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Notícia II Jornada Espírita do Porto Realizaram-se nos dias 13 e 14 de

Jornal de Espiritismo nº 31 · Novembro 2008Página 65 min

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Notícia II Jornada Espírita do Porto Realizaram-se nos dias 13 e 14 de Setembro no Fórum da Maia as II Jornadas de Cultura Espírita do Porto que teve como tema central“A Génese” . A alegria e a fraternidade foram as características dominantes no ambiente das jornadas a que acorreram cerca de trezentas e cinquenta pessoas. O evento, organizado por Associações da Região sob o patrocínio da Federação Espírita Portuguesa, teve como tema central «A Génese», em homenagem ao quinto livro da codificação Espírita pelos cento e quarenta anos da sua 1ª edição.

A inaugurar as actividades realizou-se uma sessão solene para formalização pública de constituição da União Espírita da Região Porto (UERP) e tomada de posse da sua Direcção, assim constituída: Lar Espírita Esperança; Centro Espírita Caridade por Amor; Centro Espírita Caminheiros da Luz; Escola de Beneficência Caridade Espírita; Núcleo Espírita Rosa dos Ventos; Comunhão Espírita Cristã e Associação Espírita Cristã Mensageiros da Caridade.

Em breve mensagem, Alexandre Ramalho, delegado da FEP, destacou as actividades realizadas pelas Associações e a sua importância na materialização da União, cujo projecto tão caro a todas elas permitirá alargar as iniciativas respeitantes à divulgação dos postulados espíritas e à união de todos os espíritas desta região. De seguida, Casemiro Ramos, Director Geral da UERP apresentou o programa de actividades da novel estrutura para o ano 2009, cujo croquis publicaremos no próximo número.

Terminada a sessão solene, seguiu-se uma rubrica de música clássica com a apresentação de um grupo de jovens alunos do Conservatório de música da Maia, que enriqueceu o evento pela sua componente espiritual, e introduziu de forma brilhante o capítulo seguinte do evento: Os temas doutrinários, expostos com segurança e qualidade que foram do agrado geral. Os grupos infantis das Associações marcaram presença com dezenas de crianças empenhadas em actividades lúdicas variadas sob coordenação das respectivas evangelizadoras.

Um trabalho muito colorido e alegre que frutificará no tempo o espírito de união que se pretende desde tenra idade aos futuros trabalhadores e dirigentes desta e de outras regiões. No dia 14 foram realizadas duas mesas-redondas com a duração de uma hora, no decorrer das quais os expositores puderam responder com maior detalhe às questões colocadas pelos congressistas sobre os trabalhos apresentados por cada um, esclarecendo e fortalecendo os conceitos doutrinários sobrejacentes à elaboração dos temas.

Na preparação de encerramento, as crianças, jovens e evangelizadoras e o Grupo Espírita Auta de Souza do Brasil subiram de novo ao palco para o toque final. Destaca-se o extraordinário apoio dos nossos confrades brasileiros que em curto espaço de tempo ensaiaram o grupo em coreografia musical animada e graciosa, que muito entusiasmou o público entusiasmada presente. A encerrar, subiram ao palco as dezenas de colaboradores envolvidos na organização em representação das várias Associações da região, agradecendo e despedindo-se do público em acenos fraternais até aos dias 4 e 5 de Abril de 2009, data em que se realizarão as III Jornadas de Cultura Espírita do Porto.

Por Alexandre Ramalho Seminário sobre o passe magnético O CEPC- Centro Espírita Perdão e Caridade em Lisboa tem vindo a desenvolver e a dinamizar encontros variados, visando a formação de trabalhadores, promovendoWorkshop’s, Seminários, grupos de estudo, etc. Em Setembro realizou-se no dia 24 um seminário sobre o “Passe Magnético”, dado pelos Carlos Alberto Ferreira e Antero Ricardo, onde se procurou formar novos passistas e esclarecer / informar todos que se fizeram presentes.

O passe é essa doação de energias que nós colocamos ao alcance dos que se encontram com deficiências, de modo que eles possam ter centros vitais reestimulados e, em consequência disso, recobrem o equilíbrio ou a saúde, se for o caso. Divaldo Franco responde-nos, no livro «Directrizes de Segurança» que o passe significa, no capítulo da troca de energias, o que a transfusão de sangue representa para a permuta das hemácias, ajudando o aparelho circulatório.

O Passe Magnético é uma terapia de superfície, na medida em que a verdadeira terapia de fundo é a nossa reforma íntima, é o procurar pôr em prática o Evangelho de Jesus em todas as situações da nossa vida. Sem rituais, o Passe Espírita não necessita de encenações, vestimenta especial de cor branca, nem estalidos de dedos. A eficácia do Passe Espírita depende dos benfeitores, da assistência espiritual ao Aplicador do Passe e não dele mesmo.

Os Benfeitores que laboram nesta área, não aprovam nem ensinam rituais na aplicação do Passe, mas apenas convidam à prece e à imposição das mãos como fazia Jesus. Simplicidade em todas as Casas Espíritas que preparam seus aplicadores. Toda a encenação preparatória do Aplicador do Passe, tais como mãos erguidas ao alto e abertas em forma de antenas, para suposta captação de fluidos, mãos abertas sobre os joelhos viradas para cima, pelo paciente, descruzar braços e pernas para não atrapalhar a circulação das energias, e para melhor assimilação fluídica, nada tem a ver.

Devagar vai-se educando o receptor/ paciente sobre isso, pois muitos ainda estão acostumados a portarem-se de tal maneira porque assim é que se fazia. Somente os Benfeitores Espirituais tem conhecimento da real situação e das necessidades prementes do receptor/paciente. Somente os benfeitores espirituais sabem das possibilidades de ajudá-lo diante de seus compromissos nas provas, e da natureza dos fluidos de que ele (o paciente) necessita.

No dia 28 de Setembro teve igualmente lugar no CEPC um Workshop para Expositores Espíritas, a cargo de Antero Ricardo e Filipa Ferreira. Realizaram-se actividades práticas e estabeleceram-se orientações para auxiliar a passagem da mensagem espírita, quer em termos de audição, visualização e exposição. Eis alguns tópicos: o expositor tem de conhecer bem a Doutrina, não falar em nome pessoal (eu penso, eu acho, etc.); ter o hábito da leitura e estudo permanente da Codificação e obras complementares (Léon Denis, Gabriel Delanne, Herculano Pires, Deolindo Amorim, Chico Xavier, Divaldo Franco, Yvonne do Amaral Pereira, etc.)

; nunca falar mais do que o estipulado (30m, 45m, 60m), pois que cansa e dispersa o pensamento, particularmente das pessoas perturbadas; falar de forma a que todos na sala oiçam e olhar toda a plateia sem fixar ninguém; nos acetatos ou diapositivos, utilizar apenas uma/duas ideias, com letra bem legível (tamanho superior a 18) e nunca permitir que o fundo (paisagem, figuras, etc. distraiam do principal). Nunca utilizar fundo escuro com letras escuras, ou fundo claro com letras claras).

Os acetatos e o powerpoint são apenas auxiliares; evitar as «bengalas psicológicas»: «Pá, Pá,..; portanto, portanto, ...»; nunca dizer mal das outras crenças, ou pessoas. A crítica tem de ser sempre construtiva; etc. Por M.