Opinião foto loucomotiv Ambientadores: que cheirinho Neste mundo, exis
Jornal de Espiritismo nº 30 · Setembro 2008Página 64 min
Opinião foto loucomotiv Ambientadores: que cheirinho Neste mundo, existem muitos odores. Uns agradáveis, outros nem tanto. Quando um odor não muito agradável existe, usamos meios para o diluir ou disfarçar, nomeadamente ambientadores. Não importa a marca ou o perfume, todos têm o mesmo objectivo: tornar o ambiente mais agradável. Contudo, nem sempre um ambientador atinge esse objectivo em pleno. O odor do espaço pode até melhorar, mas isso não implica que o ambiente fique agradável.
E porquê? Na verdade, do mesmo modo que um produto altera o ambiente quanto ao odor, existe algo mais que é responsável pelo ambiente em si: nós próprios! O ESPELHO O humano é um ser pensante, construindo ideias constantemente, recordando, planeando. Por outro lado, sabemos que o pensamento é material, somente não é visível aos nossos olhos físicos. Assim, quando um pensamento é emitido, ele plasma imagens que reproduzem a ideia, bem como o seu teor, e esse teor atribuirá à imagem uma vibração à medida.
Quando se trata de um bom pensamento, essa imagem terá uma vibração positiva, do mesmo modo que quando se trata de um mau pensamento, terá uma vibração negativa. Ao emitir uma vibração, o pensamento acaba por influenciar, neste caso, o ambiente. Mas num sentido mais alargado, sabemos que quando é dirigido a uma pessoa, poderá influenciá-la também, se ela estiver receptiva, e isto mesmo que se encontre a quilómetros de distância!
“É o dínamo da vida: bom ou mau, culmina sempre por alcançar aquele que se lhe torna receptivo e a quem se dirige.” – Divaldo Pereira Franco, in «Sublime Expiação». Um ambiente vibra, geralmente, segundo a somatória dos pensamentos emitidos em maioria no local. Se a maioria é positiva, o local tem uma vibração agradável, onde vamos sentir-nos bem. Se por outro lado, na maioria do tempo as pessoas que frequentam esse espaço emitem pensamentos negativos, acabarão por fazer com que o ambiente se transforme em conformidade.
E nesses casos, se estamos bem, ao entrarmos num desses locais sentiremos desconforto, até físico, surgindo em muitos casos a necessidade de sair e não voltar. Vejamos dois exemplos: - Quase todos nós nos sentirmos muito bem num local de culto, independentemente da religião ou crença a que pertença, pois é um local onde aqueles que o visitam e frequentam vibram fé, amor, esperança. - Quando entramos num local onde geralmente se emitem pensamentos ou acções menos positivas, sentiremos esses efeitos.
Isso pode acontecer em sítios como um cemitério, um espaço de lutas ilegais, um espaço de jogo, um local de consumo de drogas, um bordel. Claro que nos sentiremos mal se a nossa vibração pessoal não estiver de acordo, caso contrário, sentir-nos-emos bem nesses locais, sentir-nos-emos em casa. Podemos então questionar-nos: de que modo contribuo para o ambiente de um espaço? Começando pela minha casa, onde vivo e desabafo os meus pensamentos, que tipo de vibração construo?
O OUTRO LADO DO ESPELHO Do mesmo modo que influenciamos um espaço, ele também nos pode influenciar a nós. Quando entramos num local, o ambiente predominante envolve-nos, fazendo- -nos sentir melhor ou pior. Se for agradável, vamos sentir-nos bem, podendo mesmo mudar o nosso humor (se estamos aborrecidos ou tristes, ficamos bem dispostos e alegres). Se, por outro lado, o ambiente é pesado e desagradável, poderá fazer-nos sentir mal.
A situação pode chegar ao ponto de, mesmo estando bem antes, ficarmos infelizes, cabisbaixos. Então, torna-se importante saber como nos proteger num ambiente negativo. Para tal, bastam uns breves minutos: 1. Paramos um pouco, procurando abster- -nos de quaisquer distracções em redor. 2. Respirando fundo, relaxamos o corpo físico. 3. Imaginamos que, em nosso redor, se forma uma espécie de redoma, ligada ao céu por um fio, que nos protege do ambiente.
Desse modo, ao fim de uns minutos, estaremos isolados da vibração nociva. Ao desligarmo-nos, deixamos de vibrar na mesma onda, e não somos afectados por ela. A CASA DE ESPELHOS Quando abordamos o assunto de pensamentos e ambiente, surge a necessidade de abordar a questão quanto aos Espíritos desencarnados que nos rodeiam. Sabemos que estes se aproximam e ligam a pessoas e locais onde se sintam bem, que estejam em sintonia com as suas próprias vibrações e pensamentos.
Um Espírito superior vai frequentar locais onde a vibração e ambiente sejam positivos, enquanto um Espírito inferior não se sentirá bem num local assim, procurando espaços com vibração mais pesada. Assim, o ambiente que geramos, sobretudo em nossa casa, ganha um contorno diferente. Como é lógico, todos queremos manter o nosso lar protegido, fechado para entidades inferiores e disponível para amigos da espiritualidade superior.
Então, compreendemos o quanto influenciamos nessa abertura. Pelo tipo de pensamentos e sentimentos que emitimos em nossa casa, vamos criar o ambiente que se torna habitual, positivo ou negativo. Em consequência, iremos definir qual o tipo de entidades que vai entrar e conviver connosco no nosso cantinho. Pensemos: que tipo de companhias estaremos a atrair e permitir que passem para dentro da porta da nossa casa? CONCLUSÃO Temos grande influência num espaço, de um modo tão natural que muitas vezes não nos damos conta disso.
Por isso, devemos prestar atenção ao tipo de pensamentos que emitimos em dados locais, sobretudo a nossa casa, garantindo assim que teremos um ambiente agradável e confortável, com companhias que nos ajudarão num sentido de crescimento, envolvendo-nos assim cada vez mais num bem-estar que se multiplica e fortalece. Por outro lado, estejamos atentos quando um local nos faz sentir emoções que não trazíamos connosco, sobretudo se tiverem teor negativo, e isolemo-nos para protegermos o nosso bem-estar.
“Todos lançamos, em torno de nós, forças criativas ou destrutivas, agradáveis ou desagradáveis ao círculo pessoal em que nos movimentamos. (…) O homem vive no seio das criações mentais a que dá origem. Nossos pensamentos são paredes em que nos enclausuramos ou asas com que progredimos na ascese”. - Francisco Cândido Xavier, in Fonte Viva. Sejamos bons ambientadores, e produziremos o melhor ambiente de todos!
