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Jornal de Espiritismo nº 31 · Novembro 2008Página 72 min
Notícia Arte Espírita em Óbidos PÁGINAS DE INTERNET www.future-studios.com PUBLICIDADE Depois de vários eventos de índole cultural como as Jornadas de Cultura Espírita, pintura mediúnica (em que pintores falecidos voltam do Além, pintando através de médiuns que pouco ou nada percebem de pintura), foi a vez de trazermos até Óbidos música de qualidade, através de um músico brasileiro muito conhecido, Moacyr Camargo. O auditório “A Casa da Música” em Óbidos encheu-se de suaves melodias, envoltas na mensagem espírita, em prol da paz.
Foi um evento do Centro de Cultura Espírita (CCE), sediado em Caldas da Rainha (www. caldasrainha.net/cce) que assim pretendeu levar ao público a mensagem de paz que a Doutrina Espírita trouxe à humanidade. O auditório “A Casa da Música” em Óbidos encheu-se de suaves melodias...” Com início pelas 21H15, Amélia Reis fez as honras da casa, agradecendo aos presentes e ao Município de Óbidos a oportunidade deste evento, a que se seguiu a apresentação de Moacyr Camarago, com um vasto curriculum.
De seguida, Mariana e David, dois jovens do grupo de jovens do CCE, subiram ao palco com mensagens de paz, questionando o porquê da guerra, mensagens essas acompanhadas de imagens do nosso quotidiano. Moacyr Camargo falou com o público durante cerca de 10 minutos, acerca da importância da arte espírita e do espiritismo na arte e na nossa vida. Posteriormente, cantou e encantou os presentes durante 1 hora consecutiva, entremeada com a participação do grupo de crianças do CCE, que organizados pela profª Manuela Simões, levaram aos presentes as suas mensagens de paz, despertando com a sua inocência muitos sorrisos na sala.
No final houve ainda oportunidade de um são convívio entre todos, onde Moacyr Camarago teve oportunidade de dar muitos autógrafos. Ficou a promessa de um regresso com novas actividades espíritas para o próximo ano. Por José Lucas BACH TROPICAL Quem não esteve hoje (10 de Outubro de 2008) no Auditório “A Casa da Música”, em Óbidos (Portugal), perdeu a oportunidade de assistir ao belíssimo espectáculo musical de Moacyr Camargo.
Impressiona a forma como Moacyr, apenas com a sua guitarra acústica, consegue uma sonoridade tão envolvente e grandiosa. Quem o vê nas capas dos discos, com o sorriso meio envergonhado, não imagina quanto ele se agiganta no palco. É uma música rica, cristalina, com possibilidades harmónicas exploradas com uma complexidade e método que fazem lembrar Johann Sebastian Bachcuja influência e similaridades com a Música Popular Brasileira é cada vez mais reconhecida, diga-se de passagem.
A música de Camargo transporta uma amplitude a que na Europa não estamos habituados. Tem essa marca dos grandes espaços, das paisagens intocadas, que nos fazem sonhar. Essa característica é ainda acentuado pelas sugestões de paisagens espirituais que a sua condição de espírita transmite. Mesmo quando a mensagem não é especificamente espírita, como é, por exemplo, o caso do lindíssimo samba “Encostas Brasileiras”, do álbum “Terra Azul”, que convida a um passeio aprazível.
Consegue- -se sentir a brisa marinha, ouvir o roçagar das bananeiras que abanam docemente ao vento, avistar as candeias tremeluzentes, quando a noite cai. Moacyr é um clássico, como Dorival Caymmi. A sua obra tem a dignidade poética e a grandiosidade de Mílton Nascimento ou Egberto Gismonti. Na leveza, na delicadeza, faz lembrar Djavan. Na Paz e Espiritualidade que transmite, é único.
