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Jornal de Espiritismo nº 35 · Julho 2009Página 44 min

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Consultório Transtorno alimentar foto loucomotiv «O Dr. Ricardo Di Bernardi,* seria possível falar sobre o Transtorno Alimentar da Obesidade Mórbida?», indaga Margarida Magalhães, de Amarante. PUBLICIDADE PUBLICIDADEPrezada Margarida, o nosso psiquismo formou-se ao longo de milhões de anos. Como dizem os Espíritos, a nossa história vem desde o átomo e irá até ao arcanjo. A obesidade mórbida, desta encarnação, está a reflectir um desajuste nas estruturas mais profundas dos corpos energéticos que todos possuímos.

Este desajuste é drenado, exteriorizado, para o organismo biológico. Esta exteriorização nada tem a ver com punições, é antes uma consequência natu- ral. Deve ser tratada, corrigida e orientada como qualquer outro problema. Todas as nossas preferências, peculiaridades de comportamento e dificuldades estru- turam-se nas experiências desta vida e das inúmeras vidas anteriores. E isto também serve para as dificuldades orgânicas expres- sivas com as quais, hoje, nos defrontamos.

Durante o período da gravidez, recebemos inúmeros condicionamentos. O mesmo ocorre durante a nossa infância e toda a nossa formação educacional. Vivemos inúmeras situações que acabam por poten- cializar qualidades, ou características, que já trazemos de vidas pregressas. O nosso inconsciente (Espírito) regista factos vivenciados que, conforme a sensibi- lidade pessoalisto é, para cada um existe uma forma peculiar de reagirdeterminam posturas mais ou menos equilibradas frente a tudo aquilo com que deparamos na vida.

Há, então, factores desencadeantes, ou gatilhos, nesta vida actual. A obesidade mórbida decorre de uma fragi- lidade do corpo astral, ou seja, o perispírito, que, por uma série de diferentes causas (inúmeras orgias alimentares por exemplo) gerou um desequilíbrio no metabolismo do perispírito. Este desequilíbrio determina, na moldagem de um novo corpo, pelo coman- do da genética astral sobre a genética física, uma formação de um organismo com esta tendência, isto é, a proliferação, em excesso, do tecido adiposo.

Recomenda-se que pro- cure um psicólogo, um médico e tratamen- to espiritual na casa espírita. Lembramos, finalmente, que a mudança do padrão de pensamento ocasiona a nova e constante reorganização do corpo astral. A alegria, a felicidade, o optimismo determinam a cura nas causas mais profundas, o que quer dizer em duas palavras: curam a alma. Esta exteriorização nada tem a ver com punições, é antes uma consequência natural.

Deve ser tratada, corrigida e orientada como qualquer outro problema. «Caro Dr. Ricardo Di Bernardi, gostaria de obter mais informações sobre a anorexia e a bulimia com base na visão espírita. Será que me poderia ajudar com explicações sobre quais são os transtornos, as suas caracte- rísticas, sintomas, implicações e tipos de tratamento?», pergunta Maria Antonieta Pais do Amaral, do Rio de Janeiro, Brasil. - Prezada Maria Antonieta, todos os nossos gostos, tendências e transtornos estruturam-se nas experiências desta vida e das anteriores.

Durante a nossa gestação, a nossa infância e toda a nossa formação educacional, vivemos inúmeras situações que acabam por potencializar as caracterís- ticas que trazemos do passado. O nosso inconsciente (no Espírito) regista factos vivenciados que, consoante a nossa sensibilidade, determinam posturas mais ou menos equilibradas frente a tudo aquilo com que deparamos na vida. A anorexia caracteriza-se pela não ingestão de alimento ou a postura de não aceitar ingerir o alimento ou, ao fazê-lo, vomitar de propósito.

Esta recusa de se alimentar é um distúrbio psicológico onde a pessoa imagi- na que procedendo assim ficará mais bela. Costuma, com esta conduta, adoecer e até falecer (desencarnar). Há inúmeras causas que podem determinar isto. Vaidade patológica, pressão do ambiente familiar ou profissional e outros. A bulimia é a fome exagerada, alimentar- -se em excesso sem real necessidade. É um desequilíbrio emocional. Há inúmeras cau- sas, como, por exemplo, ansiedade, medo, mecanismo de compensação para falta de afecto, etc.

Além de tendências de vidas passadas, há, também, pelo desequilíbrio psicológico, a sintonia com Espíritos da mesma frequência vibratória que se acoplam à pessoa. Deve-se por isso procurar o psicólogo para orientar na questão emocional, bem como procurar médico para orientar e corrigir a questão física. Cumpre ainda ao doente buscar orientação espiritual para tratar a pessoa e os obsessores que costumam somar-se ao processo.

A mediunidade em desequilíbrio também afecta o centro cerebral do apetite. Há 700 médiuns pesquisados onde se constatou que há uma tendência em ocorrer uma das três situações: 1- Perda de apetite. 2- Excesso de apetite. 3- Distorção do apetite. Tratando-se ou reequilibrando-se a mediu- nidade, voltam ao normal. Saudações! * Ricardo Di Bernardi é médico e colabo- ra com o Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis – www.

icef-sc.com.br. Todas as quartas-feiras, pelas 20h15, no horário de Brasília/Brasil, Ricardo Di Bernardi responde ao vivo a várias perguntas sobre os mais variados temas. Para isso basta aceder a www.redevisao.net.