se ele for feito da forma errada. Pode passar a sua vida a tentar bombear algo quando alguém já tem reservada uma solução para si. Preste atenção à sua volta! Deus está sempre pronto a suprir a sua necessidade. Ouça atentamente o que Deus tem a dizer, através de alguém, de um livro, de uma mensagem de rádio ou TV, de um jornal ou revista, através da internet ou de um e-mail, etc.
e confie. Como esse homem, nós temos as instruções por escrito à nossa disposição. Basta usar. Saiba olhar adiante e compartilhar. Aquele homem poderia ter ficado satisfeito e ter-se esquecido de que outras pessoas que precisassem da água pudessem passar por ali. Ele não se esqueceu de encher a garrafa e ainda por cima soube dar uma palavra de incentivo. Preocupe-se com quem está próximo de si. Lembre-se: só poderá obter água se a der antes.
In http://www.omensageiro.com.br/mensagens/mensagem-130.
