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Notícia Festival de Música Espírita Numa organização conjunta da Assoc

Jornal de Espiritismo nº 31 · Novembro 2008Página 82 min

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Notícia Festival de Música Espírita Numa organização conjunta da Associação Cultural e Beneficente Mudança Interior, deVale de Cambra, e Associação Cultural Cristã Espírita, de Oliveira de Azeméis, aconteceu o I Festival de Música Espírita. l. Aconteceu para que seja, como disse a propósito um amigo espiritual, “o marco, o estímulo aos irmãos que estão atentos a perceberem os seus compromissos e, amparados por Jesus, fazerem vir as mais belas melodias.

” Sim, porque ecoa o canto da Nova Era a toda a humanidade. E então, a ordem é que peguemos nos instrumentos, aqueçamos as nossas vozes, ouçamos mais além, porque um novo canto vem. É hora de levarmos em nós mesmos os mais belos acordes para a nossa própria ascenção. Ou, como diz a estrofe de uma canção ainda por entoar aos ares “É na hora/ da mudança/ vamos todos a mão dar/ para termos/ forte a corrente/ e fazermos o som vibrar.

” É certamente a hora de accionarmos as nossas responsabilidades, aguçarmos a audição, e seguirmos de instrumentos em punho. Já levamos nas mãos espadas e cruzes – e não resultou. Peguemos agora em violões e sigamos animados, alegres e venturosos. Não serão as nossas melodias sublimes pela sua originalidade, e técnica, porém sublimes pela mensagem que trazem: a mensagem da Boa Nova. O Festival de Música Espírita, em Vale de Cambra, teve na sua primeira edição mínimas, semínimas e colcheias, sustenidos e bemóis que subiram aos céus vindos da Associação Espírita de Lagos, da Associação Espírita Consolação e Vida, de Águeda, da Associação Social Cultural Espiritualista, de Viseu, do Grupo de Estudos Allan Kardec, de Coimbra, das associações organizadoras – e de Moacyr Camargo.

Moacyr Camargo que, tendo vindo a propósito do evento, perambulou um pouco por todo o país, cantando e encantando. Além de talento e voz, possui a simplicidade e a humildade das almas nobres. Traz o Cristo no coração e, assim, quando canta esparge sobre os nossos ouvidos duros o orvalho dúlcido das vibrações mais puras. Dezasseis casas espíritas lhe abriram portas (o tempo não deu para mais); dezasseis casas lhe deixaram o convite para regressar.

A Arte, e particularmente a música, quando tem por meta a beleza, produz destas coisas.