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Notícia Teologia da Ciência: o que

Jornal de Espiritismo nº 30 · Setembro 2008Página 74 min

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é? Através de leis da física e da filosofia, um investigador polaco mostra que Deus existe e ganha um dos mais cobiçados prémios científicos. Michael Keller, cosmólogo e teólogo polaco, actualmente é um dos mais conceituados cientistas e, igualmente, um dos mais renomados teólogos da Polónia. Entre o pragmatismo científico e a devoção pela espiritualidade, ele decidiu fixar esses seus dois olhares sobre a questão da origem de todas as coisas: pôs a ciência a serviço de Deus e Deus a serviço da ciência.

O resultado intelectual é que ele se tornou o pioneiro na formulação de uma nova teoria que começa a ganhar corpo em toda a Europa: a “Teologia da Ciência”. Em poucas palavras, essa teoria define-se desta forma: a ciência encontrou Deus. E a isso Keller chegou, fazendo-se aqui um paralelismo com a ciência médica, valendo- -se para tal do que se chama diagnóstico por exclusão: quando uma doença não preenche os requisitos para as mais diversas enfermidades conhecidas, não é por isso que ela deixa de ser uma doença.

De volta agora à questão da formação do universo, há perguntas que a ciência não responde, mas o universo está aqui e nós, nele. Nesse “buraco negro” entra Deus. Segundo Keller, apesar dos nítidos avanços no campo da pesquisa sobre a existência humana, continua-se sem saber o principal: quem seria o responsável pela criação do cosmo? Com repercussão no mundo inteiro, o seu estudo e a sua coragem em dizer que Deus rege a ciência, naquilo que a ciência ainda tacteia abrem-se novos campos de pesquisa.

“Por que as leis na natureza são dessa forma? Keller incentivou esse tipo de discussão”. Tendo como base principal a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, ele mergulhou nos mistérios das condições cósmicas, como a ausência de gravidade que interfere nas leis da física. Como explicar a massa negra que envolve o universo e faz os astronautas flutuarem? Como explicar a formação de algo que está além da compreensão do homem?

Jogando com essas questões, que abrem lacunas na ciência, Keller afirma a possibilidade de encontrarmos Deus nos conceitos da física quântica, onde se estuda a relação dos átomos. Dependendo do pólo de atracção, um determinado átomo pode atrair outro e, assim, Deus e ciência também se atraem. “E, se a ciência tem a capacidade de atrair algo, esse algo inexoravelmente existe”, diz Keller. Keller montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande “explosão” de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo.

“Em todo processo físico há uma sequência de estados. Um estado precedente é uma causa para outro estado que é o seu efeito. E há sempre uma lei física que descreva esse processo”, diz o cientista polaco. Corroborando o que foi transmitido pelos espíritos superiores, faz 150 anos, na pergunta 4 em “O Livros Dos Espíritos” 1 : «#4 - Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus? “Num axioma que aplicais às vossas ciências.

Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá.” De volta agora à questão da formação do universo, há perguntas que a ciência não responde, mas o universo está aqui e nós, nele. Para crer-se em Deus, basta lançar o olhar sobre as obras da Criação. O Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo o efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa.

» E, em seguida, o investigador polaco fustiga de novo o pensamento: “Mas o que existia antes desse átomo primordial?” Essas questões, sem respostas pela física, encontram um ponto final na espiritualidade – ou seja, encontram Deus, atestando o que o que os espíritos superiores nos transmitiram há século e meio na primeira pergunta do livro (1) supracitado: #1. - Que é Deus? “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”.

Keller, valendo-se também das ferramentas da física quântica (que estuda, entre outros pontos, a formação de cadeias de átomos) e inspirando-se em questões levantadas no século XVII pelo filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz, o cosmólogo mergulha na metáfora desse pensador: imagine, por exemplo, um livro de geometria perpetuamente reproduzido. Embora a ciência possa explicar que uma cópia do livro se originou de outra, ela não chega à existência completa, à razão de existir daquele livro ou à razão de ele ter sido escrito.

Keller “apazigua” o filósofo: “A ciência nos dá o conhecimento do mundo e a espiritualidade nos dá o significado”. Com o prémio financeiro que recebeu por esta sua tese científica, dado pela Fundação Templeton, New York (instituição que reúne pesquisadores de todo o mundo), ele anunciou a criação de um instituto de pesquisas, como o nome “Centro Copérnico”, em homenagem ao filósofo polaco que, sem abrir mão das suas convicções espirituais, provou que o Sol é o centro do sistema solar.

(1) Allan Kardec in O LIVRO DOS ESPÍRITOS – Edições FEB 76ª. edição Por Luís de Almeida foto loucomotiv PÁGINAS DE INTERNET www.future-studios.