Eleições no Ceca
Jornal de Espiritismo nº 3 · 2004Página 57 min
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No passado dia 24 de Janeiro ocorreu na sede social do Centro Espírita Caridade por Amor*, eleições dos seus corpos sociais referentes ao biénio 2004 /2005, ficando assim constituídos: Assembleia Geral: presidente, Carlos dos Santos Ferreira; 1.º secretário, Lígia Almeida, 2.º secretário, António Pereira Fernandes. Conselho Fiscal: presidente, Ângelo Correia dos Santos; 1.º secretário, Tito Ferreira Gomes; relator, Rámon Gonzalez. Conselho Directivo: presidente, Luís de Almeida; vice-presidente, Cátia Martins; tesoureiro, Pedro Miguel Silva; 1.º secretário, Cecília Morais; 2.º secretário, Cristina Carvalho; 1.º vogal, Ricardo Godinho, 2.º vogal, António Costa.
* CECACentro Espírita Caridade por Amor Rua da Picaria, nº 59 — 1º Frente - 4050 - 478 PortoPortugalwww.ceca.web.pt ; Telefone: (+351) 912160015; E-mail: ceca(dgsapo.pt
ASSÇCIAÇÃO CULTURAL ESPIRITA HELIL: INAUGURAÇÃO EM FARO
No dia 25 de Janeiro, pelas 15h00, foi inaugurada a Associação Cultural Espírita Helil*. A nova associação tem como objectivos o estudo, a prática e a divulgação da doutrina espírita no seu tríplice aspecto (filosófico, científico e moral), segundo o postulado na codificação de Allan Kardec.
A sala foi pequena para acolher todos aqueles
que se quiseram associar ao evento. Presentes estiveram os representantes da Federação Espírita Portuguesa (FEP), da União Espírita do Algarve (UEA) e de todas as associações espíritas federadas do Algarve. Estiveram ainda presentes os representantes de outras associações e núcleos espíritas, bem como amigos e familiares.
Abertos os trabalhos, foi feita uma menção e um agradecimento às inúmeras mensagens de congratulações que chegaram de todo o país, bem como às ofertas de livros, de várias procedências, que integrarão o acervo da futura biblioteca da associação. Depois de lido um fax enviado pelo presidente da FEP, Arnaldo Costeira, solidarizando-se com os presentes, foi dada a palavra aos representantes da FEP, Vítor Mora Féria, e da UEA, João Palma Cláudio, que expressaram a sua satisfação pelo surgimento desta associação na capital do Algarve.
Seguidamente foi declamado, por Dulce Guerreiro, um poema de Luís Vaz de Camões (espiírito), “Nova Sagres”, psicografado por Hernâni T. Santana, e feita a apresentação da nova associação pelo presidente da Direcção, Reinaldo Barros.
Octávio Santos, do Centro Espírita Boa Vontade, de Portimão, abordou o tema “Espiritismo e Sociedade”, seguindo-se-lhe João Luiz Batista que reflectiu, de forma emocionada, sobre “A Casa Espírita”. Na continuidade das actividades programadas, o grupo infanto-juvenil da associação cantou algumas canções; foi declamado, por Maria Luísa Ording, o poema “Gratidão”, de Amélia Rodrigues (espírito), psicografado por Divaldo Pereira Franco e encerraram-se as actividades com a belíssima ária “Avé Maria”, cantada por Susana Fonseca.
A tarde terminou com um lanche-convívio oferecido a todos presentes.
A associação informa que iniciará as suas actividades públicas com os seguintes horários de funcionamento: à terça-feira, das 19:45 às 20:45, atendimento; das 21:00 às 21:45; palestra pública, e a partir das 21:45 fluidoterapia; aos sábados, das 15:00 às 16:00, evangelização de infância e juventude; das 16:30 às 17:30, atendimento; das 18:00 às 19:00, curso sistematizado da doutrina espírita (sujeito a inscrição).
* Urbanização de Santo António do Alto, lote 58, loja B, em Faro (contactos 966 859 273, 964 342 785, 967 762 282).
CENTRO DE CULTURA ESPIRITA: 1.º ANIVERSARIO
Dia 16 de Janeiro, entre as 21 e as 22h00 decorreu uma mesa redonda subordinada ao tema «O centro espírita», no âmbito do primeiro aniversário do Centro de Cultura Espírita. Este evento decorreu na sede desta associação, no bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, n.º 34, r/c, tendo sido convidados para fazer parte deste debate um dirigente espírita da Associação Espírita de Santarém, um outro de Almeirim, um representante da Associação Espírita da Nazaré, um dirigente do Grupo Espírita da Marinha Grande, e ainda um representante da Associação Cultural Espírita, bem como um dirigente da associação aniversariante.
Contou este evento com a participação do público que interveio no respectivo debate.
SEMINÁRIO EM LEIRIA: FELICIDADE SEM CULPA
A Associação Espírita de Leiria organizou um seminário cujo focalizador foi ADENAUER NOVAIS, dirigente do Centro Espírita Casa da Redenção Joanna de Ângelis, do Brasil, psicólogo. Porque a maioria das pessoas que procuram a casa espírita o fazem assoberbadas por problemas sem fim que tanto dificultam a sua felicidade, o Seminário FELICIDADE SEM CULPA dirigiu-se a dirigentes, trabalhadores e frequentadores das instituições espíritas, bem como ao público em geral, e realizou-se na Associação Espírita de Leiria nos dias 14 e 15 de Fevereiro.
Os subtemas abordados foram Percepção da Felicidade, Psicologia da Pessoa, Libertação do passado, Obstáculos à Felicidade, Medos e Culpas, Felicidade frente ao inevitável, O Amor, Desejos íntimos, Sabedoria e Felicidade, entre outros.
Humberto de Campos (espírito) no livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, psicografado por Francisco Cândido Xavier, informa que as Cruzadas haviam confundido as lições do Evangelho “ensanguentando todas as bandeiras do mundo cristão”. Era preciso recomeçar tudo de novo. Assim, no último quartel do século XIV Jesus chama Helil, “encarregado dos problemas sociológicos da Terra”, e atribui-lhe a primeira etapa do Bgigantesco trabalho que terá por berço o Brasil.
A 4 de Março de 1394, em Portugal, no Porto, renasce Helil, como o quinto filho de D. João | e de D. Filipa de Lencastre. Chamou-se Henrique, o Navegador, o Infante de Sagres, e foi o primeiro a sonhar eapôr em prática os planos de expansão mundial do pequeno e valoroso reino português. Foi ele quem organizou a frota concentrada no Porto para a expedição a Ceuta destacando-se na conquista desta cidade marroquina (1415) onde o seu pai o armou cavaleiro juntamente com os seus dois irmãos mais velhos.
Em 18.2.1416 tornou-se administrador e governador da Ordem de Cristo de que seria investido por Martinho V em 20.5.1420. Inicia a
exploração dos mares, redescobrindo o Porto Santo (1419), a Madeira (1420) e o grupo oriental dos Açores (1427). Para o adestramento técnico dos seus marinheiros e arquivar as experiências e realizações obtidas, D. Henrique rodeou-se de peritos, fundando em Sagres uma autêntica escola náutica, chamando a Portugal, entre outros mestres, o já célebre cartógrafo Jafuda, ou Jácome de Malhorca, que com os elementos fornecidos pelos navegadores portugueses elaborou novas cartas náuticas.
Entre os interesses determinantes da sua dedicação às navegações contamse as de ordem religiosa (espírito de cruzada, que lhe impunha a propagação da fé católica), política e económica. Mas a sua dedicação à empresa ultramarina não era um exclusivo. Reorganizou os estudos (1431) da Universidade de Lisboa, de que foi um desvelado protector, onde introduziu o estudo da Matemática e da Astronomia.
Os seus grandes interesses centravam-se nas terras de além-mar e por isso viveu a maior parte do tempo na sua vila algarvia de Lagos ou Vila do Infante (Sagres). Ingentes os problemas pesavam sobre os seus ombros: a preparação e
execução das expedições marítimas, a colonização dos arquipélagos da Madeira e dos Açores, as relações com a África recêm-descoberta (no aspecto comercial, político e missionário), a responsabilidade do governo da Ordem de Cristo, a defesa dos direitos e interesses de Portugal junto do Papa e do rei de Castela. Tenaz e persistente, o êxito das primeiras expedições marítimas levou-o a lançar-se, norteado pelo ideal de cruzada, corroborado pelo de interesses de ordem económica e política, na empresa dos Descobrimentos que abriu novos rumos não só a Portugal mas ao mundo inteiro.
Mas quem foi Helil no passado? Em nota de rodapé, na página 25 do citado livro, a FEB esclarece que o autor espiritual preferiu a forma árabe Helil em vez da hebraica Hilel (forma aportuguesada de Hillel), mais usada. Hillel, o Velho, sábio judeu, viveu entre o ano 70 a.C. (Babilónia) e o ano 10 da nossa era (Jerusalém). Membro da família de David, quase foi contemporâneo de Jesus. Foi um dos mais eminentes rabis do seu tempo. O estudo com os mestres da sua época, Shemaiáh e Abtaliom, proporcionou-lhe invejável cultura, sendo de salientar que a tradição lhe
atribuiu um alto posto no Sanadrin com o título de Nasi (Príncipe). Todavia, a sua personalidade não se projectou apenas na área da Cultura. Ele passará à posteridade como o grande instrutor que reunia e praticava as virtudes da caridade, tolerância, humildade, paciência e piedade. Era um homem bom, prudente e que gostava de estudar. Foi um dos mais respeitáveis fundadores do judaísmo rabínico, líder ético da sua geração.
As suas “Sete Regras”, que formam a base da hermenêutica rabínica, lançariam as bases para uma interpretação mais liberal das Escrituras.
As suas máximas são coincidentes com os ensinamentos do Cristo: “o que for desagradável para ti, não faças ao teu próximo, nisto se resume toda a Lei; tudo o mais não passa de comentário”; “não julgues o teu próximo antes de te colocares no seu lugar”.
Bibliografia: “Lexicoteca, Moderna Enciclopédia Universal”, Círculo de Leitores; “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, pelo Espírito Humberto de Campos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, FEB; “Reencarnação e Imortalidade”, Hermínio C. Miranda, FEB; “O Reformador”, Outubro de 2003, FEB.

